História My immortal angel - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Exibições 2
Palavras 2.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Mistério, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Cap 3


Não precisava ter visto nem sentido, podia apenas ter acreditado e rezado para o anjo a sua frente, ganhar uma saída fácil.

Acordou em um lugar escuro e estrelado, como se estivesse também tocando o céu. Deitado ali era como se nunca tivesse existido uma vida. Deve ser uma sensação boa, sabe, poder descansar para sempre olhando as estrelas com a consciência limpa. Era um lugar fresco, reparou que o céu de baixo não passava do reflexo do de cima, estava descansando na superfície de um lago que de algum modo sabia que era extremamente profundo, mas mesmo sendo fundo ele não afundava.

-eu morri?- perguntou o conde.- isto é o céu?

-ainda não, ira morrer quando seu corpo parar de respirar.- suspirou para trocar a frase- isto pode ser céu ou o inferno, os verdadeiros anjos brancos e reluzentes e os diabos que torturam só existem aqui, é sua mente, por assim dizer, um lugar a parte, onde é tudo e este tudo não esta em nada, um lugar sem logica onde você é o único que permite a entrada ou saída, o verdadeiro fim dos que acreditam.

O grisalho estava sobre este, as pernas passadas ao lado do corpo que ardia, parecia que havia se queimado, podam ter deixado seu corpo atirado no mármore quente daquele patio achando que estivesse morto, mesmo que não estivesse, o pensamento de seu corpo morto e atirado veio de repente junto com a do grisalho e do homem morto na cela, o medo de que a mesma coisa estivesse acontecendo com ele no exato momento.

Outra pergunta veio.

-se este é um lugar só meu, como você esta aqui comigo?

-você aceitou jogar comigo.

-jogar eu aceitei.

-serei legal enquanto aprende as regras.

-e quais são as regras?

-apenas uma, sobreviva. Mesmo que não seja regra, seja instinto.- já percebi que isso os dois tem, um jogo interessante está para começar. Mas quem sera o oponente?

O conde mexeu-se desconfortavelmente em baixo do grisalho que ainda o estava pressionando com as pernas, cada vez mais forte ate o nobre, vincent, respirar forte em desaprovação.- desculpe- disse, as vezes me esqueço, agora é melhor abrir o olhos.

… …

Acordou em um lugar escuro e apertado, tentou se levantar mas bateu a cabeça contra uma superfície lisa e dura de madeira, pensou ainda estar sonando, se realmente tivesse sido um sonho, parecia tão real e tão irreal ao mesmo tempo, como um sonho dentro de um sonho crido por sua mente desesperada, uma curiosidade que sempre quis a resposta, aonde terminam os sonhos e começa a realidade? Deitou tentando limpar sua mente.

A luz feriu seus olhos e finalmente percebeu aonde estava, em um caixão em algum lugar afastado. Precisou de certo controle para não entrar em panico.

-espero que não tenha o assutado- o de cabelo platinado olhava para ele.

-não assustou- o conde tentava parecer confiante, mesmo que tenha sido uma jogada inútil.

-Achei que não- não deixou de mostrar um sorriso de deboche- por que não toma um banho? Esta cheirando a gente morta.

- estava em um caixão, parece logico estar cheirando a gente morta.

- apenas vá tomar o banho, já deixei tudo pronto.

Em pouco tempo estava em uma sala a parte onde havia algo como uma bacia, grande o suficiente para acomodar duas pessoas do tamanho do conde sem mais dificuldades, mesmo assim o conde olhava com total insatisfação para o lugar onde teria que se banhar, analisava o lugar em quanto o outro derramava água quente ali e separava um sabão mais forte e de cheiro mais suave, após terminar de arrumar tudo só olhou para o conde.- tinha criados ate para lhe dar um banho?- perguntou ao ver que o conde estava exatamente como quando o levou para lá.

-Não vou tirar minha roupa- disse segurando o tecido com força.- não vou.

