História My Kind (Vercy) - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Vercy
Exibições 382
Palavras 1.997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VIRAM? NEM DEMOREI!
Ah há!
Enfim , eu amo esse capítulo.... E espero que gostem...
QUEM PERCEBEU QUE A CAPA DA FIC MUDOU!? TÁ LINDA NÉ? Fizeram pra mim <3 (toma esse grupos de capas do tumblr q estão sempre fechados e nunca me fizeram uma, há)
Então, muito obrigada @girlofthebad97 *---* Você deixou a fic mais bonita e fofa <3
Agr sim, aproveitem ;)

Capítulo 14 - Perdão.


Pov Lucy.

 

Não consegui tirar os olhos daquele rapaz, que tinha a ousadia de segurar a cintura da minha mulher. Os cabelos ruivos bem penteados, a camisa social preta por dentro da calça jeans, e sapatos finos bem lustrados, não me deixavam dúvida que ele já era um médico e, de família tradicional da cidade.

 

— Não vai me apresentar? — questionei um pouco sarcástica para Verônica, indicando o rapaz com a cabeça.

 

Vi Vero se mexer um pouco desconfortável, tirando o braço dele de sua cintura, o que o fez a encarar confusa.

 

— Essa é a Lucy — ela disse baixo, a ele, e surpreendente vi seu rosto tomar uma feição de compreensão, antes dele me encarar irritado — E, Lucy, esse é Edward.

 

— Enfim, podemos conversar? — perguntei a Verônica, ignorando totalmente a presença do rapaz ali.

 

— Entra — disse, um pouco rude, mas eu sorri, entrando no seu apartamento.

 

— É melhor eu ir indo, nos vemos outro dia, Vê — escutei o tal Edward dizer, e olhei para trás, a tempo de vê-lo beijar a bochecha de Verônica antes de sair.

 

Esperei pacientemente em pé na sala, até Verônica voltar, andando devagar, com as mãos nos bolsos da calça, parecendo muito desconfortável apenas de estar em minha presença. Senti meu estômago embrulhar com essa constatação.

 

— Então, o que quer falar? — ela perguntou, baixo, um pouco mais educada, mas ainda na defensiva, se sentindo no sofá e apontando para que eu também sentasse.

 

— Quem é Edward? — questionei primeiro, me sentando em uma distância segura dela, e a vi revirar os olhos.

 

— Ninguém que seja do seu interesse, Lúcia — respondeu grossa e eu engoli em seco.

 

Tudo bem, eu mereço isso. Ok.

 

— Hm, como você está? — comecei baixo e me arrependi da pergunta assim que vi seu olhar irônico para mim.

 

— Como eu estou? — repetiu minha pergunta irritada — Ah vamos ver, meu pai não consegue aceitar que sou lésbica, e passa todas as horas do seu dia insistindo que eu me case, minha namorada escolheu a profissão do que a mim, e...quer que eu continue?

 

— Entendi, foi uma pergunta tola — murmurei, sentindo minhas bochechas corarem — Mas, você está errada em uma coisa, Verônica, eu não escolhi minha profissão, eu nunca escolheria isso, ao invés de que você — falei sincera, e vi seu olhar desconfiado.

 

— Não foi isso que disse quando apareceu na porta da minha casa dizendo que precisava daquele emprego — me lembrou e eu suspirei.

 

Eu tinha que contar a verdade.

 

— Eu fiz isso por você — sussurrei, e antes que ela retrucasse, continuei — Naquele dia, mais cedo, fui diretamente ao seu pai, pedir demissão, porque, eu não poderia te deixar Vê, só que, ele disse algumas coisas, que me deixaram em dúvida, não sobre o que sentíamos, porque isso eu nunca duvidei, mas sobre se seria o certo continuar com você...

 

— Por que não seria o certo? Nós nos amamos, por que não poderíamos ficar juntas? — Verônica me cortou, uma mágoa na voz e lágrimas nos olhos, que fez meu coração se apertar em meu peito.

 

— Ele me disse que afastaria Shane de você — murmurei baixo, começando a sentir meus próprios olhos marejados — E eu sei como seu irmão é importante para você, e eu não queria que se sentisse da mesma forma que eu me senti quando fui obrigada a me separar das minhas irmãs. — me expliquei, a vendo desviar o olhar por alguns segundos — E, não foi só isso, ele te ameaçou, Verônica, ameaçou te mandar pra longe, e mesmo você sendo maior de idade, você não é independente, e eu sabia que ele poderia cumprir o que disse. Então, sim, eu vim aqui, disse um monte de mentiras e te machuquei, porque eu prefiro não te ter e pelo menos ver você, do que admitir que te amo e te ver indo embora contra sua vontade.

