História My Friend, My Love? - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inuyasha
Tags Comedia, Inuyasha, Romance
Visualizações 18
Palavras 3.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal,
Sim ainda estou viva, e sim eu não abandonei a fic.
A verdade é que eu estava sem qualquer inspiração para escrever. Serio, eu sentava na frente do computador, ficava olhando para aquela tela em branco e nada.
Já estava começando a pensar que esse capítulo nunca sairia. Mas ele finalmente saiu.
Espero que não tenham desistido, e que continuem acompanhando. Sei que é chato ter que ficar séculos esperando por um capítulo, mas acreditem, eu me esforço muito para conseguir postar pelo menos relativamente rápido, infelizmente nem sempre consigo.

Bom chega de enrolação e vamos ao capítulo que é o que realmente importa.
Espero que gostem, e não deixem de dar suas opiniões sobre o que estão achando, elas ajudam muito,

Capítulo 5 - Capítulo 5


Kagome consultou o relógio, mas uma vez. Ele estava atrasado, e pensar que estava lhe fazendo um favor. Depois de uma semana de trabalho intensa, ao qual ela própria havia se submetido, pensou que com isso conseguiria acabar com seu desanimo, e com isso a estranha agitação que vinha sentindo ultimamente sempre que Inuyasha estava por perto.

E realmente estava funcionando, pelo menos as coisas pareciam estar voltando ao normal. Por isso mesmo, ali estava ela, em plena folga esperando por ele, para lhe entregar a carteira que havia esquecido.

Um grupo de colegiais passou por ela conversando e rindo, isso lhe trouxe lembranças, as férias de verão logo começariam, o forte calor já demostrava isso. Apesar de não gostar muito do calor, sempre gostou do verão, simplesmente porque todo ano eles faziam algo diferente.

Praia, acampamento nas montanhas, ou mesmo viajem com os amigos. Aquela época era mesmo divertido, era até triste pensar que hoje em dia já não tinha tempo para essas diversões.   

Depois de conferir o relógio mais uma vez, decidiu ligar para Inuyasha. Infelizmente a ligação caia direto na caixa postal. Pensou um pouco e depois se lembrou de que o restaurante não ficava muito longe dali, então, ao invés de ficar ali esperando, talvez fosse melhor levar direto para ele.

Levou exatos quinze minutos até o restaurante, na porta estava pendurada uma plaquinha de “fechado” com o horário que eles iriam abrir. Como era final de semana, eles abririam mais cedo, então logo aquele lugar estaria cheio.

— Desculpe, ainda não… Kagome! – Miroku que estava arrumando uma das mesas a recebeu com um largo sorriso.

Ela retribuiu o sorriso.

— Olha só, quem te vê assim, até pensa que é um trabalhador exemplar. – provocou.

Miroku gargalhou.

— Assim você me magoa. – disse se fazendo de ofendido. — Então, veio ver o Inuyasha?

O tom malicioso com que ele fez aquela pergunta, não lhe passou despercebido. Mas não deu muita importância, assim como Sango, Miroku adorava implicar com a amizade deles.

— Dessa vez você acertou. – ela se divertiu com a cara de surpresa dele, com certeza não estava esperando que ela confirmasse. — Ele esqueceu a carteira, vim entregar a ele. – disse pegando o objeto de dentro de sua bolsa.

Quando entendeu que ela o estava apenas provocando, riu.

— Esse meu amigo, só não perde a cabeça, por estar grudada nela. – disse balançando a cabeça.

— Ele esta ocupado, tentei ligar para ele, mas o telefone está desligado.

— Ele está com Miyuga, ele está bem agitado, afinal, hoje é o grande dia.

Ela ergueu a sobrancelha curiosa.

— Como assim, grande dia?

Miroku estava prestes a responder, quando a porta que levava a cozinha foi aberta de repente. Kagome reparou na mulher que saiu e se surpreendeu por não reconhecê-la. A jovem foi direto para uma das mesas vazias.

— Pensei que estivessem fechados. Ou ela é uma funcionaria nova?

— Nem um, nem outro. Ela é uma reporte, esta escrevendo uma matéria sobre o restaurante. – Kagome o encarou surpresa. — Parece que estamos ficando famosos. - ambos riram. — Vem, você pode esperar o Inuyasha lá dentro.