-ora, não precisa ter vergonha de nada- o mais velho chegou próximo a ele, próximo de mais- não de mim pelo menos- a proximidade era o suficiente para fazer o halito quente da boca do grisalho arrepiar a pele do conde, agarrou e puxou a camisa do conde com força suficiente para que perdesse o equilíbrio e caísse, por ato reflexo se agarrando ao casaco do ceifador e o levando junto para a banheira, ambos ensopados agora, o nobre estava com os olhos transbordando de ódio e o plebeu não conseguia parar de rir e quando conseguiu o olhou com olhos cruéis, transbordantes de malicia lasciva.

O nobre ergueu a mão mas foi impedido antes de acertar o rosto do outro, foi detido por este que agora segurava seu pulso.

-Pelo visto se exita muito fácil.

-esta sendo infantil e idiota

-disse que tiraria aquela corda de seu pescoço em troca de diversão. Fiz minha parte, quero que faça a sua agora.

-esta querendo que eu…?

-SIM. E por favor, faça isso de bom grado.

O conde fechou os olhos como se tivesse acabado de ouvir algo absurdo, mesmo que de certa forma fosse absurdo para ele, já ouvira historias de pessoas que salvavam nobres por beneficio, aquilo era um beneficio? Para ele, acho que não. Com a distração momentânea não percebeu que o grisalho o encarava com aqueles olhos esmeralda já sem roupas, todas molhadas e amontoadas em um canto, começou a despir o conde que achou o ato estranho, atípico de qualquer ser humano que conhecesse, o mirou com o olhar, ele era humano? Dava a vista que não era, mas o que este queria? O conde estava relutante em dar o que pedia no momento, mesmo depois de nu na banheira de água muito quente, seu rosto estava mais vermelho do que o resto do corpo.

-esta com vergonha vincent?

-e-eu estou vendo seu corpo..- disse ele- estou podendo ver seu tempo de respiração, tudo.

O grisalho tapou a boca do conde antes que dissesse mais alguma coisa- posso arranjar uma venda para você se assim desejar.- disse- sera melhor que não veja o que farei.

-não muda o que vi, eu vi você com uma pessoa morta.

-se fosse você faria o mesmo com quem o deixou nesta situação- não conteve de mostrar uma expressão de lábios que misturava timidez e desejo, com vergonha talvez, claro que estava com vergonha do conde, ele viu algo que não esqueceria tão cedo. Não queria que o conde esquecesse nem perdoasse, queria que soubesse com quem estava.

Encontrou algo que servia de venda no chão, apenas um retalho de tecido de um branco puxado para rosa o qual originalmente devia ter pertencido a roupa de alguma mulher nobre, passou pelos olhos de sua companhia, apertou um pouco, só um pouco, já foi o suficiente para o moreno dizer seu nome baixo como um gemido tímido ou um suspiro revelador. Sorte o conde não teve tempo de ver seus braços, cicatrizes não são bonitas de ver, um belo corpo pálido com pulsos vermelhos.

Deslizou os dedos pela pele, sentiu arrepiar. Estava de frente para ele passando os dedos ossudos pela pele eriçada do rosto do conde murmurando algo.

-esta com medo de algo?- perguntou- fique calmo que não vou te machucar, não muito pelo menos.

-estou com medo de você, do que é capaz de fazer.

-se lamber sara, já disse que não lhe farei mal algum.- se aproximou do ouvido do conde falando junto com um suspiro longo- só vai doer se você quiser, só farei o que me permitir.

Apoiou seu rosto no ombro do moreno movendo-o para baixo e fazendo um pequeno corte logo abaixo da veia de seu pescoço e encheu a boca com aquele gosto metálico.

 

´´Pour the emerald wine Into crystal glasses´´

´´Derrame o vinho esmeralda Dentro de taças de cristal´´

 

Dizendo só uma vez, vinho não é verde, não o que conhecemos, mesmo considerando sangue como vinho, dizem que nobres tem sangue azul, isto é verdade? O dele era bem vermelho eu garanto.

