História My Little Princess - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Labirinto - A magia do tempo
Personagens Jareth, o Rei dos Duendes, Personagens Originais
Tags Labirinth
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Palavras 6.385
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Lírica, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ah gente me perdoem mas estou sem paciencia para postar mil fics acumuladas vou postar o resto todo de uma vez que aí vocês já não ficam ansiosos se é que isso acontece boa leitura e me aguardem que o hoje eu finalizo também a We Can Be Heroes.
Boa leitura meus terráqueos <3 (desculpem os erros eu nem tive paciencia de corrigir direito)

Capítulo 18 - 18 à 24 - O fim dos problemas


Fanfic / Fanfiction My Little Princess - Capítulo 18 - 18 à 24 - O fim dos problemas

CAPITULO DEZOITO

 

Acordei no nosso quarto com um choro de criança. Me levantei, vestindo minha camisola fina, e fui até a janela. Lá embaixo vi uma cesta.

      Corri para o andar de baixo, sem entender, e me assustei ao ver um bebê dentro da cestinha de pão, daquelas bem velhas. Era uma menininha, enrolada num lençol velho e ainda suja de sangue. Junto, um bilhete em letras de forma:

“Não tenho condições de cuidar dela, por favor, cuide como se fosse sua filha”.

      Peguei a cesta e levei até o quarto, onde encontrei Jareth acordado, sonolento:

 - que barulho infernal é esse? – ele resmungou.

 - Jareth, olha o que deixaram na porta do castelo...

 - uma cesta? E daí?

 - olha o que tem na cesta, amor...

      Ele bateu os olhos na menina e gritou, assustado:

 - de... onde... você tirou isso?!

 - estava na porta do castelo... me ajuda, arruma uma roupinha...

 - m-mas...

      Ele mal terminou de falar e entrei no banheiro com ela, encostando a porta.

 

 

      Jareth bateu à porta. Eu enrolei a bebezinha numa toalha felpuda e peguei as roupinhas que ele trouxe: um macacãozinho branco e sapatinhos também brancos, além de uma toquinha também branca:

 - como ela está?

 - melhor; - eu a vesti, entrando no quarto e me deitando na cama, com ela deitada sobre meu peito. – é tão bonitinha... Jareth, a gente pode ficar com ela?

      Ele embranqueceu:

 - Sarah, ela deve ter mãe...

 - tinha um bilhete dizendo para que quem encontrasse cuidasse como se fosse mãe, porque a verdadeira não tinha condições de cria-la... por favor, Jareth, deixa...

 - é uma criança, não um cachorro... ela dá trabalho demais...

 - eu prometo que cuido, você não precisa se preocupar. – eu implorava, fitando seu olhar de um jeito meigo. – deixa, Jareth, eu cuido dela... eu sei cuidar de bebês, eu cuidei do Toby... por favor...

 - está bem, está bem; - ele suspirou, olhando-me. – mas você vai ter de cuidar dela, de verdade!

 - claro, Jareth...

      Eu beijei a testa dela, com cuidado, e ele se deitou ao meu lado, olhando-a sem muito interesse. Logo, comecei a notar ele se interessando pela pequena, e logo eu sorri, o olhando:

 - é bonitinha, não é?

 - é fofa... você tem certeza que consegue cuidar dela?

 - consigo, claro... – eu sorri, mexendo nos cabelos dela. Tinha muito cabelo para uma recém-nascida. – ela é linda...

 - é, ela é linda igual você; - ele me beijou, sorri. – vai escolher um nome?

 - vou, ãn... Lya.

 - Lya? É lindo... amor, quer que eu busque um bercinho?

 - tem isso no reino?

 - bem, eu tinha de deixar os bebês em algum lugar. Já volto.

      Ele se levantou e saiu do quarto, deixando a porta aberta. Logo Didymius passou, e ao me ver com uma criança nos braços, sorriu:

 - donzela, de quem é o bebê? – ele me olhou, sorrindo.

 - é meu, Didymius. Entre, venha vê-la...

      Ele sorriu mais ainda ao ver Lya.

 - ela é uma princesa, com certeza, mas... é sua?

 - sim... a deixaram na porta do castelo, agora é minha filha.

 - e minha também, oras; - Jareth entrou no quarto carregando um carrinho de vime redondo. – é linda, não é?

 - é sim, majestade. Qual o nome?

 - Lya; - eu respondi, enquanto Jareth colocou o carrinho perto da cama, no chão. – está tudo bem lá, Didymius?

 - oh, sim, apenas a princesa cinderela arrumando briga com o príncipe Charles. Mas já resolvemos tudo.

 - ah, que bom; - Jareth se sentou na beira da cama, eu lhe entreguei Lya. Ele começou a embalá-la nos braços, enquanto cantarolava Magic Dance. – Ownt...

 - é literalmente um papai coruja; - Didymius riu, ouvimos um barulho de cristal quebrando. – com licença, altezas, vou ver o que aconteceu com a madame cinderela, dessa vez.

 - vá... boa noite, Didymius.

 - boa noite, princesa, boa noite, majestade... e boa noite, princesinha!

      Ele saiu e fechou a porta. Cinco da manhã, nem valia à pena dormir:

 - Sarah; - Jareth se sentou ao meu lado. – que tal a gente ir dar uma volta pelo castelo?

