História My Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Extreme, Roxette
Personagens Gary Cherone, Marie Fredriksson, Nuno Bettencourt, Pat Badger, Paul Geary, Per Gessle, Personagens Originais
Exibições 14
Palavras 2.193
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Não sei bem o que esperar dessa fanfic, já que eu sei que a categoria do Extreme é beem parada, mas eu sou totalmente apaixonada por essa banda, principalmente pelo Nuno Delícia Bettencourt
O título saiu da música My Love da Sia, e quando olhei a letra, acabei imaginando essa história
Espero que gostem e vou tentar não abandonar essa fanfic também Hahahahaha
Boa leitura honeys ♥♥♥♥

Capítulo 1 - Prólogo


Ainda me lembro de quando os Bettencourt chegaram a minha cidade natal, Hudson, em Massachusetts. Era um dia de calor agradável, o sol brilhava, fazendo daquele o dia perfeito para atividades ao ar livre. Lembro que estava no jardim da minha casa, usando um vestido rosa-bebê e sapatilhas brancas com lacinhos. Meus cabelos estavam presos com lacinhos também cor-de-rosa. Minhas bonecas estavam espalhadas pela grama, e minha mãe vinha na minha direção com um copo de limonada. Meu pai estava deitado na espreguiçadeira, lendo um jornal.

    Depois de beber o suco, voltei a me concentrar nas bonecas, até que fui distraída pelo ronco do motor de um carro, seguido por um caminhão de mudanças, estacionando em frente à casa ao lado da nossa. De dentro do carro, saíram uma mulher bem vestida, um homem de calça jeans, camisa social e óculos, e dois meninos.

    – Quem são, mamãe? – perguntei com aquela vozinha fina, típica de criança.

    – Ah, Bonnie – ela respondeu, em meio a um sorriso animado. – São os Bettencourt, os novos vizinhos. Vão morar nessa casa – ela apontou –, que está vaga há uns meses.

    – Eles são legais? – perguntei. Estava naquela fase de fazer perguntas sem parar.

    – Ainda não sei – ela respondeu, meio que achando graça da minha pergunta. – Mas vamos ser legais com eles. Parecem ser uma boa família. Tommy! – ela chamou meu pai, que tirou os olhos do jornal e deu um aceno de cabeça. – Vamos dar boas-vindas aos novos vizinhos!

    Meio relutante, ele se levantou e caminhou desajeitado na nossa direção. Olhando na direção da movimentação, foi andando para lá, seguido pela minha mãe. Eu, que era muito curiosa, larguei as bonecas no gramado e fui logo atrás.

    Mamãe se aproximou da mulher e a cumprimentou com um sorriso. A mulher desviou os olhos da mudança e encarou minha mãe, sorrindo também.

    – Olá – minha mãe disse. – Sou Sharon Andrew, este é meu marido – ela apontou para papai –, Thomas Andrew, e esta – ela apontou para mim –, é nossa filha, Bonnie Andrew. Nossas famílias serão vizinhas.

    – Nossa! – a mulher exclamou. – Não estava esperando conhecer meus vizinhos tão rápido. Sou Aureolina de Ávila, este é meu marido – ela olhou da direção do homem –, Ezequiel Bettencourt. E estes são nossos filhos – ela apontou para os dois meninos os envolvendo com os braços na ordem em que os apresentava –, Nuno e Luís Bettencourt.

    Nuno, o que aparentava ser mais novo, tinha cabelos pretos liso-escorrido cortados estilo indiozinho, o que o deixava um tanto engraçado. Ele desencostou o rosto da mãe e olhou na minha direção. Quando nossos olhos se encontraram, algo se acendeu dentro de mim. Não conseguia desviar o olhar dele, e ficamos nos encarando pelo que pareceu um longo tempo. Ele sorriu, estendendo a mãozinha na minha direção, e quando apertei sua mão, tive certeza de que ele não era um garotinho qualquer que seria meu vizinho.