 

A sala ficou em silêncio depois do que eu disse. Eu sentia meu coração bater como um louco em meu peito. Eu nunca quis contar isso a ela, para não machucá-la ainda mais. Saber que seus próprios pais, sua família não te aceita como você é, já dói demais e por mais que tente, você não consegue esquecer as palavras que eles disseram à você com tanto ódio. Verônica já estava machucada por isso, eu não queria contá-la o que seu pai era capaz de fazer para impedir que ficássemos juntas, porque eu sabia que iria abrir uma ferida ainda maior em seu peito, e bem mais difícil de curar.

 

— Quando ele descobriu, e me confrontou, eu pensei em terminar com você — Verônica começou devagar, com a voz falhada, que indicava que ela estava segurando o choro, e não me surpreendi ao sentir o nó em minha garganta — Eu pensei nisso, para proteger você, só que, no instante que eu entrei aqui e te vi, mudei de idéia, porque eu sabia, Lucy, sabia que se estivesse com você eu aguentaria qualquer coisa! Você não entende? Entendo que fez o que fez para me proteger, só que não percebe que eu precisava de você? Você me deixou no momento que eu mais precisei de você, Lucy.

 

Não segurei, e deixei as lágrimas caírem, assim como Verônica. A sensação de culpa presa em meu peito. Puxei seu corpo para o meu, a abraçando apertando, sentindo minha blusa molhar com suas lágrimas. Eu fui uma completa idiota, ela estava certa, no momento em que ela precisa de alguém que lhe mostre amor, eu vou embora como uma covarde.

 

— Me desculpe, Vê, por favor, me perdoa, eu fiz tudo errado, nunca devia ter te deixado nesse momento, me perdoa — murmurei em seu ouvido, ainda abraçada a ela, sentindo as lágrimas escorrerem do meu rosto — Eu amo você, Verônica, e eu sei que demonstrei isso da pior maneira possível, mas eu te amo.

 

Saying, "I love you", Is not the words I want to hear from you. It's not that I want you not to say, but if you only knew how easy it would be to show me how you feel...

 

Não consegui deixar um risinho baixo escapar. Eu amava essa música, e descrevia muito bem. "Dizer 'eu te amo', não são as palavras que eu quero ouvir de você. Não é que eu queira que você não diga, mas se você apenas soubesse o quão fácil seria me mostrar como se sente." Era a mais pura verdade, não bastava dizer aquelas três palavras, como eu poderia dizer é ainda fazer o que fiz? Eu precisaria mostrar que a amava e não apenas dizer 

 

— Sempre uma boa música na ponta da língua, não é? — brinquei, conseguindo arrancar um pequeno riso fraco de Verônica, que se afastou o suficiente para me encarar — Eu juro, que se você me aceitar de volta, eu vou mostrar que te amo do jeito certo e eu juro, que nunca mais vou te abandonar em um momento que precisa de mim, ou em qualquer outro momento, até porque, eu não vejo minha vida sem você, Vê.

 

— Como é que eu posso não te aceitar de volta? — ela disse, um quase sorriso nos lábios — Eu sou louca por você, e eu ainda preciso de você — sussurrou e eu sorri, me aproximando para beijar sua testa. — Mas, não vá embora novamente, por favor. 

 

— Eu não vou a lugar nenhum — prometi, segurando seu corpo mais forte, para que ela entendesse que eu não iria embora.

 

Ela se afastou minimamente, apenas para olhar em meus olhos, descendo o olhar para minha boca, e antes que eu notasse, nossos lábios estavam se aproximando, como de fossem magneticamente atraídos uns aos outros. Minha boca encontrou a sua, em um beijo lento.

 

Ah céus, eu senti tanta falta disso.

 

De como seus lábios se movem sobre os meus, dessa vez, cheios de saudade. Como meu peito acelera sempre que ela me beija, como as borboletas correm soltas no meu estômago. E como parece que só há eu e ela no mundo, e mais ninguém. Não tem preocupações, problemas, enquanto nos beijamos, poderia estar havendo uma guerra e não saberíamos, porque enquanto nos beijamos, somos apenas dois corações se encontrando.

 

(...)

 

— Então, quem é Edward? — questionei, depois de um tempo, causando uma risada em Verônica, que tinha sua cabeça deitada em meu peito, enquanto eu acariciava seus cabelos.

