História My Little Big Angel - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Indiana Evans, One Direction
Personagens Harry Styles, Indiana Evans, Liam Payne, Louis Tomlinson, Niall Horan, Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Harry Styles, Indiana Evans, Liam Payne, Louis Tomlinson, My Little Big Angel, Niall Horan, One Direction, Zayn Malik
Exibições 124
Palavras 3.577
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Esporte, Famí­lia, Festa, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Último! Boa leitora, to nervosa! Tava enrolando para postar, não queria que acabasse, mas ai está.

Fiquem á vontade para ouvir alguma música da playlist da fanfic ou alguma de sua preferência enquanto lêem o capítulo.
SIMMM! A foto do Harry e da Indiana é real!!😍

Capítulo 21 - Capítulo XX


Fanfic / Fanfiction My Little Big Angel - Capítulo 21 - Capítulo XX

(Pov Hailey)

Sentia minha cabeça rodar pelo o que parecia longas horas, mas foi apenas o suficiente para que eu recobrasse a consciência. Tossi algumas vezes sentindo a minha garganta doer e meu peito arder. Não consegui puxar uma respiração muito funda sem antes sentir a minha cabeça latejar. Engoli o seco e umedeci meus lábios sentindo uma maciez contra a minha mão direita.

– Como se sente? – a voz de Harry preencheu minha audição e eu pude então contemplar o seu rosto.

Os seus olhos estavam cintilantes como sempre, mas tão fundos que eu sentia-os como precipícios, marcas profundas eram visíveis ao redor deles. Mas sua mão continuava tão macia, e seus cabelos completamente sedosos, eu podia saber apenas de olha-los. Eles estavam compridos e eu gostava daquele jeito. Quis toca-los, mas meus braços nem ao menos se mexeram e eu senti como se tivesse feito um tremendo esforço. Tentei não demonstrar minha frustração quando seus olhos ainda me analisavam.

– Estou bem – forcei as palavras saírem já que era até difícil pronuncia-las.

– Não minta para mim.

 

Andando por aí de cabeça baixa

Mas não consigo esconder com este salto alto

No centro da cidade, cheio de gente

Mas é em você que estou pensando

Arrumada, meu coração bagunçado

Você tem o seu, eu tenho o meu

 

Harry franziu o lábio e se retirou voltando pouco tempo depois com Derek. Uma pessoa que eu nunca esqueceria. Derek havia me ajudado tanto a tentar ter uma vida, pelo menos, na medida do normal e eu seria eternamente grata. Eternamente.

– Você está estável, Hailey – Derek comentou mexendo na velocidade do soro que escorria para as minhas veias – Mas você sabe que eu nunca menti para você.

Senti minha garganta flamejar e assenti sorrindo levemente. É possível acreditar 100% em um médico? Eu acreditava em Derek.

– Faça o melhor para se despedir de todos que acha que deve.

Com aquilo dito Derek me deixou um sorriso caridoso e se retirou deixando Harry com uma carranca enorme.

– Ele não devia dizer isso – o rapaz se aproximou outra vez do meu corpo deitado na cama.

– Ele nunca mente para mim, Harry. Eu prefiro assim.

Depois de minha fala o silêncio se apossou naquele quarto que eu já havia me acostumado a habituar. Suspirei algumas vezes antes de sentir meu coração acelerar com sua presença.

– Harry..

– Agora não, Hailey – levantou a mão em forma de basta e balançou a cabeça – Por favor, só hoje não.

Suspirei e assenti vendo-o apoiar-se na janela do quarto. Não pude ver sua expressão, apenas suas costas que demonstravam sua respiração controlada.

 

Pensando que poderia ser diferente

Talvez perdemos a chance

Pensando que poderia ser diferente

Poderia, poderia

 

 

***

 

– Pensei que não vinham mais! – sorri ao ver Sam e Evelyn entrarem pela porta do quarto de hospital com várias sacolas. Eu acreditava por suas expressões que elas já tinham sido informadas do meu quadro.