    – Acho que você já arranjou uma amiguinha, Nuno – Aureolina disse, sorrindo.

    – Pois é – mamãe disse, e elas trocaram um sorriso animado.

    – É uma pena interromper a conversa de vocês – Ezequiel disse, olhando também para Nuno e eu –, mas temos que continuar a mudança, querida.

    – Gostaríamos de ajudar, não é, Thomas? – minha mãe lançou um olhar desafiador na direção de meu pai, que devolveu com um olhar de desaprovação. Mas, como minha mãe conseguia qualquer coisa, ele acabou soltando um suspiro e murmurando um “sim” desanimado.

    – No que vocês precisam de aguda? – papai perguntou.

    – Não queremos atrapalhar – disse a Sra. Bettencourt. – Sabemos que estavam com a sua filha aproveitando o dia.

    – Nós insistimos – disse mamãe, apoiando a mão no ombro de Aureolina. – Podemos ajudar no que for possível.

    – O Sr. Andrew – ela apontou para papai –, pode ajudar meu marido a descarrega as coisas do caminhão. Sra. Bettencourt, pode me ajudar com os objetos mais delicados? Se não estiver atrapalhando, é claro.

    – Pode me chamar apenas de Sheron – mamãe sorriu. – Basta me mostrar onde está, que ajudo você em tudo o que precisar.

    – Está no porta malas do carro – Aureolina apontou, e as duas seguiram até o veículo, deixando Nuno, Luís e eu sozinhos, já que papai foi para o caminhão com Ezequiel. Logo, Luís se juntou aos homens, apesar de ainda ser uma criança. Nuno encarou meus olhos, e, pela primeira vez, ouvi sua voz:

    – Olá, Bonnie.

    Estranhei, achando que ele, seguindo a linha de tratamento dos pais, me chamaria de Srta. Andrew. Então, cumprimentei no mesmo tom informal.

    – Oi, Nuno – disse, e pensei rapidamente em algo para dizer, antes de a conversa não ir para frente. – Seus pais são legais.

    – Os seus também – ele respondeu com um sorriso tímido. – O que estava fazendo antes de chegarmos?

    – Estava brincando – respondi, apontando para as bonecas. Nuno torceu o nariz.

    – Não é o tipo de brinquedo que eu goste – ele deu uma risadinha, e tive que rir com ele.  Ele tinha um riso cativante.

    – Você quer entrar? – perguntei, apontando para minha casa. – Posso mostrar todos as miniaturas de carros que meu pai coleciona. Só não podemos brincas com elas. Meu pai não gosta que eu mexa neles. Tem tantos que quase perco a conta – ri baixo. – Ele coleciona desde que se casou com a mamãe.

    Puxei Nuno pelo braço e o levei para dentro de casa, aproveitando que meu pai estava distraído demais para nos ver. Guiei-o escada acima, entrando de fininho no quarto dos meus pais, indo em direção a estante com laterais de vidro onde meu pai guardava todos os carrinhos.

    – Podemos estar aqui? – Nuno perguntou e, quando olhei para ele, estava com seus olhos arregalados.

    – Meu pai não vai aparecer agora – respondi, puxando-o para perto da estante. – Só dê uma olhada nesses carrinhos.

    Ele apoiou as mãos infantis na vidraça, olhando maravilhado para as miniaturas. Eram de todos os modelos e cores, a maioria de carros que não eram mais fabricados, de tão antigos que eram. Sempre pedia para que papai deixasse eu brincar com eles. Até fazia a promessa de não os quebrar. Mas ele não deixava de jeito nenhum. Obviamente, ele achava graça da birra que fazia depois.

    – Vou pedir para o meu pai me dar um desses – Nuno disse, ainda maravilhado.

    – Vou tentar convencer o meu a dar um deles para você – disse. – Com toda certeza ele vai deixar. Acho que gostou da família de vocês.