O mais velho deixou que o liquido enchesse sua boca derramando pelos cantos dos lábios como um liquido rubro quase preto. Manchava os dentes brancos. Fez a mão em concha e a encheu, deu para o conde beber.

 

´´ We will touch the divine Through kisses catharsis´´

´´Nós tocaremos o divino Através de beijos purificantes´´

 

Limpou os lábios do conde lambendo-os e estancou o sangramento com a mão, o nobre gemia com a ardência no pescoço causada pelo sabão. Para fazer com que parasse tomou completamente a boca deste sentando em seu colo o pressionando mais fundo na banheira.

 

´´Let us pitch to the seven-year itch Of the ultra-decadent´´

´´Deixem-nos arremessar ao centenário Do ultra decadente´´

 

-acredita em contos de fadas conde?

-Acredito nas fadas mas não em seus contos.

-Isso é bom.

 

´´for a tainted world and the painted girls That our fantasies spent´´

´´Para o mundo poluído e às garotas pintadas Que nossas fantasias desgastaram´´

 

separaram as bocas e desentrelaçaram as línguas. O grisalho já estava com a mão acariciando o interior da coxa do outro, passou por sua virilha para seu intimo em um movimento leve e continuo, passava as unhas.

-seria uma boa ideia fazer isso aqui?- perguntou o conde.- quero dizer, na banheira.

-tem razão, precisaremos de água limpa quando acabarmos.

Carregou o conde para seu quarto, vincent não podia ver devido a venda mas sentia o cheiro do incenso tentando disfarçar o cheiro de formol e gente morta, sera que havia outras companhias por ali?

 

´´Tripping through boudoirs laced with opiate themes´´

´´Viajando através de quartos decorados com temas de ópio´´

 

Deitou o conde em sua cama e tirou a venda, os lençóis de ceda vermelha eram gelados como se nada vivo o tocasse a muitos anos acho que é verdade, ou só os arrumou assim no sia para dar alguma impressão ao conde. Sabia que se olhasse muito tempo para o vermelho escarlate seus olhos irão doer?

Ficou por cima, apenas encarando.

 

´´Sipping the bizarre, tasting copious dreams´´

´´Engolindo o bizarro, provando sonhos copiosos´´

 

-Sabe que sempre quis fazer isso?

-não deve ter tido dificuldade nas companhias.

Curvou a coluna deixando os ossos visíveis sobre a pele fina, deslizou tano boca como língua pelo corpo do debaixo, chegou ao ponto que queria, descobriu um dos pontos fracos do conde, uma linha logo abaixo do umbigo, não deixou que o conde visse quando abriu um sorriso de vitoria, começou a forçar no ponto e sentiu os cabelos sendo puxados.

-não sou suas companhias de sempre.

-Sei disso, sei de seu sangue quente, sei que seu coração ainda bate, e eu quero… quero, eu quero isso. -repetiu com voz transbordada de luxuria.

 

´´ toast to those most sacrilegious of days´´

´´Um brinde para aqueles dia mais profanos´´

 

meso que o conde se deliciasse nas mãos daquele que não passava de um estranho não deixou de sentir um desconforto quando percebeu que a pigmentação escarlate dos lençóis eram feitas por sangue seco, abria as gargantas dos mortos e tomava seu sangue, assim como um vampiro, ele achava, mesmo assim a curiosidade para saber o que o grisalho lhe reservava era maior que seu medo ou desconforto.

Gritou seu gemido, arqueou a coluna e agarrou as cobertas pigmentadas quando sentiu a inserção. Contou uma segunda e uma terceira, a medida que o outro se movia o moreno precisava controlar sua voz.

-hã, vincent, estou lhe brindando com o prazer que talvez nunca ais tenha, quero ouvir de você.

Interpretou o breve silencio do conde como um sim.

 

´´Where for every whim won One soon repays´´

´´Onde para cada capricho satisfeito Um breve pagamento´´

 

Eram trevas para vincent, tudo que ele via era trevas misturadas com a dor, sentia as investidas ainda mais fortes, sentia a carne da intimidade começar a ceder e a pele do braço rasgar pelo aperto das unhas negras, como se estivesse submisso a um demônio. O que era quase verdade.

