História My Imperfect Puppet: Born To Die - Capítulo 58


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Kisame Hoshigaki, Konan, Nagato, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju, Zetsu
Tags Akatsuki, Drama, Itasaku, Mistério, Naruto, Romance, Sasosaku, Terror
Exibições 136
Palavras 1.607
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 58 - Primavera


 

 

Era primavera. O verde vibrante se instalava pelas arvores ao redor do canal, se alongando até a ponte que dava passagem para a rua Sonmachi, a mais tradicional de Takayama, estreita, com seus prédios de dois andares um do lado do outro, de madeira refinada antiga, lojinhas de souvenir e casas, misturando-se em tamanha harmonia que para quem entrasse de fora pareceriam ser todas iguais. Havia chovido durante a noite, de modo que a rua estreita estava levemente molhada e as folhas verdes brilhavam em gotículas de água.

Àquela hora da manhã, todas as lojas estavam abertas e o som dos pássaros era ofuscado pelo começo da movimentação de pessoas andando, bicicletas e raramente carros. Duas colegiais passaram na frente da cabine telefônica, com suas mochilas e falatórios sobre o quanto aquele ano estaria mais difícil de passar nas provas. Uma delas riu.

— Ei — disse, voltando-se para outra e apontando para a provável árvore de Sakura explodindo em rosa no meio de todo o verde. — É primavera!

Dentro da cabine, cujo vidro estava embaçado e de quase impossível visualização, só foi possível vê-las rir e correrem para o fim da rua, onde poderiam alcançar a árvore e tirar fotos de recordação. Sem intenção de observá-las, encostou o ombro na parede vidro, ignorando a plaquinha que proibia qualquer atitude semelhante, escrevendo o kanji de primavera no vidro borrado.

— O que foi isso? — quis saber a voz masculina do outro lado da linha, seguida por uma risada.

— Colegiais. Nada demais.

Era engraçado usar telefone público em uma era de tanta tecnologia, com celulares multifuncionais, mas depois que jogou o celular pela janela do carro em alta velocidade, se satisfazia em usar qualquer meio de comunicação que não fosse pessoal. Para falar a verdade, nunca havia gostado de tanta tecnologia.

— Como ela está? — fez a pergunta que tanto hesitou em fazer desde que havia ligado para ele.

Houve uma pausa, um suspiro e então sua voz saiu mais pesada que de costume:

— Está indo bem, sinceramente, muito bem. Depois do que aconteceu, ela se casou de novo, mas se separou quando a filha nasceu, acho que só queria ter uma filha de sangue. Depois adotou o garoto — ele deu uma risadinha. — Engraçado, né?

— Na verdade não.

Um grito de criança do outro lado da linha e o ouviu gritar para Ukkonko parar de mexer em suas muletas.

— Desculpa — ele voltou à linha. — Ukkonko não parece ter puxado mais para mãe do que pro pai.

Sorriu a imaginar como Ukkonko deveria estar grande, com seus cabelos vermelhos que herdara do pai.

— O tratamento na cadeira de rodas já acabou?

— Já sim — respondeu, com mais ânimo. — Estou de muletas agora, daqui a alguns meses vou conseguir andar normalmente.

— Que bom.

O tratamento havia durado cerca de dois anos e meio se contasse do dia em que ele havia voltado à consciência até ali. Custou nada, graças aos problemas que o Japão enfrentava na época, o governo acabou deduzindo que ele era uma das vítimas do atentado em Konoha, que havia perdido todos os documentos quando a prefeitura ruiu, por isso trataram de fazer novos documentos - que para ele, eram seus primeiros documentos depois de muito tempo -, e financiam seu tratamento enquanto ele não está completamente saudável para se sustentar.

— Quando você volta rosadinha?

— Nunca — respondeu. — Talvez nunca.

