História My Guardian Angel - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Anjo Da Guarda, Anjos, Hoseok, Jhope, Jikookbrotp, Jimin, Jin, Jungkook, Menção Namjin, Namjoon, Sobrenatural, Suga, Taegguk, Taehyung, Taekook, Vkook, Vminbrotp, Yoongi, Yoonkook!brotp, Yoonmin
Visualizações 240
Palavras 11.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Lemon, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Mutilação, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


muito obrigada pelos 300 favoritos, cada um que tá aqui significa muito para mim, de verdade, são vocês que fazem minha felicidade. só tenho a agradecer. ♡

pov do yoongi voltou, continua desde a cena em que jimin o deixou sozinho no quarto. espero que a demora seja compensada com esse capítulo super especial. dei o meu melhor, e espero que vocês gostem tanto quanto eu.
eu não revisei por completo, então, relevem quaisquer erros encontrados, ok?
enjoy little angels! :)

Capítulo 21 - .kiss me like you wanna be loved


Fanfic / Fanfiction My Guardian Angel - Capítulo 21 - .kiss me like you wanna be loved

Frustração. É esse sentimento desagradável que percorre cada veia do meu corpo, enquanto Jimin sai do quarto apressado. Respiro fundo tentando me acalmar, e sentindo a pulsação em meu baixo ventre se tornando cada vez mais incômoda e dolorosa. Sento-me na cama e corto minha presença do véu mundano, ignorando as pontadas estranhas que se tornam mais intensas, a cada mínimo movimento meu. Suspiro ao fechar os olhos, decidido que o que quer que isso seja, não vai ser mais forte do que eu.

Me assusto ao escutar um som sôfrego saindo dos lábios de Jimin no outro cômodo, e mais rápido que meu pensamento, me teletransporto para o banheiro. Mantendo minha materialização desativada, sinto meus olhos aumentando gradativamente de tamanho ao ver a cena a minha frente. Meu protegido tem o olhar abaixado, os dentes tortinhos segurando rudemente o lábio inferior. E sem me conter, meu olhar percorre o abdômen úmido do ruivo, parando lentamente sob sua mão agitada.

Park acaricia com certa rapidez uma parte de seu corpo, e isso fez o mesmo lugar em mim, pulsar automaticamente. Franzo o cenho, observando enquanto Jimin parece estar se deleitando naquele momento, e sem entender, volto para o quarto do humano. Ao sentar-me na cama novamente, eu fito aquele volume desconhecido em minha perna. Lembro-me do meu protegido no banheiro, e eu posso jurar que aquilo entre minhas pernas se torna ainda mais rígido.

Com receio, levo minhas mãos até o zíper da calça, percebo que minhas mãos tremem quando a abro lentamente. Após abaixar vagamente os tecidos que prendem o volume doloroso, um membro meu que eu ao menos sabia da existência, sai das roupas. Ele é semelhante ao de Jimin, e mesmo que eu não esteja molhado pelo chuveiro, aquilo está igualmente lubrificado. Curioso, levo minha destra até a nova descoberta, e um silvo raspado escapa por minha garganta, ao perceber que o toque é extremamente inebriante.

Querendo mais dessa sensação, sem pensar muito, envolvo meus dedos ao redor do membro pulsante. Fecho os olhos, começando a mover a mão da forma que Jimin fazia no banheiro. Era algo bom, e sem ao menos perceber, eu peguei-me aumentando a velocidade dos movimentos da minha palma. No cômodo ao lado, eu escutava perfeitamente os sussurros contidos do meu protegido, e isso queimava como fogo no local onde eu tocava. Abri os olhos quando a intensidade da quentura em meu baixo ventre se aumentou, e arfei quando senti meu corpo tremendo.

Desespero. O chuveiro havia sido desligado, e estranhamente, os movimentos que eu fazia estavam me deixando mais necessitado. Não era o suficiente, e querendo me aliviar daquele incômodo estranhamente prazeroso, eu apertei meu membro com mais força. Corei ao imaginar Jimin nu novamente, e isso foi o suficiente para que da extremidade rosada e inchada, saísse um líquido morno e espesso. Mordi meu lábio com força, aquilo era tão bom, impossível de descrever em palavras. Eu estava explodindo. Minhas pernas pareciam ter se transformado em balões que perdem o ar, tamanha fraqueza que eu sentia nelas. Meu coração estava descompassado em meu peito, e olhei assustado para a consistência estranha que banhava meus dedos.

A porta se abriu, e os passos leves do meu protegido me trouxeram de volta a realidade. Vergonha queimou minhas bochechas, eu havia feito algo errado. Se fosse aceitável, ele teria feito comigo, não teria?

— Jimin.. – Chamei pelo ruivo, minha voz mal saíra tamanha rouquidão. Com receio, materializei-me em seu mundo.

— O que foi? – Percebi que o timbre de Park tornou-se preocupado, e rapidamente, ele estava ajoelhado na minha frente. Corei violentamente. — O que há de errado? Você.. Você.. – Jimin balbuciou, parecendo confuso e espantado ao mesmo tempo. A culpa pesou ainda mais em meu peito.

— Eu não estava aguentando. – Sussurrei, tornando minha voz apenas um fio pairando no vácuo. Percebi o olhar denso em meu rosto, mas eu não conseguia fitá-lo. — Eu queria que aquele incômodo parasse.

— Está tudo bem, Yoon. – Jimin alisou meu rosto carinhosamente, e não me contive ao encará-lo. — Não fez nada de errado.

— Se não é errado, por que você fugiu de novo? – Eu não queria parecer triste, mas era inevitável. Rejeição, acho que é essa a palavra que pode me definir.

— Porque.. – O ruivo pareceu ponderar sobre algo por alguns – longos segundos, e após isso, me olhou com ternura. — Eu quero que seja especial.

— Especial? – Questionei, tombando a cabeça na direção da palma macia que me acariciava. — É como o primeiro beijo?

— Você acabou de ler minha mente. – Jimin sempre frisou que o primeiro beijo dele seria com alguém que ele amasse, e isso foi o bastante para que um sorriso sincero brotasse em meu rosto. O ruivo sorriu em resposta.

— Tudo bem, desculpe. – Elevei minha destra até a bochecha do meu protegido, mas ao lembrar-me do resquício do líquido pegajoso, eu me contive. Levantei da cama rapidamente. — Acho que preciso lavar a mão.

— Irei me trocar. – Escutei a risada reprimida de Park, e quase revirei os olhos ao sair em disparada para o banheiro.

Entrei no cômodo desejado em um piscar de olhos, abrindo a torneira que liberava água limpa e lavando o resto da consistência esbranquiçada. Permaneci ali mais tempo do que o necessário, dando privacidade para meu protegido se trocar. Lembrei-me do zíper aberto apenas quando ia sair do banheiro, e sentindo meu rosto queimar mais uma vez, eu o subi com cuidado. Caminhei até o quarto do meu protegido, observando-o terminando de secar os fios alaranjados.

— Está pronto? – Murmurei, aproximando-me o suficiente para que ele me escutasse.

— Quase. – Sorriu, desligando o aparelho. — Vou comer algo, e iremos.

Assenti, girando-me em meus pés e preparando-me para ir até a porta, mas um toque suave em meu ombro me fez parar. Olhei curioso para o maior, e me surpreendi quando, lentamente, Jimin beijou minha testa com carinho. Eu não sei se foi esse ato amoroso, ou o sorriso gentil que Park me dirigiu, que fez com que meu coração batesse aceleradamente em meu peito, mas, eu sentia que ele ia sair voando dali a qualquer momento. Não contive o sorriso sincero que adornou meus lábios, céus, eu o amo tanto.

 

   ( ∾ ◷ ∾ )

 

Sorri com o ânimo do meu protegido ao olhar a hora, logo ele teria terminado seu turno, e estaria livre para ir embora. Suspirei junto com ele, quando o sino da floricultura soou pelo estabelecimento. Park parecia cansado, carregando tantas coisas pelos cantos. O sorriso que há segundos cresceu em meus lábios, se desmanchou com a mesma rapidez ao notar quem era o cliente que havia chegado.

— Boa tarde, Jimin. – Taemin estava escorado no balcão, o queixo apoiado no braço que repousava tranquilamente no plano firme.

— Boa tarde, Taemin hyung. – Jimin ia se curvar para o mais velho, mas recebeu um gesto negativo do mesmo.

— Não precisamos dessa formalidade, sim? – Ainda sorrindo, ele piscou gentilmente na direção do Park. E sem conseguir controlar, eu bufei. 

— Certo. – Eu sentia que estava pegando fogo ao notar o sorriso deslumbrante que Jimin dirigiu a Taemin, uma careta amarga se formou em meu rosto, e meu cenho estava quase dolorido, tamanha força que eu usava para franzi-lo.

— Eu vim trazer o seu ingresso. – Lee murmurou, mergulhando a mão na jaqueta caramelo. Encostei-me na parede próxima ao balcão, olhando aquela cena de perto.

— Oh. – Park parecia surpreso.

— Aqui. – Taemin entregou um envelope belíssimo para meu protegido, e eu me pergunto, pra quê tudo isso? — Eu não sabia se você gostaria de ir na arquibancada ou na pista premium, coloquei ambos.

