História My Kind (Vercy) - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Vercy
Visualizações 305
Palavras 3.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


EU DEMOREI TANTO DESCULPEM!

Tava dificil escrever esse, mas eu vou tentar postar mais um essa semana para me desculpar ok?

ESPERO QUE GOSTEM ESTRELINHAS.

A história principal já foi contada, como Vercy ficou juntas. E daqui para frente vamos ver esse relacionamento ficando mais fofo (e talvez maior?)

Amo vocês

Capítulo 21 - Namoro e Casamento.


Pov Lucy.

Já estávamos em Dezembro, e era quase estranho de se pensar que alguns meses atrás, eu fui demitida, para em seguida fugir com a minha namorada, me casar com ela, voltarmos, consegui meu emprego de volta. E, mesmo perdendo algumas semanas, consegui passar com facilidade e sucesso na prova do primeiro ano da residência, conseguindo minha vaga para o segundo ano da residência, que havia começado pouco tempo depois que Verônica e eu voltamos.

Meu último ano como residente. E enfim, eu seria uma médica pediatra. Além disso, Verônica estava indo espetacularmente na faculdade, e, odeio me gabar, mas era totalmente influência minha.

E, talvez, ameaças de greve de sexo se ela tivesse notas baixas.

Hoje já era Natal, e surpreendentemente, Amanda nos convidou. Ok, não era tão surpresa assim, já que desde que voltamos das férias, minha irmã estava sendo mais sociável e agradável, conseguindo até ter conversas com minha esposa. As coisas estavam andando muito bem.

— Hmmm, isso cheira bem — comentei, escorando na cozinha da minha irmã mais velha, a observar terminar algumas das comidas da ceia de natal.

— Pode chamar Lara, e irem colocando a mesa? — pediu, olhando rapidamente para mim por cima do ombro, antes de voltar a olhar os legumes que cortava para salada.

— Claro, mesa para quantos mesmo? — perguntei, me dirigindo até o armário onde ficavam os pratos.

— Somos nós, o Josh, e sua esposa — respondeu, e eu não evitei o sorriso pelo fato que ela já havia se acostumado a chamar Verônica por minha esposa, era uma sensação boa saber que Amanda estava compreendendo isso.

— Oh, ela vai trazer o Shane, o irmão caçula, tudo bem, né? — avisei, vendo minha irmã apenas assentir sem se preocupar — E, obrigada de novo por nos convidar, Mendy, foi muito gentil.

— Bom, é natal, não é? — disse, se virando para me olhar com um leve sorriso — Época de comemorarmos com a família — completou, me deixando com um largo sorriso.

— Você está certíssima —acenei em concordância, logo fazendo uma careta — Sem falar que, Larissa vai estar na universidade daqui a dois meses, e você, bem, vai se casar.

— E me mudar — Amanda murmurou e eu arregalei meus olhos em sua direção.

— O quê? — questionei, tendo que equilibrar os pratos que eu já havia pegado.

Amanda parou o que estava fazendo, para se virar completamente para mim, se escorando na bancada da pia, me encarando com carinho. Eu não via esse olhar em seus olhos desde que passei na universidade para medicina.

— Josh recebeu uma promoção para ser gerente do banco, em Chicago — me explicou, abaixei o olhar, segurando os pratos com mais força — Vamos nos casar aqui, no final de janeiro, e em fevereiro, quando as aulas de Larissa já tiverem começado em Stanford, vamos nos mudar.

— Oh, isso é — respirei fundo, erguendo meu olhar — Isso é incrível, Amanda, fico feliz por você e o Joshua — sussurrei, tentando soar o mais animada possível.

Mas, mesmo sem nos falarmos por anos, Amanda ainda era minha irmã mais velha e me conhecia bem. Ela se aproximou, tirando os pratos da minha mão, os colocando na mesa da cozinha, e me olhando nos olhos.

— Ei, vamos manter o contato, ok? E você, sempre será bem vinda na minha nova casa, junto com sua esposa — Amanda disse, com um tom baixo e calmo, como se quisesse ter certeza que eu estava a entendendo.

Sorri fraco, eu tinha minhas irmãs de volta, eu não precisava me preocupar.

