História My Little Sweet - Capítulo 27


Escrita por: ~

Postado
Categorias Esquadrão Suicida
Personagens Personagens Originais
Tags Batman, Coringa, Romance
Exibições 98
Palavras 997
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Luta, Romance e Novela, Super Power, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Sorry pelo atraso.
Aproveitem!

Capítulo 27 - Via Láctea.


Meu dia não começa muito bem.Na verdade,ele começa péssimo.Apesar de odiar acordar sozinha,já me acostumei;porém acordar com gritos é algo totalmente diferente.Por um segundo,penso que é Jack tendo outro pesadelo,porém seu lado da cama está vazio e frio,o que indica que ele se levantou faz tempo.

Os gritos continuam e posso reconhecer a voz do Coringa.Ponho uma calça e uma blusa rapidamente,depois corro descalça até a cozinha.Ele está lá,esbravejando com Jonny e mais um homem que eu não conheço,mas que suponho ser um de seus capangas.

-Mas que merda!Será que tenho que resolver tudo sozinho?!

Os dois simplesmente abaixam a cabeça,como crianças sendo repreendidas pelo pai.Me aproximo e toco o ombro do Coringa.Ele se livra da minha mão com um safanão,depois volta a esbravejar:

-Disse para acabar com eles,seus inúteis!Agora,digam-me,o quê diabos irei fazer,hein?Já tenho o maldito Morcego atrás de mim!Não preciso de um bando de desajustados me perseguindo também,porra!

-Mas,chefe... - o homem não tem tempo de terminar,porque uma bala atravessa bem o meio de sua testa.Acho que grito,mas não tenho certeza,já que o som do tiro continua ecoando em meus ouvidos.Olho para Frost e vejo que ele parece um tanto chocado,apesar de encobrir isso quando o Coringa volta seus olhos azuis-gelo na sua direção.

-Limpe essa bagunça,Jonny Jonny. Se não... 

O Palhaço agarra meu pulso,puxando-me porta afora,deixando a ameaça pairando no ar.Ainda consigo ter um vislumbre do corpo jorrando sangue de um vermelho tão intenso quanto a boca do meu amante .Estremeço e o Coringa me aperta ainda mais,como se tivesse medo que eu fuja.Jamais, penso enquanto me liberto de sua força possessiva para entrelaçar nossos dedos.A risada dele reverbera pelas paredes,entrando por debaixo da minha pele e se fixando em meus ossos.

O Sol me deixa incomodada por alguns segundos depois que saímos do prédio.As pessoas olham com estranhamento para nós,mas logo esse sentimento é substituído pelo medo ao reconhecerem o homem de cabelos verdes que está ao meu lado.A luz do Sol é intensa,porém o vento frio de novembro faz com que meus dentes batam descontroladamente.Somente agora percebo que estou vestindo uma das camisa do Coringa,a única que é branca;uma calça jeans escura e continuo sem sapatos,o chão congelando meus dedos.

-Estou sem sapatos - digo estupidamente.Ele me olha de cima a abaixo e seus olhos escurecem.Sorri.

-Então simplesmente vamos às compras.

Nós andamos até a avenida e paramos perto de uma loja de sapatos.O Coringa olha a nossa volta,e foca em algo.Um garoto vem andando com um homem que suponho ser seu pai.A criança veste a camiseta de algum time qualquer,assim como também leva uma luva de beisebol envolta em uma das mãos..Fala animadamente com o adulto e este sorri.O homem carrega um taco no ombro e usa um boné do mesmo time da camiseta do menino.

-Fique bem aqui,quietinha,docinho - murmura com excitação e caminha na direção dos dois.Uma pontada de irritação surge pelo fato de eu ter sido tratada como uma criança,mas ela é logo engolida pela preocupação que envolve meu peito ao ver o Coringa se aproximar cada vez mais de pai e filho.

O mais velho olha surpreso para o Palhaço.De repente,reconhecimento cintila em seus olhos castanhos (ou que pelo menos parecem castanhos,julgando da distância de onde estou) e sua expressão passa de contentamento para medo e feroz proteção.Coloca o garoto atrás de si e segura o taco na direção do Coringa.Sua gargalhada é tão alta que posso escutá-la daqui sem problemas.O movimento começa a chamar atenção.

O corpo do Palhaço circunda o do outro homem,ele invade o espaço pessoal do pobre coitado sem o menor pudor.Rosna alguma coisa e olha para o garotinho assustado.O pai entrega o bastão de beisebol nas mãos do Coringa,depois se afasta com o garoto.Mas não é rápido o suficiente para impedir que os dedos pálidos do vilão se agarrem a aba de seu boné e arranque-o de uma vez,revelando um curto e espetado cabelo negro.

Meu pálido amante vira-se,põe o boné e anda para mim.Gira o taco entre suas mãos habilidosas e vejo dezenas de celulares apontados para ele,acompanhando seus passos de predador.O brilho prateado de seu sorriso aproxima-se ainda mais de mim.

Sou uma mariposa,atraída pela luz.Sou uma mosca,encarando os olhos de uma aranha faminta.Sou a madeira,queimando no fogo.Sou cinzas subindo pelos ares,querendo libertação entre as nuvens.

Gotham é a Via Láctea,o Coringa é o Sol e eu sou um simples planeta,pendendo em sua direção,não me importando se minha massa se tornará um monte de nada no segundo que o tocar.

Eu já sou um monte de nada,essa é a verdade.Mas quando estou perto dele,acho que posso ser tudo.

A baderna formou-se entorno de nós,fiquei tão absorta em meu transe que nem ao menos pude ver o Palhaço girando em seus calcanhares e acertando a madeira no vidro da loja.Cacos de vidro estão espalhados pelo chão e gritos estão espalhados pelo ar da avenida.O corpo dele se inclina na direção do balcão da vitrine,agora exposto,e pega um par de sapatilhas.Elas são muito bonitas,semelhantes à de bailarinas.Noto que o vidro não me atingiu e,com um estalo,entendo que ele me deixou longe o suficiente para ser atingida pelos estilhaços.

O sorriso de tubarão parece ter se tornado permanente em seu rosto.Ele chega mais perto do meu corpo e se põe de joelhos na minha frente.Cliques e flashes na nossa direção e meu joelho se dobra o suficiente para que ele calce a primeira sapatilha.Repetimos o movimento,então o Coringa finalmente se levanta.Enlaça minha cintura e cola seus lábios nos meus,jogando meu pescoço pra trás.Ouço murmúrios de horror,porém a única coisa que me importa é a boca dele junto a minha.

Finalmente nos separamos,seus sorriso é ainda maior.Não sei se discuto com ele por ter ameaçado um pai e uma criança,além de assaltar uma loja;ou se me sinto agradecida por ter feito tudo isso apenas para cobrir meus pés.

Mas não tenho nem ao menos tempo de me decidir,pois sua mão segura a minha e meu corpo é puxado pra frente quando começamos a correr.

                                                                                                    

 

 

 


Notas Finais


Ho,ho,ho,não sabia que o capítulo ia dar nisso,é sério!Começo a escrever pensando em algo,só que termina completamente diferente jhsjshsjsh.
Amo quando a Leigh tem esse pensamentos filosóficos sobre ela e o Coringa <3
Beijos roubados e sonhem com galáxias,minhas jogadoras de beisebol!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...