– Que imaginação, hein Hay.

Evelyn sorriu deixando algumas revistas atuais sobre a poltrona ao lado da cama onde eu estava e veio até mim. Samantha sempre se preocupou mais em ver cada detalhe. Olhava o soro, a agulha e até os meus batimentos. Chegava a ser adorável.

– Como você está?

– Do mesmo jeito – respondi a garota de cabelos flamejantes.

A partir dali elas começaram a me mostrar revistas e novidades no mundo a fora daquele hospital, parecia que nenhuma notícia chegava até ali. Eu gostava de conversar com elas, como mulheres, como amigas. Elas eram a peça que faltava no meu quebra cabeça, parecia que estava tudo completo.

– Sabe, acho que se vocês não tivessem aparecido ia ser só eu e aqueles meninos – ri de minhas palavras juntamente a elas – Mas, de verdade, eu não vou esquecer vocês. São muitas memórias e eu vou mantê-las comigo o quanto eu puder.

 

Sinto como se estivesse respirando meu último suspiro

Sinto como se estivesse andando meus últimos passos

Olhe para todas essas lágrimas que eu chorei

Olhe para todas as promessas que eu tenho mantido

 

Senti os meus olhos arderem, mas não deixei as lágrimas saírem, ao contrário das garotas a minha frente. Samantha parecia querer cair no choro, o que não durou muito pois ela se levantou rapidamente.

– Eu vou pedir pra enfermeira trocar isso – ela sorriu e limpou as bochechas coradas saindo do quarto em seguida.

– Ela é durona, você sabe.

Soltei uma gargalhada e assenti observando Evelyn. Ela parecia querer dizer algo, mas não tinha certeza. Acho que ela deixou aquilo de lado quanto soltou.

– Eu deveria ter dito algo, eu sei – sussurrou e eu pude ver uma lágrima descer pelo o seu rosto – Não deveria ter escondido como você pediu.

– Ei, ei. Claro que não – toquei o seu rosto limpando as lágrimas que corriam – Não teria mudado nada, eu já estava com o diagnóstico completo.

Senti o meu coração apertar com sua imagem naquele momento, eu nunca havia pensado que era tão importante assim para aquelas pessoas.

Sussurrei algumas coisas para a garota e ela pareceu se acalmar. Eu estava certa, não tinha nada a se fazer. Estava tudo encaminhado, o favor que Evelyn fez em não contar nada a ninguém foi apenas um desejo meu que ela atendeu. Foi o certo para mim, eu nunca esqueceria aquele ato.

 Sim, Evelyn, você deveria ter contado.

Tomei um susto ao ouvir a voz de Harry que vinha da porta. Olhei para o mesmo, mesmo que por pouco tempo pois logo ele já não estava mais ali, nos deixando sozinhas outra vez. Evelyn me lançou um olhar culpado e assustado se sentando ereta.

– Ele não está lidando muito bem com isso – comentei com tristeza, eu com certeza entendia o seu sofrimento, mas ele parecia não entender o meu – Obrigada pelo o que fez, Evelyn. O que importa é que você, só você, sabe disso. Um dia espero que ele entenda.

 

 

Havia completado vinte e quatro horas desde a minha reanimação e eu realmente não sabia como me sentir. Eu deveria ter ido, mas estava ali, era no mínimo surreal. Eu havia sido trazida de volta da morte. E eu sentia como se tivesse tido a chance de finalizar tudo que deveria. Eu queria fazer aquilo. Apenas o que rondava a minha cabeça por cada segundo que eu ainda tinha eram as palavras de Harry. O que eu poderia lhe dizer? Eu já havia dito tudo. Tudo foi destruído antes de começar, mas eu ainda esperava pelas suas palavras. Será que ele não percebia que aquilo só me machucava? Eu não fui a responsável por não ter dado certo. E nem conseguia me culpar. É que para mim nunca mais iria existir aquele sentimento. O que eu podia fazer? Tudo o que eu queria era ficar. Nem sempre temos o que queremos, eu sabia, mas ele era aquele prêmio inalcançável.