— Obrigada — murmurei, a abraçando de surpresa, a apertando forte em meus braços — Te amo Mendy — sussurrei, e tenho certeza que ela havia sorrido.

— Também te amo, Lu — ela respondeu, o que me fez ter um grande sorriso nos lábios.

— Não acredito, eu vivi tempo suficiente para ver isso! — ouvimos a voz animada de Larissa, o que nos fez rir enquanto nos afastávamos.

— Não seja dramática exagerada — brinquei, a abraçando pelos ombros — Agora, vamos, Mendy precisa que coloquemos a mesa.

— Nunca param de me escravizar nessa casa — Larissa resmungou, nos causando mais risadas enquanto seguíamos para a mesa de jantar, colocando as mesas. 

Deixamos a mesa inteira pronta, e só então o noivo da minha irmã chegou, nos cumprimentando e logo indo para a cozinha ajudar a noiva, e só então minha esposa chegou, o irmão caçula pendurado nas suas costas.

— Hey super homem! — brinquei com o pequeno que sorriu largo em minha direção, pulando das costas de Verônica e se jogando em mim para me abraçar — Olha só o teu tamanho, você cresceu enquanto dormia, é?

— Sim! Papai disse que estou mais alto, mas a mamãe disse que ainda estou pequeno para minha idade — ele fez uma careta chateada que logo senti meu peito se apertar com dó.

— E eu já disse para não escutá-la, você está do tamanho ideal para você mesmo e isso que importa — Verônica disse, bagunçando os cabelos do irmão.

— Ei, minha irmã está na sala, lembra dela do seu aniversário, não lembra? Vai lá — sugeri, e em segundos o vi correndo para dentro, o que me permitiu puxar minha esposa para dentro da casa, fechando a porta — Feliz um ano de namoro — murmurei, a puxando para um beijo, tendo plena consciência que já havíamos começado a comemorar quando pela manhã tomamos café na cama, e, bem, fazendo muitas outras coisas depois.

— E cinco meses de casamento —Verônica completou, sorrindo largo em minha direção — Não acredito que só notamos que nos casamos no dia 25, no mês seguinte — lembrou, me fazendo rir — Somos muito incríveis.

— Não se gabe, foi pura sorte — comentei com uma risada, a puxando para dentro da casa — O que vamos fazer para comemorar nosso ano de namoro mesmo?

— Bom, não me venha com perguntas cínicas! — Ela reclamou, rolando os olhos — Por que eu te perguntei isso o dia todo, porque você me disse que tinha uma surpresa! Mas não disse nada!

Quase ri do pequeno surto da minha namorada. Eu realmente fiz algo para ela, e é claro, pedi para Shane a enrolar o dia todo para ela não voltar ao apartamento e estragar minha surpresa.

— Se acalme ok? Vamos ter a ceia aqui e depois, vamos para casa,e você vai amar tudo que fiz — prometi, a vendo soltar um suspiro e aceitar, me deixando a guiar até a sala.

(...)

Respirei fundo, olhando mais uma vez ao redor da parte externa da cobertura de Verônica. A cerca de vidro estava toda decorada com as luzes de natal. Uma árvore tamanho médio estava ali, com neve falsa, porque estamos em Miami, e apesar de ser dezembro, estava fazendo 22°. Os enfeites bem colocados na árvore, a deixando iluminada. Eu sabia como Verônica amava o natal, então queria fazer ele se estender o máximo possível. Nossos presentes estavam bem embrulhados abaixo da árvore. Velas perfumadas, e luzes de natal iluminavam o ambiente. Uma mesa para apenas duas, com velas em cima, e dois pratos para nós. Pufs ao redor, além de um colchão com travesseiros e uma manta para nós no canto. E, é claro, Elvis tocando nas fistas que eu havia gravado justamente para isso. A que dançamos em nosso casamento pronta para começar assim que Verônica chegasse, já que ela havia levado Shane para casa enquanto eu vim para o nosso apartamento.