 - pode ser... – eu me levantei. – vamos levar a nossa bonequinha junto?

 - claro, querida; - ele materializou um cobertor e a cobriu até o pescoço. – está frio lá fora, vista um casaco.

 

 

      Eu vesti uma calça jeans e um casaco grosso, enquanto Jareth levava o carrinho. Eu o abracei por trás, enquanto andávamos, e ele ria ao ver a pequena no carrinho, rindo de nós dois:

 - ele deve estar rindo da minha cara; - ele riu. – nem passei tanta maquiagem...

 - claro que não, amor; - eu ri e o beijei. – é que ela tem o melhor pai do mundo, é normal.

      O dia já amanhecia e algumas princesas andavam pelos corredores, inclusive uma menina com uns doze anos que corria com uma pressa incrível. A parei, sem entender, e ela perguntou onde era o banheiro. Fiz sinal para Jareth e a acompanhei até o banheiro do nosso quarto, que era o mais próximo.

      Ela vomitou um pouco, e logo me ajoelhei e fiquei da altura dela:

 - tudo bem?

 - ah, sim... é que eu vim de carruagem, balança muito...

 - sei como é. qual é o seu nome?

 - Estela. E você?

 - Sarah. Quem é a sua mãe?

 - rainha Qalei, das criaturas brancas do reino superior. E você, é princesa do que?

 - dos Goblins. Está bem?

 - estou, obrigado. Vou atrás da minha mãe, ela deve estar preocupada.

      Ela saiu correndo pelo castelo. Eu encontrei Jareth na porta, cantando Magic Dance e embalando Lya nos braços:

 - papai coruja; - eu ri. – como ela está?

 - bem... confesso, já estou me vendo pai, Sarah...

 - é o papai mais lindo do mundo; - eu beijei seu pescoço, ele riu. – Jareth, o que a gente vai fazer hoje?

 - hoje? Eita, hoje é o baile... mas é à noite, ela vai estar dormindo...

 - ah, tá; - eu ri e mordi seu pescoço. – e... como é o baile?

 - é lindo, você vai amar. Eu escolhi um vestido... espero que goste.

 - hm, acho que vou gostar; - eu mordi levemente sua orelha. – você tem bom gosto...

 - claro, por isso te amo; - ele riu e entregou Lya para mim. – vou resolver uns últimos problemas, dê uma volta, conheça algumas princesas... só não se meta com a Cinderela, ela é problemática demais.

 - está bem; - ele saiu andando por um lado, fui pelo outro. – ai, ai, e eu achando que a cinderela seria legal...

 

 

      Desci para o jardim, eram seis e meia da manhã e encontrei Firy e Slow.

 - princesa! – elas gritaram juntas, sorrindo. – junte-se à nós, estamos falando sobre o baile!

 - ah, claro; - eu sorri, me aproximando. Lya brincava com minha mão. – e onde pararam?

 - sobre... – Firy sorriu ao ver Lya. – que bebezinho mais lindo é esse, Sarah?

 - essa é Lya, minha filha. Eu a encontrei numa cesta na frente do castelo, hoje à noite, e resolvi que agora é minha filha.

 - resolveu bem; - disse Slow, sorrindo. – ela é um anjinho... por um momento, pensei que Jareth havia tido uma filha e nunca contou! – ela riu. – eu e Firy temos duas filhas...

 - grandes?

 - sete e oito anos. – Firy respondeu. – mas, diga, você e o Jareth não pensam em ter filhos?

 - bem... – eu corei. – a gente nunca tentou...

 - não me diga; - Slow me olhou. – nossa, logo o Jareth... você tem sorte, ele é uma pessoa incrível. Nós já trabalhamos junto em algumas convenções de magos, ele é bem legal.

 - ah, é. mas, me digam, são casadas?

 - eu sou casada com o irmão dela; - Slow quem respondeu. – e ela com o meu.

 - nossa; - eu ri. – e como pensam em ir ao baile?

 - bem, a gente não escolheu nossa roupa, foram nossos maridos. É uma festa à fantasia...

 - eu não sabia disso; - eu ri. – tenho medo das fantasias do Jareth...

 - ah, não se preocupe; - Firy riu. – Jareth não é desses, a gente convivia bastante. O Erik é prova.

      Mal falamos em Erik e Christine apareceu, sorrindo. Sua barriga estava descoberta, e ela já estava um pouco grande:

 - olha, a nossa grávida favorita! – eu ri. – vem cá, Chris, senta aqui com a gente!

      Ela se sentou numa raiz de arvore, bem perto da gente. Continuamos conversando por um tempo, até que chegamos no assunto “cinderela”.

 - sempre achei que ela fosse legal...

 - ah, nem chega perto que aquela lá é invejosa até demais! – Slow disse. – ela já dormiu com quase todos os príncipes...

 - quase todos? – eu a olhei.

 - sim, menos o Erik e o Jareth. O Erik ela não quis, mas o Jareth... ela fica se jogando para cima dele.

 - ah, que bisca! – eu me irritei. – olha, eu não gosto de brigas, mas se ela encostar um dedo no Jareth eu mato ela!