    – E eu posso fazer a minha mãe comprar uma boneca pra você.

    Sorrimos um para o outro, e tive certeza que, ali, na minha frente, estava um grande amigo.

    ...

    Naquela noite, mamãe convidou os Bettencourt para um jantar na nossa casa. Logo de cara, eles não aceitaram, dizendo que não queriam incomodar, e que sabiam que já tínhamos outros planos para a noite agradável que prometia vir, além da mobília, que estava toda desorganizada pela casa dos Bettencourt. Mas mamãe insistiu tanto que, no fim das contas, eles acabaram aceitando o convite, e minha mãe se empolgou, indo para a cozinha preparar uma diversidade de pratos, mobilizando todos (inclusive eu) para dar uma ajuda.

    Às 20:30, tudo já estava pronto. Sem querer exagerar, mas nunca havia visto a sala de jantar tão farta como naquela noite. A toalha branca e rendada, que nunca tinha visto em uso, saiu da gaveta e enfeitou a mesa de madeira escura. Pratos com desenhos em tinta dourada ocupavam sete lugares da mesa, e mamãe lavou os talheres que havia ganhado no casamento e os posicionou junto aos pratos. Meu pai cuidou das bebidas, a pedido de mamãe, e trouxe para casa um fardo de cervejas e algumas garrafas de soda para os menores de 18 anos.

    Alguns minutos depois de terminarmos de arrumar a mesa, a campainha tocou, e os convidados entraram. Aureolina colocou seu casaco no encosto do sofá, e Ezequiel tirou o chapéu estilo cowboy que usava, combinando com as roupas despojadas que usava. Os filhos do casal vieram logo atrás, e Nuno logo veio ao meu encontro, estendo a mão.

    – Está bonita, Bonnie – ele disse com aquela vozinha de criança.

    – Você também – disse, analisando suas roupas, que não eram nada de especial, além de uma calça jeans e uma camisa preta de manga curta. Depois, olhei para meu vestido lilás com pequenas flores brancas e azuis, minha meia calça cor-de-rosa e minhas botas marrons com lantejoulas no cano que ficava na altura do tornozelo. Acredite: não tinha nada de especial.

    – Obrigada pelo jantar – Nuno disse, sentando no sofá, as pernas balançando. – Acho que nossas mães se deram bem – ele apontou para mamãe e Aureolina, que estavam na sala de jantar conversando. A mãe de Nuno estava maravilhada, apontando para tudo o que estava sobre a mesa. Mamãe gesticulava, provavelmente dizendo como se faziam os pratos.

    – Acho que elas serão amigas – disse para Nuno, sentando-me ao seu lado. – Seu pai também está conversando com o meu – gesticulei para os dois, que olhavam a coleção de discos que meu pai colecionava desde solteiro. Luís apareceu atrás do pai, usando o chapéu o chapéu cowboy, que caía sobre seus olhos.

    – Acho que nossas famílias serão boas amigas – respondi, sentindo mais uma vez que os Bettencourt eram pessoas especiais; especialmente Nuno.

    Um silêncio pairou sobre nós, e não sabíamos o que dizer para preenche-lo. Antes que o clima ficasse desconfortável, mamãe chamou a atenção de todos, dizendo que o jantar estava pronto para ser servido (apesar de ele já estar pronto há algum tempo), e todos se dirigiram para a sala de jantar, preenchendo os lugares na mesa. Sentei-me ente meus pais, de frente para Nuno.

    – Mas, então – mamãe se dirigiu a Aureolina durante o jantar –, de onde vocês são?

    – Na verdade – a Sr. Bettencourt disse com um sorriso –, estamos bem longe de casa.

    – Com certeza – Ezequiel completou, enrolando o macarrão no garfo. – Nossa família é portuguesa. Praia de Vitória, sendo mais específico. Isso fica em Açores.

    – Vieram de Portugal! – mamãe disse, surpresa. Era uma distância e tanto. – Como é a vida por lá?