— Nossa. – Uma expressão de pura surpresa adornou os traços delicados do ruivo, e o mais velho riu alegremente. Yoongi, ele só está entregando ingressos. — Muito obrigado mesmo.

— Tem um cartão de acesso ao camarim também. – O mais velho apontou para a abertura do envelope, e eu não só vi, como escutei também, o momento em que os dedos longos e finos do louro, tocaram a mão de Jimin. Eu mesmo podia notar minha alma vibrando em vermelho. Taemin parecia ter feito aquilo de propósito, e isso estava me deixando muito aborrecido.

— Aqui? – Jimin sequer pareceu notar, e isso me acalmou um pouco. Puxou alguns cartões do envelope – agora, aberto.

— Esse aqui. – Indicou para um cartão maior e amarelado. — Pode entrar quando o show terminar.

— Eu não sei o que dizer. – O ruivo riu, coçando o cabelo com a mão livre. — Significa muito para mim, Taemin. Obrigado. 

— Espero que se divirta lá. – Lee se desencostou do balcão, as bochechas se elevando com seu sorriso bonito. Pela segunda vez em pouco tempo, eu bufei novamente. — Não deixe de ir ao camarim.

— Com certeza irei! – “Não deixe de ir ao camarim.” Eu lembro-me dos desenhos que Jimin assistia quando era pequeno, alguns personagens tinham fumaça escapando das orelhas quando sentiam raiva, e eu tenho quase certeza que estou da mesma maneira. Taemin se foi.

Jimin olhava encantado para o envelope dourado, era quase como quando ele olhou para minhas asas. A raiva deu espaço para uma pontada de chateação, e antes mesmo que ela se aglomerasse em meu peito rancoroso, a voz doce chamou meu nome.

— Yoongi? – Senti o toque de preocupação no timbre alheio, e com toda minha força de vontade, eu tirei a carranca fechada do rosto, dando o meu melhor para deixar minha face serena. Cortei o véu.

— Sim? – Murmurei atrás do ruivo, vendo seus ombros se encolhendo quase que imperceptivelmente.

— Tudo bem? – Questionou cuidadosamente, avaliando-me com cuidado.

— Sim. – Forcei-me a sorrir quando meu protegido encostou-se ao balcão.

— Você sabe, não precisa se preoc–

Antes que Jimin pudesse finalizar sua frase, um som de asas chegou até mim. Olhei fixamente para perto da porta, onde um anjo me olhava atentamente. Só por sua presença eu já sabia quem era, Taehyung parecia notar minha áurea tensa, e me fitava silenciosamente.

— Taehyung, algo aconteceu? – Indaguei, tentando decifrar a expressão ambígua do guardião. Jimin virou em sua direção ao me escutar falar.

— Olá vocês. – O acastanhado sorria gentilmente em nossa direção, abandonando a expressão misteriosa. — Nada de urgente, Jeongguk queria conversar com o Jimin, e eu achei que deveria falar com você também. – Gesticulou em minha direção, despertando minha curiosidade.

— É sobre o que? – Murmurei, caminhando até o acastanhado.

— Você vai saber. – Taehyung riu, parecia meio envergonhado. Sua canhota elevou-se até sua franja esverdeada, coçando-a desajeitadamente. Arqueei minha sobrancelha, vendo seu rosto ser tonalizado em carmesim.

— Já estou liberado. – Jimin falou rapidamente, e eu o fitei.

— Eu te deixo lá. – Não o deixaria sozinho, e era rápido me teletransportar com ele para a casa do maknae.

Park virou rapidamente, indo em direção ao banheiro. Voltei a encarar o guardião, que não me olhava de volta.

— Você parece nervoso. – Murmurei.

— Eu estou ansioso, e bem alegre. – Taehyung finalmente me olhou, e seus olhos brilhavam extremamente. — Tive uma experiência nova ontem.

— O que você fez? – Questionei, curioso. O rosto do anjo tornou-se ainda mais vermelho, e isso me fez lembrar do que eu havia feito também. Resultou em ambos corados, fitando um Jimin confuso que havia voltado e que nos olhava atentamente.

— Pronto? – Me aproximei de ruivo, e sussurrei em seguida apenas para que o anjo me escutasse: — Me encontre no parque.

Sem esperar pela confirmação do meu protegido, toquei em seu ombro e me concentrei na sala de estar de Jeongguk. Rapidamente, estávamos lá.

— ‘Carai! – O maknae pulou no meio da sala, derrubando metade da pipoca do balde que segurava. — É sério, vocês precisam parar de aparecer do nada.

— Ei, Gukkie. – Park sorriu para o melhor amigo, e eu reprimi minha vontade de rir com a reação do mais novo.

— Jeongguk. – Acenei para o moreno, que resmungava palavras aleatórias. — Eu volto já, Jimin.

Vagamente, beijei a bochecha do humano, fitando seus olhos confusos e desaparecendo em seguida. Minha mente levou-me até o parque em que conheci Taehyung e Jeongguk, e rapidamente, meus olhos captaram a figura angelical sentada em um dos bancos do local. Me aproximei do acastanhado, sentando-me ao seu lado.

— E então? – Murmurei, fitando o rosto sereno, que olhava atentamente crianças brincando por ali.

— Eu vejo essas almas tão inocentes.. – Gesticulou na direção em que duas menininhas brincavam na gangorra. — E acho que não é adequado falar disso aqui.

— É tão ruim assim? – Ri, tentando dissipar a vergonha que cobria Taehyung. Era nítido o quão tímido ele estava para falar sobre o assunto.

— Um pouco, eu acho? – O guardião riu, parecia nervoso. — Podemos ir para outro lugar?

— Tem algum em mente? – Questionei, observando quietamente quando o anjo tocou meu ombro.

— Apenas um lugar sem crianças. – Piscou, e rapidamente, a paisagem ao seu redor mudou. Não tinha mais barulho de humanos, era apenas o cantar doce de pássaros que sobrevoavam o local onde estávamos.

— Onde estamos? – Olhei ao redor, não me recordando do ambiente.

— É apenas um lugar que gosto de passar o tempo. – O anjo levantou o braço direito, esticando seu indicador, e rapidamente, uma borboleta lilás pousou em seu dedo.

— É um local bonito. – Admiti, sorrindo com as asas desenhadas movendo-se lentamente no dedo do anjo. Tão rápido quando pousou, ela voltou a flutuar em direção ao céu.

— Então. – Tae pigarreou, mirando suas orbes castanhas para a imensidão de árvores a nossa frente.

— Pode começar, Tae. – Mordi o lábio, reprimindo a risadinha que queria sair dos meus lábios.

— Eu sei que você quer rir. – Acusou-me com o olhar, suas bochechas vermelhas revelavam o quão envergonhado o anjo estava.

— Eu prometo que não irei. – Levantei minha destra até a altura de nossos olhos, mantendo minha palma aberta em sinal de promessa.

— Certo. – Respirou fundo uma, duas, três vezes. — Estávamos no quarto do Jeon noite passada, ele estava meio cabisbaixo; sua mãe o havia tratado de forma rude novamente.

“Sugeri que fizéssemos algo para nos distrair, mas ele estava relutante. Eu sei que Jeongguk queria chorar, seu corpo todo demonstrava aquilo, mas ele se fez de forte ao meu lado. Seus pais saíram sem avisar, e mais uma vez, eu sugeri que fizéssemos alguma coisa. Eu não estava aguentando vê-lo tão triste, e depois de muita insistência, ele aceitou se distrair.

Fomos jogar vídeo game, ele me ensinou muito bem. Era um jogo agitado e ele disse que exigiria muita habilidade, no início eu já sabia como controlar os personagens, mas Jeongguk estava tão animado em me ensinar, que fingi ser difícil demais para mim. Chegou um momento em que a partida foi encerrada porque eu fiz algo errado, céus, ele estava tão feliz!

Eu disse que perdi porque ele foi um professor muito ruim, ele ficou tão indignado que eu quase cai da cama de tanto que ri. Me surpreendi quando senti as mãos do meu protegido em mim, causando-me uma sensação nova, era desconfortável e engraçada ao mesmo tempo. Eu não conseguia controlar minha risada, era muito estranho. Eu comecei a fazer os mesmos movimentos no Jeongguk, e quando percebi, estava deitado sobre ele, nossa respiração estava acelerada demais, como se tivéssemos corrido uma maratona inteira.

Eu não resisti a aquilo, e o beijei. Era como se meu corpo todo implorasse por aquele momento, mesmo eu não entendendo exatamente o porquê. Foi diferente, Yoongi. Aquele beijo era mais intenso, eu não sei como colocar em palavras o que senti. Jeongguk parecia nervoso, e isso me deixou inquieto. Eu perguntei se ele queria parar com aquilo, mas ele me puxou para mais perto, dizendo que queria que eu o amasse de verdade. Eu fiquei confuso, como eu poderia o amar ainda mais?”

Taehyung sorria para si mesmo, fitando com serenidade as árvores. Pigarreei quando o acastanhado parou de falar sem motivo, e ele piscou repetidamente.

— E então? – Indaguei, curioso.

— E então, nós nos tornamos um. – O anjo corou, encarando-me com receio nas orbes escuras. — Foi algo mágico, Yoongi. Foi perfeito.

— Deve ser incrível. – Murmurei, me lembrando das situações que já passei com Jimin. Finalizar esses momentos sem medo.. Eu queria isso.

