História My Little Sweet - Capítulo 14


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Categorias Esquadrão Suicida
Personagens Personagens Originais
Tags Batman, Coringa, Romance
Exibições 155
Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Luta, Romance e Novela, Super Power, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Meus pudinzinhos! Tudo bem com vocês?Quem sentiu minha falta levante a mão.
Por que estão me olhando com pena?Por que não estão levantando as mãos?

Aproveitem o capítulo!

Capítulo 14 - Adivinhe quem vem para a festa?Digo,pra reunião?


Acordo mais cedo que o normal.O Palhaço continua deitado ao meu lado,mas nos separamos no meio do sono.Esse maldito espaçoso,ocupa toda a cama,o que me deixa dormindo na beirinha.Levanto com cuidado e sigo até o banheiro.Escovo os dentes,lavo meu rosto e volto para o quarto.Paro ao lado da cama e puxo os cobertores,cobrindo-o.Ele tem o hábito de se espalhar pelo colchão,mas eu sou uma verdadeira ladra de cobertores.Fazer o que,detesto dormir descoberta.

Vou até a cozinha.Apenas o sr.Beauchamp e sua filha,Aimee,estão lá.Charles Beauchamp era um famoso cozinheiro,até que se envolveu com jogos e contraiu uma dívida exorbitante;mas teve sorte de não ser morto e agora trabalhava na Circenses,junto com sua filha.

Aimee é uma garota legal,acho que posso até mesmo chamá-la de amiga.A maioria dos funcionários evitam ter qualquer envolvimento comigo,pelo fato de terem medo do que pode acontecer com eles caso me chateiem ou qualquer coisa do tipo.

-Acordou cedo,srta.Moritz. Isso é raro - resmunga Charles - Nem mesmo o chefe se levantou.

-Não dormi muito bem,acho.

-Bem,sente-se,Raleigh. E bom-dia - diz Aimee sorrindo brilhantemente.Ela é animada demais para alguém que costuma acordar às 5:00 horas da manhã.Me jogo no banquinho e vejo os dois trabalharem.Nem ao menos tenho que pedir algo,eles já começaram a fazer o café-da-manhã a alguma tempo,pelo visto.

-Ele aprontou muito ontem? - pergunto como quem não quer nada.É divertido ver pai e filha cozinhando.Eles nem ao menos conversam,tamanha é a sintonia.

-Na verdade,não - respondeu a ruiva - Ele apenas bebeu junto de uns caras,e tagarelou sobre caos,política e como as mulheres são confusas.Ah,e mencionou o desejo de comer bolo de casamento.

Bolo de casamento?

-Ah,tá.

Ficamos em silêncio por um tempo.Não sei como,mas Aimee sabe de tudo que acontece nesse lugar,mesmo as coisas que acontecem enquanto ela dorme. Assustador.

Ela enche uma bandeja com croissants,pãezinhos sovados,queijo branco,geleia de amora, e completa tudo com uma jarra de suco de laranja.Não ofereço ajuda,pois sei que não aceitariam (tentei uma vez,e Aimee quase me bateu com uma colher de pau).Também não pode faltar o café dele:preto,sem açúcar.Como ele consegue tomar isso,não sei.

Agradeço e subo pela escada,equilibrando a bandeja.Abro a porta com o pé,entro e coloco a bandeja em cima do criado-mudo,ao lado da cama.O Coringa já se levantou e está tomando banho.Santa desafinação*!Sua cantoria penetra pelos vãos da porta e ferem meus ouvidos.Estremeço.

Espero ele para que possamos tomar café juntos.Estou envergonhada pelo que aconteceu ontem,já que ele é quem deia ser a pessoa instável por aqui.Mas como posso ficar calma quando estou indo contra tudo que sempre acreditei?

-O que é isso tudo,docinho? - ele aparece do nada.Os cabelos estão pingando e ele usa apenas uma toalha ao redor da cintura.Coro até a raiz dos cabelos.

Acho que vou morrer,meu Jesus.Qual é o maldito problema com roupas?

-E-eu t-trouxe o café-da-manhã - desvio os olhos enquanto ele se veste.Pelo visto,hoje é dia de trabalhar,porque ele está veste um terno vinho,com uma camisa preta e sapatos escuros.A gravata também é preta e possui a estampa de smileys amarelos.Admito,adoro as gravatas dele.

