História My life as an Uchiha's bastard - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Kabuto, Kakashi Hatake, Maito Gai, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Orochimaru, Personagens Originais, Rock Lee, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Casais, Hentai, Kakashi, Naruto, Naruto Classico, Romance, Sasuke
Exibições 28
Palavras 1.602
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olar, leitores,

Nem todas as desculpas do mundo serão suficientes para sanar esse tempo todo que eu fiquei sem postar. Enfim, só passei um tempo fazendo o plot da história para eu não me perder e acabar abandonando a história num daqueles bloqueios criativos. Enfim, está pronto!

Desejo boa leitura e prometo ser mais atenciosa :)

Capítulo 3 - Welcome to my world


Fanfic / Fanfiction My life as an Uchiha's bastard - Capítulo 3 - Welcome to my world

Desde aquele dia, as chamas ficaram menores. O garoto Uchiha parece ser tão volátil quanto seu irmão, mas as semelhanças terminam aí. Nos treinos, ele é o mais bruto e solitário, sempre fazendo tudo do seu jeito, sempre sendo melhor que qualquer outra pessoa, sem se importar com os sentimentos dos colegas de classe.

Sasuke Uchiha não tem nada do charme adulto e erótico do seu irmão, e também nada da sua desinibição. Na hora do almoço, ele come afastado de todos, e quando o dia termina, ele é o primeiro a sair da sala e andar, de um jeito calmo e imperturbável, para sua própria casa. É uma grande decepção para a garota loira, a de cabelo rosa e tantas outras, mas não para mim.

E quanto a mim? Ainda estou tentando não chamar a atenção. Vou às aulas, faço tudo que me pedem, tento não superar as expectativas porque não quero que as pessoas notem a minha presença. O meu treino real só começa quando chego em casa e, aí sim, tento fazer três vezes mais do que me foi pedido.

A minha vida segue tranquila desde então, tenho tentado não pensar em coisas abstratas como sentimentos, eu sei que não sou tão habilidosa quanto gostaria nessa área, por isso, tento transmutar tudo em razão.

 

“Se você vai usar o mesmo sobrenome que eu, sugiro que não se deixe humilhar dessa forma, ou você também vai se ver comigo.”

 

Depois de alguns meses pensando nisso, acho que eu finalmente encontrei onde mora a gentiliza de Sasuke Uchiha, e a partir daí, não consigo odiá-lo mais. Isso me deixa aliviada, odiar dá muito trabalho, assim como amar alguém. Tudo que posso fazer por ele é manter uma distância respeitosa e me concentrar na minha própria vida.

Assim está muito bem para mim.

~

Hoje é meu último dia na barraca de ramen. Tem sido muito difícil conciliar ambas as atividades e, por isso, eu pedi ao Ichiraku para deixar o trabalho. Logo irei para missões e conseguirei ganhar dinheiro suficiente para me sustentar. Além disso, meu salário no Ichiraku sempre foi mais do que o suficiente, me permitindo fazer uma pequena reserva para tempos difíceis.

Talvez essa seja a melhor vida que uma bastarda cuja família foi brutalmente morta possa ter. Talvez eu é que seja gélida demais para sentir de uma forma profunda esse trauma. Ou talvez seja só o fato de o trauma ter sido tão absurdamente gigantesco que nenhuma existência humana seria capaz de extravasá-lo.

- Ohayou, Ichiraku-sama!

- Bem-vinda, Emi, vamos trabalhar muito no seu último dia.

- Sim! Vou deixar tudo muito limpo.

~

Este domingo realmente foi cansativo, tentei dar o melhor de mim como forma de agradecer a tudo que o velho fez por mim nesses quase quatro anos em que eu estive suja e perdida nos caminhos da vida, longe de qualquer civilização, longe de carinho, e o único calor que eu sentia era o que consumia minha casa nos sonhos sobre morte e sharingans assustadores.

Vou para casa satisfeita e saudosa, por não poder mais ver o único amigo que fiz nesse tempo todos os dias mais. De qualquer forma, o jantar que o Ichiraku fez para mim como despedida estava delicioso e ele me disse para voltar sempre que eu quisesse. Sim, estou um pouco mais sozinha no mundo, mas não completamente.

Ando vagarosamente para casa, achando muito agradável andar pela vila quase deserta com este tempo tão ameno. Chego em casa por volta das oito da noite quando vejo ele sentado em frente à entrada.

- Emi.

Eu faço um aceno de cabeça, para deixá-lo ciente que notei sua presença, mas não me digno a responder. Notei que ele esteve esperando durante algum tempo, já que trouxe uma mochila e seu obento estava meio comido ao seu lado.

- Nossa, como você demorou, achei que o velho iria te liberar mais cedo por ser domingo.

- O quê? Como você sabe disso? Aliás, o que você está fazendo aqui, em primeiro lugar?

- Eu estou aqui para lutar com você.

- Por quê? – eu falo tentando demonstrar desinteresse, mas no fundo estou realmente curiosa sobre o motivo pelo qual o imponente Sasuke Uchiha não tinha nada melhor para fazer numa noite de domingo e ficou ali, sozinho como sempre, me esperando durante horas.

- Eu já estou de saco cheio de você fazendo corpo mole nas aulas. Quero entender se você é uma fraca mesmo ou se existe um motivo por conta disso.

