História My Little Hybrid - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Flex, Hybrid, Jikook, Kookmin, Namjin, Taeseok
Visualizações 168
Palavras 2.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais uma fic. Agora fluffy, prometo não estragar tanto ela sahudhsau
Espero que gostem

Capítulo 1 - Primeiro


Fanfic / Fanfiction My Little Hybrid - Capítulo 1 - Primeiro

Setembro de 2040

Anos atrás uma nova raça fora criada. Uma mistura de humanos e animais, pessoas humanas com genes de animais. Estes seres – denominados híbridos – eram usados apenas para experiências, porém, após uns anos, foram libertados. Muitas pessoas, que conseguiam pôr as mãos nestes seres, os vendiam. Muitos tinham como destino pessoas más, que os destratavam, e geralmente eram usados como brinquedos sexuais. Contudo, felizmente, muitos conseguiam ser aceitos em famílias boas, eram bem cuidados, bem educados e viviam maravilhosamente bem. Muitos híbridos que eram comprados para servirem de brinquedo fugiam, outros eram abandonados. Esta foi a história da mãe do pequeno hibrido de coelho Jeon Jungkook.

Vou lhes contar uma história um tanto quanto triste sobre Jeon MinA, uma híbrida de coelho. A mesma fora comprada por um dos maiores executivos da Coreia do Sul. A híbrida tivera muita má sorte quanto ao seu comprador, o homem não se importava com esta, ela era apenas um passatempo para os desejos mais profanos do seu dono, assim como os vários híbridos que ali tinha. Após tanto ser usada, o homem cansou e a abandonou na rua. O que ele não sabia era que a mesma estava grávida.

MinA se perguntava todos os dias. Como viveria carregando uma criança no ventre? Não conseguiria, teria que alimentar-se bem. Entretanto, por sua sorte, encontrou um abrigo, este que a acolheu. MinA se sentia em casa, sentia-se bem ali, finalmente poderia cuidar de seu bebê em paz. Contudo, tudo tinha um “porém”: viveria ali apenas até a criança nascer.  Certo, MinA poderia fazer isto, não é? Poderia cuidar do pequeno após o mesmo nascer. E assim foi. Meses se passaram, e finalmente o pequeno Jungkook nasceu.

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O choro ecoava na sala de parto, fazendo assim o sorriso da mulher crescer ainda mais. A mesma olhava toda aquela movimentação, via aquele ser tão pequenino nas mãos de uma das enfermeiras, as orelhinhas de coelho e o rabinho branco. Via os bracinhos e pernas se movendo, era extremamente fofo. Estava cansada, mas não descansaria até que tivesse seu pequenino em seus braços, o que não demorou muito. Logo o híbrido se encontrava no colo da mãe, com um manto azul envolvendo seu pequenino corpo e aqueles olhinhos negros e curiosos vidrados em si.

- Oi, meu pequeno, Jungkook. Aqui é a mamãe. – a híbrida dizia com a voz falha, levando o dedo até as pequenas mãos do bebê – Você é tão fofinho, meu amorzinho. – e assim o pequeno sorriu, era extremamente fofo aquilo, o bebê mal tinha seus dentinhos formados.

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Assim como combinado, MinA saiu do abrigo após o nascimento do pequeno e viveu nas ruas com o híbrido. Pedindo esmolas e comidas nos restaurantes e para as pessoas. Algumas até davam, contudo, outras ou a ignoravam ou apenas diziam um belo “Não!” em sua cara. Tinha até quem chamasse ela e seu bebê de aberrações. E foi desse modo sofrido que a híbrida conseguira viver com o pequeno até o mesmo completar três anos de idade. Infelizmente, a mais velha não pudera viver com seu filho por muito tempo, nem encontrar um lar para o mesmo, já que morrera antes mesmo deste dia chegar.

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MinA andava de mãos dadas com seu filho pelas ruas. Havia comprado comida para os dois, felizmente conseguira dinheiro, uma  senhora bondosa lhe dera o suficiente para comprar um pouco de comida para os dois. Infelizmente, não chegaram ao lugar que sempre ficavam, já que foram abordados por dois homens. A híbrida colocara o menino para trás num impulso assim que viu os dois o encarando. O pequeno segurava o vestido que a mãe usava, estava com medo.

- Ora, ora, olha o que temos aqui. – um dos homens se pronunciou com um sorriso diabólico nos lábios e os olhos fixos na mãe e no seu filho.

- Dois híbridos, uma podemos aproveitar antes de matá-la, já o outro... Nós ganharemos uma grana com esta belezinha. – o outro olhava intensamente para Jungkook, que se encolhia atrás da mãe.

- Não! Meu filho não... Podem fazer o que quiser comigo, mas com meu filho não. – a híbrida pediu com lágrimas nos olhos, ouvindo um sussurro do pequeno.

Os dois homens nada disseram, apenas riram, se aproximando dos híbridos, que davam passos para trás. As lágrimas começavam a se acumular nos olhos do pequeno, que estava agarrado a perna da mais velha.

- Mamãe... Estou com medo, mamãe – Jungkook dizia baixinho para a mais velha.

