História My Love - Capítulo 50


Escrita por: ~

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Categorias David Luiz
Personagens David Luiz
Tags Comedia, David Luiz, Romance
Visualizações 327
Palavras 2.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 50 - Encaixe perfeito.


Fanfic / Fanfiction My Love - Capítulo 50 - Encaixe perfeito.

- Isso, agora você coloca tudo aqui. - pegou a tigela de vidro.

- E misturo? - ele indagou.

- É, com duas colheres. - entregou pra ele e mostrou como se fazia.

- E quando coloco a maionese? - franziu a testa.

- Vai colocando enquanto mexe. - abriu o pote, já que ele estava com as mãos ocupadas. - Isso, até chegar na consistência que você quer. - explicou, enquanto o observava fazer o que ela tinha dito.

Alice sorria vendo o namorado aprendendo a fazer salada de maionese, que na verdade era a especialidade dela. Mas David era o único que não tinha o que fazer por ali, então ele resolveu atormentar a tradutora, que se irritou com ele e praticamente o obrigou a substiuí-la na cozinha.

- Tá bom? - a questionou.

- Deixe-me ver. - pegou a vasilha e a ergueu no alto, com a intenção de ver pela parte de baixo se estava tudo bem misturado.

- Tá sim, agora você joga batata palha em cima e depois coloca azeitona pra enfeitar.

- Beleza. - piscou, e fez o que ela pediu. - E agora?

- Coloca na geladeira. - apontou o refrigerador com a cabeça.

- Como estamos? - Joaquim entrou na cozinha, ele e Ladislau ficaram responsáveis em preparar a carne.

- Tudo pronto por aqui. - Alice sorriu para o pai. - E já tem asinha?

- Ainda não, vai demorar um pouco. - avisou a filha, enquanto pegava mais carne.

- Terminei. - o zagueiro se manifestou, fechando a porta da geladeira. - E agora? - colocou as mãos na cintura, a namorada riu.

- A gente espera. - deu de ombros, vendo seu pai sair da cozinha.

- E nossas mães? - David franziu a testa.

- Estão conversando com os vizinhos, sabe como são.

- E Amora?

- Dormindo na sala. - suspirou. - Vamos lá fora? - esticou a mão pra ele, que aceitou de imediato.

Os dois saíram da cozinha e foram para os fundos da casa, onde tinha uma pequena área de lazer, com churrasqueira de alvenaria e uma grande mesa com cadeiras. 

- Aquelas que transportam outros carros? - Ladislau perguntou, e viu o filho e sua nora se aproximando.

- Isso, caminhão cegonheira. - Joaquim afirmou, enquanto virava as carnes. - Dirigi por quinze anos.

- Eu dirigi uma vez. - Alice se intrometeu.

- E eu quase morri, ela nem tem habilitação na categoria. - o homem balançou a cabeça.

David fitou a namorada, que segurava o riso.

- Eu tinha um mês de carta, mas é muito difícil, andei só um quarteirão e deixei morrer.

- E ela chegou em casa gritando que o caminhão tinha quebrado.

- Meu pai saiu desesperado pela rua.- agora ela riu de fato.

- Eu tinha sair naquele dia e já estava pensando o quanto teria que gastar pra consertar o estrago que ela tinha feito. - riu da lembrança.

- E não era nada? - o pai do zagueiro perguntou.

- O problema era a motorista e não o caminhão. - Joaquim zombou da filha, que fez uma careta.

- Vocês já moravam aqui? - David perguntou, interessado.

- Não, foi em Campinas? - o pai de Alice fitou a filha, que negou com a cabeça.

- Foi em Franca. - respondeu, e ele assentiu.

- E você dirigiu esse caminhão até se aposentar? - Ladislau voltou a questionar o homem.

- Não, era muito cansativo. - explicou. - As viagens eram muito longas e eu passava dias fora de casa, então pedi pra fazer transporte de curtas distâncias e mudei pra caminhão bau.

- Esse eu não dirigi. - a mulher brincou, rindo de leve.

Ela se virou ao ouvir a risada de sua mãe, que se aproximava deles enquanto conversava algo com Regina, a tradutora ficou extremamente satisfeita em ver como as duas se davam bem. Alice não tinha comentado com David, mas tinha um certo receio quando se tratava do relacionamento de sua mãe com a mãe dele, as duas eram mulheres de fibra e com personalidade forte, então pensou que, talvez, não conseguissem conviver em harmonia. Mas para a sua surpresa e alegria, as duas já pareciam amigas de longa data. 

- Alguma fofoca nova? - ela indagou, com um sorriso no rosto.

- Vocês são notícia na cidade toda. - Marisa fez uma careta, apontando para o casal. - Os vizinhos me perguntaram se é verdade que você está aqui. - olhou para David, que balançou a cabeça negativamente.

- Nisso que dá ter um genro famoso. - Alice zombou o namorado, que fez uma careta.

- Filha, tem asinha pronta. - Joaquim avisou a filha, que foi até ele rapidamente.

