História My immortal angel - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Exibições 3
Palavras 2.149
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Mistério, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - A rose for epone pt1


 os dias se tornavam mais curtos e o clima esfriava a cada minuto, qualquer um que saísse as rua corria risco de acabar congelado em um canto qualquer sem um reconhecimento até porque nunca seria encontrado, era comum naquele mês e ele não aguentava mais ouvi-los todas as horas do dia.

-por favor, parem, me deixem em paz.- pedia murmurado com medo de outro qualquer escutar. Embora não fosse ser chamado de louco ou herege como em seu tempo como humano tinha receio de outras nomenclaturas, principalmente de um certo shinigami de cabelo platinado que surgiu do nada dizendo ser um shinigami lendário e dizendo que podia saber o destino que aguardava alguém. Estava assustado por isso também, em sua ultima coleta havia sido com ele e este tinha dito coisas no mínimo perturbadoras, mesmo que fizesse quase meio século que ninguém o reconhecesse como um anjo da morte mesmo por ser um desertor de sua gente em sua terra ele ainda o assustava, fazia cerca de dois dias que havia acontecido e aquele albino pareia saber de cada um de seus pequenos segredos, os mais escuros que guardava bem no fundo de seu ser. Naquele dia havia uma segunda leva no mesmo lugar, ficara duas semanas apenas como espectador e durante os últimos dois dias estava com a impressão de que o grisalho tinha rasão, mesmo que fosse só uma lenda podia ter acontecido, lendas podem ser reais, podem acontecer até mesmo porque todas as histórias, por mais fantasiosas que sejam, são baseadas em fatos reais, apenas algumas mais do que outras. Ele estava como prova como foi descobrir naquele dia.

O de mechas platinadas se aproximou sem som do mais novo. Mesmo que o olhassem com desconfiança ainda o admiravam.

-Tinham rasão quando disseram que você era sentimental.- moreno abaixou o rosto como uma saudação tímida.- Já avisei que se os ouvir em demasia acabara atado a eles.

-só fico pensando que poderia compartilhar isso com eles.

-é um fardo só deles, quando adquirir um elusivo seu vai entender o que é um fardo.- o mais novo ficou em silencio.- eu sinto muito por suas angustias mas temo por você.

-o que tem a ver com minha situação?-perguntou baixo somente para ele.

-é um subordinado- falou rindo.- como não me preocuparia com sua situação?- é também um amigo.- isso o fez corar.- não gostaria de ter mais um amigo além de sua soidão?

-eu tenho.

-quem.

-sinto muito- se desviou da pergunta- Eu tenho que ir.

O grisalho viu o outro correndo até sair de seu campo de visão. Sabia que alguma coisa aconteceria e não queria ser um peso morto uma vez mais. Não se perdoava por todas as vidas que podiam ser salvas e ele deixou a pura sorte do destino e este nunca é gentil com ninguém. Assim como queria cumprir uma promessa antiga, seu novo protegido, vincent, poderia estar correndo perigo, sabia sobre o amigo do moreno e do que seria capaz. Nutria um sentimento por esse assim como gostava do nobre e não gostaria de ter que escolher, tinha esse defeito, nutrir sentimentos por todos os quais não podem ser salvos e que mais cedo ou mais tarde seria pego na teia que seu próprio coração armou.

Uma decisão, iria segui-lo e descobrir o que acontecia, seu nobre corria perigo.

Fez uma visita para o Phantohive naquela noite, foi recebido bem como normalmente era dês que conseguiu seu titulo novamente. Os servos corriam para arrumar tudo e foi indicado que o conde estava no escritório do andar superior. Entrou sem cerimonias como tinha sido permitido a ele, somente a ele. O conde estava distraído, olhando pela janela para algum lugar o qual o grisalho nem imaginava.

-ola conde.

-ola.- falou seco, diferente do que era anteriormente. Estava começando a mudar. O grisalho riu silenciosamente. - o que está olhando?

-seu engano de quando nos conhecemos, es um conde a apenas uma semana e já acha que es um real nobre? Seu titulo ainda não esta assegurado com a rainha.- sarcástico.

-por que esta aqui?

-para avisar.

-o que? Por que vai me fazer um favor de graça?

O lendário chegou próximo e se curvou sobre o nobre.- posso cobrar algo?

-não.

