História My Glass Angel - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor, Bangtan Boys, Bts, Chimchim, Drama, Jeon Jeongguk, Jeongguk, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Kookmin, K-pop, Lemon, Park Jimin, Romance, Shoujo, Suga, Tempo, Trauma, Vhope, Violencia, Yaoi
Exibições 76
Palavras 2.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá ~ ~
Gente, vocês não sabem 1/10 do que eu to passando. Tanta coisa, e eu mal consigo parar no pc pra escrever um pouco.
Me desculpem a falta de dedicação. Sério mesmo.
Obrigada por insistirem. Amo vocês ~

Capítulo 10 - Ten Wings


Fanfic / Fanfiction My Glass Angel - Capítulo 10 - Ten Wings

|Jeon Jeongguk

|P A S S A D O | U M

O dia era tão lindo e ensolarado, e eu não sabia o porquê de todo mundo ter se juntado para passear no parque ao mesmo tempo. Ok, não todo mundo. Jimin era o único que não tinha ido, porque ele estava com raiva do jeito que eu tinha falado com ele. Não posso culpa-lo se ele é um total mimado, além de chorar por tudo não conseguia nem me contar ao menos o que era. Que droga!

|P R E S E N T E | U M

De acordo com os meus planos com a Vivian – tudo estava dando muito certo. Cada um levaria o Jimin em um lugar. Eram sete dias, e no sétimo aconteceu algo muito ruim. Aquilo que a Viv fez questão de me lembrar quando eu fui para a casa dela. Aquilo que eu não queria mais lembrar, mas agora estava nítido. E graças a nós, conseguimos convencer todos eles a saírem com Jimin. Não explicamos muito, apenas pedimos. No primeiro dia, o Hoseok levou o Jimin na pizzaria e eles foram passear pela cidade logo depois. No segundo dia, Jin levou-o para fazer compras e por conta dele – o que foi ótimo, pois eu não tinha muito dinheiro para ajudar nessa parte – no terceiro, Namjoon levou ele para uma loja de discos e eles ficaram ouvindo e conversando sobre as músicas. Então, Namjoon conhecia o dono e eles ficaram brincando no estúdio que tinha lá. Adorava aquela loja, a Bighit.

No quarto, Taehyung levou ele para um fliperama – o que eu achei bem típico dele – mas, saber que Jimin gostara tanto era um alivio. No quinto dia, Vivian levou ele para jogar basquete numa das quadras particulares, e eles ficaram se implicando lá. Eu ouvia tudo e tomava nota das reações dele... era um plano realmente complicado. Sexto dia, e quem estava arrastando ele era Yoongi, aí até então o moreno já perguntava o que acontecia para todos estarem tirando ele de casa tão cedo e os porquês. Mas, nem os hyungs sabiam lhe responder, aí ignoravam. Me pergunto se seria uma boa dizer a verdade para eles...

Acho que melhor não. Não agora.

Enfim, no sétimo dia; era a minha vez. Eu pensei tanto, e a minha única solução seria levar ele no cinema. Seria algo simples, mas filmes sempre foram nossa rotina particular. Não seria nada demais, porém, poderia evitar que algo pior acontecesse. Então, quando eu estava já saindo com a melhor roupa que eu tinha encontrado – no caso, uma jaqueta de couro, uma camiseta de uma banda antiga, e um dos meus jeans pretos favoritos – e a coragem que eu tinha tirado do fundo de mim; o telefone resolve tocar.

- Jeongguk. – A voz chorosa do meu marido mais novo já me era familiar. – Eu não vou sair com você hoje. Por favor, me desculpe... me desculpe. Não posso... – Ouvi um soluço... e antes que eu me manifestasse; o telefone já estava dado como chamada encerrada. Droga.

Então, peguei as chaves de casa e sai correndo pela rua – até mesmo sem imaginar o que seria das pessoas que me veriam assim. Estava pouco me ferrando até se eu acabasse sofrendo qualquer tipo de acidente, eu mal olhava para os lados das ruas em que atravessava. Precisava chegar até lá.

Mas não, não até ele. Eu precisava desesperadamente ir até ela...

Tanto que corri, suei em minhas roupas e desgastei o sapato; e finalmente cheguei ao destino, onde a ilustre campainha me esperava do lado de fora – como um convite inusitado – e não me demorei ou enrolei para aperta-la seis vezes.

- Está bem, está bem! – Ouvi abafado, do outro lado. A porta branca se abriu, e uma Viv com o cabelo bagunçado apareceu. Sem contar o rosto sonolento, os olhos sem foco; que logo se livraram disso para me fitar assustadoramente. – Jeongguk? Não deveria estar com o Jimin?!

- E-Eu deveria, Vivian. Mas, mas... – Ofegava, sem conseguir dizer a verdade. – Ele cancelou, Viv. Eu não sei o que fazer... eu não pude falar... – Então, abaixei a cabeça, que doía quanto mais palavras saíam. Que dor de cabeça, que dor. Só dor. E os meus sapatos sujos de lama.