      Logo vi Slow e Firy ficarem estáticas, olhando a entrada do castelo:

 - que foi... – olhei para a entrada do castelo e vi Jareth beijando a cinderela. Ela estava abraçada dele, e eu dei um grito e me levantei, entregando Lya para Chris e me levantando, irritada e magoada. Corri até lá e puxei cinderela pelos cabelos. – hey, sua vagabunda, o que acha que está fazendo?

 - ele me agarrou! – ela gritou. – e-eu...

      Eu a empurrei, chorando, e olhei para Jareth, que não conseguiu dizer nada. Corri para trás do castelo, assustada, e fui até o telhado.

 

 

      Chorei como nunca. Me sentia mal, e o meu coração doía como nunca.

      Logo ouvi passos. Jareth me olhava, um pouco distante, e ao vê-lo me desesperei, chorando mais ainda:

 - sai daqui... me deixa...

 - Sarah, me ouça... eu não fiz nada...

 - nada? – eu me irritei. – você estava beijando a cinderela! Se isso não é nada, sinto muito, mas eu vou embora!

 - Sarah, por favor, me perdoa... deixa eu me explicar...

 - não, não deixo! – me levantei e tentei descer do telhado. Jareth segurou-me. – o que foi?

 - Sarah, me ouve...

 - não! me esquece! – eu chorava. – estou assim por sua culpa!

      Desci do telhado e saí correndo pelo castelo, até pegar minha filha em nosso quarto e sair correndo pela floresta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPITULO DEZENOVE

 

Didymius abriu a porta e me deixou entrar. Eu chorava, apavorada, e ele me encarou, sem entender:

 - princesa, o que...?

 - o Jareth... ele estava com outra... eu preciso que cuide da Lya, Didymius...

 - claro, mas para quê?

 - eu preciso de um tempo sozinha... – beijei Lya e entreguei para ele. – até logo, Didymius.

      Corri pela floresta toda, e sem querer cheguei no antigo jardim onde eu e Jareth estávamos. Estava completamente seco, e ele estava sentado ao pé da arvore, chorando. Eu o espiei por algum tempo, e vi seu rosto vermelho, úmido de lágrimas:

 - maldita cinderela... maldito castelo... maldito eu! Porque não a empurrei... perdi minha Sarah... minha doce Sarah... – ele soluçava. – minha vida não tem sentido... se pudesse me desculpar de algum modo...

 - Jareth... – eu o olhei, ele me olhou, envergonhado. – você...

 - Sarah, me perdoa... – ele veio até mim e se ajoelhou. – por favor... faz o que quiser comigo, mas me perdoa... – ele tinha medo nos olhos. – eu juro, foi ela quem me agarrou...

 - Jareth... eu não sei se consigo confiar em você... e-eu não acredito...

 - me perdoa... por favor... eu faço o que você quiser... pode me humilhar, eu mereço, mas me perdoa...

 - Jareth, eu não faria isso; - eu suspirei, meus olhos transbordando. – eu só quero você, eu não consigo querer outra pessoa... eu te perdoo...

 - perdoa? – seus olhos brilhavam. – de verdade?

 - de verdade, agora levanta...

      Ele se levantou e me abraçou, apertado. Eu o abracei de volta, sorrindo, e limpei seu rosto:

 - mas; - eu continuei. – tenho condições.

 - quais? – ele perguntou, ainda assustado.

 - quero que você pare de conversar com a cinderela, e que prometa que nunca mais vai sequer pensar em ficar com outra mulher... pelo menos enquanto estivermos juntos.

 - claro, Sarah... eu prometo... eu juro... eu faço o que você quiser...

      Eu sorri, começando a secar o rosto dele, e sorri:

 - para de chorar... – eu sorri. – está tudo bem...

 - está? De verdade?

 - de verdade... – ele sorriu, sorri junto. O jardim começou a florescer. – mas... como?

 - esse jardim fica bonito conforme o meu humor; - ele sorriu. – quando viemos aqui, eu estava feliz... junto de você...

 - Ownt, Jareth; - eu o beijei, ele riu. – você ainda vai para o baile?

 - só se você for.

 - eu quero.

 - eu também; - ele me beijou, eu ri. – sabe, Sarah... eu achei uma fantasia tão linda para você... acho que vai ficar perfeita...

 - é? e é que fantasia?

 - as minhas ou as roupas?

 - as roupas...

 - bem, as roupas são lindas... uma fada... um príncipe...

 - hum, gostei... já está anoitecendo, deveríamos ir nos arrumar...

 - tem razão, princesa; - ele me abraçou, eu ri. – estou louco para te ver com aquela roupa...

 - não mais do que eu, Jareth.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPITULO VINTE

JARETH

 

Sarah saiu do quarto com aquela saia longa e rodada, além da blusa curta. Top Cropped, algo do gênero. Ela sorria, com os cabelos presos num coque com alguns fios soltos, e a roupa vermelha assemelhava-se com uma rosa aberta, florescendo. Eu estava com um sobretudo vermelho, comprido, e meu cabelo solto e bagunçado, como sempre. Uma maquiagem na cara (as velhas manias nunca somem), botas e meu chicote. Nunca se sabe quando vou precisar.

 - Jareth... você está lindo!

