História My Humble Request (Uma moeda de 5 ienes) - Interativa - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Mitologia Japonesa, Originais
Tags Comedia, Cultura Japonesa, Drama, Interativa, Sobrenatural, Xintoísmo
Visualizações 43
Palavras 2.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas da Autora


Yoooooooooo
pessoas
Aqui a segunda parte

Desculpem os erros de digitação.
Sabem como é a pressa.

Espero que gostem ^^

Capítulo 7 - Demônio ou Guardião


Fanfic / Fanfiction My Humble Request (Uma moeda de 5 ienes) - Interativa - Capítulo 7 - Demônio ou Guardião

Yuki estava mais calma. Havia dado seu casaco para o garoto e um lenço para aquecer o pescoço.

— Ottŏke... Ottŏke...  – Ela repetia para si andando em círculos — O que eu faço agora?

O rapaz estava sentado, calado, acompanhando os movimentos de Yuki com um olhar curioso.

— Nós precisamos conseguir roupas pra você...

— Roupas? – Ele perguntou inclinando a cabeça.

— Sim, pra você se vestir.

— Vestir? – Inclinando a cabeça para o outro lado.

— Siiiim... Pro frio, pra você não ficar com frio. – E fez um gesto tentando imitar uma pessoa com tremendo.

— Frio! – Ele se levantou e se aproximou da garota como se fosse abraçá-la – Perto não fica frio!

— Opa! – Yuki se esquivou olhando pra cima – Calma... Calma... que você ainda está pelado aí embaixo.

— Peleado?

— Só fica sentado, tá bom? – A garota esfregou os olhos nervosa. Era muita responsabilidade pra sua idade. Ela nunca tinha visto direito um homem sequer sem blusa, e agora, tinha um garoto pelado querendo lhe abraçar... Era melhor respirar fundo...

***

Mika estava confuso e incomodado com o chão de pedras. A falta de pêlos deixava tudo desconfortável.  Era engraçado ver a humana brilhante tentando marcar território. Ela estava fazendo errado. Com aquelas coisas sobre ela, ela muito mais difícil ela espalhar seu cheiro.

Porém, algo lhe deixava inquieto. Toda a confusão da humana brilhante havia lhe distraído por um momento. Mas não podia perder a guarda, afinal, estava invadindo o território de outro. Olhou para suas mãos um pouco aflito. Suas mãos de macaco não iriam ajudar no combate. Precisava das suas garras novamente, precisava de suas presas, precisava de sua pelagem. A humana brilhante era frágil e só ele poderia protegê-la.

Sentiu a mão delicada da humana em sua pele. Era mais gostoso o toque sem os pelos. Ela se abaixou e emparelhou os olhos com os seus.

— Não fica triste não. Nós vamos sair dessa! Fighting!!!

Mikazuki ouviu os passos se aproximando, o cheiro forte de óleo e cera de vela.

Um cheiro de fogo e fumaça.

Agarrou o braço de Yuki mas não sabia o que falar, não lembra dela ter usado qualquer som para anunciar aquilo.

— Hey, vocês! Podem vazar daqui. – Ordenou o humano que brilhava como uma chama.

— Anyoung hashimnikka* — A humana brilhante se aproximou do outro e prestou uma reverência. — Eu sou Yuki, deusa da juventude. Mannaseo bangapseumnida**!

Yuki ficou esperando o humano fedorento a fumaça falar algo. Mas ele só ficou calado.

— Então... acho que agora é a hora que você se apresenta…

— O recado foi dado. — O humano disse áspero. Mika não gostava daquele tom. O homem de chama estava pronto para o combate. Ameaçador, feroz. Mas a Humana brilhante parecia não fazer ideia disso.

— Nós estamos procurando ajuda. — Ela insistiu dando alguns passos rápidos atrás do homem.

— Problema seu!  — Voltando a subir a escadaria —  Vaza! E leva o pulguento contigo.

Mikazuki grunhiu, mostrando os dentes, da melhor maneira que pode. Enquanto Yuki protestou imediatamente.

— Quem você pensa que é pra chamar ele de pulguento?!

— Você acha que só porque é filha de Inari pode pegar o que quiser? Vocês grandes acham que o mundo gira em torno de vocês. Mas ele não gira.

— QUÊ? - Yuki até parou nos degraus com a confusão.

— Vocês não vão tomar esse templo! Então pega esse teu cachorro e cai fora.

— Você é muito mal educado com alguém que acabou de conhecer.

— Não tenho obrigação de ser simpático.

— Você nem é o deus desse templo. — Anunciou triunfante.

— O que te faz pensar que eu não sou?  

— Se você fosse, já tinha jogado na minha cara. Se não jogou é porque não é.