Ela, então, sem me julgar, me abraçou forte e me levou para dentro. Não queria entrar, mas precisava explicar-lhe e recorrer a alguma coisa... não tinha mais nada em mente.

- Eu não sei o que fazer... – Repeti, com as mãos na cabeça, que latejava. – Me ajuda, Viv. – Pedi, como uma criança. Estava desamparado, totalmente. Ele iria fazer o mesmo, e os riscos de tudo ser a mesma coisa? Droga, droga de chance que foi dada a mim... por que não para outra pessoa?! Ela teria feito coisas melhores que eu! Sou um mero ignorante, prestes a salvar alguém que não quer ser salvo.

A menina, com um telefone na mão, me olhava com preocupação. – Calma.... acho que vamos ter que apelar. Vou ligar para os hyungs, explicar sem contar muito e pedir para que... Acalme-se, Jeongguk! – Segurou em meus ombros, enquanto as lágrimas saíam teimosas com soluços incontidos e totalmente sem meu querer ou consentimento. Droga de minha incompetência. – Vou ligar, não se preocupe. – Disse, apressada. Cinco segundos depois, sumira de minha vista para as escadas.

|.|

A minha cabeça descansava no vidro fechado do Taxi, enquanto a minha mente não fazia o mesmo. Não estaria descansado até tudo aquilo acabar. Vivian deixou em linhas claras que Jimin tinha problemas, e não iria nos contar. Deixou claro que ele tinha suas tendências e que todos poderiam perde-lo caso não ajudassem... e graças aos acontecimentos do passado, Jin disse que iria de qualquer forma nos convidar para um pic-nic; Namjoon se ofereceu para pagar o Taxi, enfim, tudo ficou bem e eles não queriam detalhes. Todos ficaram preocupados com Jimin. E não, não contamos nada sobre os problemas com relação ao futuro – que era de onde viemos – e evitamos essa parte... Viv apenas contou tudo pelo telefone, o que aconteceria caso eles não fossem tão bons quanto pudessem. Que mentira, tudo era culpa minha no final. Nenhum deles tinha a obrigação de cuidar deles, enquanto eu nunca tive sequer a preocupação. Esse dia em questão, hoje, me trazia as piores lembranças de todas.

|P A S S A D O | D O I S

Alguns segundos de conversas paralelas com os hyungs, e ouvimos um barulho seguido por uma tosse. Não era uma tosse normal, e sim um quase engasgo. Aquilo fizera todos pararem o que estavam fazendo, e prestar atenção ao redor. Eu, claro, não dei muito a mínima. E Jin, se levantou, e Vivian foi atrás do mesmo. Minutos depois, ele estava com uma expressão urgente.

- Jeongguk. Pessoal... – Ofegou pela pequena corrida feita para a maior arvore dali de trás, para onde estávamos. – O Jimin, ele...

Quando eu ouvi isso, algo em mim – como um chute mental – me fez dar o maior dos pulos. Sério, que susto horrível. Foi como cair em mim, e perceber algo que não estava diante de mim. Foi que, observando mais de perto... eu vi que tinha sido verdade.

Naquele dia, Jimin tinha tentado se matar. Ele dormia tranquilamente na grama, e qualquer um que passasse não pensaria que aquilo seria um quase coma. Os traços de seu rosto o traziam a juventude, mas a cor da sua boca não enganava.  

|P R E S E N T E | D O I S

Lembrando-me com poucos detalhes, a minha mente queria me autodestruir por isso. Eu estava me autodestruindo com essa história, do mesmo jeito que Jimin o fazia consigo. Suspirei, voltando a admirar o silêncio absoluto que a falta de perguntas trazia naquele pequeno carro que se dirigia ao parque.

Lembro-me de ser tarde quando aquilo aconteceu... seria uma viagem válida, ou aquilo poderia acontecer em outro lugar? Ele não está 100% feliz. A hora... que eu vi, no relógio do motorista. Aquilo não estava bom, estávamos completamente atrasados e o trânsito estava cheio. O que seria de nós?

- Viv... – Rangi os dentes, e apertei a boca, em um quase desespero. Ela me olhou, e inclinou a cabeça, mordendo o lábio.

- Estamos atrasados, pode ir mais rápido? – Pediu ela, para o taxista que assentiu rapidamente. Suspirei, me recostando a cadeira.

Jimin... eu estou indo. Aguente firme. Tão firme quanto você não possa...

|.|

Paralisei naquele momento, em que eu iria disfarçadamente achar onde ele estava... se estivesse, é claro. E eu estava tão nervoso, droga. O que poderia acontecer, afinal? Ele não estar ali seria bom? Algo mudaria? Mais e mais dúvidas que ninguém poderia esclarecer. Se quando eu conheci Jimin, eu...

Espera. Por que eu não me lembro mais onde e quando eu o conheci? Eu me lembrava! Deus, o que está acontecendo... a minha mente está tão sobrecarregada para não lembrar de algo tão simples? – Eu ia cortando caminho por dentre todos os arbustos, para achar a tal árvore. Os outros estavam mais atrás, e eu tinha avançado na frente. Não iria esperar mais. Então, quando me debrucei para ver o que estava ali/quem – afinal, eu já via uma sombra, mas rezava para que... – avistei ele. Que, mudando de posição, parecia o mesmo daquele dia... apesar de não ter a mesma aparência. Será que minha mente estava se confundindo? Se enganando?