Seus olhos azuis focam em mim.Ele arqueia uma sobrancelha,seu rosto uma mistura de desconfiança e incredulidade.É claro que ele não acredita que eu possa ser gentil depois...

-Não acredito que acordou cedo.

Maldito.

-Sim,sim,todos estão chocados com esse milagre.E olha que nem é Natal - resmungo.

Se senta ao meu lado e pega um croissant.

-Sabe,docinho,eu realmente não te entendo - paro meu pãozinho no meio do caminho até minha boca e engulo em seco.

-Me desculpe.

-Nah,eu gosto disso.Diferente da Harley,às vezes,é meio difícil aber o que se passa pela sua cabeça - ele aproxima seu rosto do meu e sussurra - É excitante.

Respiro fundo.

-Que tal um pouquinho mais longe? - minha voz sai meio arranhada.Ele simplesmente ri da minha cara.

-Docinho,docinho,docinho.Não me venha com novos limites,porque já atravessei todos ontem.

As cenas atravessam minha mente.Flashes de mãos e lábios preenchem minha visão.Ele com certeza sabe como mexer com a minha mente.

-Está preocupada com seu precioso hímen?Pode deixar,serei gentil - balança as sobrancelhas de maneira maliciosa.

-Já disse que você é um safado de marca maior?Tenho certeza que sim.

-Já disse que você está fugindo do assunto?

-Você vai me deixar louca - murmuro e tomo um gole do suco.

-Esse é meu objetivo,docinho.

Terminamos de comer e não mencionamos mais a noite passada,o que se torna um alívio.

-Tô indo resolver uns assuntos,então se comporte,docinho.

-Sempre me comporto - sorrimos um para o outro.

-Boa menina.

                                                                                                                    _ . . . _

1 semana depois.

Tenho uma rotina,agora.Acordo,faço minha higiene,tomo o café-da-manhã e leio,mais ou menos,até ao meio-dia.Depois vou até a cozinha e converso com os Beauchamp,ignorando os olhares de medo dos outros.Com o almoço pronto,eu levo uma bandeja até o escritório do Coringa e passamos um tempinho juntos,isso é,quando ele está lá,e não em algum outro lugar explodindo prédios e queimando dinheiro.

Tento convence-lo a me libertar ou pelo menos que eu converse com meu primo pelo telefone.A resposta é sempre não.Sinto falta dos meus dias normais,com Bruce,Alfred e minha faculdade.Mas não é como se eu tentasse escapar.Não acho que conseguiria fazer isso.

O resto do dia eu dedico aos estudos.Após pedir com muito carinho,o Coringa permitiu meu acesso a internet,desde que eu me comportasse.Comprei livros de psicologia e prossigo em um estudo independente.

Mas as noites andam me deixando tensa.Ele continua me tocando de maneiras inapropriada,mas não tenta me beija.Nunca.Deve ser mais um joguinho dele.

Olho no relógio e vejo que já são 20:00 horas,corro para tomar banho.O Coringa me avisou que eu deveria me aprontar,pois iríamos a uma reunião.Nem tentei entrar em uma discussão com ele,é chato perder sempre.

Termino de lavar meu cabelo e saio.Desembaço o espelho;acho que preciso cortar o cabelo,já está quase alcançando meus ombros.Entro no closet,seguindo para a minha parte.A maior parte do lugar está ocupado com as roupas dele,mas consegui arranjar um espacinho para as minhas.Escolho uma calça jeans preta,uma regata carmim,calço botinhas de cano baixo.Completo tudo com uma jaqueta de couro.O outono está chegando e me pergunto quanto tempo mais ficarei na companhia do Palhaço.

Pelo menos,ele tem bom gosto. Rio comigo mesma enquanto passo maquiagem.Rímel,um pouco de lápis marrom e batom vermelho.Prendo metade do cabelo em um coque meio alto,deixando o resto solto.Prontinha.

Vou até o escritório dele e entro direto.Ele está sentado com os pés em cima da mesa.Blazer prata,camisa vinho,calça preta.Cabelo verdes penteados pra trás e sorriso convencido no rosto.O canalha é lindo.Infelizmente,pra mim,ele sabe disso.

