História My immortal angel - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Exibições 2
Palavras 2.217
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Mistério, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Hallowed Be Thy Name


sinto se não conseguir contar como realmente foi, uma coisa é ver um criminoso condenado, outra é ver um ceifador condenado pela mente, já outra é ver um nobre condenado por atos de outros, não um nobre apenas de títulos como costumamos ver. Acho que ele também chorou, porque era difícil de julgar o mandaram fazer o trabalho. O tal conde estava a pouco tempo naquele mundo de sombras e não merecia o destino que iria ter, o sangue do demônio além de força, traz pesar e desgraça. Pelo menos, até o contrato ser cumprido.

Outra vez o chão era manchado de vermelho enquanto a culpa o corroia.

Você acredita no inferno? Eu não acredito que exista um lugar assim depois da morte, deveríamos poder descansar. Sera que depois de olhar em seus olhos vou acreditar? Ou acreditar depois da corda enrolada no pescoço ou do corte do aço frio.

 

Estava em cima do telhado ouvindo a sequencia de nomes sendo chamado.

-não gosto de ouvi-los.

-nem eu.

-é muito desconfortante.- estava sentado na beira do telhado. O grisalho se juntou a ele.

-ouvi dizer que era sentimental.

-não é que seja sentimental, não gosto de ouvi-los, todas essas vozes, pedindo perdão, sem nem saberem qual crime cometeram.

-são ladroes e, seja aqui ou em nosso mundo roubar é crime.

-é crime não querer morrer de fome ou frio?

-cuidado, sentimentos traem, não de ouvidos a essas vozes, não somos nós que escolhemos- antes que o outro disse qualquer coisa o albino mudou seu lugar para ajeitar-se no colo do mais novo.- se ouvir demais irão entrar em sua alma na forma de espinhos e vai chegar no coração, então, vai lamentar não ter me ouvido.

-já me disseram, mas não consigo não ouvi-las e deixar de…

-eu já fui assim, não vale a pena viver para agradar outros, superiores ou não, e esquecer de que- puxou a manga para cima- você ainda vive, meso com o corpo enterrado ainda vive.- voltou para seu lugar anterior, os sinos começaram a tocar- se quiser fazer algo por eles, reze depois pegue as almas o mais rápido que puder, se quiser feche os olhos, não é sinal de fraqueza.

- o que vai acontecer?

-já vai ver.

A ultima badalada foi seguida de vinte e um disparos simultâneos e cheiro de pólvora queimada e sangue, a visão de vinte e eu corpos mortos não era agradável, o som de vinte e um lamentos não era musica. Eram vinte e uma almas perdidas que voltavam para algum lugar, provavelmente melhor. O mais novo deixou-se cair no colo do grisalho e deixou as lagrimas guardadas caírem.

-não é justo.- disse em tom sussurrado, quase inaudível.

-nada é justo, somos provas.

-eles não mereciam.

-nem nós.- passou os dedos pelo cabelo castanho claro do outro tentando fazer com que se acalmasse.- não precisava olhar, ter visto o que viu.

-não importa, estou acostumado. Sou obrigado a ver todos os dias.

O grisalho tentou pensar em algo para lhe dizer.

-pelo menos foi rápido.

-não é rápido, vão se lembrar disso no mínimo pra sempre.- ficou mais algum tempo tentando não pensar, logo se levantou e seguiu até o patio.

O grisalho também seguiu até onde sua alma estava.

Amarrado, acorrentado as pedras da parede fria e com cheiro de carne podere, tão podre quanto estaria este em pouco tempo, acusado por fatos que logo seriam reais.

- o que?- estava dormindo acordado, meio drogado- você também? Não? O que esta fazendo aqui?

-e você? Achei que fosse um nobre, um conde, qual sua acusação?

- olhe onde estou, largam restos aqui, acharam que estaríamos acostumados com esse fedor, eu NÃO estou. Não sou o que dizem, não sou um assassino, não matei ninguém.- o nobre balançou a cabeça. Eu acredito que não tenha matado ninguém, mas quantas ainda irão morrer por você?

Se ajoelhou na frente deste, levantou sua cabeça fazendo com que seu pescoço ficasse totalmente a mostra.- escuta com atenção, Vincent, sei que não fez nada. Posso te tirar daqui se me pedir isso. Não sera de graça mas tera a vida toda para pagar.

-como sabe meu nome?

A única resposta que obteve: sabendo.

-qual seu preço para me tirar daqui?

