História My Humble Request (Deuses esquecidos) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Palavras 1.583
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Helow pessoas
*Imaginem aqui palavras bonitas que pessoas inspiradas escrevem*
O que não é o meu caso no momento
Perdão
(u.u)

Capítulo 5 - A deusa da Juventude e a Sombra na Floresta


Fanfic / Fanfiction My Humble Request (Deuses esquecidos) - Capítulo 5 - A deusa da Juventude e a Sombra na Floresta

Era uma noite bastante chuvosa. Yuki estava sentada ao lado de fora da cafeteria. Havia ganho algumas moedas, mas não importava quantas vezes ela se voluntariasse a trabalhar naquela loja. Todo dia era a mesma coisa. As mesmas apresentações, as mesmas desculpas. Como se sempre fosse uma pessoa nova. Isso era triste. Nunca imaginou que ser uma divindade fosse algo tão triste. O céu parecia estar chorando suas lágrimas naquela noite.  Colocou a mão para fora do da cobertura e sentiu a água na pele.  A água que estranhamente brilhava, num choro prateado. Yuki olhava para a água, não sabia muito sobre ser uma deusa, mas aquilo era bem estranho.

Além disso, havia algo, um chamado vindo de algum lugar ao norte. Alguém estava precisando de ajuda. Yuki levantou-se as presas e começou a correr em direção ao chamado. Não haviam carros na rua, mas a chuva se intensificou. Os relâmpagos lhe assustaram e um gato preto, surgido do além, lhe fez tropeçar e cair com a cara no chão.

Um outro relâmpago fez o gato correr pelos telhados em desespero e enfiar-se por entre grades numa casa. Yuki se levantou desanimada. Seu momento havia passado... o chamado havia se calado, e até mesmo a água da chuva agora era apenas ... água.

Caminhou mais um pouco chutando as poças d’água. Mas, não adiantava ficar chateada, no final das contas, não iria mudar nada. Respirou fundo e quase engasgou quando água entrou pelo seu nariz. Má ideia, má ideia... pensou tentando se assoar. Andou até encontrar um parque, as arvores eram bem vistosas e havia algumas placas de “cuidado com o seu lixo” e “não alimente os animais”. Yuki deu uma olhara envolta, não parecia ter qualquer animal por perto. Era uma pena, Yuki gostava de raposas. Ela abriu a mochila para checar se seus biscoitos ainda estavam a salvo e graças ao saco plástico, eles estavam. Ela fechou a mochila de novo, cerrou os olhos e acabou dormindo.

A deusa acordou com um movimento no seu colo. Uma raposa estava habilmente lhe roubando a mochila. Quando Yuki moveu-se pelo susto, a raposa apenas abocanhou a mochila e correu a arrastando pela floresta. A garota correu atrás praguejando algumas maldições nas duas línguas que conhecia. Porém, mesmo com o desespero de perder a bolsa a vista, ela pôde notar que a raposa mancava. Uma de suas patas estava machucada. Ela não devia estar caçando direito, devia estar com fome e doente. Talvez... uma bolsa não valesse tanto.

Yuki parou de correr e sentou para descansar. Ficou ali sentada esperando amanhecer. Foi quando algo aconteceu. O grito de desespero do animal ecoou pela floresta. A deusa deu o melhor de si, para correr naquela escuridão. Tudo estava diferente próximo ao local do grito. Luzes estranhas flutuavam em formatos impossíveis. Alguns aglomeravam-se e expandiam-se próximo a uma arvore como uma respiração. era como se diversos desenhos abstratos estivessem flutuando em meio aos animais comuns da floresta. Mesmo plantas pareciam mais vivas, e as árvores velhas pareciam bem maiores que suas correspondente no mundo humano. 

Yuki encontrou um rastro negro no chão. Talvez fosse sangue. Ela seguiu sem medo. O que era louvável dada a situação. Louvável e insano.

Próximo ao buraco de uma arvore, uma grande raposa negra parecia devorar, não a carne, mas algo mais que isso, de uma outra raposa. O pequeno animal parecia estar se desfazendo numa espécie de fumaça a cada mordida. A raposa negra estava consumindo a existência daquele animal. Ela tinha lido algo do gênero em algum livro, espíritos são um aglomerado de essência que ganha algum tipo de consciência. Espíritos de medo, tendem a crescer e viver em lugares onde pessoas tem medo. As ações e emoções humanas geram essência, uma energia da qual os espíritos se sustentam. Mas em florestas onde as emoções humanas não existem. Espíritos mais simples, precisam se alimentar de essências similares, ou seja, outros animais correspondentes a eles próprios para perderem sua forma e acabarem virando comida para outros espíritos.

Contudo, ler algo em um livro é muito mais fácil que presenciar. A cadeia alimentar é feroz e não perdoa ninguém. Saber e aceitar isso é uma coisa, agora ver o animal gritando em agonia, sendo consumido por outro. Ah... isso é bem mais difícil.

Assustada mas sem saber exatamente o que fazer. E principalmente, sem querer aceitar que aquele era o fim do pequeno animal. Ela apanhou uma pedra na floresta e arremessou.

- DEIXE ELA IR!!! – Yuki gritou a plenos pulmões. A raposa negra lhe olhou confusa erguendo-se como uma sombra de olhos vermelhos. A deusa jogou outra pedra. – Eu não tenho medo de você!

O espírito se moveu como uma maça negra que tomou forma apenas quando chegou perto e começou a circular a garota. Yuki tinha uma coragem além do saudável. Isso normalmente lhe trazia muitos problemas. Ela continuou encarando a criatura que depois de circulá-la, e apenas sentou à sua frente. A sombra era tão grande que sentada, seu olhos ficavam na altura de Yuki. Aqueles olhos vermelhos eram imponentes...

