História Pequeno Anjo - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Câncer, Superação
Exibições 23
Palavras 1.565
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 4 - O Que Acha De Irmos Lá Para Cima?


Rosalie Christine McCartney — Point Of View

 

Confesso que de início fiquei bastante surpresa com a presença do Doutor Nicholas, mas então me lembrei de que ele e Camille são muito amigos. E, afinal, ele é jovem. Ir a festas é algo consideravelmente normal, menos para mim.

Ainda sim o caminho para a festa foi estranho e, ao menos para mim, desconfortável. Pode ser pelo fato de que eu estou acostumada a enxerga-lo como o médico responsável que está cuidando da minha pequena, ajudando a obter a cura para a sua doença. E não como um homem de pouco mais de vinte anos que também merece ter algum tipo de divertimento e sair da exaustiva rotina de acordar cedo, ir para o hospital, salvar a vida de várias pessoas, mas também lidar com a perda de muitas outras.

Para mim, medicina sempre foi um ramo profissional muito nobre, não que esteja menosprezando outras profissões, mas um médico enfrenta novos desafios a cada dia, uma nova vida para salvar. Dar a notícia aos conhecidos, parentes, amigos, de que algo aconteceu com alguém, alguma doença. Ou então até mesmo o falecimento de alguém. Deve ser uma nova conquista a cada dia, uma nova vitória ao curar alguém. Ao mesmo tempo que pode ser bom saber que você salvou uma vida, deve ser extremamente desanimador saber que você fez de tudo, mas não conseguiu manter um coração batendo.

Antes de chegarmos na tal festa que Camille havia dito, eu já escutava o som alto, imaginando que meus ouvidos não iriam aguentar tamanho barulho.

— Camille. — a chamo, ela estava no banco do passageiro, ao lado do doutor, que estava dirigindo. Ao me ouvir chamar ela se vira para trás. — Eu vou ficar surda. Eu não quero parar de escutar, eu gosto de ouvir. É legal.

— Rose, pare de ser exagerada. — ela diz rindo, assim como o doutor.

— Doutor Nicholas. — direciono minha atenção a ele, que mantém seu olhar nas ruas. Antes que eu possa dizer algo mais, ele se pronuncia.

— Por favor, só Nicholas, ou Nick. Como preferir, Rosalie. Eu me sinto velho demais quando me chamam de doutor fora do hospital. — ele pede, soltando uma fraca risada, eu e Camille o acompanhamos.

— Ok, Nicholas. — digo, percebendo o quanto seu nome, sem nenhum acompanhamento, soa estranho ao que eu pronuncio, já que estou tão acostumada a chamá-lo de doutor. — Poderia, por favor, parar o carro? Eu desisto de ir a essa festa.

— Poderia, por favor, ficar quieta, Rose? Você vai a essa festa. — Camille diz, antes que o doutor Nicholas, quer dizer, o Nicholas, possa me responder.

Eu apenas bufo em irritação em quanto os dois riem de mim. Então me lembro de Angel, e decido ligar para a minha mãe para saber como ela está.

— Mille, poderia me dar meu celular? — peço, já que o meu aparelho estava em sua bolsa.

— Pra quê? — ela pergunta, visivelmente confusa com o meu pedido.

— Vou ligar para a minha mãe.

— Para saber como Angel está? — ela pergunta.

Balanço a cabeça afirmativamente, fazendo ela bufar.

— Nem pensar. Seus pais estão cuidando dela, ela está bem! — olha para mim com uma expressão repreensiva. — Você precisa parar de se preocupar tanto com Angel, Rose.

— Ela é minha filha, Camille. Não vou larga-la, tenho que cuidar dela.

— Eu não estou falando para você deixar de cuidar dela. Olha Rose, eu acho muito bonito a sua preocupação com Angel. Você é uma mãe dedicada, isso é lindo. Mas o seu excesso de proteção pode acabar fazendo mal a ela, mesmo não sendo essa a sua intenção. — ela aconselha.

— Eu não quero soar inconveniente. — Nicholas se pronuncia, já que até então somente escutava nossa conversa. — Mas Camille tem razão. Precisa deixar Angel respirar, ela é só uma criança, não precisa de tanta pressão.

— Ela é só uma criança, não precisa ter Leucemia, mas olha só, como o mundo é irônico. É exatamente isso que ela tem. Eu sei como cuidar da minha filha, não preciso que ninguém me diga o que fazer. — digo sem parar para pensar nas consequências.

O clima fica tenso no carro e ninguém fala mais nada durante o resto do percurso. o silêncio me faz pensar na grande burrada que eu cometi, eles somente queriam me ajudar.

Camille já está acostumada com o meu jeito rude quando falam sobre o que eu devo fazer em relação a Angel, mas Nicholas não. E, além do mais, ele está ajudando mais do que ninguém nas questões da doença da minha pequena. Tudo bem que esse é o seu trabalho, mas eu não pedi para ele cuidar dela, ele fez por que quis, e o mínimo que eu posso fazer é agradecer. E a única coisa que eu fiz foi ser estúpida.