— Jeongguk ficou mais nervoso depois. – Tae riu, me despertando das minhas lembranças. — Ele disse que estava se sentindo culpado.

“Eu acabei de fazer amor com um anjo!” O maknae parecia que ia chorar ali, envolto nos lençóis amarrotados de sua cama.

“Ei, relaxa.” Murmurei, puxando-o para meus braços e desferindo um beijo em sua testa úmida. “Isso foi incrível, não sabia que podia sentir tal coisa.”

“Eu sou um imoral!” Choramingou, pousando suas mãos em meu ombro e escondendo o rosto em meu pescoço.

“Jeongguk, não se sinta culpado.” Segurei delicadamente na nuca alheia, puxando seu rosto até minha visão. O rostinho pálido estava tomado pelo vermelho, assim como as pontinhas de suas orelhas. Em suas orbes escuras, pontinhos brilhantes ameaçavam transbordar. “Você disse que fizemos amor, logo, não pode ter sido algo ruim, certo? Nós nos amamos, não há nada de errado no que fizemos agora.”

“Você tem certeza?” Meu protegido suspirou, quando sequei uma lágrima solitária que escorreu de seus olhos com um beijo casto.

“Sim, meu amor.” Sorri para o moreno, que abriu um sorriso ainda maior. Seus lábios colaram-se aos meus novamente, e então..

— Ei, ei, ei! – Interrompi o anjo, que ficou ruborizado novamente. — Eu sei que você deve estar lembrando-se de tudo, mas eu não preciso exatamente de todos os detalhes. – Frisei a palavra “todos.”

— Desculpe. – Taehyung riu, apertando os joelhos com força. — Eu acho que me perdi nas memórias.

— Eu percebi, eu quase consegui mentalizar isso tudo. – Franzi o cenho, chacoalhando a cabeça repetidamente, como se quisesse expulsar a imagem que se formava em minha mente.

— Desculpe. – O anjo riu novamente, mas sem corar dessa vez.

— Ei, Tae.. – Sussurrei, recebendo um olhar curioso do guardião. — Como você sabia o que fazer?

— Eu não sei? – O anjo se questionou, desviando o olhar para os pássaros que passavam acima de nós. — Eu só segui meu instinto. Jeongguk também não sabia exatamente o que fazer, mas ele me guiou. Não fiquei totalmente no escuro.

— Eu queria saber como é. – Lamentei, recebendo uma risada alheia. — Não ria.

— Me perdoe. – Taehyung cessou o riso. — Mas, conhecendo Jeongguk, ele irá tentar convencer Jimin a fazer o mesmo contigo. Ele não parou de repetir o quão gratificante era o que fizemos.

Suspirei, escolhendo o silêncio como resposta. Passamos breves minutos apenas apreciando a paz e serenidade daquele local, eu me sentia calmo.

— Hum, Tae? – Chamei o anjo, que me olhou no mesmo segundo. — E suas penas?

— Já perdi algumas. – O semblante do acastanhado tornou-se distante, enquanto ele desviava o olhar para longe. — Ontem mesmo perdi uma, mas, de alguma forma, eu não senti. Apenas soube por que notei o sangue no lençol.

— Entendi. Devemos voltar? Não gosto de ficar longe por muito tempo. – Murmurei, levantando-me e ficando de frente para o anjo.

— Você ainda acha que deixaríamos algo acontecer a eles? – Taehyung parecia levemente ofendido, e levantou-se em seguida.

— Eu só prefiro prevenir do que remediar. – Dei de ombros, preparando-me para me teletransportar para a casa de Jeongguk.

O silvo do ar atravessou meus ouvidos quando, em um piscar de olhos, estávamos na residência do mais novo. Jeon estava sentado no sofá, os olhos vidrados em algum filme de ação que passava na televisão.

— Ei, Guk. – Taehyung se aproximou de seu protegido, que teve um sorriso lindo estampado nos lábios ao ver seu guardião.

— Senti sua falta. – Murmurou, enquanto levantava do sofá e se jogava nos braços do anjo.

— Onde está o Jimin? – Indaguei, olhando ao redor e notando que o ruivo não estava por perto. Antes de esperar pela resposta do maknae, concentrei minha audição e escutei o som do coração do humano no andar superior.

— Ele está no meu quarto, e pediu para que ninguém o incomodasse. – O moreno falou alto demais, chamando minha atenção.

— Eu estou incluso nesse “ninguém”? – Arqueei minha sobrancelha. — Eu só quero ver se ele está bem.

— Ele está. – O maknae me interrompeu rapidamente. — Só disse que queria ficar sozinho.

Franzi o cenho, cruzando os braços e me sentindo automaticamente impaciente. Por que Jimin não queria me ver? Eu poderia desfazer minha materialização e ir espiá-lo, mas não ousaria quebrar a confiança do meu protegido de tal maneira. Com um suspiro derrotado, arrastei meus pés até o sofá livre do lado dos dois amantes. Me afundei no móvel macio, tentando me distrair com o filme aleatório que brilhava na tela colorida, mas sabendo que ia ser uma tarefa difícil, já que os batimentos cardíacos irregulares do meu protegido capturavam todo pensamento meu.

 

   ( ∾ ◷ ∾ )

 

Eu perdi as contas de quantas vezes Jeongguk reclamou sobre minha inquietação, e eu não o culpo. Peguei-me até mesmo batendo o pé no chão repetidamente, coisa que nunca havia feito em minha existência.

— Quando ele estiver pronto, vai descer. – O maknae havia até mesmo saído do lado de seu guardião, apenas para acariciar meu ombro com carinho.

— Eu só gostaria de saber o que ele está fazendo. – Suspirei, fitando o mais novo. — Você sabe, não sabe?

— Meus lábios estão selados, Yoongi. – Guk posicionou o indicador sobre sua boca, como se demonstrasse que o que falava, era sério.

Me distrai quando escutei o som da porta do quarto de Jeon se abrindo, e rapidamente me levantei do sofá, fazendo com que Jeongguk escorregasse para o lado automaticamente. Os passos ritmados de Jimin se tornaram cada vez mais altos, até que a cabeleira ruiva apareceu na escada. Suas orbes amendoadas percorreram a sala toda, e sem ao menos hesitar em minha direção, parou no corpo sentado retamente no sofá ao lado.

— Tae. – Meu protegido chamou o anjo distraído, que rapidamente olhou para si.

— Sim, Jimin? – O acastanhado parecia tão surpreso quanto eu, já que sua voz saíra alta demais.

— Pode me levar a um lugar, por favor? – O ruivo sorriu fracamente, caminhando até o guardião.

— Eu posso te levar. – Falei, antes que Taehyung pudesse responder.

— Eu prefiro que ele me leve. – Park finalmente me olhou, mas seu semblante era indecifrável. Isso me incomodou.

— Tem certeza? – O anjo parecia cada vez mais confuso, e eu já estava incapaz de esconder meu aborrecimento.

— Sim, por favor. – Jimin sorriu para o acastanhado, tocando-lhe o ombro.

— Pense onde deseja estar, que eu te levarei. – Com hesitação, Taehyung segurou no pulso do meu protegido, e rapidamente, eles desapareceram.

— Você ‘tá bem? – Jeongguk se levantou, tocando meu ombro com receio.

Balancei a cabeça automaticamente para os lados. Eu estava incrédulo, chateado e confuso. O que diabos estava acontecendo com Jimin? Ele estava irritado pelo o que aconteceu hoje cedo? Mas ele parecia ter levado aquilo numa boa..

— Sabe, quando eu não ‘tô bem, sempre tomo sorvete ‘pra melhorar. – Jeon caminhou lentamente até a cozinha, e ao chegar lá, virou em minha direção. — Tá afim?

— Nunca irei compreender esse amor todo por essa massa gelada. – Resmunguei, me levantando e seguindo o maknae, que ria com a cabeça tombada para trás. Eu me sentia chateado e deixado de lado, a cada dia que passa, eu me sinto mais.. Humano, com todas essas emoções confusas. 

— Yoongi. – Jeongguk murmurou, abrindo o freezer e pegando um pote branco de lá. — Se eu não conhecesse dois anjos, eu falaria que isso tinha sido obra de vocês, é muito bom.

— Você é meio exagerado. – Comentei, puxando uma cadeira e me sentando.

— Sério, isso é tão bom que eu poderia chamar de “beijar o Taehyung” ao invés de sorvete. – Jeon suspirou, pegando duas colheres e sentando ao meu lado, fiz uma careta.

— Você está me dando o que comer, e quer me falar de beijar o Tae? – Montei uma expressão falsa de indignação, não é como se isso realmente me incomodasse. Na verdade, era agradável ver a demonstração de afeto entre os dois.

— ‘Cê me diz isso, como se não tivesse conversado com ele hoje. – Jeongguk falou baixinho, movendo-se desconfortavelmente na cadeira com uma expressão de dor no rosto.

— Você está bem? – Me alarmei, olhando cuidadosamente para o corpo ao meu lado.

— Sim, é meio dolorido depois, ‘cê vai ver. – O mais novo puxou a tampa do sorvete, relevando uma massa rosa com pedaços escuros ali. — É de morango.

— Depois do que? – Franzi o cenho, pegando de bom grado a colher que o mais novo me entregava.