 - obrigada, minha princesa. Pena que não posso dizer o mesmo... – ela se entristeceu, roubei-lhe um beijo. – porque você está deslumbrante, minha preciosidade!

 - Ownt... – ela riu. – só não entendi porque você queria que eu me vestisse de fada...

 - ora, não ia perder a oportunidade de te ver assim, Sarah... e confesso que tenho um certo fetiche com a cor vermelha...

 - hm, sabia que tinha coisa por trás disso tudo... então, vamos?

 - vamos, mas antes, toma; - entreguei para ela sua máscara, dourada. – espero que goste.

 - é linda... espera, e você?

      Peguei minha máscara dourada envelhecida, ela riu:

 - igual ao baile... eu te amo, querido...

 - também te amo, minha princesinha; - eu sorri e a abracei por trás, beijando seu pescoço. – minha preciosa... minha fada... meu anjo... minha rosa...

 - Jareth, para... – eu ri. – ainda tá cedo... e a gente tem que descer, você é o anfitrião...

 - ah, que merda; - ele suspirou. – ano que vem não vai ser aqui, tomara!

 - ué, é todos os anos?

 - sim...

 - mas você foi ano passado?

 - não, desde que você chegou aqui eu não fui... mas valeu à pena...

      Ela sorriu e foi me guiando até o salão do andar debaixo.

 

 

      Sarah e eu estávamos sentados em meu trono. Eu mandei colocar um para ela, mas ela preferiu sentar no meu colo, brincando com um botão da minha camisa que preferi deixar aberto:

 - isso aqui está parado; - eu resmunguei. – saudades de quando a gente passava a noite toda dançando e depois ia lutar um contra o outro com o outro, usando feitiços...

 - se quiser ir, pode; - ela disse, sorrindo. – não precisa ficar comigo...

 - preciso sim; - eu a beijei. – você é minha princesa, eu quero ficar com você... apenas estava lembrando das outras festas...

 - eu sei que você queria estar dançando com as outras mulheres...

 - claro que não! – eu ri. – amor, porque eu faria isso se eu tenho a mais linda no meu colo?

 - sei lá... quer dançar um pouco?

 - quero, claro; - eu sorri e ela se levantou, ajeitando a saia e ficando de costas para mim, olhando o baile. – Sarah, não faz isso...

 - deixa de ser safado, Jareth; - ela riu e virou-se para mim, me ajudando a me levantar e começamos a dançar pelo salão. Ela deitou a cabeça no meu peito. – esse seu perfume é tão bom...

 - imagina o seu, meu doce; - eu beijei a testa dela, sorrindo. – só não é mais maravilhoso do que você...

 - Jareth, você viu a sua avó em algum lugar?

 - não... porque? – eu logo vi ela rir. – que foi?

 - ela está dançando com um tal de Raven...

 - Raven? O mago dos magos? Deus do céu, nem imaginava que ele estava aqui!

 - eu o vi, eles estão dançando num canto... a sua avó gostou dele.

 - é bom, ela está viúva a bastante tempo... gosto de vê-la se divertindo.

 - é... onde será que está o Didymius? Ele ficou com a Lya...

 - ah, amor... – eu fiquei um pouco triste. – posso te contar uma coisa?

 - pode... que foi?

 - a mãe da Lya apareceu... ela quer leva-la...

 - e vai cuidar dela?

 - vai, quem deixou ali foi a mãe dela, com raiva da filha. Adivinha quem é a mãe da Lya?

 - quem?

 - a Chapeuzinho Vermelho e o Lobo.

 - não brinca! – ela riu. – mas... ele não era o vilão da história?

 - ora, os vilões também amam... eu sou um vilão, e eu te amo...

 - é um vilão bonzinho; - ela me beijou, eu ri. – o meu vilão...

 - hm, eu sou?

 - é... – logo a chapeuzinho vermelho apareceu. Seu nome era Letícia. – olá, você é...

 - Letícia. Eu sou a mãe da Lya...

 - ah, tudo bem... pode cuidar dela...

 - obrigada, minha mãe roubou ela de mim... eu e o Edgar ficamos loucos atrás dela...

      Edgar, o lobo, apareceu atrás dela, sorrindo.

 - Edgar, meu amigo, então arrumou uma princesa?

 - uma chapeuzinho; - ele riu. – nos casamos a um tempo...

 - meus parabéns; - Sarah sorriu. – mas... eu posso te pedir uma coisa, Letícia?

 - pode...

 - traz ela aqui de vez em quando?

 - claro, princesa; - ela riu. – eu pensei até em chamar vocês para serem padrinhos...

 - iriamos adorar; - eu sorri. – não é, Sarah?

 - é... e o nome dela?

 - Lya, não vamos mudar. Achamos lindo.

 - Ownt... já falaram com o Didymius?

 - já, tudo bem; - ela sorriu. – obrigada por ter cuidado dela, de verdade...

 - de nada, mas cuida bem dela; - eu sorri. – é uma princesinha.

 - é, é sim.

      Leticia e Edgar foram andando pelo salão. Sarah sorria, abraçada em mim, e eu a olhei, preocupado:

 - está tudo bem, Sarah?

 - oh, sim; - ela riu. – é bom que ela encontrou a filha... ninguém merece ficar longe de quem ama.