-imaginei.

Alguns segundos de silencio até retomar a palavra.- sobre o que veio me avisar? Que preciso ser salvo de novo por você? Não sou uma criança.

-eu entendo que não seja, mesmo assim estaria ainda vulnerável contra qualquer ameaça que possa aparecer, aqui, no submundo, nem tudo é o que parece, as vezes pode ser muito mais cruel do que pode pensar em sua pequena cabecinha humana.

-como se não fosse.

-tem uma coisa que você precisa saber sobre mim e sobre essa ameaça que pode estar sobre você.

-qual ameaça.

-seu novo trabalho pode lhe trazer vários inimigos, alguns podem ser piores que eu.

-como?

-pode sair e olhar a sua volta. Vai ver que não sou o único. O que você acha que lhe salvou da forca naquele dia? Um humano? Uma grande sorte? Não. Eu posso assegurar.

 

……..

 

No mesmo dia levou o conde para um passeio no mundo de fora, nem imaginava que o aviso do grisalho poderia estar espreitando em algum lugar alto, logo acima de suas cabeças e fora da vista de ambos. Vincent não parecia preocupado, diferente do grisalho que andava sempre pronto para alguma ameaça possível, estava com uma das mãos abaixada em suas roupas, parecia que segurava algo e que estava pronto para sacar algo como uma longa lamina, o conde não parecia notar ou se importar. Os olhos os seguam de cima, o grisalho parecia notá-los mas nada dizia, queria que o conde descobrisse por si só, podia demorar e quanto mais demorasse mais risco correria, algo que o shinigami teria que conviver por toda sua vida. Não gostaria de pensar muito sobre isso mas era um mal necessário e teria que assumir a culpa por sua possível morte. Percebeu que os observava logo antes da presença desaparecer.

-viu isso, não?

-o que?

-estavam lhe espreitando como cães famintos por um pouco de carne, no seu caso, faminto por conseguir uma alma pura.

-do que está falando? É loucura.

-o que é a loucura, vincent?

-o oposto da sanidade.

-e o que é a sanidade?

O nobre se calou sem conseguir responder a questão, também não sabe a resposta, não é? Um fato com o qual não gosto de lidar. Talvez nunca venha a descobrir o que o grisalho queria dizer com sua sequencia de perguntas e argumentos para que o conde procurasse um outro lado na sua breve existência.

-muito bem- ele cedeu- quem ou melhor, o que estava nos observando.

-logo vai descobrir. Logo.

O conde fez um gesto de quem não se importava com os avisos do grisalho, ou seriam… ameaças? Eu não sei responder. O que se passa em sua mente nunca poderá vir a tona sem consequências um tanto quanto desastrosas. Ele sabia. O conde tinha uma provação, testar a essência de uma pessoa vai muito além de seu caráter ou educação, aprofunda diretamente na alma e lá fica até que alguma conclusão seja tirada ou até enlouquecer. Enlouquecer nunca é agradável e era o que estava acontecendo.

O nobre se continha para não se lançar na garganta do lendário, não gostava de suas provocações nem do tom com que falava.

-olhe como fala com um nobre como eu.

O grisalho nem deu a devida atenção para o nobre, voltou sua atenção para o alto e sussurou para si mesmo. ``olhe como fala com quem pode acabar com sua miserável vida com um estalar de dedos´´.

-o que disse?

-para ter cuidado. Apenas isso.- o nobre respirou fundo e deixou o grisalho falar.

 

 

Na noite não ficou como convidado do conde, voltou rapidamente para seu mundo onde foi recebido com olhares duvidosos do que ficara como seu superior temporário. Ficara sabendo se sua escapada para o mundo humano e não ficara nada feliz com o feito. Chegou próximo antes que o grisalho pudesse afastar-se para outro lado.

- ei você.- gritou para ele.

O grisalho parou e se virou para o moreno que caminhava em direção a ele.- o que estava fazendo lá?

-olhando. Só olhando.

-me diga a verdade.

-alguma vez eu já menti para você?

-agora conta?

O mais velho respirou fundo antes de dizer alguma coisa mas foi cortado antes que pudesse abrir a boca.

-está se divertindo as custas de um mortal, não está? Honestamente. Achei que não tivesse este tipo de diversão.

-não este tipo, como sua vadia ruiva.