Sorrindo ela o seguiu até a cozinha, mas antes de passar pela porta que separava os dois ambientes, olhou para suposta repórter curiosa, e para sua surpresa percebeu que ela também a encarava.

Muitas pessoas tinham curiosidade sobre como funcionava a cozinha de um restaurante, bom ela também era uma dessas pessoas, ou pelo menos era. Graças a Inuyasha esse ambiente corrido, que parecia funcionar em uma estranha e perfeita mistura de caos e organização, já era algo conhecido para ela.

Com forme encontrava rostos conhecidos, eles a cumprimentavam, sem parar seu trabalho. Estava quase na hora de abrir, então com certeza eles deviam estar atarefados.

— Kagome! – Shippo, que estava ajudando Bankotsu a trazer os suprimentos que usariam aquela noite, largou o que estava fazendo e correu em sua direção. — Você veio.

Shippo era o neto mais novo de Miyuga. Inuyasha havia comentado que durante as férias de verão ele começara a trabalhar em tempo integral.

— Olha só para você, cresceu um pouco desde a ultima vez que eu te vi. – comentou ao desfazer o abraço, e colocou a mão na cabeça do jovem.

— Cresci quinze centímetros, na ano que vem vou tentar entrar para o time de basquete. – disse animado.

— Sério? Então vou querer assistir aos seus jogos.

Shippo assentiu animado.

Para não atrapalhar a movimentação, sentou em um canto. Depois de alguns minutos, Bankotsu lhe serviu uma bebida, eles conversaram um pouco e ele logo voltou ao seu trabalho. 

Conferiu o relógio, e já estava começando a pensar que talvez fosse melhor deixar a carteira de Inuyasha ali para entregarem a ele. Mas nesse momento o mesmo apareceu saindo da sala de Miyuga, os dois pareciam animados. Assim que a viu Inuyasha foi em sua direção, parecendo um pouco surpreso e, estranhamente nervoso.

— O que está fazendo aqui?

Erguendo uma sobrancelha, Kagome decidiu ignorar essa pergunta. Segurou a carteira entre os dedos, e o encarou com uma expressão de diversão.

— Esperar eternamente por você ficava mais fácil aqui no ar-condicionado, do que torrando lá fora em baixo do sol.

Ele pareceu notar seu sarcasmo, já que pareceu um pouco arrependido.

— Desculpe, eu tive umas coisas para fazer e demorou mais do que o esperado. – Kagome não conseguia apagar essa sensação de que ele estava estranho. Ele olhava para os lados, como se algo, ou alguém fosse aparecer de repente. — Você quer que eu te acompanhe até lá fora?

Certo. Aquilo não tinha sido nada sutil.

— Não precisa, você deve estar ocupado. – não se importou em parecer irritada. Seja lá o que estivesse acontecendo, ela iria descobrir. — Nós vemos depois.

Despediu-se de todos e saiu pela porta dos fundos, Inuyasha insistiu em acompanha-la, e uma parte dela, aquela patriazinha malvada que todas as pessoas tinham dentro de sí, dizia que ele pareciam apenas querer confirmar que ela realmente iria embora.

Ela se despediu de Inuyasha, ele parecia querer lhe dizer algo, mas ela nem lhe deu chance. Assim que estava afastada o suficiente, pegou seu celular e discou os números. Depois de três toques ouviu a voz no outro lado.

— Sango, tem planos para hoje à noite?

                                                              ******

Depois que Kagome saiu, Inuyasha relaxou um pouco. Ela com certeza havia estranhado seu comportamento. Ele mesmo sabia que tinha exagerado um pouco, mas ficara muito surpreso ao vê-la ali, principalmente naquele dia.

  — O que aconteceu, parece que viu um fantasma. – ele virou e se deparou com Kikyou. — Embora imagino que deve estar nervoso, afinal hoje é seu grande dia.

Sim, aquele era seu grande dia. E a pessoa que ele mais queria que estivesse ali, havia acabado de sair, e com toda certeza devia estar bem irritada por ter sido quase colocada para fora por ele. Não devia ter escondido isso de Kagome.

