História My heart - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance
Exibições 6
Palavras 598
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - Chuva


 

Ah, é mesmo. Eu não terminei a história da chuva, o dia em que o conheci. Bom, aí está a continuação.      

                            •  •  •

– Mas você nem me conhece...

– Mas eu quero conhecer, aliás ninguém é normal... o que nos faz diferentes são os detalhes. Eu quero saber todos os seus detalhes e que saiba os meus...

Eu me sentei ao lado dele novamente e lhe ofereci o refrigerante que tinha na mão.

– Eu odeio refrigerante, odeio qualquer bebida que tem gás, isso conta como detalhe não é?

– Claro. – ele pegou o refrigerante da minha mão e tomou um gole – Eu também odeio. – ele deu um sorriso.

– Então por que está tomando?

– Ué você também tava tomando, não posso? 

– Pode – dei de ombros e guardei meu celular na bolsa.

– Atchim!

– Saúde.

– Obrigada – eu disse.

– Atchim!

– Saúde! Olha você já está resfriada.

– É porque eu tomei um pouco de chuva agora a pouco e eu já estava piorando desde ontem – limpei meu nariz.

Ele abriu a sua bolsa e tirou uma blusa de frio preta da GAP. Ele deu a blusa na minha mão e mandou eu colocar. Eu pus, ficou enorme mas era bem quentinha, e tinha o cheiro dele, ahhhh, que cheiro maravilhoso...

– Obrigada...

– Vamos, não precisa ficar vermelha, é só uma blusa. 

– Eu não tô vermelha!

– Tá sim, e tá fofinha.

– Eu não sou fofa!  

– É sim, cala boca e sobe no ônibus. – Ele se levantou e se dirigiu em direção ao ônibus que tinha acabado de chegar, ficou parado na escada e me apressou – Vamos!

Eu me levantei e corri para o ônibus para não pegar chuva, entrei e sentamos juntos com ele no lado da janela. Alguns minutos passaram-se em silêncio.

– Qual sua cor favorita? – Ele me perguntou de repente.

– Azul marinho, e o seu?

– Não tenho, eu gosto de todas.

– Ah.

Ele olhou para janela e assim o clima de silêncio surgiu novamente. Eu senti que quem deveriam falar era eu, porque ele já havia tentando puxar assunto.

– Em que série você tá?

– No primeiro ano E, é na sala 6, do lado da sua.

– Como você sabe onde é minha sala?

– Ué eu já vi você entrando lá.

– Ata, por um momento achei que estava me seguindo...

– Eu tenho cara de estuprador? – ele me olhou com um sorrisinho meigo.

– Não, tem cara de retardado mesmo. 

– Nossa que grossa. – ele fez uma leve pausa, olhando para a janela e retornando a mim. – Aonde você desce?

– Daqui um ponto, e você?

–Daqui dois, eu vou depois de você. Qual o seu número?

– Pra quê quer saber?

– Pra te chamar no whats, eu quero conversar com você.

– Ah sim, é 8976-4457.

– Pera eu não anotei – ele pegou o celular dele e clicou em contatos – Fala de novo.

– Oito, nove, sete, meia, quatro, quatro, cinco, sete. Anotou?

– Sim, obrigado – ele sorriu e colocou os braços em volta de mim me apertando de leve, formando um abraço bem carinhoso.

Foi um abraço espontâneo, foi rápido e foi quentinho. Foi de surpresa, eu não esperava. Ele era meu novo amigo, ele já era especial pra mim. 

Ele me soltou e disse que era minha parada, eu ia tirando a blusa quando ele disse que podia devolver amanhã, então me despedi e desci do ônibus. Caminhei duas quadras até em casa, e claro, o percurso inteiro pensando naquele abraço. Era um abraço de amigos, ele me abraçou muito depois que ficamos mais próximos. Mas, pra mim aquilo significou mais, eu nunca pude ver ele só como amigo. Desde aquele dia até hoje, ele sempre foi muito especial pra mim.

 

 

 

 

 

 

 

 



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