O moreno se irritou, desferiu um forte soco contra o rosto do grisalho fazendo com que ele perdesse o equilibro e caísse.- você não fala dele aqui, não fala de ninguém sendo que o culpado foi você, não fale dele nunca.

-porque é seu.- sorriu maroto, o suficiente para desencadear a fúria do moreno. Segurou o outro pela gola da camisa e o levou para perto fazendo com que seu halito arrepiasse a pele do grisalho.

-eu realmente espero que algum dia encontre alguém que tenha coragem para fazer o que nunca esperava, que tire esse sorriso dos seus lábios e que de um jeito nesse seu jeito irritante.

-sabe que nunca conseguiram encostar na minha pele. Eu sou o que você nunca sera.-não se importava mais se iria apanhar mais, já tinha entendido a velocidade dos ataques do moreno e sabia como evitá-los, não foi preciso, foi solto, jogado no chão, caiu com uma batida surda e força o suficiente para quebrar os ossos de qualquer humano.

-muito bem. O que estava fazendo no mundo humano sem permissão?

-avisando meu humano sobre o seu subordinado que não sabe manter as emoções sobre controle.

O moreno pareceu perder o chão, entendeu o que acontecia. Resmungou e saiu correndo para algum lugar, tentou, foi impedido pelo grisalho.

-parece que não é apenas com um suas travessuras.

-eu não apronto travessuras e ele ainda nem sabe sobre isso, apenas é meu subordinado e eu tenho o dever de ajudá-lo e mantê-lo na linha.- virou as costas e saiu andando inteiramente irritado com os comentários do grisalho.

Depois de sozinho no lugar pode ter a liberdade e privacidade que queria, seguiu o moreno sem que fosse percebido, diferente do que pensou, este não foi para seu escritório nem ao mundo mortal como imaginava. O observou até que seu avanço fosse barrada pela falta de telhados ou galhos altos nos quais se esconder, da distancia que foi obrigado a ficar não podia ouvir e a leitura labial ficava muito complicada. O outro parou em um canto mais escuro, tinha alguém o esperando. Fez um comprimento e entregou uma pilha de papeis anda não encapados os quais o grisalho reconheceu e algo pareceu morrer dentro dele, era a lista das almas que ficara encarregado mas não chegou a organizar por completo, havia deixado para o mais jovem organizá-la depois do fim de seu expediente quando foi tratar dos ferimentos do conde. Ainda não era oficializado porem já o reconheciam e isso o deixava em desvantagem, ainda podiam obrigá-lo a voltar atrás em sua decisão, não aguentaria, só podia viver se fosse fazer alguma diferença, ele faria mesmo que fosse salvar ou ser a causa de alguém que realmente viesse a ter algum papel significativo. Olhou melhor a cena dos dois ceifadores conversando. Quando se afastaram pode ver com quer era o assunto

-Imbecil- amaldiçoou sua sorte e o mais jovem ao mesmo tempo. Entendeu o pequeno deslize que cometeu e como descobriu que tinham descoberto sua falha.

Pulou de seu posto antes que o percebessem ali. Não passou despercebido pelo loiro, antes de começar sua corrida foi pego pela manga do casaco.

-porque?- perguntou.- não precisava mentir para ele.

Sorriu e deu um riso fraco e debochado.

-foi você que me entregou.

-não entreguei, eu…- deu uma pausa em sua fala como se tivesse parado momentaneamente de raciocinar.- eu estava dando uma desculpa.

-Desculpa pelo que?

-a falta das almas não ia passar despercebia, o numero não bateu hoje.

-e não é a primeira vez que acontece, se não parar de encobrir os ostros vai acabar tendo que encobrir a você mesmo.

-pare de rogar suas pragas e maldições.- gritou.- não acoberto ninguém e…

-entendi, então até qualquer dia que resolva conversar comigo sobre algum assunto mais serio do que este ou sobre este, caso saia de seu controle.

O loiro bufou irritado.- eu posso denunciá-lo por desacatar ordens de um superior como ele.

-superior? Ele nem era vivo enquanto eu já era conhecido como um sinigami lendário, esse babaca não manda em mim, não manda em ninguém daqui como pensa.

-É bom ter cuidado com o que fala, ele pode…. Sei lá, mas acredite que não vai dar boa coisa para seu lado.

 



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