Ouvi o som da porta se abrindo, contei até dez - o tempo que sabia que Verônica iria jogar as chaves em algum lugar, tirar o casaco, e ir me procurar - e apertei o play no rádio, fazendo Can't Help Falling começar a tocar, ajeitando o macacão jardineira que eu usava, junto com meu converse branco, me escorei na porta de vidro aberta, esperando Vê aparecer, o que não demorou muito.

— Lu? O que é isso? — perguntou confusa, vendo que apenas a parte externa estava iluminada, sorri, me aproximando e lhe estendendo a mão.

— Vem, sua surpresa — informei, ainda com o sorriso, a puxando para fora.

Tive o prazer de ver seus olhos se iluminarem olhando ao redor, captando tudo que eu havia feito para ela.

— Feliz 1 ano de namoro e 5 meses de casamento — desejei, não contento meu sorriso largo.

— Pelos deuses, Lucy, isso está tão lindo! — exclamou, o sorriso brilhante pelo qual eu era perdidamente apaixonada.

— Ah, e feliz natal também — lembrei, a fazendo rir baixo, me puxando para um beijo longo, puxando as alças da minha jardineira, como costumava fazer.

— Obrigada Lucy, isso está lindo — admitiu, os olhos apaixonados me olhando — Ao que parece você realmente é a romântica da relação — brincou me fazendo rir.

— Você chega lá — devolvi em tom divertido, a fazendo sorrir de lado.

— Meu lado safado se sobressai, não é? — perguntou, segurando em minha cintura.

— Sim, e a prova é que você já está descendo as mãos para a minha bunda — comentei, ainda divertida, ouvindo sua risada alta.

— Se eu não estivesse curiosa para saber tudo que fez e sua jardineira não fosse tão complicada para tirar, já estaríamos naquele colchão — admitiu, e foi minha vez de rir.

— Idiota — a empurrei, rindo — Vem, vamos aproveitar a noite.

Verônica sorriu, entrelaçando nossas mãos enquanto eu a guiava até a mesa. 1 ano juntas. Oficialmente 1 ano, e, sinceramente, eu não mudaria nada desse ano. 

[...]

Puxei Verônica por entre os convidados da nossa festa de ano-novo. Recebendo alguns parabéns de nossos amigos pela festa incrível. Estava prestes a dar meia noite, mas eu não queria estar no meio de tanta gente. Então, puxei minha esposa até a parte externa da sua cobertura, sorrindo pelo ar fresco, brincando com a taça de vinho em minhas mãos.

— Adoro esse lugar — sussurrei, me escorando na cerca de vidro.

— Mais um ano — Verônica me abraçou por trás, beijando gentilmente meu ombro descoberto, enquanto encarávamos a vista da sua cobertura.

— Mais um ano — repeti, em um tom quase de satisfação olhando ao redor, preciso baixos me permitiam ver a praia daqui.

— O quê achou desse ano? — minha esposa perguntou, apoiando seu queixo em meu ombro.

— É engraçado pensar em tudo que aconteceu nesse ano — comentei, divertida, tomando mais um gole do vinho que estava na taça em minhas mãos.

— Passamos por muitas coisas em apenas um ano — Vero admitiu, começando a beijar meu pescoço, antes de soltar um riso — Nos casamos — disse, sua risada batendo em minha nuca.

— Tem certeza que é normal nós acharmos tanta graça do nosso casamento? — questionei, quando também comecei a rir.

— Lu, nosso padre foi o Elvis — ela me lembrou, causando mais risadas — Eu te chamei de deusa do rock para nos casarmos.

— Até que a morte caía sobre nós e nos leve ao paraíso do Rock junto com nosso rei — recite nosso voto, ainda rindo junto com minha esposa — Essa vai ser uma boa história para nossos filhos.

— Nossos filhos? — a voz de Verônica soou em meu ouvido e eu deixei um sorriso pequeno em meus lábios, enquanto me virava para ela.

Deixei minha cintura escorada na cerca de vidro dali, as mãos da minha esposa me segurando firmemente, enquanto eu olhava em seus olhos. Bebi mais um gole do vinho, vendo seu olhar atento em mim.