 - é, sim... – logo percebi que ela estava com saudades de alguém. – amor, você sente falta de alguém do seu mundo?

 - do Toby... mas ele deve estar feliz, com uma família humana boa...

 - eu nunca disse que era uma família humana, Sarah... ele está morando um uma princesa do reino das fadas... ela veio, eu acho.

 - veio? E trouxe o Toby?

 - trouxe...

 - pena que ele não lembra de mim...

 - quem disse que não? – eu ri. – eu não ia apagar a memória dele, Sarah...

 - então ele lembra de mim?

 - lembra... amanhã eu te levo para ver ele, certo?

 - certo... Jareth, a gente tem que ficar aqui?

 - não, porque?

 - é que a gente podia dar uma volta... ir no nosso jardim... a lua deve estar linda...

 - ah, está; - eu sorri. – vem, vamos andando...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPITULO VINTE E UM

SARAH

 

Jareth e eu já tínhamos voltado do jardim, estávamos no nosso quarto. Nos deitamos na cama e eu o olhei, ele por cima de mim, e começamos a nos beijar, sedentos:

 - Sarah... eu não sei...

 - shhh, vamos... eu prometo que não reclamo... e você disse que ia fazer o que eu quisesse...

 - que menina espertinha... – ele sorriu, me beijando. – olhe lá, é bom não me deixar na vontade, Sarah...

 - anda... meu vestido está apertando...

      Ele começou a abrir meu vestido, devagar, e tirou minha blusa. Sorria, e eu sorri:

 - deus do céu, Sarah... – ele gemeu. – você está linda... eu acho que vou surtar...

 - surta... vem... – ele beijava meu pescoço, eu gemia baixo. – ah... Jareth...

      Comecei a tirar sua camisa, jogando-a num canto, e logo ele ergueu minha saia, me tocando. Senti suas mãos tirarem minha calcinha e começar a me desvendar, tocando-me e fazendo-me gemer alto:

 - shhh... – ele sorria. – calma... tá tudo bem...?

 - tá... só acho que vou explodir de prazer...

 - imagina eu...

      Ele continuou, até que eu gemi alto e arranhei suas costas, sentindo um liquido escorrer em minhas pernas. Ele sorriu, erguendo um pouco mais minha saia, que tinha várias partes semelhantes à pétalas de uma rosa, e logo ouvi o barulho do zíper de sua calça. Ele não se despiu, mas senti aquela coisa encostando em minhas pernas, enquanto ele tirava meu sutiã e beijava meus seios.

 - J-Jareth... não me tortura...

 - ora... você acha que eu não quero...? apenas acho que tem que esperar um pouco...

 - ah... por favor...

      Ele sorriu, mordendo meus seios de leve, e logo entrou em mim, devagar:

 - se quiser parar... é só dizer... – ele gemeu.

 - não quero... continua...

      Eu gemia alto, sentindo ele entrar em mim cada vez mais, e logo ele me beijou, parando:

 - eu estou louco de amor por você, Sarah...

 - eu também... eu te amo, Jareth... – eu mordi o mamilo dele, que sorriu.

 - minha fada... meu anjo... meu sol...

 - meu rei... meu gato... meu gostoso...

 - Sarah, para de falar ou eu apaixono mais ainda... – ele gemeu e deu uma risadinha. – já estou excitado até demais... é melhor não provocar...

 - eu provoco, sou teimosa... – eu mordi a boca dele, que gemeu. – gosta...?

 - amor... – ele mordeu meus lábios, eu gemi. – você é perfeita...

      Ele começou a se mover, me fazendo gemer alto. Meu corpo não tencionou muito, e eu me senti bem, aquele prazer tomando conta de meu corpo, me fazendo delirar. Eu olhava nos olhos dele, aqueles olhos diferentes que me deixavam louca, e eu gemi, sentindo ele ir cada vez mais rápido e mais forte:

 - J-Jareth... ah... que coisa boa...

 - é tesão... eu passo por isso sempre que te vejo... agora sabe o que eu sinto...

 - sei... – ele começou a gemer alto. – ah...

 - o seu gemido é lindo...

 - safado... o seu também...

 - o seu rosto está vermelho...

 - o seu, então...

      Ele aumentou mais ainda o ritmo, me fazendo soltar gemidos altos e chamar por seu nome, até que senti um prazer gigantesco, seguido de espasmos. Jareth parou, gemendo alto como nunca, e senti uma coisa quente em mim, um liquido.

 - J-Jareth... ah... o que foi isso...?

 - calma... está bem...?

 - estou... mas estou sentindo uma coisa...

 - espera... – ele saiu de mim, eu gemi e me estiquei na cama, gemendo. – melhorou...?

 - melhorou... acho que vou desmaiar de sono...

 - espera; - ele saiu de cima de mim, eu o abracei. – dorme...

 - obrigada... meu gato... boa noite...

 - boa noite, anjinho... – ele me abraçou, se deitando na cama.

      Adormeci.

CAPITULO VINTE E DOIS

 

Acordei sozinha. Logo vi Jareth entrar no quarto, carregando um macacão jeans azul escuro e uma blusa larga e branca com alguns desenhos roxos:

 - como está a minha princesa? – ele sorriu, se sentando na beira da cama.