Tudo bem que no começo foi por causa do desanimo dela, por ter tido outro projeto recusado, mas no final isso já passara. O problema foi que depois não conseguiu encontrar o momento certo para falar com ela. No final deixou as coisas irem acontecendo, e agora não sabia como resolver aquilo. Por que as coisas sempre eram mais complicadas quando Kagome estava envolvida.

— Inuyasha? – a voz de Kikyou o despertou de seus pensamentos. — Aconteceu alguma coisa? – perguntou parecendo preocupada. – ele respirou fundo e negou com um aceno de cabeça.

— Só estava pensando em umas coisas. – ela sorriu. — E você o que está fazendo aqui, pensei que não viria hoje.

O sorriso dela se alargou.

— Eu não perderia esse dia por nada. – disse animada. — Na verdade já tinha falado com Myouga, eu quero escrever uma matéria especial sobre você.

— O quê? – perguntou Inuyasha bem surpreso. — Mas você não precisa, eu não acho que…

— Inuyasha – disse ela o interrompendo. — Eu quero, e acho que você merece. Você trabalhou duro por esse momento, não é? – ele ia dizer algo, mas ela o impediu. — Nós vamos precisar tirar algumas fotos, acha que pode se aprontar em cinco minutos? – e sem esperar resposta, ela lhe deu uma piscada e sai andando animada.

Enquanto Inuyasha a viu sair da cozinha, rebolando levemente os quadris. Algo dentro dele lhe avisava que aquele dia não seria como havia imaginado.

 

                                                    ******

Kagome encontrou Sango no pequeno bar perto do restaurante, estava apenas dois minutos atrasada, o que, no seu caso, era algo admirável. Sua amiga claro, estava elegante como sempre, no seu vestido tubinho preto, as alças laterais deixavam os ombros descobertos. Se tinha uma coisa que Sango sabia fazer, era ser sensual sem nem mesmo precisar se esforçar.

Enquanto caminhava até ela, percebeu alguns homens que se aproximavam de sua amiga, para logo em seguida saírem com uma expressão de derrota no rosto. Sorriu divertida. Eles não sabiam com quem estavam se metendo.

— A noite mal começou e você já está se divertindo, não é?

— O que posso fazer. – disse dando de ombros, retirando o casaco do banco ao seu lado para que ela pudesse sentar. — Então vai me explicar o que esta acontecendo?

Kagome se ajeitou no banco e virou-se para a amiga.

— Eu não posso apenas te convidar para sair? – a resposta de Sango foi uma sobrancelha erguida. —Está bem, tenho um motivo por trás disso. – disse um pouco irritada. Uma das coisas que Sango e Inuyasha tinham em comum, e que ao mesmo tempo era o que mais odiava neles, era essa capacidade de saber quando ela estava planejando, ou escondendo algo. A idéia de ser um livro aberto para outras pessoas não era muito agradável. — Bom, Inuyasha está escondendo alguma coisa, e quero descobrir o que é.

Sango até tentou, mas não conseguiu evitar a gargalhada que se seguiu.

— Isso não é engraçado. – murmurou Kagome.

— Por que será que não estou surpresa por Inuyasha estar envolvido nisso?

— Sango estou falando sério, você tinha que ver como ele estava quando fui vê-lo essa tarde. Ele praticamente me colocou para fora, obviamente está escondendo algo. E odeio que me escondam coisas.

— Correção, você odeia que o Inuyasha esconda coisas de você.

Kagome quis responder, mas a verdade era que não tinha argumentos contra aquilo.

— Vai me ajudar ou não?

— Claro que vou, afinal quem recusaria um jantar de graça em um restaurante de alto nível? – disse dando um piscadinha.

 

Uma hora depois ela finalmente conseguiram uma mesa, o lugar estava realmente movimentado. Geralmente quando jantava ali Inuyasha deixava uma mesa reservada para ela, mas como ele não podia saber de sua presença não pode fazer uma reserva.

— Eu acho que você devia ouvir meus conselhos e fisgar o Inuyasha o quanto antes.

— O quê? – Kagome que havia acabado de sentar-se quase derrubou a cadeira surpresa quando aquela conversa inesperada, pior que isso foi sentir seu rosto esquentar, só esperava não estar vermelha.