 

 

Saiu da cabine telefônica ao lado da lojinha de doces, acenando com a cabeça para a mulher idosa atrás do balcão, onde havia tomado o café da manhã no começo do dia. Não era tão cedo e nem tão tarde, de modo que algumas pessoas circulavam pela pequena rua, de turistas até simples pessoas da vizinhança. Andou até a ponte, subindo a rua até que as casas sumissem e dessem espaço para a estrada, ladeada por grandes árvores e o cheiro reconfortante da natureza, sem tanta poluição como na cidade grande. Só havia passado um mês em Takayama, mas sentiria falta da cidade, era uma vizinhança boa, longe de rumores e comentários maldosos. Agora precisava ir. Sempre precisava ir. Era uma necessidade insaciável que havia despertado com seu ressurgimento.

Depois que a Akatsuki foi derrotada e o Japão começou a reconstruir as cidades destruídas pelos ataques, a Anbu fora dissolvida completamente, uma vez que não havia mais inimigos para lutar, ou qualquer outra coisa além dos monstros que viviam na mente dos sobreviventes. Desempregados, muitos agentes da Anbu tornaram-se parte das forças armadas, atuando em combate ou sendo parte da pesquisa cientifica, como Shiho. Com a morte de Shikamaru, todos se dispersaram e aos poucos o prédio da Anbu foi completamente abandonado.

Meses depois da batalha, quando a paz retornou, Tobi reapareceu, agora sem a máscara, o conhecia como Obito, seu verdadeiro nome. Ele havia ficado para trás e retirado Deidara em segurança antes que o prédio da base da Akatsuki explodisse, e graças a seus cuidados voltando com Deidara consciente e seguro. Devido aos anos em coma e sob experimentos da Akatsuki, seu corpo estava bastante debilitado, demorou um ano para que ele pudesse se movimentar com cadeira de rodas, soterrado pelo tratamento. Por vários dias, a Anbu tentou encontrar o corpo do capitão Kakashi entre os destroços da base da Akatsuki, mas nenhum sinal dele foi encontrado.

Com a ajuda dos destaques da mídia, que revelou os documentos escondidos e mostrou para o mundo a existência de feiticeiros, Konoha foi reconstruída e colocada ao mapa como uma nova cidade japonesa, deixando de ser apenas uma cidade pequena abandonada pelo Japão. Boa parte de seus amigos voltaram para Konoha assim que as obras acabaram. Gaara não se casou com Ino, como esta tanto ansiava, mas construíram moradia no exato local onde havia a antiga casa de Tsunade, onde abrigaram Deidara e Tobi. Meses depois, quando descobriram que Ino estava grávida, Ukkonko nasceu, e se calculasse bem teria seus dois anos de vida.

Sakura não os seguiu de volta para Konoha e raramente ligava para Deidara, por isso que não recebia noticias de Hinata desde a morte de Naruto. Ficava satisfeita por saber que ela estava bem depois de tudo, uma vez que nunca mais entrara em contato com ela. E se tudo desse certo, nunca voltaria a vê-la.

Quando estava em uma distância suficientemente longe do meio urbano, a parte esquerda, coberta por árvores da estrada, sumia e dava espaço à visão de um abismo que descia gradualmente até atravessar um riacho, e então retornava a subir, transformando-se em um a montanha. Um pouco mais a frente, havia uma arvore bem na beira do abismo, de frente para um terreno gramado que se estendia até atingir a estrada, e era exatamente onde o Mustang Shelby com sua lataria preta única estava estacionado. Encostado no vão da porta de motorista aberta, com a fumaça do cigarro adornando a silhueta, quase não parecia estar lá, mas ela sabia que estava.

Diminuiu o passo para observá-lo. Seus olhos castanhos estavam estreitados enquanto ele olhava para o céu ensolarado da primavera. O casaco preto estava aberto assim como a camisa branca, de modo que o escorpião esculpido em seu peitoral se destacava na pele clara. Mesmo depois de três anos juntos, era a primeira vez que o via tão claramente sob o sol limpo e como sempre pensou que seria, ele estava completamente magnífico. Tão magnífico que a fez ficar feliz por ser a única capaz de ter aquela visão.