- Vocês se incomodam com isso? - o zagueirou fitou a sogra.

- Eu não. - deu de ombros.

- Já estou ficando popular por sua causa, adoro a atenção. - o sogro confessou, fazendo os outros rirem.

- Eu também. - Regina se pronunciou. - Adoro ficar conversando com as fãs do David.

- Algumas ainda me odeiam. - Alice se manifestou, dando uma mordida em seu frango. - Mas faz parte. - suspirou. - Ai, isso tá uma delícia, já podemos comer?

- Você é das minhas. - Ladislau brincou com a nora, que riu do sogro, já que ele era normalmente mais na dele.

- Então o David puxou o senhor? Esse menino adora comer. - fitou o namorado, que fingiu não ter escutado o que ela tinha dito.

- Isso, e o talento pro futebol. - afirmou, e quem riu dessa vez foi David, achando graça na fala de seu pai. 

 

O relógio do celular marcava cinco e trinta e sete da manhã, a mulher bufou e fechous olhos, mas era inútil pois ela tentava dormir a pelo menos três horas e até agora não tinha adiantado. Seu sono tinha ido embora há algum tempo, então ela resolveu se levantar de uma vez, já estava cansada de rolar de um lado pro outro na cama. Ela vestiu um shorts e colocou uma camiseta regata, saiu de seu quarto em silêncio e franziu a testa ao ver Amora dormindo no corredor, no chão frio. Ela se agachou e acariciou a barriga de sua cachorra, que despertou com esse toque e lambeu as mãos de sua dona. 

- Tá muito quente na sua cama? - indagou, a pegando no colo.

Alice foi surpreendida novamente ao chegar na sala e ver David deitado no sofá de três lugares, ele mexia em seu celular e ergueu a cabeça quando avistou a namorada entrando no cômodo.

- Sem sono? - perguntou, e ela assentiu.

- Somos dois. - sentou-se.

- Acho que meu sono já foi pra Paris. - brincou, sentando ao lado dele, e foi abraçada pelo mesmo.

- Eu não conseguia dormir e meus pais só sabem roncar, então acabei vindo pra cá. - se explicou e ela riu de leve.

- Ainda não amanheceu. - falou, olhando pela janela e observando que estava escuro lá fora, então ela teve uma ideia. - Vem comigo.

- Onde? - franziu a testa, a vendo se levantar e pegar uma chave.

- Ver uma coisa. - se limitou a explicar e abriu a porta.

- O que você está aprontando? - perguntou, se levantando.

- Nada. - riu de leve.

Os dois caminhavam tranquilamente pelas ruas de Imbituba, David abraçava Alice pelos ombros, enquanto ela o envolvia pela cintura, Amora também estava com os dois, e sua guia era segurada pelo jogador.

- Vamos ver o sol nascer. - a tradutora disse, assim que viraram em uma rua que dava direto na praia. - É tão lindo. - falou, com um sorriso no rosto.

Já começava a clarear na cidade, mas ela estava completamente vazia, no caminho até a praia se viram três pessoas foi muito. O que era melhor ainda, pois os dois teriam privacidade o suficiente para curtirem aquele momento em paz.

Não demorou muito para chegarem na praia, os dois tiraram seus chinelos e os carregavam na mão. Alice sentou-se na areia, e o namorado sentou ao seu lado, a abraçando pelos ombros. David soltou a coleira de Amora, a deixando livre pra andar e correr por ali, ele confiava em sua cachorra e tinha certeza que ela não fugiria.

- Amora tem pavor do mar. - a mulher comentou, observando seu animalzinho andando pela areia. - Eu te falei que no primeiro dia dela aqui, a danadinha bebeu água salgada e depois vomitou tudo?

David riu, assentindo, lembrando-se quando a namorada mandou um áudio contando das travessuras da cachorra deles.

- Acho que traumatizou. - riu fraco.

Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos, apenas apreciando a paisagem e a presença um do outro.

- Nossos pais se deram bem, né? - o jogador se manifestou.

- Pelo jeito sim, me senti até um pouco excluída. - brincou.

- Eu também. - concordou. - Mas isso é bom. - sorriu de lado.

- É, seria horrível se tivessem algum problema.

- E como, minha mãe detestava minha ex sogra, e isso atrapalhava muito o meu namoro. - o rapaz admitiu, e Alice o fitou. - Eram brigas constantes por esse motivo.

- Imagino. - deu de ombros. - Mas dessa vez deu tudo certo, ouvi nossos pais combinando pescaria e uma visita em Juiz de Fora. - ela sorriu.

- Sua mãe disse que vai ensinar a minha a fazer crochê. - o zagueiro balançou a cabeça. - Você tá feliz? - ele a puxou para mais perto.

- Claro. - garantiu rapidamente. - E você?

- Muito feliz. - afirmou, lhe dando um selinho.

Amora se aproximou dos dois e pulou em sua dona, pedindo por colo e ela atendeu o pedido da bichinha prontamente.

- Lucas e Larrisa estão noivos. - a tradutora falou, mudando de assunto. - E eles começaram a namorar um mês antes da gente.

