História My Little Star - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Calum Hood
Exibições 3
Palavras 2.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Pras mina de Porto Alegre, hoje eu tô na cidade
E se elas vim de gracinha, hoje é dia de maldade
Não mexe com o João, que o João é brabo

Oy, meu povo e minha pova. Tudo bom? Tá, eu nunca sei o que colocar nessas notas, mas queria primeiro dizer que tô morta de medo da história flopar. Sim, isso mesmo.
Segundo: Não é movida a comentários e tal, mas sempre ajuda né?
Terceiro: Plágio ta em out, inspiração tá em in, sacou?
Quarto: Eu dou uma revisada sempre, mas pode acontecer de ter alguns mínimos erros
Quinto: Aproveitem e boa leitura xx

Capítulo 1 - Goodbye my little star


— Lamento senhorita, mas preciso que espere aqui. – Falou o médico, enquanto corria junto com os outros enfermeiros empurrando a maca que minha irmã estava.

— Mas doutor, eu preciso ir com ela. – Falei chorando e pude sentir Calum me abraçando e me segurando para que eu não fosse mais além do que deveria.

— Lamento, senhorita Sprooze. Mas precisamos que fique aqui. – E aquelas foram suas últimas palavras antes de entrar no centro-cirúrgico com minha irmã.

Comecei a chorar desesperadamente, perdendo o equilíbrio e sentando no corredor mesmo do hospital, bem no meio. Calum se abaixou perto de mim e me deu um beijo na testa, me prometendo que tudo ficaria bem, mas eu sabia que no fundo ele estava querendo chorar e gritar pela Liza, sabia que ele também estava preocupado, afinal, quando começamos a namorar, Liza era como se fosse nossa filha e cuidamos dela com muito amor.

— Vai ficar tudo bem, Kels. Eu te prometo. – Ele disse me abraçando e se levantando, me ajudando a ficar de pé de novo.

— Não prometa coisas que não pode cumprir, Cal. – Falei apoiada nele e chorando.

Fomos para a sala de espera e logo chegou Alice, minha melhor amiga, ela veio na minha direção e logo começou a chorar. Eu e Alice sempre fomos muito amigas e devemos cada coisa a nossa amizade.
Quando ela viu meu olhar triste, ela já percebeu que talvez aquela fosse a última vez em que ela veria minha pequena Liza.

— Kels...eu...nossa pequena. – Apenas me envolvi em seu abraço e deixei que as lagrimas percorressem meu rosto. Nosso abraço estava bem apertado, como se quiséssemos que a dor fosse embora nele. Então vi minha tia chegar, Jenny Sprooze, a pessoa que me salvou e que apesar de tudo, sempre esteve lá quando precisávamos. Me desvencilhei do abraço de Alice, deixando-a ir falar com Calum e corri para os braços de Jenny, eu precisava realmente do abraço de alguém familiar, alguém que realmente sentisse a mesma dor que eu.

— Minha querida, vai dar tudo certo. Precisamos acreditar que dará, Liza mais do que nunca precisa da nossa força aqui. – Ela falou fungando e me apertando um pouco em nosso abraço.

— Liza está tão fraca, eu não sei o que pode acontecer...eu não sei se minha irmã aguenta...eu não sei de mais nada. – Olhei para ela pedindo socorro em suas próximas palavras, ela olhou para baixo e respirou fundo.

— Você lembra o que te falei quando a médica de Liza disse que seu câncer estava se espalhando por todo o corpo? – Perguntou.

— Não muita coisa. – Ela me puxou para uma cadeira e se sentou, fazendo sinal para que eu me sentasse ao seu lado.

— Eu disse que você teria que ser mais forte ainda, você teria que começar a suportar a dor de perde-la desde aquele momento, pois sabíamos que Liza era forte, mas sua doença mais forte ainda.

— Eu prometi que não deixaria que isso a tirasse de mim...de nós.

— Infelizmente uma hora será e talvez seja hoje. – Ela disse começando a chorar, o que me fez cair novamente no choro. — Liza sempre foi uma garota muito doce que fora tomada de forma drástica por essa doença, mas temos que lembrar que ela sempre suportou as piores dores também, como a perda de seus pais quando vocês duas eram crianças. Ela com certeza nos ama muito e nós também a amamos, temos que ser fortes e rezar para que ela saia logo daquele centro-cirúrgico com mais um dia de vida.