    – É uma praia maravilhosa – Ezequiel respondeu. – Adorava acordar todos os dias e dar de cara com o mar azul. As crianças principalmente – ele olhou na direção dos filhos. – Mas decidimos mudar. Aureolina estava cansada da mesma paisagem, e acabamos por optar por um lugar novo. E aqui estamos! – ele sorriu, gesticulando para minha família. – Não esperávamos encontrar vizinhos tão bons.

    – Realmente – Aureolina completou. – Estamos muito gratos pela hospitalidade

    – Não é todo o dia que oferecemos um jantar a uma verdadeira família portuguesa – mamãe disse em meio a um sorriso alegre e sincero. – Só da próxima vez, vou lembrar de preparar alguns pratos portugueses, apesar de não saber absolutamente nada sobre a culinária de lá. Como deve ter percebido, adoro cozinhar – mamãe riu.

    Depois do jantar, os dois casais se reuniram na sala de estar e abriram as bebidas. Luís estava com sono, e mamãe permitiu que ele dormisse no quarto de hóspedes. Eu não estava nenhum pouco cansada, e quando olhei para Nuno, ele também parecia desperto o bastante para não dormir um só minuto. Nossos pais acabaram nos excluindo, e não restava mais nada além de ficarmos parados, olhando um para a cara do outro, até que fiquei entediada, e puxei Nuno pela mão para o pátio.

    – O que foi? – ele me perguntou, seguindo-me até o local onde estava brincando no momento em que eles chegaram.

    – Nada – respondi, sentando na grama e puxando Nuno para o chão. – Só não queria mais ficar lá dentro.

    Mais uma vez, aquele silêncio desconfortável. Quando percebi, estávamos deitados na grama, olhando para o céu, que estava cheio de pontos brilhantes. A brisa estava agradável e a grama era o melhor lugar onde podíamos ficar. Naquele momento, era até mais confortável que meu colchão cheio de flores cor-de-rosa.

    – É lindo não é? – disse, referindo-me ao céu.

    – Com certeza – Nuno concordou. – Daria todas elas pra você, se pudesse.

    – Por que? – perguntei, achando aquela afirmação totalmente estranha.

    – Porque você é a minha melhor amiga – ele respondeu, e pude perceber seus olhos brilhares na luz fraca.

    – Sou mesmo? – perguntei, desafiadoramente. Eu era uma criança teimosa.

    – Aham – ele murmurou, baixo o suficiente para somente eu ouvir.

    – Você também é o meu, Nuno – disse, e aquilo era verdade. Totalmente verdade.

    Encostei a cabeça em seu ombro, e ele segurou minha mão. Ficamos assim por um tempo, apenas sentindo a presença um do outro, até que os pais de Nuno saíram, o pai carregando Luís, adormecido, nos braços. Ao nos ver daquele jeito, tão próximo, ficaram se entreolhando, procurando alguma resposta, até que Aureolina chamou Nuno que, depois de certa relutância, levantou-se e foi ao encontro da mãe. Antes de ir embora, ele me abraçou, e me senti acolhida e protegida naquele abraço.

    Quando os Bettencourt foram embora, entrei e vi mamãe encostada no braço do sofá, como se estivesse me esperando para uma bronca.

    – O que foi aquilo com o filho dos Bettencourt? – ela perguntou, não parecendo muito feliz.

    – O Nuno? – perguntei, tirando as botinhas e me ajoelhando no sofá.

    – Você sabe de quem estou falando, Bonnie – sua boca formou uma linha rígida. – Só quero saber por que estavam de mãos dadas e deitados na grama.

    – Ué mãe? – disse, dando de ombros. – Qual é o problema? Somos melhores amigos.  


Notas Finais


Comentem o que acharam ♥♥
Esse capítulo foi meio sem emoção, eu sei, mas é só para introduzir a história
Desculpem qualquer erro
Até o próximo ♥♥


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