-Estamos combinando,docinho!Não sabia que seríamos esse tipo de casal,mas parece ser divertido! - ele solta uma gargalhada infantil.

-Foi uma coincidência.

-Não existe coincidências.Mas existe uma festa esperando por nós,então sebo nas canelas - diz se levantando.Passa meu braço pelo seu,mas não antes de se aproveitar e passar a mão na minha bunda.

-Você disse que era uma reunião - falo sentindo arrepios na espinha.E não são exatamente o tipo bom de arrepio.

-Eu disse?Bem,eu devia estar louco.

Putz!PUTZ GRILA!Tô ferrada.

                                                                                                                 _ . . . _

O Coringa para a Ferrari verde-limão em um estacionamento coberto.Viemos com outro carro,mas não sei o motivo.

Entramos em uma boate parcialmente iluminada.Os focos de luz estão nas dançarinas.Elas são lindas e todos os homens do lugar mantém seus olhos nelas.Andamos um pouco,até atravessarmos uma cortina de contas.A música alta incomoda um pouco.

-Isso é uma boate ou uma loja de produtos esotéricos? - pergunto baixinho.O Palhaço ri e passa a mão pela minha cintura.Os caras que estão lá olham para a gente.São quatro:um careca cheio de tatuagens,um cara negro usando um terno,um loiro gordo e que me olha de maneira estranha, e um homem de cabelos escuros que parece um motoqueiro.O lugar é bem reservado,e tem uma mesa no centro.

 

-São ele que vão ler cartas de tarô pra nós? - dessa vez a pergunta não foi tão baixa.

-Trouxe seu lanchinho pra reunião,Coringa? - questiona o careca. Lanchinho?

O Palhaço não responde.Senta e me puxa para seu colo.

-Docinho,esse são uns colegas de trabalho.Colegas,essa é minha docinho.

-Então não é lanchinho,é sobremesa - caçoa.

- Sobremesa? - pergunto apenas mexendo os lábios.O Coringa encosta um dedo na boca.

-Shhh - sussurra em meu ouvido.Dá uma piscadinha.

-Não vou dizer meu nome para ela - foi o cara negro quem se pronunciou dessa vez.

-Não disse que ela saberia dos seus nomes.Eu apenas a trouxe para sentar no meu colo e ser linda.O que ela faz muito bem - me provoca ao fazer cafuné na minha cabeça.Lanço meu olhar mais maligno para ele.Tudo o que ganho é uma risadinha.

-Que tal prosseguirmos com a reunião? - sugere o loiro.Eles começam a conversar sobre como seus negócios estão indo de mal a pior,reclamam da polícia,do Comissário Gordon,das esposas...Me pergunto se isso são chefões do crime organizado ou tias velhas fofoqueira e reclamonas.O Coringa só fala uma coisa aqui e ali,faz uma piada,flerta comigo,rosna pra alguém ou murmura coisas estranhas para si mesmo.

Estou quase me esvaindo em lágrimas,tamanho é meu tédio quando o Coringa olha em seu pulso e exclama:

-Ele está atrasado!

-Quem está atrasado? - pergunta o motoqueiro.

-Meu convidado!

-Coringa,você nem tem relógio - murmuro pra ele.

-Detalhes,detalhes,docinho.Ele já deveria ter chego há... - sua frase é interrompida quando todos escutamos um baque do outro lado da boate.Alguns começam gritar,o som se misturando ao tilintar de vidro se quebrando.É um pandemônio.

Os mafiosos puxam suas armas.O Coringa é o único que permanece calmo.

-Ele chegou! - nada muito bom acontece quando ele sorri assim.

Olho apreensiva do seu rosto para a boate e de volta ao seu rosto.

-Quem chegou? - as palavras saem meio tremidas.Mas antes que ele possa dizer qualquer coisa um movimento chama minha atenção.Não me diga que...Olho na direção a cortina.Uma figura alta e sombria entra em meu campo de visão.

O Batman está aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


*Não consigo imaginar o Coringa cantando bem,tá pessoinhas?Achei que seria engraçado ele ser desafinado,enton..
E aí gostaram?Finalmente nosso Morcegão apareceu!Já não era sem tempo.
Beijos rotineiros e sonhem com morcegos,minhas chefonas.


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