 

— É um médico do hospital — respondeu — É filho de um amigo do meu pai, e digamos que ambos querem que, hm, que nós, bem, querem a gente case...

 

— O quê!? — exclamei incrédula, segurando um pouco mais forte seu corpo em meus braços — Isso é ridículo! 

 

— Eu sei, e o que torna ainda mais ridículo, é que Ed é gay — confessou baixo e eu arregalei meus olhos. 

 

— Os pais dele, sabem? — perguntei, a encarando surpresa quando minha namorada...

 

Eu realmente senti falta de chamá-la assim.

 

...Enfim, a encarei surpresa quando ela assentiu em concordância. 

 

— Justamente por isso eles também querem que ele se case logo com uma mulher — Verônica explicou, levemente irritada — Eu fui logo contra, só que ele é mais obediente aos pais, sempre foi, então finge namorar comigo, e bem, ele é um cara muito legal, então eu deixo — deu ombros, e eu rolei meus olhos. 

 

— Não gostei daquela intimidade com ele — admiti, ouvindo sua risada, enquanto ela erguia os olhos para me encarar. 

 

— Você fica adorável com ciúmes — sussurrou, me deixando constrangida. 

 

Me curvei um pouco, e colei nossos lábios, justamente para ela não falar mais nada que me deixasse ainda mais envergonhada.

 

— Hm, eu senti falta disso — ela disse quando se afastou e eu sorri fraco, tocando seu rosto. 

 

— Eu também — admiti, deixando nossos rostos ainda próximos — Não vou mais fazer uma estupidez dessas, que nos afaste novamente, não dá, eu não consigo viver direito sem você — minha voz saiu baixa, mas sorri automaticamente ao ver o sorriso no rosto da minha namorada. 

 

— Eu sempre achei que seria eu a estragar tudo antes — admitiu, me fazendo rir — Mas já passou, você voltou, e isso que importa — me acalmou, me beijando novamente, o que me fez sorrir. 

 

Ainda me sentia culpada pelo que fiz, e sabia que essa sensação demoraria um pouco para ir embora. Mas me senti bem por ter escutado minha irmã caçula e...

 

— Larissa! — exclamei, me levantando rapidamente do sofá, quase derrubando Verônica. 

 

— O quê? 

 

— Minha irmã! Está no meu apartamento, sozinha! Eu esqueci — expliquei, me xingando mentalmente, Amanda me mataria se soubesse. 

 

— Ah, então, hm, você já vai? — parei de procurar minhas chaves ao ouvir a voz um pouco tensa da minha namorada. 

 

— Ei vem cá — chamei, voltando a me sentar e abrindo os braços, a sentindo se aconchegar a mim, como um coala.

 

Isso era tão novo. Verônica não era manhosa dessa forma, não era assim normalmente, e vê-la assim, apesar de fofo, partia meu coração, saber que ela só estava assim por causa do seu pai, e de certa forma por minha culpa também. 

 

— Eu não vou te deixar, amor, eu juro — garanti, a sentindo relaxar em meus braços — E só estou indo agora porque tenho que ficar com Lara, ela vai dormir lá em casa hoje — me expliquei, a vendo concordar com a cabeça. 

 

— Tudo bem — disse, tentando não mostrar que estava desapontada.

 

— Mas, se você quiser, pode ir pra lá também, dormir lá — sugeri devagar e vi um sorrisinho de canto em seus lábios. 

 

— Mal voltou e já tá querendo dormir comigo? — questionou com o sorriso malicioso ainda no rosto.

 

Revirei os olhos, mas sorri. Essa era a Verônica que eu conhecia. 

 

— Pare de ser idiota, — reclamei, lhe dando um tapa leve no braço, que a fez rir — De qualquer forma, você quer ir? 

 

— Claro! Vai ser bom, vou só me trocar, espera aí — pediu e eu apenas assenti a vendo se levantar e ir até o quarto. 

 

Me escorei no sofá, eu definitivamente tinha acertado em voltar para cá. Chegava ser até estúpido eu ter acredito que o melhor era me afastar. Só que agora, Sr James Iglesias iria ter que nos aceitar, porque eu não irei perder Verônica mais uma vez. 


Notas Finais


@semiharmonizer
E então? O que acharam?
Ah e antes que vcs digam que a Verônica aceitou Lucy rápido demais...Lucy só fez algo estúpido pq achava que era o certo e Verônica está passando por um momento muito delicado e tenso, e nessas horas, ter orgulho não ajuda em nada, pq o importante é ficar perto de quem te ama pelo que você é.

Então, era só isso, até mais!


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