— Ah tia, queria eu poder estar no lugar dela. – A abracei novamente. — Chorar agora infelizmente não resolve nada. – Sequei as lágrimas tentando me recompor, o que era difícil sabendo que era possível um médico vir a qualquer momento avisar que eu havia perdido minha irmã.

— Vamos ficar todos juntos e esperar por notícias. Vá falar com Calum, ele parece bem devastado também, vocês dois cuidaram dela como se fosse filha de vocês e esse momento pode estar sendo difícil para ele também. – Olhei para Calum que estava parado em frente à janela com as mãos nos bolsos, levantei-me e fui em sua direção.

Ao chegar perto, coloquei uma mão em seu ombro e ele olhou para mim, os olhos vermelhos de choro e a feição de medo, meu primeiro ato foi abraça-lo fortemente e esperar que nossas dores fossem embora nesse abraço. Ele me envolveu no abraço e beijou o topo da minha cabeça, ficamos assim por um tempo até ele começar a falar.

— Sabe...antes de conhecer você e a Liza eu era um cara totalmente diferente. Eu nunca olhei tanto para as necessidades das pessoas e nunca me preocupei demais com o resto do mundo, mas você e principalmente a Liza me deram essa oportunidade e vi que precisava mudar, não só por vocês, mas por mim mesmo. Então eu aprendi a amar mais, cuidar mais e passar todo o tempo que podia com a Liza me fez aprender a suportar a dor ainda mais. Todas as idas no hospital de madrugada, o desespero ao ser acordado as noites por causa dela, todas ás vezes que eu a via quase sufocada sem ar e tendo que colocar as pressas aquela droga de aparelho respiratório, tudo isso me fez ver que a dor era suportável até o momento, mas infelizmente eu não fui preparado para esse momento. – O encarei.

— Liza sempre falava que nós erámos os pais que eu e ela havíamos perdido quando criança, você sabe...ela dizia que quando você fosse pai, a criança teria uma grande sorte. Ela te ama muito e tenho certeza da reciprocidade disto. Ninguém nasceu e foi preparado para perder alguém da família, mas a lei da vida faz com que tudo torne as coisas mais difíceis. – Ele veio mais perto e deu um selinho em mim.

— Eu te amo tanto, e mesmo que hoje saíamos daqui sem uma grande parte de nossas vidas... – Ele fez uma pausa para não chorar. — Eu ainda serei grato por ter você ao meu lado e pela vida que tivemos com Liza.

— Eu também te amo, obrigada por tudo e por não desistir de nós quando podia e por aguentar tudo. – Voltamos a ficar abraçados e senti um leve enjoo. Me desvencilhei do abraço e corri para o balcão. — Moça, onde fica o banheiro? – Eu estava tão branca que a mulher se assustou.

— No final do corredor, a esquerda. A senhorita está bem?

— Sim, obrigada. – Corri para o banheiro e vomitei, não sei por que, mas estava muito mal. Talvez o estresse, não sei. Lavei o rosto, as mãos e passei uma água na boca. Saí do banheiro e voltei a sala de espera onde todos estavam.

— Querida, você está bem? – Perguntou minha tia, apenas assenti e me sentei para respirar fundo.

(...)

As horas foram passando e eu estava a ponto de entrar naquela sala de cirurgia e ver se estava tudo certo. Quando estava a ponto de gritar por desespero uma enfermeira entrou na sala e nos chamou.

— Senhorita Liza Sprooze é familiar de alguém aqui? – Perguntou checando o nome dela na prancheta. Eu, Jenny, Calum e Alice fomos para perto da enfermeira. — São parentes de Liza?

— Sim, sou a irmã. – Respondi.

— Bom, senhorita...

— Kelsey!

— Senhorita Kelsey. Bom, sua irmã acabou a cirurgia e está no quarto já, o estado dela não está muito bom ainda e todos os médicos cuidando do caso dela estão se preparando para o pior hoje. Poderiam me acompanhar até o quarto?

