História My little dark girl - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Drama, Romance, Suícidio, Superar Problemas, Tragedia
Visualizações 8
Palavras 1.293
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - CAP 4


Katherine estava encalhada no balcão há uns 15 minutos, quando finalmente decidiu que estava na hora de voltar a se decepcionar na tentativa falha de começar uma amizade e voltou para nossa mesa.

Como eu sabia que era falha?

Porque era comigo que ela estava tentando.

E não. Pela minha auto-avaliação, meu caso não tinha mais volta. Eu estava presa em um mar-sem-fim, me afogando cada vez mais.

Cada. Vez. Mais.

Ela puxou a cadeira a minha frente e se sentou, ainda sorridente, com o copo na mão.

Deus! Como essa garota podia sorrir tanto? Ela tem uma paralisia facial, síndrome do riso ou o que? Juro que, se eu fosse ela, estaria com cãibra nas bochechas. Credo!

- E aí? O que achou da universidade? – Deu um gole.

- Não parece uma. – Falei qualquer coisa que me veio em mente, já que eu não tinha prestado atenção em nada do que ela havia dito em relação a escola.

- Eu também pensei isso no meu primeiro ano. – Riu. – Bons tempos...

- Você... – Tentei pensar em algo pra puxar assunto. – Ficava sozinha no apartamento?

- Ah! Não, não. Uma amiga morava comigo, mas ela se mudou para a Europa ano passado.

- Ah, sim.

- Ela era legal, o nome dela era Carol... – Ela começou tagarelar sobre a garota, e eu fitei uma mesa qualquer, ignorando suas palavras. De repente, ela interrompeu o falatório e riu. – Matthew Lewis está te encarando. – Foi a única coisa que eu ouvi.

- O que?! – Olhei pra ela, assustada com aquele nome. Matthew não era o cara com quem eu tinha esbarrado há algum tempo?!

Ela riu de novo, provavelmente da minha reação.

- Ali atrás. – Lançou um olhar para uma mesa as minhas costas.

Por reflexo, olhei para a mesma, e congelei quando meu olhar cruzou com aquele par de olhos castanhos que estavam a me fitar. Ele estava sentado com as mãos nos bolsos da calça, e havia um copo a sua frente. Além do mais importante: Estava Sozinho.

Sorri torto em pedido de desculpas ao lembrar do acidente que houvera essa manhã por minha causa. Ele nem sequer Sorriu em resposta. Apenas assumiu uma expressão séria e desviou o olhar.

Aquilo me irritou um pouco. Esse era o meu primeiro sorriso de verdade hoje, e ele nem sequer retribuiu? Se bem que ele tinha seus motivos para isso... Mas, fala sério! Foi só um café!

Voltei a olhar para Katherine, que estava bebendo seu expresso.

- Kat? – Chamei. Ela olhou pra mim.

- Sim?

- Esse tal de “Matt” é uma pessoa muito irritada? – Tentei ocultar meu interesse estranho com essa pergunta, embora soubesse que havia falhado.

Ela franziu o cenho e olhou pra algo atrás de mim, provavelmente pra ele.

- Sim e não. – Voltou a olhar pra mim. – Por quê? – Ela sorriu sugestivamente e arqueou uma sobrancelha.

- Eu só... – Inventei uma desculpa rápida. – Eu derrubei café nele hoje de manhã e estava me perguntando se ele guardaria rancor ou algo do tipo. – Sacudi a cabeça. – Nada importante.

- Ah, então era ele... – Ela bebeu mais um gole. – Bom, eu nunca falei com ele nem nada assim, mas ele sempre chamou muita atenção. E isso só piorou quando ele sofreu uma grande mudança...

- O que? – Eu não estava entendendo nada.

Ela começou a encarar a mesa desenhar círculos imaginários com o indicador na mesma.