Uma vez que todo o mundo sabia da existência de feiticeiros, o Japão estava alerta quando a possibilidade de criminosos antigos ainda estarem vivos, o que incluía Sasori, Karin e Sasuke que ainda estavam desaparecidos. Não ficou surpresa quando Nakoto, o velho que havia visto no baile, contatou Sasori após saber de suas habilidades. Embora todo o governo dissesse que estavam procurando por ele para prendê-lo, o próprio governo o contratava para caçar outros criminosos. Com a herança dos pais deixada pelos pais de Sasori, os dois poderiam viver a vida inteira longe de todos, Sakura até gostava da idéia de trabalhar como qualquer pessoa normal, mas ambos sabiam que era uma realidade distante quanto o histórico de violência que os cercava. Ele aceitou a proposta de Nakoto e ela o entendeu.

Mesmo que quisesse, Sasori nunca seria o mocinho.

Ao se aproximar, ele virou-se para olhá-la, retirando o cigarro da boca e soprando lentamente. Há uma voracidade quase palpável em seu olhar, uma intimidade que elimina todos os dias que os separaram. Um sorriso traiçoeiro surge no rosto bem delineado, um movimento diferente com a cabeça diz que ela pode se aproximar mais. Seus olhos queimam.

— Sakura — disse ele.

A voz baixa, misturando-se a rouquidão causada pelo fumo afunda em seus ouvidos e dão um toque único ao seu nome. Sakura estende os braços e coloca em volta do pescoço, sentindo os fios vermelhos sobre a pele. O vento da primavera doce balança seu vestido enquanto ele se inclina cada vez mais, como droga.

É primavera.

Nada no mundo pode os separar.

 

— Bem vindo de volta, Sasori.

 

 

 

 

 

Existe uma antiga lenda no Japão, de uma princesa que se apaixonou por um criminoso Imperial. O amor proibido resultou em uma guerra, onde o seu amor a matou. A morte gerou uma maldição, que os obrigou a seguirem um ao outro por toda a eternidade. De geração em geração.

Mas ambos sabiam que não era apenas maldição que os unia, e sim o amor doentio que os interligava. Não importa onde vivessem, eles estavam condenados a compartilhar as feridas de sua alma. Por décadas. Séculos. Até o dia em que a última estrela explodisse.

Por que desde os primórdios dos tempos, eles foram feitos para morrer.

 

 

FIM.

 


Notas Finais


Como prometido, final feliz szsz

Então, chegamos ao final de uma temporada, que não é somente uma temporada como o final da fanfic :cccc
Ainda nem acredito que realmente já acabou. Gente, 2 anos e meio são bastante tempo shuahs
Lembro quando eu tive a idéia da fanfic, eu estava assistindo os primeiros episódios de Naruto e comecei a shippar ferozmente SasoSaku, entrei no site e infelizmente não encontrei nenhuma fanfic que me interessasse, não estou desprezando nenhum escritor, cada um tem seu estilo único de escrita, mas eu simplesmente sou uma pessoa bem difícil para gostar de alguma coisa hsauhs E pela primeira vez na vida eu tive vontade de escrever sobre. NO inicio eu achei que só seria mais uma fanfic sem importância, já que eu já tinha tentado postar no site, mas não fui bem recebida hsua E então, tudo mudou. Conheci bastante gente, pela primeira vez na vida me socializei e tudo mais. Até hoje ainda fico admirada pelo povo que me acompanha desde a 1º temporada, que eu sempre deixo claro não gostar muito dela hauah E bom, eu vou sentir bastante falta de vocês, sério szsz Amo todos do meu jeito podre sz
Eu iria fazer um textão básico aqui, mas só quero deixar bem claro o quanto sou grata por todos esses anos szsz Por todos os comentários, todos os incentivos e elogios, isso é muito importante sz
Fiquei até tremendo ao colocar "sim, está história está concluída" meu sem orrr
Enfim gente, quanto a minha nova conta, eu estarei deixando para os que estiverem interessados sz. Provavelmente os projetos que eu tenho em mente só serão lançados em Novembro ou Dezembro, então quem quiser me acompanhar, é só aguardar.
Muito Obrigada por tudo sz


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