É assim que o grande Sasuke Uchiha faz então? Quando ele quer saber algo, ele vai lá e tira a prova, sem ninguém que tenha o pulso firme o suficiente para dizê-lo quão desagradável isso pode ser para as outras pessoas.

- Eu não tenho a intenção de te provar na... – eu digo enquanto vejo uma imensa bola de fogo vindo na minha direção.

Não penso duas vezes sobre a maldita destruição que aquilo posso trazer para a minha casa, pela segunda vez trazida por um maldito Uchiha. Eu me esgueiro para a área arborizada nos fundos no anseio desesperado de defender a minha morada.

Mas é só chegar lá que o meu sangue para de ferver e uma mansidão sem limites toma conta de mim. Se é lutar que ele quer, eu darei a ele. No fundo, parece uma solução mais simples do que tentar argumentar com alguém que acredita que o mundo gira em torno da sua nobre pessoa.

Observo-o com cuidado, mino seu campo e uso todos os jutsus e técnicas que eu conheço. Parece que estamos no mesmo nível ou até que ele está acima de mim porque, por mais que eu consiga me proteger e levá-lo até o limite, minha vitória nunca se aproxima de mim, mesmo depois de horas.

- Uchiha, eu desisto e vou para casa, pode dizer que sou fraca.

Levanto minha mão em sinal de evidente derrota. Por fora, estou calma como sempre fui, minha voz é tão fria que quase me orgulho disso. Por dentro, meu sangue está fervendo por não conseguir colocá-lo em seu lugar, por não conseguir fazê-lo engolir sua prepotência, que para mim não passa de uma estúpida perda de tempo.

Nenhum som, nenhuma manifestação de vitória. Ele aparece ao meu lado e caminha, sem tentar me convencer a continuar a luta. Abro a porta sala e entro, completamente exaurida, suja. De alguma forma, eu não estou machucada e me pergunto se foi minha própria aptidão ou foi ele quem se controlou.

Sasuke, por outro lado, tem arranhões por todo o corpo e seu braço esquerdo parece seriamente machucado. De repente, eu me pego sentindo compaixão ou mesmo simpatia por algo em alguém que eu não entendo, nem tenho intenção de compreender. Como pode isso? Jogo esse pensamento para longe.

- Eu vou alimentar você, Uchiha.

- Não precisa se dar ao trabalho.

- Olha, eu não medi minha força, ok? Você saiu todo destruído enquanto eu ainda estou inteira, mesmo você sendo mais forte que eu. O mínimo que posso fazer é alimentar você e cuidar do seu braço.

Sem dizer uma palavra ele pega sua mochila entra em casa. Enquanto eu organizo a logística para tomar banho e nos alimentarmos, nenhum de nós diz nada. Nem mesmo quando terminamos as refeições.

- Então, você vai me dizer de verdade o que veio fazer aqui?

- Foi exatamente o que eu disse. Se tem alguém querendo se vingar do meu irmão, assim como eu, eu espero que tenha treinado o mínimo. E, sinceramente, sua conduta nas aulas me deixa irritado.

- Eu não – é a timidez pelo meu motivo idiota que toma conta de mim - ... quero ser notada. Nem por ser muito forte ou muito fraca.

- Entendi. Caso você caia no meu time, eu não vou pegar leve com você, só porque você tem medo de interagir com o mundo.

- Aham... tenho notado que Sasuke Uchiha é um grande socializador. – é só um princípio de diversão que surge em seus olhos, mas ele não se deixa extravasar. Mesmo assim, é bom acabar um pouco com aquele clima estressante.

Ele deu de ombros, e eu solto, como se realmente não me importasse.

- Inclusive suas melhores amigas Ino e Sakura ficam bem desapontadas quando você age como um babaca insensível. Eu, por outro lado, não tenho ninguém para decepcionar.

No lugar de quebrar aquele clima fúnebre entre o Uchiha e eu, acabei instaurando um silêncio completamente constrangedor.

- Você me decepciona quando finge que é fraca.

Sua voz ecoa no silêncio mortal da noite. Suas palavras ecoam tão gélidas na minha mente que chega a doer. Eu realmente não sei qual é a jogada dele com essa história de que eu fico fazendo corpo mole. Isso não muda em nada a vida dele.

- Seu braço melhorou?

Ele faz que sim com a cabeça. Então, algo que me incomoda profundamente atinge minha mente e me ocorre que talvez eu seja mais capaz de entender as motivações daquele garoto do que eu imagino. Na dúvida entre, enfim, abordar o assunto ou não, eu decido colocar aqui para fora.

- Acho que eu entendo porque você fica bravo comigo. Sabe, eu nunca falei sobre o que aconteceu com ninguém. E eu acho que eu não conseguiria falar com ninguém além de você. Porque a gente passou pela mesma coisa, eu acho.

Ele ainda estava pensativo quando eu disse que precisava dormir e perguntei a ele o que faria. Ele deu de ombros e continuou pensando, e pensado, sabe-se lá sobre o quê.


Notas Finais


Genten! A partir daqui acabou a brinks, a história vai encompar mais e sim, tá na hora do Kakashi aparecer, né non? Vai tudo rolar no próximo capítulo, amém <3


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