— O que é isso? Ficando vermelha de repente, será que finalmente você está começando a ver o nosso querido Inu como algo mais que um amigo?

   Ótimo, ficara vermelha, no fim ela era sua maior inimiga. Como podia se entregar dessa maneira. E principalmente, como pode se deixar abalar pelas palavras de Sango, não era a primeira e tinha certeza que nem a última, vez que ela falava essas mesmas palavras.

— Você quer parar com essas brincadeiras. – disse tentando se acalmar.

— Não estou brincando, olha para esse lugar, eles com certeza estão indo muito bem. E Miroku sempre dizia que Myouga vivia elogiando o talento de Inuyasha, ele tem futuro. Quando ele for um chefe famoso vão ter várias mulheres ao redor dele, vai ficar mais difícil para você.

Kagome preferia não pensar nisso, disse a si mesma que eram apenas ciúmes de amiga. Inuyasha era seu melhor amigo, claro que a ideia de vê-lo cercado por mulheres a irritava. Principalmente se elas estiverem atrás dele por interesse.

— Inuyasha nunca iria se interessar por esse tipo de mulher, além do mais ele não precisa ficar famoso para se tornar interessante, ele já é incrível do jeitinho que ele é.

Kagome estava ocupada demais com seus próprios pensamentos para perceber o pequeno sorriso que surgiu nos lábios de Sango.

— Olha só o que temos aqui.

As duas viraram ao mesmo tempo para o dono daquela voz. E enquanto Kagome sorria divertida, Sango cruzou os braços e adotou uma expressão mais severa.

— Miroku. – disse Kagome quando ele se juntou a elas.

— Boa noite Kagome… - ele então se virou para Sango, um pouco mais cauteloso. — Sango.

— Já faz algum tempo Miroku.

Kagome ficou em silêncio observando aqueles dois. Ela na verdade havia esquecido desse pequeno detalhe, claro que indo até ali Sango acabaria se encontrando com Miroku. Sentia-se um pouco culpada como se houvesse armado para ela, embora essa nunca houvesse sido sua intenção.

Mas tinha que admitir que vê-los juntos outra vez era gratificante, assim como era óbvio que ainda existia uma atração entre eles, assim como claro uma certa tensão, afinal a separação deles não tinha sido muito boa.

— Senhoritas. – Miroku voltara a sua postura profissional. — Serei seu garçom essa noite, gostariam de olhar o cardápio?

Elas assentiram, e depois de lhes entregar o cardápio, saiu dizendo que voltaria depois para anotar o pedido.

— Me desculpe por isso. – disse Kagome assim que ficaram sozinhas.

— Tudo bem, na verdade foi bom que aconteceu, eu não podia continuar o evitando para sempre.

Kagome assentiu, e houve um longo silêncio, Kagome não estava muito interessada no cardápio, mas sabia que era melhor não dizer mais nada. Sango era forte, sabia lidar com qualquer situação sem se deixar abalar, exceto é claro quando Miroku estava envolvido, quando se tratava dele, ela era como qualquer mulher normal e apaixonada.

— Tenho um Gokon marcado amanhã.

— Hã? – Kagome estava tão distraído que foi pega de surpresa com aquela pergunta. Obviamente Sango estava tentando mudar o clima que havia se formado.

— Pensei que talvez gostaria de ir comigo.

— Você sabe que isso não faz muito o meu tipo.

Sango deu de ombros.

— Tudo bem, só pensei que não fazia mal perguntar. – disse indiferente sem tirar os olhos o cardápio.

Nesse momento Miroku chegou, impedindo que elas pudessem continuar a conversa.

— Então, já escolheram?

— O que é esse prato especial? – perguntou Kagome, enquanto Sango ainda parecia indecisa.

Miroku parecia estar esperando aquela pergunta, pois abriu um largo sorriso, como se estivesse orgulhoso.

— É o prato especial da noite, Charutos de Repolho.

— Charutos de repolho? – perguntou Sango se pronunciando pela primeira vez. — Não é um prato um pouco comum?

O sorriso nos lábios de Miroku se alargou.

— O nosso é especial, é uma receita feita pelo Inuyasha.

— Inuyasha? – aquilo havia a surpreendido. — Por falar nisso, você havia mencionado mais cedo sobre ser um dia especial.