— Depois.. Você sabe. Que termina e tal. – Jeongguk me fitou com uma expressão confusa, que logo se tornou engraçada quando ele notou meu olhar perdido. — É sério que você não sabe?

— Sei o que? – Mergulhei o talher no sorvete, pegando uma quantidade boa que enchesse a curva metálica.

— Minha nossa, não é atoa que Jimin estava todo nervoso. Você chega a ser mais inocente que o Taehyung. – Jeongguk coçou o cabelo, parecendo desconfortável com o assunto.

— Eu não tenho ideia sobre o que você está falando, Gukkie. – Repeti o movimento anterior, me deliciando com o sabor méleo do gelo.

— Ontem à noite, quando eu e o Taehyung fizemos.. Aquilo. – Percebi o rosto alheio tornando-se vermelho, e eu teria dado risada, se não estivesse tão confuso. O mais novo respirou fundo antes de prosseguir. — Ele deve ter te explicado que nos tornamos um só, você não imagina mesmo como isso é possível?

— Para mim tinha sido apenas uma metáfora, tipo um abraço muito forte que uniu vocês dois. – Fitei o sorvete, sentindo-me tímido com a risada explosiva do mais novo.

— Yoongi, você é uma gracinha. – Jeongguk apertou minha bochecha com força, fazendo-a formigar. — Não é atoa que Jimin hyung está com a consciência pesada.

— Ele não deveria se sentir assim, não sei o que há de errado. – Murmurei, largando a colher ao lado do pote.

— Eu sei, mas não fique aborrecido com ele se tiver essa reação. É normal da nossa parte, é estranho, sabe? – O maknae apoiou a cabeça em sua mão, me encarando com carinho. — Vocês são seres celestiais, cara. É impossível a gente não pensar que vai ‘pro inferno futuramente.

— Ainda não compreendo o porquê. – Reclamei, fitando o moreno de volta.

— Só tenha paciência, certo? Você melhor do que ninguém conhece o Jimin e sabe como ele é. – Guk sorriu ternamente em minha direção, e eu fiz o mesmo. — E prepara essa bundinha aí, porque sério, é bom, mas depois..

— Minha bunda? – Franzi as sobrancelhas. — Você me deixa cada vez mais confuso.

— Não, não e não. – Jeongguk pegou sua colher e mergulhou no pote pela metade. — Estou apenas te dando umas dicas indiretas, ‘pra você não deixar o Jimin mais constrangido do que ele vai estar.

— Jeongguk, eu não estou entendendo uma única palavra que você está dizendo. – Suspirei, frustrado.

— Você vai entender na hora certa, sim? – O maknae deu tapinhas solidários em minhas costas, e eu acabei sorrindo.

Eu entendo porque Jimin se dá bem com Jeongguk; o garoto é um raio de sol pessoal. Ele sempre conseguiu fazer meu protegido rir e se sentir bem, e incrivelmente, isso também está se aplicando a mim. Ele conseguirá me distrair perfeitamente nesses minutos, Jeon é, definitivamente, um maknae de ouro.

 

   ( ∾ ◷ ∾ )

 

— Olha, se tem algo que eu ‘tô agora, é triste. Nossa, eu ‘tô muito triste mesmo. – Jeongguk choramingava pela décima vez, em menos de uma hora.

— Eu sei, eu sei. – Abracei o corpo desajeitadamente ao meu lado, no sofá.

Estávamos vendo um filme de romance, era algo relacionado a sonhos. A barrinha na tela estava no fim, e o enredo também. Me senti agoniado com os personagens, era como se o protagonista tivesse o amor da sua vida o filme inteiro, mas no fim, descobre que tudo não tinha passado de um sonho. Seu amor tinha partido há muito tempo, e ele estava sozinho. Aqueles momentos em que ele estava inconsciente, era sua única forma de ver quem ele amava novamente. Eternity* era o nome.

— Eu nunca vou superar esse filme. – Jeon fungou, puxando a barra de sua camiseta e limpando as lágrimas que escorreram por seus olhos.

— É só um filme, calma. – Ri baixinho, acariciando os cabelos negros do mais novo. — Vai ficar tudo bem.

— Ei. – Uma voz grossa interrompeu meu conforto no maknae, e girei o rosto rapidamente. Taehyung estava parado na ponta do tapete com um sorriso nos lábios, Jimin estático ao seu lado.

— Vocês voltaram. – Murmurei, focando minha atenção totalmente no ruivo nervoso ao lado do anjo. Percebi que suas vestes não eram as mesmas, meu protegido estava com roupas brancas e finas.

— Vocês voltaram! – Jeongguk fora mais animado, livrando-se do meu abraço desajeitado e tropeçando na direção do anjo. — Fico feliz que você não seja um sonho.

— O que você está dizendo? – Taehyung riu, envolvendo seu protegido em um enlaço caloroso, e beijando-lhe a testa.

Suspirei, desejando fazer o mesmo com Jimin, mas o ruivo estava estranhamente quieto, evitando até mesmo me olhar. As ondulações de sua alma chegavam até mim com rapidez, ele estava incomodado com algo. Permaneci em silêncio, fitando o chão. Repassei nossos últimos momentos juntos, tentando me recordar se havia feito algo de errado, mas não me lembrava de nada. Será que meu.. Ciúmes, foi o motivo?

— Yoongi. – Meu protegido cortou o silêncio, e sem pensar duas vezes, eu o olhei. Seus olhos brilhavam, e seus dentes seguravam firmemente o lábio inferior. — Pode me levar para um lugar?

— Claro. – Mal esperei o ruivo finalizar sua pergunta, e já me levantei. Caminhei até ele, estendendo minha mão em sua direção. Olhei para Jeongguk, que nos fitava com uma expressão estranha de ansiedade. — Obrigado por hoje, Guk. Eu me diverti muito.

— Espero que se divirta ainda mais. – O maknae piscou em minha direção, e Taehyung reprimiu uma risada. Aparentemente, hoje é o dia internacional de deixar o Yoongi confuso.

— Vamos então! – Jimin interrompeu minha linha de pensamento, quando tocou em minha palma aberta, disparando o arrepio familiar por meu corpo. — Só preciso mentalizar o local, né?

— Sim. – Afirmei, afundando-me nas orbes amendoadas que me fitavam com nervosismo.

Jimin fechou os olhos, concentrando-se no local a qual desejava ir. Aos poucos, a imagem de uma praia deserta pintou-se em minha mente, e eu sabia para onde me teletransportar. Fechei os olhos e segui os pensamentos do Park, e logo, senti uma brisa fresca beijar delicadamente o meu rosto. O aroma do ambiente era levemente salgado, e o som de ondas me mostrava que tive êxito em chegar até o destino.

— Abra os olhos, Yoongi. – O tom de voz de Jimin era diferente, estava tenso como antes, mas, agora, uma linha de carinho brigava com o nervosismo.

Abri os olhos lentamente, primeiro sendo recebido com prazer pelo rosto de Jimin banhado por uma fraca luz dourada. Ele parecia um anjo naquele momento. Olhei na direção em que a luminescência nascia, e arfei ao notar pequenos vidrinhos pendurados em um varal branco, o brilho emanava de luzes amarelas ali dentro. Percorri o local inteiro em si; era uma tenda coberta com lençóis brancos e semitransparentes, algumas pontas amarradas nos canos longos, e outras soltas caindo em tamanhos variados ao redor.

Foquei minha atenção no centro dos cetins bagunçados, um colchão aparentemente macio repousava na areia fina, com um lençol esbranquiçado e simples o cobrindo. Dois travesseiros perfeitamente postos em uma extremidade, e ao lado, uma mesinha de vidro com uma bandeja repleta de coisas coloridas se escondia. Abri e fechei a boca várias vezes, tentando encontrar palavras para descrever o quão surpreso eu estava, mas não conseguia.

— O que achou? – Jimin estava tão nervoso, que sua voz saíra tremida e falhada. Sua mão elevou-se até meu rosto, e tocou-me carinhosamente.

— Isso é lindo, Jimin. – Sorri sozinho, voltando meu olhar para meu protegido. — Muito lindo mesmo.

— Me desculpe por ter agido igual um babaca hoje. – Park riu, parecendo aliviado. — Eu não sabia exatamente como fazer isso sem que você soubesse, então, pedi ajuda para o Jeongguk.

— O que é isso, exatamente? – Voltei meu olhar para o local arrumado e encantador que meu protegido havia montado.

— Isso, será a nossa primeira vez. – Jimin deslizou a mão pelo meu braço, até que ela encontrou minha palma inquieta. Seus dedos se entrelaçaram aos meus, e ele me puxou delicadamente na direção da tenda.

Permaneci em silêncio, permitindo-me ser guiado pelo garoto que amo. O ruivo gesticulou para o colchão de altura média, e eu me sentei ali. Meu protegido pegou a bandeja distante, e sentou-se à minha frente com ela em mãos. A depositou sob o lençol branco, e, finalmente, eu percebi que eram frutas que tinha ali.

— Aqui, experimente. – Jimin pegou uma fruta vermelha, e notei que seus dedos estavam trêmulos. — Esse morango está doce, confie em mim.