-diversão.- disse ainda segurando o queixo do outro.- quero que me divirta.- respirou forte próximo a seu pescoço depois depois roçou os lábios fazendo a pele deste eriçar deixando claro sua ideia de diversão.

-dispenso seu preço.

Soltou o conde- não responda agora- falou baixo.- tera ate amanhã ao sol apino, meio dia para me dar a resposta.

- vou morrer de qualquer jeito. E pior do que morrer esperando o inevitável.

Sim você vai. É o folego que se toma antes do mergulho. Já ouviu falar?

- é uma pena. Faz tempo que não sei como é essa espera. Não deve ser agradável.

Qual a punição para uma pessoa acusada, mesmo injustamente, de assassinato? Gostaria de não saber. São enforcados e deixados para apodrecer um suas celas, nem os ossos são recolhidos. Durante a noite é pior, não sei porque. durante aquele tempo não podem fazer nada além de esperar. Não gosto de esperar.

O nobre acordou com um gemido baixo, na noite anterior tinha sido o frio, não estava com frio mesmo que a temperatura caísse rapidamente e não houvesse isolamento, estava enrolado com o casaco do ceifeiro o qual não conseguia ver, mesmo por que não estava por ali, veja pelo lado bom, agora tem uma coberta e ele tinha desatado as mãos.

Depois de se levantar, dolorido pelos dias de carcere, andava pela ala escura esfregando os pulsos em carne viva por causa do aperto das algemas. Pisou em algo macio e tapou a boca. Já não bastava a garganta cortada, mas sem sangue, estava com hematomas e fedendo a algo que o conde não sabia distinguir. Ainda tinha algum sangue em cortes feitos por alguma lamina fina.

-disse que não era um assassino, eu acho que é.- o grisalho estava atrás dele segurando o que parecia um riso psicótico- e se ainda não é, aprendera a ser com o tempo, Phantohive.- limpou o sangue que escorria de seus lábios rubros finos.

- tenho certeza de que não serei. Prometo.

-as vezes nos tornamos justo aquilo que tínhamos prometido nunca ser.

O nobre olhou para o corpo de novo.

-porque?

-ele ainda estava vivo, por um fio, e eu estava com fome. Ele morreu rápido.

- o que é você?

Ficou em silencio, seria difícil explicar o que aconteceu ali. Por mais que tentasse não conseguiria explicar, nem para si mesmo. - não iria gostar de ouvir.

-tomou o sangue? Tomou o sangue de uma pessoa!

-tomei, não se iluda, não sou um vampiro. Apenas gosto de sentir este gosto.

-que gosto?

-morte. Volte a dormir. Não ganha nada ficando acordado.

O com denominação Vincent voltou para o canto escuro mas não dormiu, devia ter dormido para não ver. O grisalho deitado inteiramente, nu, sobre os restos mutilados, sussurrando, cantando algo que o conde não entendia. Alguma língua pagã antiga já morta a décadas ou mesmo seculos. Não veria este deslizar os dedos para a intimidade ensanguenta e dilacerada, não veria ele percorrer o corpo com a língua. Não veria, mas viu. Viu quando o penetrou e saboreou as partes deste.

Levou a mão a boca para conter um grito.

Lembre-se de que pode mudar em um segundo. Alterações de humor eram comuns ali. As vezes nojo ou medo dele, e de ser sua próxima diversão.

De manha o vigia algemou Vincent de novo e deixou um pedaço de pão ali.

- tem mais seis horas- disse para o conde.- saiu.

O ceifeiro saiu das sombras.

-não vai comer?

-estou sem fome.

Ficou em sua frente o encarando.

-então é assim que acaba?

-acho que sim.

-tem medo? De morrer?

-não tem jeito. Já estava feito.- disse- dês dos meus dez anos já estava decidido que ocuparia o lugar do meu pai. Desde que morreu jurei não ter medo. Naquele dia disse que eu não precisaria temer já que anjos viriam me buscar e que tinham belos olhos. Historia de criança, sabe.

-por que os pais contam historias assim?

-para poderem dormir de noite sem que os filhos os acordem.

O grisalho ouviu pausadamente dando o pão duro para ele, por que estava com o coração tão apertado? Acho que nunca vai ter certeza.

-acredita?

Não respondeu.