 

Queria lutar nessa guerra sem armas

E eu queria isso, eu queria muito isso

Mas haviam tantas bandeiras vermelhas

Agora outro vai por água abaixo

Mas você não vai me ver desmoronar

 

Eu ainda esperava algum sinal de Harry, mas desde que havia ido me ver na madrugada, havia sumido. E eu acreditava que a notícia da minha parada cardíaca tinha sido espalhada rapidamente pois naquela mesma tarde os meus meninos apareceram.

– Cara, você não pode nos dar um susto desses – Niall entrou no quarto com uma carranca triste.

– Me desculpe.

Sorri amarelo para o rapaz que se sentou ao meu lado na cama. Louis foi o último a passar pela porta, ele carregava uma espécie de caixa na mão direita. O rapaz veio até a beirada de minha cama e me entregou a caixinha que percebi ser bem delicada. Toquei o veludo sentindo-o pinicar a minha pele e sorri para todos.

– O que é? – perguntei com uma felicidade estranha no peito.

– Abra.

Segui a ordem de Liam e puxei a tampa azulada para cima revelando uma corrente dourada. Senti uma pontada no coração e umidade em meus olhos. Funguei baixinho e toquei no pingente sentindo o material gelado contra meus dedos. O contato com o ferro fez um leve calafrio correr por meu corpo. Engoli as lágrimas mordendo o interior da minha bochecha com força.

– Não fala pro Harry. Nós sabemos que só ele te chama assim, mas ele lembrou você – Louis comentou enquanto tirava a gargantilha do pequeno estofado.

Deixei com que Louis posicionasse o objeto delicado em meu pescoço e prendesse o fecho. Toquei o pingente de anjo que pendia da corrente e sorri.

– Obrigada – puxei o ar para dentro de meus pulmões – De verdade.

 

Pensando que minha jornada está chegando ao fim

Envio uma despedida para os meus amigos, para a paz interior

Peço que me perdoe pelos meus pecados

Oh, você perdoaria, por favor?

Eu sou mais do que grato pelo tempo que passamos

Meu espírito de à vontade

 

Zayn estava encostado no canto do quarto observando tudo e parecia viajar em seus pensamentos. Queria poder saber o que se passava em sua cabeça, queria que ele me contasse. Suspirei sentindo o cheiro amadeirado de Niall enquanto ele se aproximava para me dar um abraço leve pelas agulhas e aparelhos que ficavam presos em mim. O horário de visitas ia acabar, eles precisavam sair.

– Eu não vou esquecer vocês – senti a respiração difícil enquanto acompanhava seus movimentos até a saída.

– É claro que não. Voltamos amanhã – Niall sorri de forma doce, como se nem imaginasse o que estava por vir. Senti vontade de desabar.

Assenti e senti um beijo de cada lado do meu rosto. Um de Louis e outro de Liam, um pouco mais perto de minha testa, me passando proteção. Eles saíram do quarto, mas o rapaz no canto do quarto não se mexeu. Depois do que pareceu longos minutos ele soltou um suspiro pesado e olhou em meus olhos. Segui seus movimentos até mim e não desgrudei um segundo sequer meus olhos de suas imensidões castanhas.

Você foi o meu primeiro amor – falou tocando minha mão com todo o cuidado que pareceu conseguir – Mesmo que eu queira, eu nunca vou deixar de te amar.

Senti meu coração acelerar e a máquina ao meu lado não deixou passar em branco, revelando meus batimentos. Zayn pareceu não perceber.

– É horrível te ver assim, te deixar ir – a sua mão apertou mais a minha e ele fechou os olhos com raiva.