- Ele é a lenda do campus. Nunca teve muitos amigos, colegas e blá, blá, blá. Ninguém sabe nada da vida dele, nem as trilhões de peguetes que ele já teve. – Voltou a olhar pra mim, que continuava sem entender nada. – Olha, é o seguinte: Ele é um dos universitários de engenharia mais velhos que existem nessa faculdade, já que está aqui há quatro anos. Porém, não são quatro anos seguidos. – Isso só estava me confundindo cada vez mais, e ela percebeu isso. – Essa parte eu explico depois. – Assenti. – Voltando: Quando ele entrou, era um garoto bonito e descolado no qual todas as garotas queriam pegar. Mas além de “bonito e descolado” também era galinha. Ele só queria cutucar o útero delas com a varinha mágica, Se é que me entende. Por isso eu usei o termo “peguete” ao invés de “namorada”. Cada semana era uma nova. Ele também tinha alguns amigos nesse tempo, mas não eram muitos. Eles eram o grupo do tipo “Gatos descolados” dos filmes que envolvem escolas americanas. Mas mesmo assim, quem ele era ou de onde veio, ninguém sabia. E essa “vida perfeita de universitário”, só durou os dois primeiros anos.

“Ele simplesmente sumiu depois disso. Não veio mais para a faculdade durante um ano letivo INTEIRO. Somente trancou a matricula e não veio mais. Nesse meio tempo, ninguém soube o que ele fez ou por onde esteve. Rolaram boatos de que ele estivesse preso ou que estava envolvido com drogas e bebidas... mas nada confirmado.

“Ano passado ele voltou, mas estava totalmente diferente. Não andava mais com a panelinha dele e também não tinha mais as prostitutas particulares. Também insistiu tanto para o diretor deixá-lo sozinho em um alojamento, que ele cedeu. Mas muita gente ainda acha que foi suborno. Desde então, ele é o que é hoje: Continua sendo bonito, mas é sozinho, vazio, um cara fechado e muito irritável dependendo do caso. – Ela balançou a cabeça, se livrando dos pensamentos e sorriu. – Acho que isso responde a sua pergunta.

Só acenei com a cabeça, chocada e até mesmo assustada – Pela primeira vez em anos – Com tudo aquilo. (...)


Sonho on.

- Por quê não?! – Insisti.

- Já dissemos que não! – Papai falou gritando.

- Da um tempo tá bom?! – Aumentei meu tom de voz também. – Você que disse não! Mamãe ainda não falou nada! – Olhei para a mesma que estava ao lado de meu pai e aparentava nervosismo. – E então? – Arqueei uma sobrancelha.

- Olha filha... – Trocou um olhar rápido com meu pai e suspirou. – Eu sinto muito, mas não.

- QUAL É O PROBLEMA DE VOCÊS??!! – Soltei um grito histérico e bati o pé no chão. – É só uma festa!!! Todos da minha sala vão estar lá! Por que só eu não vou poder ir??!!

- Alice Grace Walter, NÃO É NÃO! PONTO FINAL MOCINHA! – Gritou meu pai novamente.

- Vocês são uns idiotas! – Deixei escapar.

E de repente, Tão rápido que pareceu impossível, a mão de meu pai voou até meu rosto, ao mesmo tempo em que minha mãe abriu a boca. - OLHA COMO FALA COM SEUS PAIS GAROTA!!! – Berrou.

- EU ODEIO VOCÊS DOIS!!! – Coloquei uma mão ao lado do meu rosto que latejava enquanto subi as escadas correndo até meu quarto.

Tranquei a porta do mesmo e me joguei na cama, enfiando a cara entre os travesseiros e desabando no choro.

Mas que MERDA!!! (...)

No dia seguinte meus pais foram viajar a trabalho. Não sai de meu quarto para me despedir deles, já que ainda estava com raiva pela noite passada.

De noite, ouvi a porta da sala se abrir e desci as escadas para ver quem era. Ainda ao pé da mesma, pude ver André, meu irmão, entrar de cabeça baixa e colocar as malas no chão. Ele havia chegado de viagem, mas antes do previsto.

- Dré? – Perguntei surpresa, fazendo com que o mesmo levantasse a cabeça, assustado. Ele estava chorando. E essa era a primeira fez em cinco anos que eu via meu irmão chorar, o que me assustou – Muito.

Ele correu até mim e abraçou. Um abraço apertado e urgente.

- Eles se foram. – Sussurrou entre soluços. – Somos só eu e você agora.

Pude sentir uma lágrima escorrer pelo meu rosto e meu coração bater apertado no peito, enquanto a culpa começava a pesar em minha consciência.

Sonho off.


Notas Finais


Pessoal, eu realmente não sei qual é o problema para vcs não estarem comentando... Vcs não estão gostando? É isso? Não entendo... Caso for, só me avisar que eu excluo as fics...


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