 

´´Estou esperando em minha cela fria quando o sino começa a tocar

Reflito sobre minha vida passada, e não tenho muito tempo

Pois às 5 em ponto eles me levarão para a forca

As areias do tempo para mim estão acabando´´

´´I'm waiting in my cold cell, when the bell begins to chime;

Reflecting on my past life, and it doesn't have much time;

'Cause at 5 o'clock, they take me to the Gallows pole;

The sands of time, for me are running low...´´

´´estão acabando´´

´´running low´´

 

-gostaria de ter passado mais tempo com você, Vincent. É uma boa pessoa, não merecia.

-o mundo não é legal com ninguém. O que não mata, fortalece.

 

´´Quando o padre vem ler para mim os ritos finais

Eu dou uma olhada através das grades para as últimas visões

De um mundo que foi muito errado para mim´´

´´When the priest comes to read me the last rights;

I take a look through the bars at the last sights;

Of a world that has gone very wrong for me...´´

 

Ele estava com o coração apertado, se lembrava de quando teve uma corda no pescoço. Mas a corda era em sentido figurado e foi ele quem a botou lá. Foi a escolha que o conde nunca teve.

´´Será que pode ter havido algum tipo de erro

Difícil controlar o terror que me vence

Será realmente o fim e não um sonho louco?´´

´´Could it be that there's some sort of error?

Hard to stop the surmounting terror;

Is it really the end or some crazy dream?´´

 

se está com medo que seja o fim, reze, se achar que é um pesadelo abra os olhos que tudo voltara ao normal. O que é normal?

-sonho, delirio. Não é real- o conde dizia para si mesmo.

 

´´Alguém por favor me diga que eu estou sonhando

Não é tão fácil parar de gritar

Mas as palavras me escapam quando eu tento falar´´

´´Somebody please tell me that I'm dreaming;

It's not easy to stop from screaming;

Words escape me when I try to speak´´

 

-não, não é um sonho.- o grisalho acompanhava tudo de perto.

Gritar não muda nada, falar também não. Em alguns casos nada muda independente de nossa vontade.

 

´´Lágrimas rolam, mas por que estou chorando

Afinal eu não tenho medo de morrer

Não acredito que nunca há um fim´´

´´Tears, they flow; but why am I crying?

After all, I'm not afraid of dying;

Do not believe that there never is an end...´´

 

você tem medo que doa, não é? Já esta certo de que haverá um final para você qualquer dia, mesmo que esse dia seja hoje. Para todo game over tem um play again. Não que esteja me entendendo ou ouvindo.

 

´´Enquanto os guardas me conduzem ao pátio

Alguém grita de uma cela "Deus esteja com você"

Se existe um Deus por que ele me deixa morrer?´´

´´As the guards bring me out to the courtyard;

Somebody cries from a cell, "God be with you!"

If there's a god then why does he let me die?´´

 

Tive a mesma pergunta quando estive com a corda.

 

´´A medida que ando minha vida passa diante de mim

E quando penso que o fim se aproxima eu não me arrependo´´

´´As I walk, all my life drifts before me;

And though the end is near, I'm not sorry;´´

 

ninguém deveria se arrepender de nada, é o que pensso.

 

-´´Guarde minha alma, pois ela está prestes a voar´´

´´Catch my soul, it's willing to fly away..´´

 

mas, Vincent, almas foram feitas para voar livres.

 

´´Escreva minhas palavras, por favor acredite, minha alma ainda vive

Por favor não se preocupe agora que eu fui

Eu fui ao além para ver a verdade´´

´´Mark my words, believe my soul lives on;

Don't worry, now that I have gone;

I've gone beyond to see the truth.´´

 

esse é seu desejo?

 

´´Quando você sabe que seu tempo está contado

Talvez então você comece a entender

Que a vida aqui embaixo é apenas uma estranha ilusão´´

´´So when you know that your time is close at hand;

Maybe then you'll begin to understand;

Life down there is just a strange illusion...´´

 

-pode escolher agora, quer que seja seu salvador ou quem ira lhe enterrar?

-estou com uma corda no pescoço ainda existe salvação?

-se quiser tirá-la ha. Só peço uma coisa.

-o que?

-companhia para o jogo.

-não sei jogar.

-também não é um conde, posso mostrar os movimentos mas não as estrategias.

Mesmo ali o conde parecia tranquilo. A ideia de morrer não era tão ruim, foi o que lhe acolheu naquele momento.

-jogo com você.- só o que pode dizer.

-xeque.- agora vamos iniciar um novo jogo.

 

´´Santificado seja teu nome´´

´´Hallowed Be Thy Name ´´

 

meu caro vincent… esse jogo terá uma continuação, eu garanto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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