— Sim, filhos — falei por fim — Porque, nós realmente vivemos muito nesse ano, Verônica, e, nós duas amadurecemos com esse relacionamento. Eu conheci a mulher da minha vida há pouco mais de um ano, eu vi o amor bater na minha porta, e para ser sincera, não era como eu imaginava — admiti, com um suspiro divertido, vendo minha esposa franzir o cenho.

— Como você imaginava? — ela perguntou, genuinamente curiosa.

— Ah, obviamente, porque já sabia da minha sexualidade, o amor seria uma mulher — comecei — Seria mais baixa que eu, porque, eu poderia a abraçar e teria um encaixe fofo de se ver, ela seria doce, gentil e delicada, adoraria medicina, e, é claro, iria conhecer e amar cada livro da literatura inglesa que eu sou apaixonada — contei, o sorriso envergonhado por dizer à ela, como era meu sonho de garota ideal, mas, em seguida, vi seus olhos castanhos diretamente nos meus e sorri — Só que, o amor foi bem diferente disso.

— Foi uma garota chata, irritante, que não entende nada de medicina, que não é mais baixa, mas também não é mais alta direito, que não lê quase nada, safada, cínica, arrogante e convencida? — Verônica disse, com uma pitada de bom humor que me fez rir.

— É, foi exatamente isso, pensa na minha surpresa — falei, com o mesmo sorriso divertido, que se tornou apenas um sincero quando toquei seu rosto com minha mão livre — Mas, que quando me tocava, eu sentia a maciez que me fazia arrepiar, que tinha um abraço que me fazia me sentir em casa. Que, era divertida, e sabia como provocar, que me fazia um jantar de Natal, mesmo que tivesse ajuda, que, era carinhosa o bastante para me tirar do trabalho num dia de gripe, que me ama quanto eu a amo, o suficiente para ficar, e mais que o suficiente para nunca se afastar.

Vi Verônica sorrir de leve, os olhos castanhos brilhando na escuridão da noite que nos envolvia. Ela não disse nenhuma palavra, ela não precisava. Ela apenas se aproximou, beijando meus lábios, o gosto doce do vinho que eu estava bebendo se misturando entre nossas bocas. Sua língua tão experiente se encontrando com a minha. Nós não desvendamos mais uma a outra, já nos conhecíamos, e nossos lábios também, era um beijo familiar, mas que ainda causava as mesmas sensações.

— Então sim, filhos — continuei, sorrindo, nossas testas se encontrando — Um dia, porque eu quero uma família com você, Vê, quero passar o resto da minha vida com você. Porque eu amo você e tudo que trás à minha vida. À nossa vida.

— Eu te amo — ela sussurrou, e eu entendia e sentia tudo o que aquelas três palavras significavam.

Ela me beijou novamente, ainda com mais paixão e amor, que me fez suspirar entre seus lábios quentes. Nos afastamos apenas quando ouvimos os fogos de artifício explodindo no céu. Gritos animados ao nosso redor, e vozes desejando feliz ano novo à todos.

— Feliz ano novo — Verônica desejou, deixando mais um selinho em meus lábios.

— Feliz 1997 — desejei, sorrindo em sua direção — Sabe qual meu desejo para esse ano?

— Me diga — ela pediu, enquanto eu bebia mais um gole do meu vinho.

— Um filho, esse ano — respondi, vendo seus olhos surpresos em minha direção.

Ela ia me responder, quando fomos interrompidas, por minha irmã caçula que se aproximaram.

— Ei, que tipo de anfitriãs vocês são? Perderam a contagem regressiva! — Larissa exclamou quase irritada.

Olhei mais uma vez para Verônica, que parecia confusa, e quase assustada. Soltei um suspiro, acho que isso foi cedo demais. Eu acabei de falar que "um dia" Quero filhos, não era necessariamente esse ano. Oh céus, assustei minha esposa. Neguei com a cabeça, afastando os pensamentos, antes de me voltar para minha irmã.

— Nos desculpe, Lara, só, gostamos da nossa privacidade em vez de toda essa gente — me desculpei, me afastando de Verônica e me aproximando de Larissa.

— Tá, mas agora voltem para dentro, porque eu desafiei o amigo da Vê, o Edward, a dar em cima do Josh e está hilário — Larissa disse, já rindo, e, nem consegui lhe repreender porque já estava imaginando a cena e rindo, enquanto voltava para dentro do apartamento.