Separei meus lábios quando meu protegido levou o fruto até minha boca, e eu o mordi. Ele tinha razão; estava doce e extremamente delicioso. Gemi satisfeito, recebendo um olhar deslumbrante do humano a minha frente. Repetindo seu ato, ele pegou outro morango no prato raso, e dessa vez, o mergulhou em uma calda escura. Mais uma vez, eu recebi o fruto banhado de bom grado. Sua cobertura era tão doce quanto o sorvete que ingeri mais cedo, era chocolate.

Jimin sorriu com minha expressão de felicidade, e querendo ver o mesmo em sua bela face, eu peguei um dos morangos e o mergulhei no doce líquido. Levei a fruta até os lábios fartos do meu protegido, que se abriram para receber o alimento. Deliciei-me com a visão dos olhinhos fechados, enquanto ele mastigava. Fiz menção de afastar meus dígitos melados de chocolate, mas senti o aperto suave do Park em meu pulso, seus dedos seguraram minha mão próxima aos seus lábios.

Em uma velocidade tão lenta quanto meu raciocínio naquele momento, Jimin limpou o resquício do doce em seus lábios, antes de aproximar meus dedos de sua boca novamente. Fiquei surpreso, e, estranhamente quente, quando meu protegido cobriu meus dígitos com sua carne macia. Senti sua língua limpando o chocolate, enquanto seus olhos se abriam lentamente e ele me fitava veementemente por baixo dos cílios claros. Senti uma pontada familiar em meu baixo ventre com tal cena, e tentei esvair qualquer pensamento impuro da minha mente naquele momento. Jimin havia preparado essa noite para nós, eu não poderia estragá-la com minha falta de controle.

— J-Jimin.. – O chamei com receio, concentrando-me ao extremo para me manter calmo.

— Não se preocupe, Yoongi. Essa noite, podemos fazer o que quisermos. – Meu protegido sorriu, desferindo um beijo tênue na ponta dos meus dedos. Era como se ele soubesse exatamente o que eu estava pensando naquele momento.

O corpo coberto por roupas leves se esticou na cama, alcançando o criado mudo. Park pegou uma caixinha metálica, lilás e esverdeada, apertou alguns botões e uma melodia suave começou a sair daquele aparelho.

— Venha aqui. – Jimin colocou a caixinha no lugar, e estendeu a mão em minha direção. Sem medo, eu deixei que ele me puxasse.

Park me deitou ao seu lado, minha cabeça afundou no travesseiro macio, e um sorriso lindo cresceu nos lábios do meu protegido.

— Eu te amo, Yoon. – O ruivo aproximou seu rosto do meu, e automaticamente, eu fechei os olhos. Um ósculo carinhoso nasceu no encontro dos nossos lábios. A melodia doce que tocava ao fundo, se juntou a uma voz conhecida, e me surpreendi ao notar que era a do próprio Jimin.

 

Unmyeongi uril jakku jittuhaeseo

(o destino tem ciúmes de nós)

Neomankeum nado manhi museowo

(assim como você, estou assustado)

When you see me

(quando você me vê)

When you touch me

(quando você me toca)

 

Eu sentia meu peito queimando a cada frase cantada pelo meu protegido naquela gravação, e meu corpo todo reagia ao beijo apaixonado que trocávamos. A mão do ruivo passeava carinhosamente do meu rosto até minha nuca, onde ele desferia carinhos tênues. Senti que minha palma tremia, quando toquei timidamente a cintura coberta do Park. Quando eu achei que a música tinha terminado, Jimin interrompeu o beijo com leveza, e eu abri os olhos.

— Cause you love me, and i love you.. – Meu protegido cantou junto com a música, os olhos quase fechados me fitavam com amor. — Naui cheonsa, naui saesang.*

Senti minha visão embaçando, quando a ardência em meu nariz me mostrou que eu iria chorar. Meu coração estava quente, eu estava quente. Pressionei o contorno do corpo do ruivo, e com um sorriso lindo, Jimin voltou a me beijar. Eu não achava que um dia, iria me sentir mais feliz do que já estava nesses últimos tempos. Mas, aqui, agora com meu protegido, eu só tenho certeza de que esse é apenas um dia de vários, que irei ter de extrema alegria.

Park acariciou meus lábios com a ponta de sua língua, pedindo gentilmente uma passagem para minha boca, e eu a cedi. Era um ósculo calmo, intenso, diferente. Lembrei-me da última coisa que Jimin havia me dito, e incapaz de me controlar, eu aprofundei nosso beijo. Nossas línguas que antes se acariciavam com delicadeza, agora massageava uma a outra com mais pressão. Ar. Eu precisava de ar, mas não queria perder nenhum segundo desse momento perfeito, mesmo que fosse para respirar.

Jimin escorregou a mão até minha cintura, onde lentamente, se infiltrou por baixo da minha camiseta. O toque do meu protegido queimava em minha pele, era como se fogo estivesse sendo atado em cada centímetro que sua palma tocava minha tez.. E era extremamente bom. Um som manhoso involuntariamente saiu pela minha garganta, quando os dedos firmes do Park apertaram minha pélvis com um pouco de força, trazendo-me para perto de si. Ao me escutar, o ruivo retribuiu com um gemido baixo.

Senti o corpo do Park saindo do meu lado, apenas para deitar-se confortavelmente em cima de mim. O ruivo não interrompeu o beijo em nenhum momento, e sua língua tornava-se cada vez mais ousada e intensa. Senti meu coração acelerando quando notei algo sendo pressionado sobre meu membro semi desperto, e sangue correu pelas minhas bochechas ao perceber que meu protegido estava igual a mim. Ansiando por aquele momento.

— Eu desejo você. – Jimin sussurrou entre um dos segundo que o beijo parou, para que recuperássemos o oxigênio. — Eu desejo muito você..

— Eu sou seu. – Murmurei contra os lábios vermelhinhos, arriscando prendê-lo entre meus dentes, e sentindo-me satisfeito ao escutar o gemido do outro. — Você é meu, nós nos pertencemos, faça o que deseja.

— Posso mesmo? – O ruivo impulsionou seu corpo para baixo, fazendo com que seu peso fosse pressionado com mais força sobre mim. Arfei com o volume rígido me acariciando.

— S-Sim. – Deleitei-me com a sensação prazerosa, levando ambas as mãos até as costas de Jimin, se pudesse, eu o abraçaria até que nós nos tornássemos apenas um naquele momento.

Park encostou nossos lábios levemente, e com carinho, os desceu pelo meu queixo, até o pescoço. A carne macia e úmida trilhava beijos ternos na minha epiderme, me fazendo suspirar a cada toque suave que era me dado. Meu protegido espalhava beijos até minha clavícula, e depois voltava lentamente na altura da minha orelha. Jimin segurou em meu queixo com delicadeza, virando meu rosto para o lado e beijando a base da minha nuca, que ficará exposta para si. Seus dentes morderam vagarosamente a pele dali, disparando arrepios contínuos por toda a minha coluna.

Abri os olhos, fitando maravilhado as estrelas que brilhavam estonteantemente no breu, elas estavam iluminando o céu para nós; para o nosso amor. A lua crescente estava ali, reforçando a luz artificial que Jimin havia colocado na tenda, e banhando a nós dois. Meu protegido afastou vagamente seu rosto, e fitou-me atentamente.

— No que você está pensando? – O ruivo sussurrou, levando a canhota até meu queixo e o acariciando ternamente.

— Em como estou feliz com esse momento, em como é tudo tão perfeito. – Falei, tocando com meu indicador entre os lábios de Jimin, que fechou os olhos ao toque. Um sorriso mínimo despontou nas laterais puxadas.

— Eu ainda posso desistir? – Park me olhou, uma risada rouca escapando de sua garganta ao notar minha expressão confusa. — Eu não posso fazer isso com alguém tão puro como você, Yoongi.

— Não começa. – Reclamei baixinho, segurando o rosto alheio com ambas as mãos assim que ele tentou se afastar. — Eu quero.

— Eu acho que não é certo? – Jimin evitava me olhar, o timbre confuso transformou sua afirmação em um questionamento interno.

— Não é errado se eu desejo isso com toda a minha existência. – Comentei, alisando as bochechas coradas do outro. — Me ame, Jimin.

As orbes amendoadas miraram-me com receio, e ainda que o brilho de preocupação estivesse ali, o lampejo de excitação tomou grande maioria de seu olhar, quando mordi o lábio inferior timidamente, e fechei os olhos esperando pelo beijo que pedi silenciosamente.

Não demorou para que eu sentisse os lábios macios se pressionando aos meus, Park parecia começar tudo de novo; explorando cada pedacinho da minha boca, enquanto me envolvia naquela bolha crescente de calor em meu peito. Ele estava sendo tão calmo e carinhoso, que até mesmo me lembrava do nosso primeiro beijo. A língua escorregadia movimentava-se de maneira conhecida em minha boca, arrancando-me suspiros a cada minuto que o ósculo se tornava mais profundo.

Senti o toque da mão do meu pequeno em minha cintura, e lentamente, a brisa da praia tocou minha pele que começava a ficar desnuda em meu abdômen. Jimin interrompeu o ósculo com selares ternos, espalhando beijos por minha bochecha enquanto se levantava um pouco, para tirar minha camiseta com mais precisão. Senti meu rosto queimando quando percebi que meu torso estava nu, e abri os olhos apenas para encontrar o ruivo me fitando arduamente.