— Tu não tem senso do perigo não, garota? – Ameaçou se aproximando.

Mikazuki tomou a frente puxando Yuki para trás de si e se preparou para atacar. O deus assumiu um tom sério e preparou a espada para o saque. Os dois estavam prestes a avançar um no outro quando um corvo se intrometeu no meio. Abriu suas asas de escuridão separando ambos. Quando as sombras dissiparam, foi possível ver um homem alto vestido de forma elegante.

— Desculpem as atitudes do meu amo – Numa reverência respeitosa – Estamos honrados em receber um irmão nessa casa.

***

— Desculpa é o caralho – Começou Haru. Mas Kaito lhe sussurrou com um sorriso inalterado.

—  Eles não são o que você pensa... e espere o senhor Ryurei descobrir que você ia bater numa garota.

— Ela não é uma garota! Ela é uma deusa! E das ricas ainda mais... Eu conheço as roupas da casa de Inari.

— Senhorita, por favor. Venha tomar um chá conosco. – Feito o convite ele começou a andar para dentro do templo seguido por um Haru indignado.

— Chá?! Ela traz um Demônio pra cá e você quer oferecer chá pra ela?

— Ei! – Yuki protestou imediatamente apressando o passo – Ele não é um demônio!

— Ele é seu guardião? – Haru Parou de andar e a encarou com uma seriedade repentina.

— O quê?

— Ele é um espírito que consumiu essência humana o suficiente, pra conseguir assumir a forma de um humano. Daqui a pouco ele vai estar roubando a alma de pessoas como as kitsunes fazem. – Voltando a andar — A lendas não se fazem sem motivo branquinha.

— Mas ele não consumiu essência humana!

— Os dedos na mão dele dizem o contrário. – Respondeu o deus sem pudor.

Yuki olhou para Mikazuki realmente preocupada, a raposa não lhe respondeu o olhar. Estava fixa em Haru, não podia perdê-lo de vista. Dessa vez foi Kaito que parou e esperou pela garota na porta do Shamusho, parte administrativa e de residência dos sacerdotes.

— Ele deve estar com você a algum tempo...  Você lhe deu um nome, e ele o aceitou, ele vem consumido sua essência sem nem perceber. — Yuki arregalou os olhos, Kaito sorriu —  Não precisa se preocupar, você é uma deusa, não é um problema pra você.

— Isso até ele ficar cansado de lamber e resolver dar uma mordida – Gritou Haru de dentro do cômodo.

Kaito abriu a porta e convidou Yuki para entrar. A garota entrou sem prestar muita atenção ao ambiente. Mikazuki ficou na porta, se recusando a entrar.

— Caixa – Ele reclamava, se referindo a ficar num cômodo fechado.

— A caixa é quentinha, vem!

Kaito serviu o chá, enquanto Haru permaneceu emburrado em um canto do quarto. Sentado em mais almofadas do que seria necessário.

***

— Existe algo que pode ser feito para que Mikazuki não... vire uma kitsune que devora almas?

— Existe, na verdade. – Kaito começou, mas Haru o interrompeu.

— Se você quiser eu resolvo isso agora. Garanto que ele não vai ser mais um problema pra você e pra ninguém.

Mikazuki se armou na direção de Haru, dentes a mostra e um rosnado estranho. Kaito ignorou e prosseguiu.

— Você se importa com ele? – perguntou o corvo.

— Eu sou responsável por isso. Eu tirei ele da floresta.

— Isso não é suficiente. Eu quero saber o quanto você se importa com ele. O suficiente para ligar sua alma a dele?

Yuki respondeu um “sim” rápido demais pra Kaito considerar que ela ao menos pensou no assunto.

— Bom... Então será fácil.

pff... fácil – Resmungou Haru

— Como funciona isso de ligar a alma?

— Simplificando, ele só vai poder se alimentar da sua energia. Alguns feiticeiros tentam reproduzir isso no pacto do Familiar. Se você já ouviu algo sobre isso, vai entender melhor.

— E como é isso de se alimentar?

— Bom, isso varia bastante. Eu e meu Amo, por exemplo dormimos juntos uma vez por semana para que eu possa me alimentar do que ele emana.

— Sério?! — Yuki perguntou ficou vermelha, ela oscilava o olhar entre os dois rapazes, mas nenhum dos dois, mesmo o barulhento, parecia contradizer a história.

— Na verdade, foi uma brincadeira – Respondeu Kaito com um sorriso calmo – Por algum motivo, algumas garotas fazem expressões bem divertidas quando eu digo coisas assim. Eu queria saber se você era uma delas – E encerrou com uma piscadela.

A deusa esqueceu do que estavam falando, por um momento. Só lembrou quando Mikazuki tentou se deitar em seu colo como fazia quando era apenas uma raposa.