Por algum motivo e, não era masoquismo, ele queria mais daquilo, gostava, a pele e carne fria do outro faziam o papel de gelo em suas feridas. A única imagem em sua mente era a dos olhos verdes de seu parceiro.

-gosta?

-gosto- disse o nobre entre gemidos ofegantes.

Seria um preço que este estaria muito disposto a pagar pelos serviços do grisalho.

-pode ter mais assim que quiser, basta me procurar com um pedido, uma oferta. Sabe o que peço.

´´We touched the stars

That now laugh from afar

At we, the damned´´

´´Nós tocamos as estrelas

Que agora gargalham à distância

Para nós, os malditos´´

 

sabe a sensação de estar perdido? Era essa sua sensação, estar perdido sem poder alcançar na mão ´´dele´´

-sabe que agora é um pecador também, não sabe?

Ele não ouviu as palavras do grisalho, estava cego e surdo para qualquer coisa, os olhos cerrados e os ouvidos cheios por sua própria respiração.

-porque sou um?- perguntou.

-jogou tudo fora, apostou a vida em um jogo de azar.

 

´´The damned´´

´´Os malditos´´

apostar tudo em um jogo de azar tudo que conseguiu, seus anos, diga, sou um de vocês?

 

´´´The damned´´

´´Os malditos´´

 

e assim, no fundo todos somos pecadores

 

´´We have spent our time

Drenched in opulent splendour´´

´´Nós estivemos gastando nosso tempo

Saturados em esplendor opulento´´

 

Cansado de ouvir os gemidos do conde o virou de frente tapando a boca, o fitou nos olhos, os dedos também cobriam seu nariz. Estava difícil de respirar, disse algo complicado de entender mas ele entendeu.

-claro que vou de soltar, tem dois jeitos, no primeiro você ou para de gemer como oferecido ou me deixa ouvir sua voz berrante, no segundo que é o mais fácil você morre. Qual vai escolher?

afrouxou um pouco a mão para que o conde pudesse falar.

- quero a terceira opção, quero que seja você a ficar em baixo.- disse o moreno.

Contraiu o musculo fazendo com que o de cima perdesse a concentração por um instante e ele tivesse chance de trocar as posições.

 

´´But when midnight chimes

Will gilded souls surrender?´´

´´Mas quando a meia-noite soar

Irão as almas iluminadas se render?´´

 

Curioso o relógio dele também marcava meia noite, mas o que são as almas iluminadas? Só sei que o ato de se render não se tornaria real para nenhum destes que agora estavam no chão lutando pelo domínio. O grisalho ficou por cima.

-como é? Não seria sua terceira opção?

-desgraça, pare de brincar.- cuspiu o conde.

-não estou brincando com você, estou jogando com você.

-então sou eu que estou brincando? Não me faça de besta.

Não vê o que ele quer? Fez um contrato desesperado. Procura seu ´´felizes para sempre´´ mesmo que nunca os encontre. Ele mesmo disse que não acreditava em contos de fadas e apenas contos de fadas tem finais felizes, mesmo que não seja para todos, alguém sempre morre para um final feliz dos outros, para o final perfeito, tem mais de uma versão.

Segurou o conde no chão ate que se cansasse.

-pronto- disse vitorioso o grisalho- quero te ver assim submisso a mim. Quero ver seus olhos, seu ódio por mim esta crescendo, não é mais grato a mim? Vamos. Diga-me.

Não sei se era ódio, podia ser medo revestido por raiva, ou ao contrario. Me desculpe, não quero confundir a cabeça de vocês.

Era assim os dois, desde aquele dia.

 

´´Let us drink on the giddying brink´´

´´Deixem-nos beber na borda vertiginosa´´

 

desceu com suas caricias e mordidas ate que saísse de cima do conde o deixando mais a vontade.

 

 



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