 - dolorida... mas é uma dorzinha gostosa...

 - e como foi a noite?

 - maravilhosa... eu te amo...

 - também te amo, docinho; - ele me beijou, se deitando ao meu lado. – vai lá tomar um banho, as princesas vão sair e estão te chamando para uma volta...

 - amor, me ajuda a levantar? Estou sem força nas pernas...

 - exagerei, me perdoe; - ele me ajudou a me levantar, e me deu um beijo. – melhor?

 - bastante... – eu já me pus em minhas próprias pernas. – eu te amo, obrigada. A Firy e a Slow me esperam?

 - sim, vou avisar que você já vai. Bom banho, princesinha.

 

 

 - amiga você não acredita se eu disser; - Firy se sentou na grama, sorrindo. - a mãe da Letícia expulsou ela de casa!

 - eu sei; - eu ri. – eu vi ela e o Edgar ontem, eles são um casal lindo!

 - ah, isso são... – Slow sorriu. – ah, ontem eu e o meu príncipe, Ryan... a gente se acabou dançando!

 - eu e o Peter ficamos dando uma volta pelo castelo, depois a gente foi cuidar das crianças... e você, Sarah, o que fez? É a única que não precisa se preocupar com filhos...

 - ah, eu e o Jareth... – eu me deitei na grama, sorrindo que nem uma boba. – a gente teve a nossa primeira vez... a minha, no caso.

 - é? – as duas sorriram, Slow se deitou ao meu lado. – e como foi?

 - foi incrível... ele foi tão carinhoso comigo...

 - Ownt, miga... isso é lindo! – Firy riu. - E para quando planejam o casamento e os bebês?

 - credo, Firy, casamento? Não tão cedo, e filhos também não! quero curtir meu namoro, meu Jareth... ele é um anjo.

 - eu acho o mesmo do meu Ryan; - Slow sorriu. – está bem?

 - um pouco cansada, mas bem. – começou a chover. – acho que vou ficar aqui mais um pouco, vocês vão entrar?

 - vamos, claro; - Firy e Slow se levantaram. – se quiser, estaremos em nossos quartos. E até mais, Sarah!

 - até mais, meninas.

      Fiquei deitada na grama, de olhos fechados e sentindo a chuva no meu rosto, e logo senti um beijo na minha boca. Aquele gostinho de vinho era impossível de ser confundido:

 - Jareth... – eu abri meus olhos e vi seu sorriso, estava sobre mim. – já andou bebendo?

 - eu sempre bebo, você sabe; - ele sorriu e me abraçou, deitando-se na grama. – como você está?

 - estou bem... mas você me deixou dolorida...

 - me perdoe, eu não tinha essa intenção; - ele me beijou. – amanhã a gente vai no médico... aí você fala com a Giovana...

 - ué, “nós”? não sabia que o rei Goblin ia ao médico.

 - ora, eu sou humano, tenho meus problemas; - ele riu. – mas isso não é nada demais, apenas rotina. O que achou do baile de ontem?

 - maravilhoso... mas estava meio chato.

 - ah, o de hoje é mais legal; - ele riu. – as crianças vão estar junto...

 - nossa... e tem muita criança?

 - muuuuuita criança; - ele riu. – quem sabe a gente não foge... vai dar uma volta...

      Ele beijou meu pescoço, o rosto molhado da chuva, e eu sorri:

 - Jareth, não dá, tô cansada...

 - não estou pensando nisso, quero só passar um tempo com você... um carinho...

 - está carente demais para o meu gosto, Jareth.

      Jareth me encarou, sério, e eu ri. Ele mostrou a língua:

 - não mostra a língua ou eu mordo ela.

 - morde; - ele mostrou a língua e eu a mordi, logo em seguida puxando-o para um beijo longo. – hm... você andou bebendo?

 - não, o seu gosto ficou na minha boca. Mas eu gosto...

 - hm, eu gosto do seu gostinho... gostinho de menina...

 - não sou menina, sou mulher...

 - é menina sim, minha menina; - ele mordeu meus lábios. – e vai continuar sendo até eu dizer que não é.

 - e quando vai dizer isso?

 - nunca; - ele me beijou, rindo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CAPITULO VINTE E TRÊS

 

Saí do consultório de Giovana, encontrando Jareth sentado numa cadeira, com o rosto um pouco vermelho:

 - amor? – eu o abracei. – que foi?

 - nada, tudo bem; - ele sorriu e me abraçou. – como foi?

 - tranquilo, mesma coisa de sempre. E você?

 - ah, meio ruim mas tranquilo; - ele riu e se levantou, fomos andando até o carro. – quer alguma coisa?

 - não... pensando bem, quero...

 - o que?

 - um pastel.

 - um pastel? E você pode comer isso?

 - posso...

 - tá, então a gente dá uma passadinha no supermercado e busca uns doces junto... estou louco para comer chocolate.

 - não sabia que você comia doce...

 - sou uma formiga.

 

 

      Jareth se deitou no trono, comigo no seu colo enquanto comíamos aquela pilha de coisas gostosas que havíamos comprado: tinha desde brigadeiros de meio quilo (daqueles que vendem em padaria) à salgadinhos, pastéis e bombons.

 - eu vou engordar comendo isso tudo; - eu ri, comendo um pastel. – vou virar uma bola.