— Claro. – Respirei fundo com aquelas palavras e tomei a mão de Calum, fomos todos até o quarto em que Liza estava e entramos silenciosamente.

— Ela ainda está sob efeito da anestesia, logo acordará. A médica dela logo virá aqui para conversarem, com licença. – Ela se retirou e quando me virei para Liza a vontade foi de chorar. Ela estava ligada a vários aparelhos, seu coração descompassado e estava muito pálida. Fui até ela e beijei sua testa.

— Minha pequena, que bom ver você ainda aqui. – Falei sussurrando e começando a chorar. — Eu te amo tanto, por favor, não me deixe hoje, não nos deixe. Você é minha guerreira e sei que aguenta, por favor, lute como sempre, você é mais forte que sua doença.

Me afastei e fiz carinho em seus cabelos loiros curtos por conta da quimioterapia, lembro quando ela chorou por tê-los raspado inteiramente. Depois eles foram crescendo lentamente e ela os resolveu deixar curto mesmo, para que não tivesse tanta preocupação mais.
Vi Alice se aproximar e deixei-a ali com Liza por alguns minutos.

Ouvi a porta ser aberta e me deparei com a Dra. Foster, médica que cuida da Liza desde que a doença fora descoberta. Ela sorriu para nós, mas seu sorriso era de dor e sabia que ela estava se preparando para dar uma má notícia.

— Senhorita, podemos conversar em outra sala? Eu, você e sua tia?

— Claro. – Virei-me e Jenny me olhava, fiz sinal com a mão para que ela se aproximasse. — A médica gostaria de conversar conosco, vamos?

— Sim, vamos. – Jenny disse desesperada. Saímos do quarto de Liza e fomos com ela até uma salinha. Nos sentamos de frente para a Dra. Foster, a mesma respirou fundo, cruzou as mãos em cima da mesa e tomou a fala.

— O quadro de Liza não está bom, ela adquiriu infecções piores e o tumor se espalhou por todo o corpo. O câncer a tomou e não sabemos se ela passa de hoje, as chances são mínimas. – Segurei a mão de minha tia e engoli o seco, não iria chorar naquele momento.

— Quais são as porcentagens dela? – Perguntei.

— 75% de chance de seu coração parar hoje e 25% de reagir. – Comecei a chorar, mas tentei controlar. — Veja, Liza reagiu muito bem aos tratamentos e teve os melhores cuidados que vocês puderam dar para ela, mas infelizmente ela parou de reagir aos tratamentos e seus medicamentos não fazem mais efeito em seu corpo. Ela está muito fraca e de coração... – Ela colocou a mão em cima da mão de Jenny e da minha que estavam unidas. — Talvez ela não aguente. Com a fraqueza que seu corpo apresenta é fato que ele irá parar de lutar contra a doença. Precisamos que vocês se preparem para tudo hoje. – Apenas assenti, não conseguiria pronunciar mais nenhuma palavra sem me acabar no choro. Jenny disse um “obrigada” e a médica se retirou da sala.

— Tia...eu...por Deus. – Caí em seus braços e ela começou a fazer carinho em meus cabelos. Chorei tudo o que precisava ali, abraçada com ela.

— Preste atenção. – Disse fazendo-me encará-la. — Aconteça o que acontecer hoje, saiba que tudo o que fizemos por Liza não foi em vão e que ela é grata por tudo e nos ama mais do que a amamos.

— Podemos voltar? Gostaria de ver se ela já acordou.

— Sim, vamos voltar. – Levantamos das cadeiras e voltamos ao quarto, ao chegar Jenny entrou e vi que Liza estava acordada. Ainda fraca, mas sorria para Calum enquanto ele parecia contar algo para fazê-la rir. Fiquei parada na porta os observando; Alice estava sentada no sofá sorrindo com Liza, mas sua feição era de estar cansada. Jenny estava no telefone falando com nosso tio Jack.

Liza desviou o foco de Calum para mim, ela sorriu tão lindamente que tive que controlar para não chorar em sua frente, levantou sua mão e fez sinal para que eu me aproximasse, assim o fiz calmamente.

— Kels...você está aqui. – Sua voz estava baixa e falhada, segurei sua mão e a mesma estava fria.