Observei atentamente quando Jimin sentou-se nas minhas coxas por poucos segundos, para retirar o próprio tecido que o escondia. A barriga lisa e amorenada ficou a mostra, e eu não conseguia parar de olhar. Levei minha destra até a pele quente, era formidável a sensação que eu sentia sempre que tocava o humano. Era uma explosão de sentimentos inquietos em meu peito, tão inquietos quanto o coração alheio que pulsava extremamente acelerado. Eu conseguia notar o peito de Jimin subindo e descendo irregularmente, ele estava nervoso.

Deslizei minha mão para o braço do ruivo, o puxando para cima de mim novamente. Nossos torsos se tocaram pela primeira vez, sem o impedimento de qualquer tecido que fosse. Era tão quente, tão bom. Fechei os olhos para apreciar aquela sensação, e levei ambas as mãos até as costas do meu protegido. A respiração pesada de Park batia na minha orelha, e lentamente, eu comecei a acariciar toda a extensão de suas costas. Os batimentos cardíacos do meu protegido desaceleraram aos poucos, voltando ao seu ritmo normal.

— Não fique nervoso. – Sussurrei, encostando meus lábios na tez macia de seu pescoço, arriscando um beijo tímido ali.

Jimin riu baixinho, e respirou fundo em seguida. Sua bochecha roçou a minha levemente, ato seguido pela pontinha de seu nariz que contornou meu maxilar. Fechei os olhos ao sentir o toque de sua boca contra a minha. Park não iniciou um beijo, apenas friccionou os lábios sobre os meus, a mão curiosa descendo pela minha costela até minha cintura, onde ele apertou firmemente. Não contive o som de surpresa que escapou pela minha garganta, quando meu protegido desceu ainda mais a mão, concentrando-se na minha coxa coberta.

O ruivo escorregou os lábios pelo meu queixo, do pescoço até meu peitoral. Abri os olhos, incapaz de mantê-los fechados, e o acompanhei com o olhar. A cabeleira ruiva descia cada vez mais, e me arrepiei quando senti um toque úmido entre meu peito, tive o vislumbre da língua alheia tocando minha epiderme com delicadeza. Os dedos de Jimin apertaram a lateral do meu corpo, e me queimei em timidez quando senti os dígitos insistentes abrindo o zíper da minha calça.

A palma do humano tocou o volume aprisionado ali, e eu gemi com a sensação. Era ainda melhor do que quando me toquei sozinho, como isso era possível? Mesmo sentindo que meu rosto poderia derreter de tão quente, eu continuei olhando o que acontecia. Jimin parecia tão envergonhado quanto eu, não era possível ver sua face, mas eu sentia as vibrações nervosas que seu corpo emanava. Park colocou ambas as mãos por baixo do meu corpo, tocando minhas nádegas. Eu me arrepiei.

Meu protegido me impulsionou para cima, eu o ajudei com o movimento. Ele tirou minha calça. A boxer que escondia meu membro recém-descoberto, estava com uma manchinha úmida bem em seu início. Jimin mirou as orbes amendoadas para o volume, e mordeu o lábio ao aproximar a destra aberta dali. Respirei com dificuldade quando Park tocou toda a extensão daquele local com a mão curiosa, fechando a palma ao redor e pressionando a ponta dos dígitos na carne sensível.

Minha vontade era de fechar a perna e acabar com aquele formigamento, mas, era como se naquele momento, eu tivesse perdido os controles do meu corpo. Eu só conseguia olhar e respirar fundo, enquanto o ruivo segurava nas bordas da boxer e a puxava lentamente para baixo, seguindo o mesmo caminho que a calça. Tremi quando minha ereção ficou totalmente livre, e o vento que vinha do horizonte chocou-se nela. Jimin levou o tecido até meus tornozelos e o tirou delicadamente por meu pé, jogando-o no canto afastado da cama.

Meu pequeno segurou na minha panturrilha, desferindo beijos carinhosos na minha perna e subindo vagarosamente até minhas coxas, os lábios tão macios e carinhosos me deixavam demasiadamente inquieto. Ao chegar perigosamente perto da minha virilha, Jimin finalmente me olhou. Sua pupila estava dilatada, e sua íris parecia pegar fogo; assim como meu corpo. Um sorriso ambíguo despontou nos lábios avermelhados, e sem quebrar o contato visual, os dedos de Jimin envolveram meu membro.

Um gemido vergonhosamente alto escapou dos meus lábios ao toque, Park me encarava com prazer estampado em seu rosto, mas ainda sim, o rubro em suas bochechas causado pela vergonha, conseguia o deixar adorável. Vidrado no que ocorria, eu ficava cada vez mais entregue aos toques suaves do meu protegido. Jimin finalmente parou de me olhar, para dar a atenção do meu membro que pulsava entre seus dedos. O ruivo apertou com leveza a ereção, e eu cravei as unhas no lençol abaixo de mim.

Meu protegido começou a movimentar sua mão lentamente, como se estivesse com medo de me machucar ou algo assim. Prendi minha respiração quando o polegar quente tocou a parte rosada e inchada do meu membro, fazendo movimentos curtos e circulares sob a fenda que soltava líquido transparente. Arqueei minhas costas automaticamente quando ele desceu os dedos por todo o falo, indo até a base da ereção e voltando para cima lentamente.

Olhei para o céu, mordendo o lábio e tentando aquietar a vibração que percorria todo o meu corpo. Mordi minha língua quando senti um toque diferente no inicio do meu membro. Era tão bom, que eu me senti perdido por alguns segundos. Até que olhei para baixo, e arregalei os olhos ao perceber que Jimin tinha os lábios envoltos da glande inchada.

— J-Jimin.. – Minha voz falhou quando o ruivo separou os lábios, e tocou aquele ponto tão sensível com sua língua. Aquilo era incrivelmente extasiante.

Minha boca tornou-se seca, e de repente, as palavras sumiram da minha mente. Eu não sabia o que falar, apenas sentir aquela sensação nova e provocante se apossando de cada célula do meu corpo. Jimin me fitou intensamente, e aquela cena era insuportavelmente instigante. Park moveu sua cabeça para frente, e meu membro deslizou para dentro do espaço quente e úmido de sua boca, eu arfei ao sentir minha ereção sendo acolhida de maneira tão receptiva.

Meu protegido segurava na base do falo e o estimulava conforme tentava colocá-lo por inteiro em sua boca, da minha garganta saia gemidos sôfregos e abafados. Todo meu corpo formigava, mas, minha virilha em especial, parecia ter uma própria colônia. Tentei respirar fundo para acalmar meu coração desesperado, mas o ar foi cortado em minha garganta, quando Jimin em um impulso, engoliu toda a ereção dolorosa que me torturava. Tombei minha cabeça para trás, puxando o lençol com força demais e acabando por arrancá-lo dos cantos do colchão.

Senti a ponta do meu membro tocando a garganta alheia, Park o retirou lentamente dali, e a tosse que se seguiu do ato me preocupou. O olhei no mesmo instante, notando que seus olhos brilhavam com lágrimas que apareceram.

— Você está bem? – Questionei preocupado, apoiando-me sobre meus cotovelos para olhá-lo melhor.

— Não se preocupe, Yoon. – Jimin sorriu calmamente para mim, os olhos focados no meu membro vergonhosamente melado. Levou a destra rapidamente até a ereção pulsante, e sem aviso prévio, começou a me estimular em uma velocidade média.

Se eu estivesse em pé, provavelmente teria caído no chão há muito tempo. Meu baixo ventre se tornava cada vez mais quente; era aquela sensação de desespero que senti da última vez. Isso é tão bom, que chega a ser insuportavelmente doloroso esperar pelo êxtase. Senti meu sangue esquentando quando meu membro tornou-se mais rígido, e eu sabia que iria ter aquela explosão novamente. Arfei incrédulo quando Jimin soltou a ereção ao senti-la pulsando ainda mais em sua mão.

— Ainda não. – Park sussurrou, me fitando com um sorriso cheio de luxúria. Levantou-se da cama tão rápido, que eu mal notei. Sua mão estava melada com meu pré-seminal, eu vi quando a luz bateu contra a pele brilhante.

O ruivo retirou a bermuda clara, junto com a boxer mentolada que o escondia. Paralisei, fitando com extremo desejo o corpo nu do meu protegido. A alma dele brilhava em um tom intenso de púrpuro, ele estava tão excitado quanto eu por esse momento. Na mesma velocidade em que saiu do colchão, ele voltou. O corpo alheio deitou-se em cima do meu, e pela primeira vez, estávamos nos sentido completamente, desprovido de todas as vestimentas pesadas. O calor da epiderme de Jimin abraçava cada centímetro meu, eu nunca me senti tão acolhido dessa maneira.

Eram tantas coisas, que eu me sentia perdido para assimilar tudo; meu protegido voltou a me beijar carinhosamente, sua língua invasiva capturou toda minha atenção ao adentrar minha boca, mas ao mesmo tempo, seu membro rígido sobre o meu também despertava minha necessidade de mais. O torso nu contra o meu era agradável de sentir, mas não era o suficiente. Eu não sabia exatamente o que estava faltando, mas eu queria tanto..

— Você está gostando, amor? – Jimin separou nossos lábios com relutância, e eu senti o nervosismo dele em cada sílaba pronunciada.