 - vai ficar linda, gordinha. É até melhor, porque aí só eu vou te amar e você vai ser só minha.

 - idiota; - eu ri e o beijei. – você não se preocupa com isso?

 - olha, eu não engordo; - ele riu. – posso comer até as paredes.

 - é, mas prefere se entupir de brigadeiro.

 - claro, tijolos não tem gosto bom.

      Rimos, e logo vi um gato com botas passar andando acompanhado de um biscoito:

 - quem são? – eu ri.

 - o gato de botas e o biscoito; - Jareth sorriu. – contos de fadas, esse povo todo.

 - ah... – Jareth me deitou em seus braços, rindo. – que foi?

 - nada, meu docinho, só quero você aqui do meu lado. Não está com frio?

 - não... você está?

 - um pouquinho. Depois a gente vai se arrumar para o baile, tá?

 - tá... – eu o beijei, ele mordeu minha boca. – você voltou meio safado do médico, Jareth.

 - eu? – ele sorriu, sarcástico. – que nada, amor; - eu o beijei. – é que essa sua boca tem um gosto bom...

 - hm, sei... – olhei o relógio e eram seis e meia. – Jareth do céu, não vai dar tempo para eu me arrumar! – eu tentei me levantar mas ele me segurou pela cintura. – me solta...

 - calma, Sarah, não precisa ficar assim; – ele riu. – a festa começa só às sete e meia...

 - então? Em uma hora eu não faço nada!

 - ah, que exagero; - ele se levantou e beijou meu pescoço. – eu não levo quinze minutos, e ainda tenho que maquiar a cara toda...

 - é, mas você não precisa colocar um vestido difícil e apertado!

      Ele revirou os olhos, procurando paciência, e me pegou no colo, me beijando:

 - eu vou te ajudar a se arrumar, então. Quero ver se é tão difícil.

 

 

      Jareth riu ao me ver tentando fechar o zíper do vestido.

 - não é engraçado; - eu resmunguei. – me ajuda aqui!

 - Sarah, você irritada é uma fofura; - ele veio e fechou o zíper de uma vez, me fazendo gritar. – que foi dessa vez?

 - quer me matar sufocada; - ele abriu um pouco, eu arfei. – isso é apertado, sabia?

 - ah, para de resmungar, Sarah; - ele foi até o armário e tirou um vestido preto. – coloca isso, não vai apertar.

 - mas...

 - coloca logo, Sarah.

 

 

CAPITULO VINTE E QUATRO

 

1.

Haviam se passado dois meses e eu estava triste. Eu fiquei enjoada por um tempo, mas logo a minha menstruação veio e me levou qualquer esperança. Me deitei na cama, triste, e logo Jareth se deitou ao meu lado, tocando minha cintura:

 - que foi? – ele me olhou. – está meio tristinha...

 - eu achei uma coisa... mas achei errado...

 - que coisa?

 - eu achei que estava grávida... mas meu período começou de novo...

 - você acho que estava o que? – ele me olhou.

 - grávida... mas não estou... não entendo porque, a alguns dias fiz um teste e deu positivo...

 - Sarah... – ele parecia preocupado. – não fica triste...

 - porque não? você sabe de algo que eu não sei?

 - amorzinho; - eu me deitei, ele me olhou e tocou minha barriga. – quando foi a hora, vai ser... só que não vai ser do jeito normal...

 - então como vai ser?

 - amor... não me faz falar nisso...

 - eu não lembro... me conta...

 - ah...

      Ele se levantou e puxou um envelope de uma gaveta, e o abriu. Vi um exame meu de quando tinha dez anos:

 - e o que tem isso?

 - lê a última linha.

 - “probabilidade de esterilidade: 79%”. E... isso quer dizer o que?

 - que você tem 79% de chances de não ter um bebezinho por meios naturais... mas eu prometo que vou te dar um filhinho, quando chegar a hora... eu posso controlar isso por feitiços... mas não agora...

 - então eu não vou ser mãe?

 - vai, claro que vai... mas não agora... – ele beijou meu pescoço. – eu te prometo que, quando a hora chegar, você vai ter um bebezinho...

 - e quando é essa hora?

 - nem eu sei, amor. Eu já fiz o feitiço, mas ele só vai funcionar quando a gente realmente tiver condições de ter um bebezinho, entendeu?

 - entendi... – eu me deitei na cama, conformada, e o olhei. – Jareth, porque eu não posso ter filhos?

      Ele embranqueceu:

 - fala... – eu o olhei. – por favor... eu prometo que não falo nada...

 - foi o seu pai; - ele falou rápido, como se estivesse se livrando de um peso. – ele abusava de você enquanto dormia mas aí eu consegui te tirar de casa e te trazer para o labirinto. Você não lembra porque eu tranquei as memórias daquela época e você não pode acessá-las.

      Eu fiquei pensando um pouco, e logo o olhei, triste:

 - isso é verdade?

 - infelizmente... – ele suspirou. – me perdoa... eu prometi para mim mesmo que não ia te fazer lembrar...

 - obrigada.

 - ãn? – ele me olhou, sem entender.

 - obrigada. Você me deixou ficar aqui. Se eu tivesse ficado com a minha família, isso aconteceria até hoje. Mas você me salvou. Obrigada.