- Você acha que foi precipitado? - a questionou.

- Quem sou eu pra julgar o amor dos outros? - deu de ombros. - Se eles tem certeza do que sentem um pelo outro, tem todo o meu apoio.

- Ah é? - ele riu, com uma ideia na cabeça. - Se eu te pedisse em casamento agora, você aceitaria? - perguntou e ela virou a cabeça rapidamente, o encarando com o cenho franzido.

- Você pediria? - rebateu.

- Você aceitaria? - retrucou, tentando decifrar a feição da namorada.

- Eu aceitei morar com você, não aceitei? - ela arqueou as sobrancelhas, o fazendo estreitar os olhos.

- Sim.

- Pronto, você tem sua resposta. - Alice riu, reparando que ele a fitava. - Que foi?

- Por uma fração de segundos achei que você ia ter um treco e me chamar de louco por pensar em te pedir em casamento com menos de um ano de namoro. - voltou a fitar o horizonte.

- Quando você me conheceu eu realmente pensava assim, xinguei tanto o Marcos quando ele pediu a Carol em casamento, eles tinham um mês de namoro. - explicou, com certa tristeza na voz. - Mas naquela época eu não sabia o que era amar alguém como eu amo você.

David virou a cabeça rapidamente, e ele alargou o sorriso que tinha no rosto, era tão bom ouvir sua namorada se declarar dessa forma.

- Então, eu entendo, sabe? - o fitou, recebendo um beijo em seus lábios.

- Eu também. - confessou, a vendo ficar confusa. - Sempre pensei em me casar e formar minha família, mas com o passar dos anos esse sonho parecia cada vez mais distante, até o dia que botei meus olhos em você. - admitiu, a observando sorrir e piscar pra ele.

- Só esqueça do sonho dos seis filhos, viu? - falou, risonha. - Do meu corpo sairá no máximo dois, e olhe lá.

- A gente pode adotar, sabia? - beijou sua bochecha.

- Eu sei, e quero muito. - garantiu. - Mas no máximo três filhos, tá?

- Jura? - ele fez uma careta.

- Juro. - afirmou.

- Tá bem, vou considerar sua ideia. - sorriu.

David sempre falava aos quatro ventos que queria ter seis filhos, mas sabia que, talvez, fosse loucura ter tanto filho assim, ainda mais no mundo em que viviam.

- Olha que coisa mais linda. - Alice apontou para o sol nascendo.

O zagueiro seguiu o olhar da namorada e sorriu, realmente era uma obra de arte da natureza. A sensação de bem estar que ele sentia era incrível, estar ali com a mulher da sua vida, aproveitando aquela simplicidade de curtir o nascer de um dia, era fascinante.

Ele virou a cabeça rapidamente e deu um beijo na bochecha da namorada, que sorriu com a atitude e virou o rosto, lhe dando um selinho. Os dois voltaram a encarar o horizonte, Alice tinha um sorriso no rosto, completamente encantada com o que via na sua frente.

David não se lembrava de alguma vez em sua vida ter se sentido tão pleno como agora. Na verdade, suspeitava que nunca tinha vivenciado algo do tipo, era como se tudo estivesse em seu devido lugar.

- Que foi? - Alice indagou, quando ele se remexeu para pegar o celular.

- Uma frase que representa o que estou vivendo agora. - falou, procurando por algo no google.

A tradutora o fitou e balançou a cabeça negativamente, ele não fazia sentido algum.

- Uma hora ou outra, você encontrará a última peça do seu quebra-cabeça… - ele leu com calma.

- Do que você tá falando? - franziu a testa, pensativa.

Não demorou muito para que ela percebesse do que aquilo se tratava. Um sorriso singelo nasceu em seu rosto.

- Ah, no quebra-cabeça da sua vida...eu sou a última peça que faltava? - apontou pra si própria.

- O encaixe perfeito. - ele sorriu, um pouco sem jeito.

- Que lindo, David. - lhe deu um beijo. - É recíproco, viu? Sinto que tudo está em seu devido lugar, sabe?

Ele a fitou, um pouco surpreso. Pois ela tinha dito praticamente a mesma coisa que ele estava pensando a poucos minutos.

- Sei, sim. - assentiu. - Pois me sinto da mesma forma.

Ela se inclinou, tocando os lábios dele com os seus, iniciando um beijo calmo e carinhoso, onde os dois tentavam expressar tudo o que sentiam.


Notas Finais


Fala povo!
Prometi que não ia demorar e cá estou pedindo desculpas, mas é a vida gente, sinto muito.
O que acharam? David tá tão romântico...ai ai ai
Vou guardar Marisa, Joaquim, Regina e Ladislau num potinho e deixar aqui em casa, muito amor por esse quarteto fantástico.

E pra compensar a demora desse capítulo, vou deixar duas dicas do que acontecerá no próximo capítulo:
1 - Teremos passagem de tempo de seis meses.
2 - Seychelles!

E aí? hahaha
Muito obrigada pelo carinho de sempre, pessoas lindas <3


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