Não ouvi nenhum barulho, só o via com os braços atrás da cabeça; e os olhos, fechados, como se tivesse adormecido. Não... não, Jimin. Jimin... não me faça ter que ver isso de novo.

- Jimin! – Gritei, sem me conter. Droga, mas que droga. Avancei para ele, e coloquei as mãos em seu peito. – Me desculpe... me desculpe mesmo... eu não queria que voc- Minhas lagrimas me tomavam de novo, tirando o foco dele. Jimin... agora teremos de leva-lo ao hospital, e eu estava tremendo e chorando. Minha voz não saía mais, o trauma estava piorando.

- Jeongguk! – Ouvi atrás de mim. – Jeon... ele... ele... – Era Viv, mas eu não conseguia parar de soluçar violentamente. - Temos que chamar alguém... Jin, ligue para-

- Ligar para onde? – Ouvi, roucamente. – Que alvoroço é esse... – O dono da voz riu, e pelo movimento de seu peito, eu pude focar em seu rosto corado. Jimin estava se sentando agora, enquanto eu ficava pálido. Não era possível...

- Você não estava em...? – Não pude completar, com medo.

- Hein? Em que? Eu estava dormindo... – Inocentemente se espreguiçou. – Tive uns probleminhas, mas vim para cá descansar e acabei dormindo.

- Ele está bem? – Namjoon perguntou atrás de mim. Assenti, sem olha-lo. Estava totalmente vidrado no ruivo, e no meu coração acelerado. Meu bem...

- Está. – Vivian respondeu por mim.

- Ahhh, que susto, cara. – Hoseok aliviou-se. – Pensei que algo ruim fosse acontecer.

- Que tipo de coisa ruim? – O moreno disfarçou, me perguntando com os olhos. – Não aconteceu nada! Haha, eu estou bem. – Se aquilo fosse verdade...

- Nada não. – Taehyung sorriu, aliviando tanto quanto o outro hyung. – Só estávamos preocupados. Vem almoçar conosco?

Eles eram tão maduros, mesmo sendo ainda crianças...

- É, o Jin cuidou do pic-nic. – Yoongi comentou, puxando a gente para cima. – Ele queria muito fazê-lo, então...

- Ah, claro. – Jimin concordou. Eu estava tão feliz, que não conseguia me pronunciar.

 Cada centímetro do meu corpo fervia, e cada pelo estava arrepiado por si só. Tê-lo em vida era como se fosse tudo para mim e eu nunca havia sequer prestado atenção naquele detalhe. Tudo parecia mais novo do que antes, e as coisas mais despercebidas eram importantes agora. Jin, então, tomou Jimin pelo braço e o levara para lanchar conosco. Enfim, ele não reclamou ou sequer abriu a boca para falar muita coisa... aquilo me preocupava tanto que se minha mente falasse; droga, como eu seria descoberto.

Confesso que não tenho muito a contar a respeito, já que todo mundo estava bem silencioso... como da última vez. E mais uma vez: Droga.

Eu não queria deixar certas coisas se repetirem, mas, alguém deve ter lhe dito que o passado é impossível de mudar. Talvez seja verdade mesmo.

No fim, eu acabei me oferecendo para levar Jimin para casa – na verdade insisti, não queria correr riscos – e o caminho era longo e silencioso novamente. Não quis que fosse assim, sentir como se estivesse ficando mais longe dele.

- Jimin. – Vacilei ao chama-lo, me sentindo tão pequeno.

- Hum? – Respondeu distraído, olhando para mim e contraindo os lábios gentilmente.

- Estava preocupado. – Soltei, evitando seu olhar tão curioso. – Que bom que está bem...

Que tolo sou eu, falando como se ele entendesse...

- Eu pensei em coisas ruins hoje. – Admitiu ele, para minha surpresa. – Mas, acho que está tudo bem agora... mas, por que se preocupa tanto? – Sua voz se transformara em um sussurro, e meu sangue esquentou. Senti meu corpo quente, e as minhas bochechas estavam queimando. Tudo tão novo.

- Sei... sei que você me esconde algo. – Tomei coragem, tentando agir como antes. Antes eu falaria assim? Ele não estranhou, estranhou? – E vou descobrir, Jimin.

 - Já falamos sobre isso antes. – Lembrou ele, esfregando as mãos. – Eu te disse que...

- Não acredito em você. – Falei finalmente a verdade, agora compartilhando o seu olhar. – E estarei aqui para ajudar, seja o que for. Só preciso que você me diga... – E ao acrescentar mais, murmurei. – Antes que seja tarde...

Vi-o respirar com pesar, e entendi que a conversa tinha acabado ali. Enfim, ao vê-lo passar por mim e entrar em sua casa; só pude admira-lo de longe, com o meu coração nele e ao mesmo tempo em minhas mãos.

Eu deveria cuidar? Ou deveria jogar tudo fora?

 



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