 - não precisa agradecer; - ele beijou minha testa, sorrindo. – eu faria tudo de novo...

 - obrigada... Jareth, você arrumou alguma namorada enquanto eu estava aqui?

 - não...

 - então você ficou cinco anos sem...?

 - fiquei, mas valeu à pena. Agora eu tenho a namorada mais linda do mundo...

 - e eu o namorado mais gostoso do mundo... – eu o beijei, ele riu. – que foi?

 - você fica linda assim, de pijama... eu já disse que te amo mais do que tudo?

 - mais do que tudo não...

 - eu te amo mais do que tudo, pequena; - ele beijou-me e eu ri, deitando minha cabeça sobre seu peito. – que foi? está cansada...?

 - sei lá, saudades de umas coisas... do Toby...

 - se quiser, eu trago ele de voltar para cá...

 - não, ele deve estar feliz; - eu sorri. – Jareth... porque os seus olhos são diferentes?

 - genética, e... um soco no olho.

 - porque?

 - bem... não precisa saber disso, é uma coisa meio confusa.

 - pode contar...

 - não acho que entenderia, é uma coisa do meu passado... e do seu, também.

 - do meu? Jareth, está me deixando curiosa...

 - então não fique, ora...

 - conta, por favor... – eu fiz um bico, ele me beijou e riu. – pu favoi...

 - ahhhhh, que menina teimosa, eu conto; - ele riu e mordeu meus lábios. – mas tem que prometer que não vai ficar assustada...

 - conta logo, Jareth. – eu o encarei, ele sorriu e escorou-se na cama.

 

 

2.

“Eu não passava de um rei de meia tigela. Tinha vinte e... cinco anos, e u acho, e fui para o reino humano ver minha mãe. No caminho da casa dela, encontrei um cara que eu achava que era um exemplo de homem... aquele cara ia ser o seu pai, Sarah. Eu conhecia ele.

      Ele tinha se casado a pouco tempo, eu mal conhecia a mulher, mas ela me parecia meio assustada com ele. Depois de um tempo, descobri que ela fora obrigada a casar com ele, e estava grávida... grávida de você. Eu vi você pequena, minha mãe te pegou no colo... ela dizia que ia ser uma princesa, um dia, e eu não acreditava, afinal só eu, minha mãe e minha avó sabíamos do reino e tal, mas ela insistia que ia ser uma princesa.

      Um dia, a sua mãe estava doente, e o seu pai insistia que ela estava bem e ia mantê-la em casa, afirmando que estava bem. Aí a gente brigou, e eu apanhei e fiquei assim. ele se mudou de cidade, e sumiu com você.

      Aí a sua mãe morreu e o seu pai casou de novo. Você era bem pequena, nem lembra disso, creio eu. O seu pai e a sua madrasta te tratavam como empregada, e, enquanto saíam para ir aos bares e festas, te trancavam em casa. Aí, anos depois, o Toby nasceu. Eles não queriam o bebê, mas ele poderia render alguma coisa, entende? Então eles colocaram você para cuidar dele...

      Eu não sabia de mais nada sobre aquele canalha. Só sabia que ele tinha matado a sua mãe e se livrado da culpa. Então... você começou a ser o alvo das maldades dele. Ele te entorpecia e não te deixava sair de casa com medo de que alguém descobrisse. Até que, um dia, eu descobri, reencontrei você. Ensinei as palavras ao seu irmão postiço, filho da sua madrasta. Ele enviou você e o Toby para cá. Aí eu “fingi” errarem tudo, fingi que os Goblins confundiram como se você o tivesse enviado... e aí você ficou aqui.”

 

3.

Eu realmente não sabia o que fazer. Jareth ficava meio triste de lembrar daquilo, mas, ao meio de tudo, eu sorri e lhe dei um beijo, abraçando-o e deitando minha cabeça em seu peito:

 - não sei se você é rei; - eu suspirei. – anjo, amigo, amor da minha vida ou príncipe...

 - acho que posso ser todos eles, Sarah; - ele mexia em meus cabelos. – eu demorei muito para te encontrar... queria ter te achado antes...

 - você me livrou de tanta coisa que nem sei como agradecer...

 - você já me deu a melhor coisa que eu podia pedir, princesinha; - ele beijou minha testa, eu o olhava. – me deu o seu amor... eu precisava disso, e acho que você também.

 - verdade... – eu o olhei, ele tinha um sorriso bonito. – então... você brigou com aquele cara?

 - briguei, sim, e por você brigaria mais um monte de vezes. Eu te amo, Sarah.

 - eu também.

 

 

 

Continua...


Notas Finais


Espero que tenham gostado dessa fic mas eu planejava um final mais romântico para ela tipo um castelo cheio de mini jareths e sarahs mas não deu porque eu estou puta da cara com metade das pessoas da minha casa e sem paciencia pra porra nenhuma então me perdoem e já já eu começo uma fic nova (depois de eu terminar de arrumar as pendentes).
Ahhh e eu vou postar nova SIM e vai ser uma do André Frateschi meu gato lindo e maravilhoso que eu amo tanto e é o meu Bowie Brazuca que toca na Heroes <3
Até logo meus terráqueos <3


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