— Isso é melhor do que qualquer coisa que eu já tenha presenciado. – Admiti, levando minha mão para o rosto alheio e o tocando carinhosamente. — Não fique nervoso, está tudo perfeito.

— Fico feliz. – O ruivo sorriu, fazendo com que eu fizesse o mesmo. Selou nossos lábios tenuamente, e concluiu: — É melhor do que sempre sonhei.

— Fico feliz. – Repeti o que havia escuto a poucos segundos, me deliciando com a risadinha descontraída que meu protegido deu.

— Agora.. Não se assuste, sim? Qualquer coisa, você me fala ‘pra parar, e eu não hesitarei para fazê-lo. – Park parecia falar sério, tentava exalar confiança em sua fala, mas era nítida a ansiedade lhe corroendo. Seu coração acelerado e a camada fina de suor que escorria de seu pescoço, demonstrava isso.

— Eu não estou assustado. – Sussurrei, focalizando meu poder na palma em seu rosto, e transmitindo a paz que eu sentia naquele momento para meu protegido. Não funcionou cem por cento, mas seu ritmo cardíaco diminuiu consideravelmente.

Jimin assentiu, e esticou o braço na direção onde a caixinha de música não tocava mais, o único som do local era as ondas do mar chocando-se com a areia, e nossas respirações pesadas. Seus dedos pegaram uma embalagem branca e longa, foquei meu olhar nas letras pequenas azuladas, que formavam a palavra “lubrificante.” As mãos do meu protegido tremiam conforme ele puxava a tampa do objeto, eu segurei as palmas trêmulas, o ajudando na tarefa. O ruivo me olhou, com um sorriso brilhante nos lábios, sussurrou um “obrigado”, ao ouvir o estalo da embalagem, mostrando que fora aberta com êxito.

Jimin me surpreendeu ao colar nossos lábios, iniciando um beijo rápido e sem ritmo. Meu coração disparou com o ato imprevisível e urgente, me peguei confuso nos primeiros segundos, mas totalmente atento quando a mão do meu pequeno desceu curiosamente pela minha barriga, até tocar meu membro esquecido. Park o apertou levemente, recebendo um gemido meu preso em sua boca. Os dedos firmes soltaram minha ereção, e escorregaram até minhas coxas, onde ele as afastou com leveza.

Mesmo não sabendo o que ele pretendia, eu confiava cegamente no humano. Por intuição, eu separei minhas pernas com o toque alheio. Jimin sorriu com os lábios colados aos meus, e sussurrou ali mesmo:

— Bom garoto. – E a língua ousada voltou a mergulhar entre meus lábios. Não sei por que, mas tal elogio me fez corar e gostar do que escutei.

Com os olhos fechados, eu só sabia o que o ruivo fazia pelos movimentos pesados no colchão. Senti a mão que segurava a embalagem plástica descer, enquanto a que segurava minhas coxas, ia de encontro a ela. Um barulho de líquido escapando pela abertura do objeto chamou minha atenção, mas não era mais importante do que o beijo molhado e intenso que trocávamos.

Me arrepiei ao sentir uma consistência úmida me tocando entre minhas pernas. Jimin interrompeu o ósculo com carinho, dando breve selares no meu rosto, enquanto seu dedo me tocava de maneira curiosa lá embaixo.

— Tudo bem? – Meu protegido sussurrou, apenas deslizando o dígito lentamente ao redor de um ponto inexplorado e sensível.

— Sim.. – Murmurei, franzindo o cenho ao notar que aquilo era agradável.

— Daqui a pouco iremos nos unir, Yoon. – Park sussurrou próximo a minha orelha. — Por favor, me avise se for muito desconfortável.

Antes que eu pudesse questioná-lo sobre isso, o dedo do ruivo forçou o local a qual rodeava lentamente, e vagarosamente, me preencheu. De alguma forma desconhecida por mim, ele tinha entrado no meu corpo. Era incômodo, mas ao mesmo tempo, extremamente prazeroso. Gemi com a surpresa, e Jimin deixou o dedo parado ali. Aquela área pulsava, como se tentasse expelir o intruso que era seu dedo, mas ainda sim, eu mexi meu quadril contra o dígito escorregadio do outro. Park arfou ao notar meu movimento, e me fitou com atenção.

Não era tão desconfortável, surpreendentemente, era bom. Encarei meu protegido, e minhas bochechas arderam ao notar o olhar intenso do outro sobre mim.

— I-Isso é bom, Jiminnie.. – Gemi manhoso, e, incapaz de me conter, me movi no dedo do maior.

— Droga, Yoongi. – Jimin suspirou, contornando a entrada recém-descoberta com o indicador, e o penetrando ao lado do médio. Gemi desconfortavelmente. Tudo bem, não era tão tranquilo assim. — Você ‘tá bem?

— Sim. – Sussurrei, estava tudo muito bem. Era só uma questão de me acostumar, certo?

Park permaneceu parado, esperando até que eu me sentisse confiante o suficiente para me mover sozinho, e dar-lhe permissão de continuar. Não demorou para que meu interior moldasse-se aos dedos que me invadiam, e lentamente, o breve desconforto desapareceu, dando-me a sensação do formigamento de prazer que nascia. Evitando o olhar de predador que meu protegido me lançava – junto com o nervosismo estampado no fundo das orbes, eu voltei a mover meu quadril.

Os dedos foram ainda mais fundo em meu interior, e eu fechei os olhos para tornar a sensação ainda mais intensa. Ao perceber minha feição de deleite, Jimin começou a retirar os dígitos lentamente, e mergulhá-los em mim novamente em seguida. Não me incomodava mais. Meu protegido moveu ambos os dedos em direção opostas dentro de mim, como se tentasse tornar o lugar menos estreito, eu não sabia o que ele estava fazendo, mas sabia que estava me levando ao êxtase. Meu membro pulsava em resposta ao o que Park fazia, e isso não passou despercebido por ele.

A mão livre do ruivo tocou minha ereção dolorida, e eu gemi com ambas as sensações extasiantes que ele provocava em meu corpo. Imerso em tanto prazer, mal notei quando Jimin introduziu o dedo anelar dentro de mim, sua canhota me estimulava de uma maneira tão deliciosa, que o desconforto estava quase que passando despercebido. Três dígitos estavam explorando meu interior, e meu protegido mordia o lábio a cada gemido arrastado que eu soltava com seus toques.

— Está doendo? – Jimin sussurrou, abandonando a entrada melada e meu membro também. Suspirei com a falta.

— Não. – Murmurei, respirando com dificuldade enquanto o humano subia lentamente até meus lábios.

— Certo. – O corpo alheio deitou-se em cima do meu, Park segurou na minha coxa esquerda, movendo-a até que se encaixasse em sua cintura.

Seu membro tocou timidamente o local a qual ele estava explorando há poucos segundos, e eu pude sentir meus olhos brilhando quando, finalmente, entendi o que ele ia fazer. Então, era assim, que nos tornaríamos um.

— Se doer, por favor.. – Jimin começará a falar, mas eu o interrompi com um selar apaixonado.

— Eu confio em você. – Sussurrei contra os lábios vermelhos, que esboçaram um sorriso pequeno. — Então, confie em mim, eu te avisarei.

— Tudo bem. – O ruivo suspirou contra minha boca levemente inchada, e com a mão livre, segurou na base de sua própria ereção, forçando a glande na minha entrada dilatada.

Franzi o cenho quando o membro alheio forçou passagem pelo local recém descoberto, era mais incômodo que os seus dedos. Park afastou seu rosto do meu, fitando-me com atenção e observando cada reação minha. Arfei quando o ponto quente e macio de Jimin pulsou dentro de mim, e mesmo que não estivesse introduzido por completo, eu o sentia perfeitamente. Demorei alguns segundos para lembrar que o ruivo aguardava alguma reação, e lentamente, eu assenti.

Meu protegido moveu sua pélvis contra minha entrada, mergulhando ainda mais em meu interior. Mordi meu lábio inferior com força, levando as mãos até as costas do Park e arranhando a pele amorenada com leveza. A sensação era de ser rasgado ao meio, uma dor insuportável. Jimin notou meu semblante doloroso, e no mesmo segundo, começou a se retirar de meu interior. A cada centímetro que ele saia, eu sentia o prazer inundando minhas veias. Eu suportaria passar pelo incômodo, se aquele êxtase incontrolável me envolvesse novamente.

Com a perna ao redor da cintura alheia, eu prendi Jimin a mim. O ruivo me fitou curioso.

— Você parecia estar sentindo dor.. – Sussurrou, arfando ao sentir minha mão indo em direção ao seu membro. Eu o segurei com delicadeza, espalhando aquele líquido escorregadio desde a fenda úmida, até a base de sua ereção.

— Eu estou bem, continue, por favor. – Supliquei, apertando a carne rígida e levando-o de encontro a minha entrada, que pulsava implorando para ser preenchida novamente.

Jimin permitiu que eu conduzisse sua ereção, e uma vez em seu lugar, retirou minha mão dali, levando-a até o travesseiro. Park voltou a me penetrar novamente, me arrancando um suspiro profundo. Meu protegido colocou as mãos sob minhas próprias abertas no travesseiro, seus dedos se entrelaçaram aos meus lentamente, enquanto sua cintura começava a se mover contra meu quadril.