— Claro que sim, achou mesmo que iria fugir de mim para o hospital e eu não saberia? – Ela riu e depois tossiu um pouco.

— Eu queria agradecer por tudo o que você fez por mim, tudo mesmo. Eu te amo, Kels. – Suas palavras me fizeram soltar algumas lágrimas.

— Não foi nada, minha pequena. Eu faria mais se pudesse, eu te amo demais. – Beijei sua bochecha. Ela fechou os olhos serenamente e olhei para Calum, ele estava sorrindo. Fez carinho em seus cabelos e abaixou para sussurrar em seu ouvido.

— Pode descansar, meu doce. Não tenha pressa, estamos aqui com você. – Ele disse e veio para perto de mim.

— Eu preciso descansar um pouco, mas tenho medo de algo acontecer.

— Pode sentar e dormir um pouco, Kels. Vou pegar um café para mim e Jenny, vamos ficar observando-a. Junte-se a Alice. – Ele riu e apontou para ela. Alice estava com a cabeça deitada no braço do sofá de três lugares que havia no quarto, ela estava dormindo e parecia exausta.

Fui até o pequeno sofá e encostei a cabeça em seu encosto, fechei os olhos lentamente e deixei que o cansaço tomasse conta do meu corpo.

(...)

Acordei com a barulheira de entra e sai do quarto, levantei num pulo e observei os médicos indo e vindo com aparelhos e objetos na direção de Liza. Tentei chegar perto, mas foi em vão. Senti alguém me puxando, olhei e era Jenny.

— Querida, preciso que venha. – Ela me puxou pelo braço até a porta do quarto, onde Calum, Alice e Dra. Foster estavam.

— Senhorita Kelsey, não sei como lhe dizer isto mas se for se despedir de sua irmã, se despeça agora. – Olhei para seu rosto sem entender. — O corpo de Liza está parando de lutar, infelizmente não aguentará por mais de vinte minutos.

— Então minha irmã está... – Comecei a entrar em desespero e a chorar.

— Sim, tentamos hoje todos os meios possíveis, mas o corpo de Liza está fraco demais para aguentar mais medicamentos, mais cirurgias, é a hora dela. – Então ela saiu e os médicos a acompanharam. Olhei para trás e vi Liza acordada e com uma feição triste, corri para ela.

— Kels. – A dificuldade em sua fala era pior. — Me desculpa por não ser forte como deveria.

— Meu anjo, você não precisa de desculpar por nada. Eu te amo demais, meu doce. – Me abaixei e a abracei fortemente, ela retribuiu, mas quase sem força.

— Eu também te amo, obrigada por tudo. – Sussurrei um “ de nada “ baixo e me afastei para que os outros viessem de despedir de Liza. Depois que o fizeram, Alice ficou de um lado da cama segurando sua mão e fazendo carinho em seus cabelos. Jenny estava em frente a sua cama, sorrindo e com as mãos apoiadas nas pernas de Liza. Calum estava ao seu outro lado, cantando baixinho para que ela ficasse mais tranquila, Liza amava quando Calum cantava para ela. Já eu estava ao lado de Calum, segurando a outra mão de Liza e observando atentamente as feições que seu rosto apresentava. Comecei a perceber que seus olhos piscavam com certa dificuldade, pedi licença ao Calum e troquei de lugar com ele. Olhei para o aparelho que contava suas batidas e elas iam caindo cada vez mais, me aproximei de Liza e beijei sua testa.

— Meu doce, pode ir tranquila, nós te amamos. – Então seus olhos se fecharam e os bips do aparelho começaram a fazer barulho, o coração de Liza havia parado, o corpo de Liza havia parado.


Liza havia ido embora de vez.


Notas Finais


AEEEEEEEE, MOÇADA.
Gostaram? Deixa aquele recadinho ai pra eu saber se continuo, se gostaram e pá.
Eu queria também agradecer ao Lay, Xing Ling, Hunnie ou whoever ele seja (pra mim é meu Xing) que me fez (obrigou, ameaçou) a postar essa fanfic que eu não queria de modo algum. Ukezinho, eu te amo <3 Xero no popo


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