Algum tempo depois Nicholas estaciona o carro em frente a uma mansão branca. Luzes saiam de dentro dela, música alta tocava, haviam pessoas no jardim, e seguranças na entrada.

Uma festa privada. Eu me perguntava como Camille havia conseguido ser convidada para está festa.

Nicholas. Que outra explicação teríamos?

Saímos do carro ainda em um angustiante silêncio. Deixo Camille caminhar em nossa frente e então seguro o braço de Nicholas, fazendo com que ele se vire para mim.

— Me desculpe, tudo bem? É que eu não gosto muito de falar sobre como eu trato Angel, eu sei que sou extremamente protetora com ela, é só que ela é a minha pequena, e eu só quero que ela fique bem. Desculpe mais uma vez, eu não deveria ter te tratado daquela forma, você é um dos que estão mais nos ajudando nesses dois anos. Eu espero que me perdoe. — digo sem jeito, tentando me redimir nem que seja o mínimo possível.

Nicholas dá um sorriso de canto.

— Você não tem que se desculpar. Imagino que deve ser difícil lidar com tudo isso.

Antes que eu possa lhe responder Camille nos chama.

— Vocês vão ficar aí parados ou vão entrar?

— Eu posso ficar aqui parada? — brinco, olhando para ela como se pedisse desculpas, ela assente e eu entendo que ela não está chateada.

Eu e Camille nos conhecemos a apenas dois anos, mas é como se tivéssemos vivido uma vida inteira juntas. Nos comunicamos apenas com olhares e gestos, não há necessidade de palavras.

Entramos na festa e eu confirmo a minha teoria. Vou ficar realmente surda.

O ambiente não era nenhum pouco confortável para mim. Além da música alta o ambiente cheirava a álcool e mais um cheiro não reconhecido por mim, provavelmente de drogas. Pessoas bêbadas dançavam na pista improvisada no meio da enorme sala. Vários casais de todos os tipos, homens e mulheres, homens e homens, mulheres e mulheres, estavam quase fazendo sexo no meio de todos, só faltava tirarem as roupas. Isso por que ainda não era nem meia-noite.

Estava duvidando de que eu sobreviveria até o fim da festa.

 

[...]

 

Eu já estava no meu terceiro copo de tequila e as coisas já não estavam muito normais. Havia perdido Nicholas e Camille de vista fazia um bom tempo e agora dançava na pista, as vezes alguns caras chegavam para dançar comigo, mas era apenas isso.

Fui até o mini bar improvisado sentindo olhares sobre mim, além de mãos bobas passarem pelo meu corpo, mas eu não estava na minha melhor situação, então apenas deixava passar.

— Mais uma dose de tequila! — pedi ao barman, batendo o pequeno copo no balcão.

— Mais uma? — ele pergunta. — Acho que esse será seu quinto copo.

— Quarto. E quem cuida da minha vida sou eu. Mais uma dose de tequila. Limão e sal também.

— É pra já. — ele diz rindo, saindo de perto e logo em seguida voltando, com outra dose de tequila, juntamente ao limão e ao sal. — Vamos ver do que você é capaz. — ele me lança um sorriso malicioso, o qual é retribuído.

— De muito mais do que você imagina, meu bem.

Eu não estava em minha sanidade mental! Jamais diria aquilo tendo consciência dos meus atos.

Coloquei um pouco de sal na ponta da minha língua, chupei o limão e virei a tequila de uma vez só. Dessa vez ela não desceu queimando igualmente as outras doses.

— Realmente muito boa. — ele comenta analisando o meu corpo. Então alguém o chama e ele sai de perto de mim, indo atender outra pessoa.

Eu volto para a pista, começando a dançar conforme a música. Havia acabado de começar a tocar a música Wiggle - Jason Derulo feat. Snopp Dogg.

Eu mexia meus quadris conforme o ritmo da música, balançando-os sensualmente. Vez ou outra passando a mão pelo meu corpo, e depois as levantando acima da cabeça, começando a movimenta-las. Sentia olhares de desejo sobre mim, mas estava pouco me importando.

Eu realmente não estava em minhas melhores condições, jamais faria isso conscientemente.

Sinto braços musculosos agarrarem minha cintura, juntando o meu corpo ao dele, o homem começa a movimentar-se no mesmo ritmo que eu. Logo minhas mãos vão de encontro a sua nuca, puxando os poucos e macios fios de cabelo existentes ali.

Começo a rebolar, com meu corpo ainda colado ao dele, provocando suspiros de sua parte. Sinto seu membro enrijecer e eu aumentou a intensidade com que meu corpo se choca ao dele. O homem arfa em meu ouvido, fazendo com que meus pelos se arrepiem e logo depois sussurra com uma voz rouca e excitante:

O que acha de irmos lá para cima?



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