Nossos gemidos se mesclaram naquele momento abafado e especial. De repente, não existiam mais mundos diferentes. Não havia céu e terra, anjos e humanos, era apenas eu e Jimin, duas almas que se amavam incondicionalmente, e queriam ficar juntas. Meu único foco era a forma que seus dedos macios apertavam aos meus, a cada movimento lento e sensual que ele fazia contra mim, e na sensação de ser preenchido que se tornava um misto de dor e prazer.

Park aproximou os lábios inchados da minha orelha, sua respiração estava pesada e profunda, elevei mais meu corpo no momento em que Jimin me penetrou profundamente, fazendo com que chegasse a um ponto novo em mim. O gemido que fluiu dos meus lábios, se misturou com o arfar do ruivo ao perceber o que fiz. O local a qual meu protegido atingiu, fez com que a força que eu usava para elevar meu corpo, se esvaísse. Eu me senti fraco, com as pernas trêmulas.

Jimin pareceu notar o que havia acontecido, seus dentes capturaram o lóbulo da minha orelha, fazendo-me arrepiar. Suas mãos soltaram-se das minhas, e rapidamente, desceram pela lateral do meu corpo, alcançando minhas nádegas decididamente. Segurou minhas bandas com um pouco de força, mantendo minha pélvis elevada da forma que estava antes. Quase gritei quando o ruivo me estocou com um pouco mais intensidade do que antes, atingindo aquele ponto curioso novamente. Virei às palmas para baixo, buscando refúgio no lençol branco novamente.

Park afastou o rosto para me olhar, parecendo se deleitar com minha expressão de satisfação. Mordi o lábio para reprimir o gemido alto que iria escapar, quando Jimin surrou aquele lugar intenso com vontade. O som de nossos corpos se chocando era a única coisa que eu conseguia ouvir, nem mesmo as ondas do mar pareciam estar ali mais.

— Não prenda esses sons.. – Meu protegido segurou na minha cintura, e com um impulso, jogou seu corpo para trás, puxando-me junto. Mantendo as palmas firmes na minha cintura, eu arfei ao rebolar inconscientemente no colo alheio. — Seus gemidos são lindos.

Sentado em seu colo, eu ficava maior que Jimin. O ruivo levou os lábios até meu pescoço, mordiscando a pele sensível. Coloquei minhas mãos em seus ombros, apertando o local enquanto começava a mover meu quadril em movimentos circulares em cima do Park. Um gemido rouco e arrastado saiu dos lábios grossos, quando eu levantei minimamente e voltei a sentar sob o membro rígido. Eu gemi junto.

Os dedos do ruivo apertaram minha carne, antes de subirem em direção a minhas costas, Jimin me envolveu em um abraço apertado e quente. Lentamente, seu corpo se deitou. Mas, diferente de Jimin, eu permaneci sentado, com as mãos abertas sob seu peitoral, que subia e descia rapidamente. Meu protegido voltou a tocar minha cintura com delicadeza, e seguindo meu instinto, eu comecei a me mover em cima das coxas alheia.

Os lábios de Jimin estavam separados, e sua respiração descompassada escapava por eles. Os olhos semiabertos me fitavam sem ao menos piscar, enquanto eu ondulava meu corpo lentamente, fazendo com que seu membro saísse e entrasse de meu interior com maestria. Fechei os olhos ao me inclinar para trás, fazendo com que a ereção alheia tocasse ao meu fundo, e apertei os músculos daquele lugar ao redor de Jimin.

— Olhe para mim.. – Park sussurrou, sôfrego. Sua fala saíra fraca, por conta do gemido lento que ele soltou ao me sentir em si.

Abri minimamente os olhos, sentindo todo meu corpo vibrando ao ver Jimin tão belo daquela maneira. Notei um breve vermelho em minha cintura, onde o ruivo apertava, assim como suas bochechas rosadas por conta do suor e quentura de ambos os corpos. Os fios alaranjados estavam grudados na testa do outro, os lábios entreabertos e a língua ousada tocando a carne superior. Gemi frustrado, ao notar que meu baixo ventre se tornava cada vez mais quente.

— Eu.. Eu.. – Choraminguei, cravando minhas unhas sem muita força no peitoral alheio, e me curvando na direção do rosto do meu protegido.

— O que foi? – Jimin levou a destra até meu rosto, passando a mão na minha testa e jogando os fios úmidos do meu cabelo para trás.

— Eu quero mais. – Sussurrei, movendo meu quadril de maneira insistente. Eu não conseguia me sentir satisfeito. Meu membro melava a barriga alheia, de tanto líquido que soltava.

— Eu lhe darei mais. – Um sorriso ladino brotou nos lábios cheios, e em um movimento só, Jimin envolveu os braços ao redor da minha coluna, deitando-me sob si e me mantendo inclinado para cima.

Um grito fino se mesclou com meu gemido, quando o ruivo saiu do meu interior, apenas para voltar a me preencher com força e rapidez. O som que nasceu era abafado e sucessivamente intenso, a ereção de Jimin chocava-se até o extremo contra minha entrada, que começava a ficar levemente dolorida. Park era tão rápido em seus movimentos, que uma parte insignificante do meu cérebro pensava que isso era surreal, como era possível existir algo tão prazeroso dessa maneira?

Meu protegido gemia descontroladamente em minha orelha, deixando-me ainda mais necessitado de tudo aquilo. Forcei meu quadril para baixo, quando a pélvis de Jimin voltou com força em minha direção, ambos gememos com o calor imenso entre nossos corpos. Meu baixo ventre começou a se contorcer, e eu apertei o braço do ruivo ao sentir isso.

— Vamos juntos.. – Meu protegido sussurrou no meu ouvido, dando estocadas certeiras que acertavam o ponto mágico em meu interior. Minhas pernas tornavam-se cada vez mais fracas, eu quase não as sentia mais. Eu estava trêmulo.

Não sei o que ele quis dizer com “vamos juntos”, mas, ao mesmo tempo em que eu explodi de êxtase, um líquido morno preencheu o local a qual Jimin e eu nos conectávamos. Aquilo foi o suficiente para que meu corpo perdesse totalmente a força, e eu desabasse sob o peitoral inquieto do humano. Senti minha barriga grudenta com o liquido que saíra do meu membro, enquanto escondia meu rosto no pescoço de Jimin, que me enlaçou em um abraço carinhoso.

Eu queria permanecer aqui; nessa bolha de prazer e tranquilidade que era essa noite. Em toda minha longa existência, eu nunca me senti tão pleno e feliz.

— Eu te amo. – Sussurrei contra a pele suada do Park, e eu escutei o momento em que seus lábios se repuxaram em um sorriso.

— Eu te amo. – Murmurou de volta, me apertando ainda mais contra si.

Enquanto estabilizávamos nossas respirações, uma cosquinha começou a crescer em minhas costas. Suspirei, sabendo o que viria a seguir, e implorando para que isso não acontecesse justo agora. O coração do meu protegido, que tinha quase voltado ao seu ritmo normal, voltou a se acelerar. Sua canhota alisou a base de onde minhas asas estavam escondidas, e ele pegou algo dali.

— Jimin.. – Suspirei, cansado.

— Mais uma.. – O tom de voz do ruivo era embargado, e rapidamente, eu levantei minha cabeça para fitá-lo. Os olhos que me fitaram com amor e luxúria há poucos minutos, agora estavam brilhando com lágrimas não derramadas.

— Fique tranquilo, vai ficar tudo bem. – Murmurei, levando minha destra até as bochechas vermelhinhas, e as alisando com carinho.

— Eu ‘tô preocupado, Yoon. Você sabe, eu sei; tudo isso pode desaparecer da noite pro’dia. – Uma lágrima solitária escapou dos olhos angustiados, e eu me apressei em secá-la.

— Vai ficar tudo bem. – Repeti, me esticando sob o corpo trêmulo e dando um beijo carinhoso no queixo alheio. — Apenas me toque agora, me ame agora, deixe o futuro para quando ele chegar, certo?

— Eu não consigo suportar a ideia de te perder. – Jimin levantou a pena até meu olhar, mostrando-me que ela já começava a desaparecer. — Não quero que você suma assim.

— Esqueça isso por essa noite, por favor? Por mim, por nós? – Eu me sentia quase desesperado, eu não queria dizer que estava tão nervoso quanto ele. Meu tempo está se esgotando, e eu não tive nem de longe, o tempo que quero com meu protegido. Mas eu não posso deixar isso transparecer, senão ele vai ficar ainda pior.

— Só por essa noite. – Sussurrou, derrotado. Seus lábios procuraram os meus com delicadeza, e um selar apaixonado foi presenciado pela lua que brilhava no alto do céu. 


Notas Finais


*Naui cheonsa, naui saesang* = meu anjo, meu mundo. ♡
https://www.youtube.com/watch?v=BEMaH9Sm3lQ
quando eu escutei Serendipity eu chorei tanto em MGA feelings, vocês não tem noção. claramente não ia deixar ela de fora, né? rs

*Eternity* o filme que na verdade é um MV. rs
https://www.youtube.com/watch?v=cIfoNcm8Psw
adoro enfiar VIXX em tudo que é canto né, eu sou a +starlight encubada sim. amém hongbin.

espero que tenha alcançado a expectativa de vocês com esse capítulo, minha insegurança é maior que meu amor por yoonmin. sigh
well, até o próximo. :)


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