Não vi Verônica o resto da madrugada. Estive muito ocupada tentando explicar à meu cunhado que Edward não gostava dele e era só uma brincadeira, e bebendo com Amanda para ela não matar nossa irmã caçula. Claro que ainda tive que dançar e beber com Adam e Alana, que estavam extremamente animados pelas férias que teriam nas próximas duas semanas. E quando já eram quase quatro da manhã, e eu já sentia que estava levemente - ou completamente - bêbada por todas as taças que tomei, e só estavam minhas irmãs, meu cunhado e as amigas de Vero no apartamento, que tornei a ver minha esposa novamente.

— Ei, cuidado — a voz dela soou calma e até divertida, quando tropecei tentando entrar no nosso quarto.

— Vê! — exclamei contente por vê-la, jogando meus braços ao redor de seu pescoço — Eu te amo muito sabia?

— Sabia e também sei que você está bêbada — ela disse, os sorriso divertido.

— Não tô não — respondi, cruzando os braços, me desequilibrando ao tentar ficar ereta.

— É, estou vendo — Verônica riu, e eu fiz uma careta — Vem, eu vou te dar um banho.

— Esse é meu trabalho, quando você chega bêbada — reclamei, ouvindo sua risada enquanto entrávamos no banheiro.

Verônica me fez sentar na bancada da pia de mármore que havia ali, colocando água na banheiro, antes de se virar novamente para mim.

— Mas hoje, a bêbada é você, querida — ela disse quase divertida, enquanto eu rolava meus olhos.

Oh, péssimo movimento.

Céus, meus olhos vão explodir.

Que dor.

Por Deus.

Acho que eles vão rolar e nunca mais voltar ao normal.

— Lu?

A voz de Verônica me despertou de meu surto mental, e franzi o cenho quando a vi rir baixinho.

— Que foi?

— Só levanta os braços — pediu gentil, retirando a regata que eu usava, me deixando com sutiã.

— Você não respondeu nada sobre meu pedido de ano novo — murmurei, enquanto ela desabotoava meu short.

— Falamos sobre isso amanhã, meu amor — ela sussurrou, descendo meu short pelas minhas pernas, me deixando apenas de lingerie.

— Mas eu quero agora! — exclamei, cruzando os braços.

— Agora eu vou terminar de tirar sua roupa, e te colocar naquela banheira para você tomar um banho e então vamos dormir — Verônica disse calmamente, mas eu apenas bufei.

— Você não quer filhos, é isso? — perguntei, já sentindo as lágrimas em meus olhos, vendo seu olhar surpreso e confuso.

— O quê? Eu...

— É isso, não é? Você nunca quis ter filhos, mas você não tem coragem de dizer — murmurei chorosa, já sentindo as lágrimas e a vendo negar com a cabeça, tocando meu rosto.

— Você mal vai lembrar disso amanhã, mas ok — ela sussurrou antes de continuar — Você me pegou de surpresa lá fora, mas, Lu, eu já disse que quero uma família com você, quero tudo que a vida me der com você. Eu te amo, e quero estar um dia com um filho nosso nos braços, é tudo que eu poderia sonhar com você.

Senti mais lágrimas em meus olhos, agora de emoção, enquanto minha esposa soltava uma pequena risada.

— Entendeu agora?

— Então sobre o meu pedido de ano novo? — insisti só para ter certeza.

— Demorei s responder porque estava fazendo o mesmo pedido mentalmente — Verônica me respondeu, me puxando para um abraço — Vamos providenciar um bebê.

— Que tal começarmos agora? — sugeri, adentrando sua camiseta, ouvido sua risada.

— Não funciona assim para nós — lembrou divertida.

— Ainda dá para fingir — dei ombros, olhando a banheira já cheia.

— Adoro o que o álcool faz no teu organismo — Verônica comentou, maliciosa, antes de me puxar para um beijo.

E em algum lugar da minha mente, eu sabia que não iria esquecer tudo que ela havia dito.


Notas Finais


E então? @semiharmonizer
semi-harmonizer.tumblr.com


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