- Meu amor... Quando eu dizer “corre”, você corre! – a mais velha ordenou ao seu filho que apenas assentiu em confirmação.

Logo a mulher disse a palavra para que o menino corresse e assim o híbrido fez, pensando que sua mãe estaria consigo. Contudo, estava totalmente enganado. Ao chegar a um lugar longe dos homens, um sorriso pairava em seus lábios pequenos, entretanto, este sumiu no momento em que não encontrou sua amada mãe consigo.

- Mamãe? Mamãe... Onde está você, mamãe? – o pequeno perguntava com a voz trêmula. As lágrimas começavam a descer pelo rostinho alvo do garoto – Mamãe. Mamãe, por favor, apareça – o menor pediu soluçando olhando ao redor do local – Mamãe! Não me deixe sozinho, mamãe.

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Desde então o pequeno híbrido viveu sozinho na rua por sete anos. Virava-se sozinho como podia. Certo dia encontrara um cão abandonado que virara seu melhor amigo. Jungkook o nomeara de Mike, e para todo lugar que ia, o animal o seguia. O cachorro o protegia, assim como Jungkook protegia o mesmo. O pequeno híbrido tinha apenas Mike, ninguém mais. Seu cão era sua única companhia neste momento, era sua única família.

Jungkook vivia de restos de comidas, lixos. Pedia em restaurantes, de pessoas na rua, assim como sua mãe. Entretanto, diferente desta, ele não ganhava nada. Apenas era chamado de aberração. A pouca comida que ganhava, dividia com seu melhor amigo. Sentia medo de viver naquele local, desde o dia que ocorreu aquilo com sua mãe, vivera cheio de medo. O híbrido já quase fora abusado, se não tivesse Mike ao seu lado o protegendo.

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Jungkook tentava dormir em meio às cobertas velhas e sujas, no fim do beco. Seu cão estava ao seu lado, enquanto o pequeno o abraçava, numa tentativa fútil de esquentar-se junto ao animal. O som de passos ecoou pelo beco e, ao levantar o olhar, o híbrido encontrou um homem, muito bem vestido. O mais velho sorria, um sorriso maldoso que assustara o pequeno.

- Olha o que encontrei aqui... – o homem se aproximou lentamente do híbrido. – Tão pequenino... Tão lindinho... Tão inocente. – o mais velho riu esticando sua mão para pegar no queixo do menor, tendo a mesma mordida pelo cão. – Seu cachorro maldito!

O cão se levantou de seu lugar e avançou no homem, mordendo sua perna, rasgando o pedaço da roupa de grife. O choro do animal ecoou, assustando o híbrido, que ao ver o homem prestes a chutar seu amigo, correu e abraçou o animal, o protegendo, levando o chute pelo mesmo em suas costas. O menor grunhiu de dor, porém não desfez o abraço, apertando ainda mais o corpo do cãozinho contra si. Olhou o homem indo embora e pôs-se a chorar, acariciando a pelagem amarelada do animal.

Não deixaria ninguém machucar seu amigo. Assim como seu amigo não deixaria ninguém machucá-lo. Ele sabia disso.

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O pequeno andava novamente pelas ruas, junto ao seu único amigo. Pedia comida em restaurantes e lojas, ou até mesmo dinheiro para as pessoas que passavam a caminho para o trabalho, sendo ignorado diversas vezes. As orelhinhas de coelho abaixadas, sua barriguinha roncava, sua pele estava mais pálida que o normal, magro, suas costelas chegavam a aparecer. Chegou a uma padaria e entrou, recebendo olhares tortos dos clientes. Ao chegar ao balcão, ficou na ponta dos pés para enxergar o homem atrás da bancada.

- S-Senhor... Você poderia dar um p-pão para J-Jungkook? – o pequeno pedia baixinho ao homem, este que olhou com pena para o menor e foi para área de trás. Jungkook pensara que apenas tinha sido ignorado, ao virar para ir embora, fora chamado pelo mesmo rapaz que estava com um pão em sua mão.

- Aqui, pequeno, desculpe a miséria, mas só posso lhe dar isto, ou meu chefe me mata – o rapaz disse brincalhão, mas Jungkook não sabia diferenciar uma brincadeira de realidade, então acabou por se assustar. – Oh, não é isto que está pensando, ele não me matará de verdade. – o mesmo riu – É apenas modo de falar. Pegue, isto é para você.

Jungkook pegou o pão e agradeceu ao rapaz, saindo do local. Arrancou um pedaço do alimento e jogou para o cão ao seu lado, pegando um pedaço e levando até a sua boca também. E assim fez até acabar de comer. Ainda estava com fome, porém estava acostumado.

- Ei, você! Parado ai! – o pequeno híbrido fora abordado por um guarda que ali passava – Você não deveria ficar andando por ai sozinho – Jungkook se assustou com a mão em seu braço e seu cão passou a rosnar – Vamos, levarei você a um orfanato e esse pulguento para um canil.