– Você não precisa. Não desista – apertei a sua mão trazendo seus olhos aos meus outra vez – Eu não vou desistir.

Aquilo foi o suficiente para lágrimas escorrerem por seu rosto. Algumas se perderam em sua barba rala, outra desceram até seu queixo e se perderam. Eu me sentia como aquelas lágrimas, estava prestes a sumir.

Seu corpo caiu de joelhos em minha frente e ele enterrou a cabeça em meu colo. Um desespero se apossou de mim e eu chorei tudo o que tinha segurado, com ele, ali comigo.

 

Preciso de uma voz para ecoar

Preciso de uma luz para me levar para casa

Eu meio que preciso de um herói

É você?

 

***

 

– Você não devia ir, Dona Chloe? – perguntei com a total noção de que ela já estava ali a horas. Era começo de noite e ela estava me fazendo companhia até Harry chegar.

– Ela tem razão.

A voz de Harry surgiu no local e eu senti o meu estômago embrulhar como sempre acontecia quando ele estava por perto. Fogos de artifício brincando dentro de mim.

Henri entrou logo atrás de Harry. Ele parecia mais casual com uma camisa de malha e um jeans qualquer. Um casaco grosso cobria seus ombros e ele tinha um sorriso forçado no rosto.

– Eu lhe vejo amanhã – Dona Chloe sorriu e eu segurei a sua mão antes que fosse.

– Eu te amo – falei de forma casual e deixei um beijo em sua mão.

– Oh menina, você nunca disse isso – ela tinha lágrimas escondidas em seus olhos cintilantes – Eu amo você.

 

Não sei o que eu faria sem você

Suas palavras são como um sussurro, atravessando

Enquanto você está aqui comigo hoje à noite

Estou bem

 

Soltei uma risada fraca e ela me soltou se conduzindo até a porta do quarto passando a mão pelos olhos e enquanto eu fungava rindo ela tentava não demonstrar sua emoção. Enquanto Harry conduzia a avó até a saída me lançou um olhar. Suspirei quando a porta se fechou. Henri se aconchegou perto de mim na cama e seus olhos rapidamente correram para o pingente em meu pescoço.

– É lindo – apontou ajeitando os cabelos compridos – Eu não trouxe nada.

– Tudo o que eu preciso está aqui – apontei para a minha cabeça percebendo seu olhar triste.

Enlacei nossos dedos e os puxei para perto de mim beijando os nós.

– Você sabe que eu sempre vou ser grata a tudo, né? – seus olhos rodaram pelo quarto do hospital até chegarem a mim outra vez – Pelo menos agora você vai poder seguir sua vida sem se preocupar comigo.

Sorri, mas inevitavelmente lágrimas jorraram de meus olhos. Eu não conseguia com ele. Ele representava toda a minha vida, toda a minha história, era como uma prova viva. Henri desceu seus dedos pelo o meu antebraço e sorriu.

– Você sabe que eu nunca vou deixar de me preocupar com você – percebi que ele engoliu levemente em seco – Aonde quer que esteja.

Seus dedos apertaram os meus e eu assenti. Eu não sabia o que dizer para ele, estava totalmente desarmada. Eu só queria que ele entendesse tudo o que eu queria dizer sem precisar o fazer, Henri sempre foi bom naquilo.

– Eu sei, pequena. Tudo bem – sussurrou quando comecei a gaguejar algumas palavras.

 

Não consigo dormir esta noite

Acordada e tão confusa

Tudo está em ordem

Mas estou ferida

 

Henri acariciou meus cabelos e eu senti cócegas quando os seus balançaram sobre o meu rosto assim que ele se abaixou para me abraçar. Sentia seus dedos fazendo carinho em minha mão e o seu cheiro me embriagava. Eu nunca me esqueceria dele, como poderia? Eu não queria sentir. Qualquer sentimento. Alguma sensação. Nada era bem-vindo. Já havia sido muito quebrada por todos aqueles sentimentos, e mais uma vez eles me destruíam.