... Vermelhos como sangue vivo

O sangue de muitas raposas mortas.

Dentro daqueles olhos, Yuki pôde sentir o frio e o medo. O som de armas de fogo disparando. Viu uma raposa cair, depois outra, silhuetas masculinas apareceram. Dispararam suas pedras de fogo em um dos filhotes que estava correndo e depois em outro. Yuki sentiu a dor da bala na pata. Uma das raposas mais velhas se jogou nos homens para evitar o ultimo tiro. Yuki correu e correu. Mas a dor era muito grande. Parou para descansar um pouco. Mal conseguia se pôr sobre as patas. Então uma luz lhe chamou a atenção. Uma luz que fazia a noite parecer dia. Fogo. 

Yuki correu, mas o fogo foi mais rápido. Suficando toda a vida com sua fumaça. A última coisa que viu foi o seu sangue escorrendo na terra. Vermelho e vivo. Manchando seus olhos. Então ela acordou. Era frio e estava com fome. Mas os animais não eram mais os mesmos. Já não conseguia caçar. A fome trouxe o desespero. Yuki conhecia aquela sensação. Ela a sentiu algum tempo depois de ter renascido. O medo de deixar de existir. O medo de esquecer sua forma. O medo de esquecer quem é.

A raposa levantou-se e começou a voltar para a toca. Deixando uma Yuki confusa e com lágrimas nos olhos.

- Por favor! - A deusa apenas curvou-se com chorando, na sua melhor reverência. – Venha comigo! Eu tenho certeza de que vamos encontrar uma forma... uma forma de você não precisar mais matar outras raposas! Por favor! Eu lhe imploro!

***

Já faziam alguns dias desde que Yuki estava andando com a raposa, ela havia nomeado o animal de Mikazuki, por conta da lua crescente. Elas procuravam alguém que pudesse lhes ajudar a entender melhor sua situação, como aprender a ser uma deusa, como aprender a ser um espírito que não come animais. A situação não era boa. Nenhum templo admitia um outro deus em seu santuário. Mesmo assim, Yuki tentava se manter otimista, talvez encontrasse alguma boa alma. Os dias sem comida faziam o espírito diminuir em tamanho, pouco a pouco. O seu porte, que antes se assimilava ao se um pequeno cavalo, agora mais se aproximava ao tamanho de um cachorro grande. Em contrapartida, a raposa parecia ficar cada vez mais inteligente.

Yuki já havia terminado de visitar todos os templos do bairro, estava preocupara com a raposa. Ela precisava se alimentar de algo, se não, realmente iria desaparecer. A única orientação que recebeu, foi no templo de Inari. “Não deixe ela se alimentar de emoções humanas” disse o sacerdote. “Um espírito da floresta que se alimenta da humanidade, vira um grande mal.”

Yuki pensou se não era melhor levar a raposa de volta a floresta para caçar. Andou sem ter certeza até parar diante de uma escadaria.

Pareciam as escadarias de um templo, embora não houvesse qualquer registro dele nos guias... talvez fosse um templo abandonado. Curiosa, ela começou a subir as escadas. A raposa ficou nos degraus. Parecia incomodada. Estava relutante em subir. Yuki desceu e ficou ao lado da raposa.

- Vamos lá, Mika... vai dar tudo certo. Vem... Faça como eu. – Clamando a atenção do animal para os seus pés. - Um pé depois o outro. Assim... Um pé depois o outro.

Ela foi subindo os degraus na frente, cantarolando o “Um pé depois o outro" para tentar acalmar a raposa. Mas logo foi ela quem ouviu um “Um pé depois o outro” sussurrado.

Yuki virou-se para ver o que era. Atrás dela não havia mais uma raposa, mas um jovem desnudo. Ele tinha os cabelos negros, uma pele clara e os olhos vermelhos como sangue vivo. Ele tentava se equilibrar sobre os pés sussurrando a musiquinha, até parar uns dois degraus antes de Yuki. A deusa estava em choque. O rapaz inclinou a cabeça para o lado, como uma raposa, e seguida se aproximou para cheirá-la. Yuki finalmente saiu do transe com um grito, e correu para se esconder. Desnecessário dizer que o rapaz imitou o gesto, também gritando e indo para atrás de uma estátua.

Yuki estava assustada, não porque estivesse com medo, mas porque estava confusa. O que diabos estava acontecendo? Mal teve tempo de pensar pois uma voz masculina sussurrou a deu lado:

- Eu não gosto de "fazer como você", você não tem pêlos ... eu estou com frio...

< to be continue >


Notas Finais


Deusa da Juventude enviada por @Badliar_
Kitsune enviada por @Mutsu

Bom, antes de qualquer coisa, peço desculpas aos autores das fichas se algo ficou muito ruim.
Podem se sentir a vontade para sugerir curso de ações dos personagens, e até mesmo para corrigir alguma coisa que eu tenha colocado muito fora do papel. Eu prometo que tento arrumar ^^

Eu queria pedir desculpas a @Birosca, pois eu meio que tinha prometido que o próximo cap ia ser do Visitante dela. E meio que acabou tendo esse e o próximo cap na frente. Mas hey - Pelo lado bom. O próximo cap já ta escrito (falta só revisar) então tem chance de ele sair amanhã.

De toda forma, o Xhabisco já fez sua aparição nesse cap pra marcar presença kkk

Bom pessoal, nos vemos nos comentários.
Beijinhos e até já ^^


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