— Mas é claro, afinal Myouga finalmente deu uma grande chance ao Inuyasha. Ficar responsável pelo prato principal é uma grande responsabilidade, mas com certeza é a chance perfeita para um chefe mostrar suas habilidades. Nem consigo imaginar o quão ansioso e nervoso ele devia estar nessas semanas. Ele vai ficar feliz em saber que você veio.

Enquanto Miroku continuava falando, Kagome o encarava sem realmente vê-lo. As palavras de Miroku ficavam ecoando em sua cabeça. O que estava acontecendo ali, e por que Inuyasha não lhe contara nada. Era por isso que ele estava chegando tarde nos últimos dias?

Sentiu uma forte pontada e seu peito, não sabia o que pensar, nem o que estava sentindo. Era raiva, frustação… magoa. Por que ele escondera algo tão importante dela? Desde que se lembrava eles sempre contavam tudo um ao outro, então… por quê?

— Kagome? – perguntou Sango parecendo notar seu estado.

— O que houve? – Miroku parecia um pouco confuso. — Você não veio por causa do Inuyasha?

— Miroku! – disse Sango irritada. — Você pode calar essa boca só por alguns minutos. – então virou-se para a amiga. — Kagome, você está bem.

Sabia que estavam falando com ela, que tinha que responder, mas não conseguia. Nem ela mesma entendia o que estava acontecendo.

— Eu… eu… - respirou fundo tentando se acalmar. — Eu estou bem, só fiquei um pouco surpresa. O Inuyasha não me falou nada sobre isso.

Os três ficaram em silêncio, Miroku e Sango se encararam sem saber o que dizer.

— Tudo bem Kagome. – disse Miroku, tentando melhorar a situação. — Ele deve ter esquecido, você melhor do que ninguém conhece o Inuyasha, quando aquele cara se concentra em algo, ele esquece o mundo a sua volta.

Kagome assentiu, porque não sabia mais o que dizer. O que Miroku disse era verdade, mas sempre acreditou que com ela era diferente, mas pelo visto estava enganada.

— Além do mais quando ele não estava aqui está com a Kikyou, aquele dois tem saído muito juntos ultimamente… - ele se calou bruscamente ao receber um olhar assassino por parte de Sango, então olhou para Kagome e percebeu que falara demais. — Claro que era por causa da entrevista, eu te disse não foi? Ela é jornalista e está escrevendo um artigo sobre o restaurante, claro que ela teria que entrevistá-lo, não é?

Sango suspirou, com certeza cansada de tamanha estupidez por parte dele.

— Você quer ir embora? – perguntou Sango com tanta ternura que Kagome quis chorar.

Se impulso era de dizer que sim, e ir embora daquele lugar. Mas seu bom senso a impediu. Se fizesse isso seria como fugir, mas afinal do que ela estaria fugindo?

— Do que você está falando. – ela sorria, esperando que fosse convincente o bastante. — Temos ainda mais motivos para ficar, não é? Essa é uma noite importante para o Inuyasha, é como amigas temos que ficar e apoia-lo. - então virou-se para Miroku. — Vou querer o prato especial.

Embora não parecesse muito convencida, Sango assentiu e pediu o mesmo que ela. Parecendo grato por poder sair dali, Miroku anotou os pedidos e se retirou.

— Tem certeza de que você está bem?

— Hum… afinal para o Inuyasha sou apenas uma amiga, não é como se ele fosse obrigado a me contar tudo, não é?

— Kagome…

— Eu estou realmente feliz, melhor do que ninguém eu sei o quanto ele trabalhou por isso. Por isso, como uma boa amiga irei apoia-lo com um sorriso no rosto.

Ela sabia que Sango queria dizer mais alguma coisa, mas estava feliz por ela não tê-lo feito. Aquela noite já estava difícil o suficiente, perdera completamente o apetite, mas iria se esforçar, não deixaria ninguém saber como estava se sentindo.

Como ela mesma havia dito, era apenas uma amiga, e não iria estragar isso por causa de sentimentos confusos que insistiam em crescer dentro dela. Não podia permitir que isso acontecesse, por isso ela iria sorrir como sempre fazia.


Notas Finais


Então, o que acharam?


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