 

 

Henri havia saído meio inebriado do quarto, não deixou de lançar-me um último olhar, era oficialmente uma despedida, ele sabia e fora o único que percebera minhas intenções. Ele sempre fora mais forte que eu. Harry entrou no quarto cabisbaixo e ficou a maior parte do tempo calado observando as gotas do soro pingarem e se encaminharem para minhas veias já fracas. A menção de um simples movimento já me cansava e apenas o fato de falar me fazia sentir falta da minha saúde.

Deixei com que ele aproveitasse aquele momento, eu sabia que ele guardaria tudo em sua memória. Quando percebi as altas horas suspirei para que ele ouvisse.

– Vem aqui.

Seus olhos cintilantes e verdes me encararam, mas ele se levantou e chegou perto de meu corpo. Fiz um pequeno esforço de segurar seus dedos puxando-o para onde eu queria que estivesse.

 

Alguém fale comigo

Porque estou me sentindo péssima

Preciso de você para me responder

Estou sobrecarregada

Preciso de uma voz para ecoar

De uma luz para me levar para casa

Preciso de uma estrela para seguir

Eu não sei

 

– Eu queria poder ter certeza que você ficaria bem – brinquei com nossos dedos observando as suas ondulações, como podiam ser tão diferentes, mas se encaixar perfeitamente? – Queria poder saber que você não ia parar tudo por mim.

– Eu não vou – soprou.

– Você mente muito mal.

– Já você é ótima.

Um clima desagradável se instalou no local e eu suspirei prendendo a respiração em seguida.

– Desculpa.

Suas sobrancelhas penderam e ele se sentou na beirada da cama parecendo desolado e simplesmente maltratado pelos meses.

– Você fez tanto por mim.

– Queria ter feito mais – apertou minha mão.

– Foi suficiente.

 – Por que você tem que ir? – neguei com cabeça com seu questionamento.

Nunca vi o bosque ao invés do mato

Eu poderia realmente usar sua melodia

Baby, sou um pouco cega

Acho que é hora de você me encontrar

Você pode ser meu rouxinol?

Cante pra mim, eu sei que você está aí

Você poderia ser minha sanidade

Me traga paz

Cante para eu dormir

Diga que você vai ser o meu rouxinol

 

Ele parecia não saber o que dizer ou simplesmente tentava adiar aquele momento o máximo que podia, mas eu precisava daquilo. Ele sempre seria meu sol, meu mar e o vento que trazia o ar que eu respirei. Ele havia levado para a minha vida algo tão bom em um momento tão inesperado. Eu renasci ao seu lado. Eu queria que ele encontrasse alguém que pudesse lhe mostrar que a vida não é o que já foi, mas o que está por vim. Alguém que lhe levasse de volta todos os momentos que ele merecia, todas as sensações, que ele fizesse ver que podia sentir aquilo de novo, que eu havia sido apenas um capítulo de sua vida, ele ainda teria muito mais, tão mais. Olha-lo era tudo o que eu precisava, só. A lembrança sempre me manteria de pé.

Eu tentei ser forte, de verdade. Tentei não lhe fazer sofrer mais, mas tudo desabou junto com minhas lágrimas quando sem nenhuma palavra desceram pelo o meu rosto. A segunda vez que eu vira Harry chorar como chorou havia sido naquele dia.

 

E eu vou ficar acordado à noite

Vamos ser claros, não vou fechar os meus olhos

E eu sei que posso sobreviver

Andaria no fogo para salvar a minha vida

E eu quero, quero tanto a minha vida

Estou fazendo tudo o que eu posso

Então outro vai por água abaixo

 

– Você vai chorar. Vai sofrer tudo que tiver dentro daí – toquei em seu peito com minha mão gelada e pálida – E depois você vai seguir em frente, vai ter uma nova vida e novas histórias. Descubra novas emoções e viva novas memórias. Por mim.