Jungkook se apavorou. Mordeu o braço do guarda e correu, juntamente ao animal. Não queria ir para um orfanato, não queria se separar de Mike, não deixaria tirarem seu amigo de si. O pequeno esbarrou em alguém, caindo no chão. Olhou para trás e o guarda se aproximava correndo, enquanto gritava “Pegue este garoto! Não o deixe fugir”. Mike voltou ao seu lado e o híbrido o abraçou, numa forma de proteção.

Não havia reparado no rapaz a sua frente que alternava seu olhar entre o híbrido assustado e o guarda. O homem, ao chegar perto, puxou o braço do menor, fazendo-o grunhir de dor.

- Te peguei, seu danadinho – o guarda apertou mais o braço do menor, fazendo com que as lágrimas que estavam acumuladas nos cantos dos olhos do híbrido rolassem pelo seu rosto.

- M-Me Solte... – o pequeno puxava seu braço, fazendo com que o guarda apertasse ainda mais.

- Senhor, solte-o. Está o machucando – o rapaz em que Jungkook esbarrara se pronunciou, soltando o aperto no abraço do menor. – Aish... Está roxo, olhe o que fez.

- Essa aberração me mordeu – o homem tentou se defender.

- Ele é apenas uma criança, deve ter se assustado – o rapaz retrucou irritado – Ei pequeno, quantos anos você tem? - Jungkook não respondeu, apenas se encolheu, pensando que o loiro faria de mau consigo. – Não precisa ter medo, não machucarei você – o mesmo tentou novamente, não sendo respondido – Está bem... Meu nome é Jimin, Park Jimin. E o seu?

Jimin tentava convencer o híbrido a falar algo, não obtendo sucesso. Apenas suspirou e continuou encarando o mais novo, que tinha o olhar vidrado no concreto da calçada, que parecia mais importante. Ouvia o rosnado do cachorro ao seu lado, mas este não olhava para si, e sim para o guarda.

- Senhor, poderia sair? Eu cuido dele, sim? – Jimin se ofereceu e se levantou. – Não precisa se preocupar, se ele causou algum dano em algo, estou disposto a pagar.

- Não, o garoto não causou nenhum problema. Só achei estranho ele está andando sozinho na rua. – o guarda respondeu ríspido, virando-se – O deixarei em suas mãos, não o deixe fazer nenhuma besteira. – e assim o guarda saiu.

Jimin voltou seu olhar ao híbrido, que agora olhava o lugar por onde o guarda havia sumido. Tornou a se abaixar para olhar nos olhos do pequeno e acariciou seus fios negros. Jungkook se assustou e se afastou minimamente.

- Não precisa ter medo, eu não machucarei você, pequeno – o Park sorriu – Eu apenas quero saber seu nome e sua idade, mas se não quiser me falar, não precisa. – Jimin novamente tentou fazer com que o mais novo falasse seu nome, falhando miseravelmente. – Está bem... Venha, eu comprarei algo para você comer e para seu cachorro.

Jungkook nada respondeu, apenas seguiu o Park. Seguir um estranho não era o certo a se fazer, mas Jungkook estava com fome e o Park não parecia uma má pessoa. Havia uma grande possibilidade de o rapaz estar apenas fingindo? Sim, mas Jungkook não ligou no momento. Após andarem um pouco, chegaram a um fast food, onde o Park pediu para que o híbrido esperasse na frente do estabelecimento, enquanto ia comprar algo. E foi o que o mais novo fez, esperou até que o mais velho voltasse com uma sacola nas mãos.

Jimin brincou com o mais novo, alegando que só o daria a comida caso ele falasse seu nome. Coisa que não aconteceu. Mas claro que o rapaz lhe deu a comida que o garoto prontamente repartiu com o cão. Jimin achara linda aquela amizade do menino com o animal. Ao olhar aquele menino, tão magrinho, um sentimento diferente se alastrara pelo seu ser. Como se quisesse proteger aquele pequeno híbrido de todo o mal. Ao ouvir o guarda o chamando de aberração, sentira raiva, porém não demonstrara.

O pequeno olhou novamente para o rapaz, que se encontrava sentado ao seu lado e tombou a cabeça para o lado. Afinal, o que ele ainda fazia ali? Jimin apenas se limitou a sorrir e se levantar, erguendo a mão para o híbrido, que pegou a mesma. Jungkook estava confuso, o rapaz estava o ajudando tanto e se assustara ao ouvir a proposta do mais velho.

- Ei, quer ir para minha casa? – o loiro perguntou sorrindo – Quer dizer, assim, para você se cuidar. Você está muito magro e pálido. Deveria se cuidar mais. – Jimin tentava convencer o menor – Pode levar seu cachorro também, eu adoro animais, também tenho um em minha casa.

Jungkook, mesmo relutante, aceitou. Poderia ter conforto e comida pelo que o loiro o dissera. Seu amigo também poderia ir, e assim cuidaria melhor dele, não correriam risco. Que mal tinha nisto?


Notas Finais


Enton? Comentem :3

Super agradeço a @Lyssu por betar o capítulo <3 Pessoinha maravilhosa <3 Sigam ela, tá quase chegando a 200 seguidores
E super agradeço a @Leemika_ por meio que betar a minha sinopse ahsaus <3 Outra pessoinha maravilhosa que tanto amo ;3 Sigam ela também.

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