— Uma pergunta: Esse ritual é muito arriscado?

— Bom, eu arranquei o olho do meu amo no meio do ritual. Quando ele me tornou seu servo, eu tive que dar a ele um dos meus para compensar. — Batendo no tapa olho.

— Você tá me zoando, né?

Kaito sorriu com um “esse não é o ponto” que era o mesmo que dizer “morra em agonia na dúvida”.

— De toda forma, não se preocupe. Meu amo irá lhe ensinar como fazer o pacto com o seu guardião.

— Quê? – Protestou Haru imediatamente – Eu não vou fazer nada, não sou obrigado.

— Eu acredito que vocês podem começar a treinar a partir de amanhã. Já que a situação requer uma certa urgência.

— Não me envolva nisso… — Se levantando das almofadas.

— O senhor prefere começar pelo horário da manhã, ou da tarde? — perguntou o corvo com cortesia. Yuki estava tentando entender aquela relação e de fato quem mandava em quem. Mas não estava tendo muito sucesso. O homem corvo se portava mais como um deus que o suposto deus, e o barulhento, mais parecia um servo indiciplinado que um deus bondoso e calmo tolera.

— Eu não sei fazer esse ritual... pronto, falei.

— Mas você tem o senhor corvo. – Yuki rebateu rápido e orgulhosa.

Haru só olho para Kaito calmamente:

— Me deixa bater nessa menina.

— Não. – Respondeu o corvo.

Yuki estava se divertindo já.

— Você é muito violento, sabia?

— Vai a merda!  — Xingou Haru saindo do quarto.

— Vai a merda a senhora sua mãe!

Haru entrou novamente no quarto pronto para dar uma resposta, mas aparentemente recebeu uma pancada e cedeu passagem. Atrás dele entrou um velho com uma cara abusada. O corvo se levantou e prestou reverência, Yuki o imitou, apenas Mika continuou sentado olhando para todos tentando entender. O velho olho para todos virou-se para Haru e deu uma bengalada nele.

— Não pode trazer namorada pra brigar no templo! Desrespeito!

— Caralho, a menina nem chegou e eu já estou apanhando por causa dela.

— Não — Yuki se apressou corada — Nós não somos namorados.

— Bom! Você é muito bonita pra ele, mas Kaito é um bom homem. — Apontando com a bengala para o rapaz que apenas sorriu em resposta. Haru saiu do quarto tem falar nada. O velho então passou para a garota — Temos quartos de quiser ficar. Começamos o trabalho com o nascer do sol. Você fica responsável por limpar o Chōzuya*. Ele ajuda o Haru com o telhado —  Apontando para Mika antes de se dirigir ao corvo. — Obrigado por conseguir mais mãos, corvo.

— Agradeça ao meu amo, ele que irá ajudar a senhorita com um problema que ela possui. Sem ele, ela não iria nos ajudar, imagino.

— Me lembre de agradecer a ele depois —  Ralhou o velho se sentando.

Não fosse a boa audição de Mikazuki, ele provavelmente não teria escutado o “inferno!” resmungando do outro lado da porta antes do cheiro de fogo e fumaça de afastar. A conversa seguiu mais casual. Yuki tentava entender do que havia se metido, mas com certeza parecia melhor do que estava antes. Ela estava em um templo que havia lhe dado abrigo - aparentemente - e estava prestes a aprender a como tornar Mika em um guardião.   

***

Haru estava sentado no topo do santuário quando Kaito pousou a seu lado e assumiu sua forma.

— Você me faz parecer mais horrível do que eu sou, com essas conversas de que eu tomei o seu olho. — Resmungou o deus.

— Você se faz parecer mais horrível do que o que é, com esse seu comportamento. — Retrucou o corvo com um sorriso.

— pff…

— Ela tem gênio, quero ver como vai ser essa convivência. 

— Não deu muito certo com a Altherion.

— A garota é diferente...

Houve um minuto de silêncio até Haru recomeçar.

— O guardião dela me odeia.

—  Você ameaçou a deusa dele. O que esperava?

— Eu pensei que eles iam tomar o lugar. Você sabe que eles fazem isso. Você sabe o que vai acontecer com Ele se esse lugar desaparecer.

— Ela é como você. Uma sobrevivente.

— Ela vai ser uma criança mimada que não sabe acender uma fogueira se você resolver ficar mimando ela. Aí, quando você não estiver lá, ela não vai saber se virar sozinha.

— Ela conseguiu um guardião…

— Ela conseguiu um Yokai — Haru consertou.

— O que é isso que eu vejo? Preocupação?

— Vá a merda...


Notas Finais


Heeeeeeeello peoples
espero que tenham gostado
dão deixem de por suas opiniões nos comentários
Nos vemos lá
^^


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