– Eu não posso esquecer você – ele parecia indignado com tal coisa, mas ele não entendia.

– Superar não é esquecer, meu amor. É apenas seguir em frente.

 

Eu coloquei meu coração em suas mãos

Aqui está a minha alma para manter

Aprendo as lições que você ensina

Não importa quando, onde quer que eu esteja

Eu deixo você com tudo que eu posso

Você não é difícil de alcançar

E você me abençoa com o melhor presente

Que eu já conheci

Você me dá propósito

Sim, você me deu propósito

 

Seu rosto pareceu desabar e eu funguei esfregando levemente o nariz. Eu queria a minha vida, eu queria tudo que eu tinha e que ainda poderia ter, aquela nova vida que me foi oferecida. Queria lutar por ela, queria tentar. Mas eu sabia. Algo me dizia, aquela era a hora, que eu não podia mais adiar. Eu me sentia tão mal, tão pesada, havia insistido por tanto tempo e estava cada dia mais difícil. O sentimento que me apossava sempre que eu via aqueles que amava me visitando naquele lugar, as pessoas me olhando com pena e nada conseguia me fazer distrair da dor física e da fadiga. Cada vez pior e mais constante.

 Você é o amor da minha vida.

 

Deveria ter sido nós, deveria ter sido uma brasa

Deveria ter sido a tempestade perfeita

Deveria ter sido nós

Poderia ter sido algo real

Agora, nunca saberemos

Nós éramos loucos, mas incríveis

Querido, nós dois sabemos

Deveria ter sido nós

Isto, isto, deveria ter sido nós

 

Senti o meu coração fraco bombear com mais força, sendo as últimas que lhe restavam e sorri em meio as lágrimas e o sentimento sufocante que me dominava.

– Eu sempre vou te amar. Não importa se você não vai mais me ver.

– Eu não vou me esquecer disso – Harry agarrou minha mão e olhou em meus olhos, eu apenas os via embaçados – Eu te amo.

Estávamos uma confusão de emoções, mas tinha um sentimento bem claro; o amor. Todas as sensações boas que ele havia me feito sentir. Todos os sorrisos arrancados e os beijos roubados, cada toque e vibração de seu corpo. O suspiro despercebido e o nervosismo com sua presença. Todas as vezes que me peguei imaginando-o ao meu lado, eu sendo o motivo de seu sorriso e a razão de sua felicidade. O porquê de suas escapadas e seu bom humor. Aquela a quem ele dedicava tempo e dava carinho, aquela que ele sentia algo. Por quem valia a pena tentar. Estava tudo ali. Eu não precisava de mais nada. Toquei a sua mão com suavidade e a levei até meus lábios depositando um beijo.

– Você me deu tudo que eu precisava. Eu estou feliz – sorri quando uma lágrima moldou meu rosto até a ponta de meu queixo – Obrigada.

E de repente eu não estava mais ali.

 

Você não pode ser duro consigo mesmo

Estas foram as cartas que lhe foram dadas

Então, você tem que entender que isso

Isso não é quem você é

Você sabe que você está tentando ser o melhor que você pode ser

Mas isso é tudo que você pode fazer

Se você não der tudo que você tem, você está apenas enganando a si mesmo

Dê-lhe tudo que você tem, mas se isso acaba acontecendo

Ele simplesmente acaba acontecendo

Isso é o que é

Isso é o que está acontecendo comigo

É como se 'Deus eu estou dando-lhe tudo o que tenho'

Às vezes eu sou fraco e eu vou errar

E é como se eu estivesse me abençoando

Eu estou apenas entendendo, é como é.

 


Notas Finais


Estava pensando seriamente em um epílogo, devo?

Músicas no capítulo: Nightingale - Demi Lovato
Purpose - Justin Bieber
Elastic Heart - Sia
Should've Been Us - Tori Kelly


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