História My Love - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Extreme, Roxette
Personagens Gary Cherone, Marie Fredriksson, Nuno Bettencourt, Pat Badger, Paul Geary, Per Gessle, Personagens Originais
Exibições 12
Palavras 2.595
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Mais um capítulo ♥♥♥
Graças a Deus tive tempo de continuar. Ano tá quase acabandoooo
Só foquem nessa foto do crush sedutor ♥♥♥
Boa leitura ♥

Capítulo 2 - O Tempo


Fanfic / Fanfiction My Love - Capítulo 2 - O Tempo

Levou algum tempo até nossas famílias se adaptarem com aquela amizade repentina. No começo, achavam que estávamos tendo uma paixonite infantil, do tipo que aparece naquelas fotos fofinhas, onde um menino e uma menina estão dando um selinho. Mas depois, viram que não se tratava disso. Éramos totalmente fechados no nosso mundinho particular. Ninguém era bom o bastante para entrar nele, nem nossos pais, nem o irmão de Nuno.

    Enquanto ainda éramos crianças, passávamos o dia inteiro juntos, dividindo o tempo entre “brincadeiras de menino e de menina”, comíamos algum lanche ou assistíamos a algum filme infantil que hoje vejo o quanto eram irritantes. Enquanto nos trancávamos no nosso mundo, nossas mães ficavam conversando na sala, ou minha mãe levava a mãe de Nuno para a cozinha, onde as duas aprendiam juntas a criar algo novo. Somente no momento em que os homens das famílias chegavam do trabalho é que nós dois íamos cada um para sua casa.

    E o tempo passou.

    Primeiro semanas, depois meses, e por fim anos. E, por mais que tivesse se passado um longo tempo, nossa amizade nunca saiu dos trilhos. Podíamos até ter algumas brigas sem o menor sentido, mas nos cinco minutos seguintes, já estávamos pedindo desculpas e conversando como se absolutamente nada tivesse acontecido. Quando começamos a frequentar a escola, as coisas ficaram um pouco mais difíceis. Não podíamos brincar o dia todo, nem ficar acordados até tarde conversando durante a semana.

    No começo, foi difícil. Me sentia como uma criança tentando ser adulta, apesar de ter outras crianças na mesma situação que eu. Nuno e eu vivíamos criando confusão, desde coisas simples, consideradas “normais” para duas crianças de seis anos, até o dia em que conseguimos fugir da escola, levando algumas bolachas e uma garrafa de água. Meu pai nos encontrou sentados em uma parada de ônibus algumas horas depois. Por causa disso, Nuno e eu ficamos uma semana de castigo. O castigo? Não podíamos nos ver, a não ser na escola, e lá, não podíamos conversar. Pode apostar: os professores ajudaram muito nessa parte.

    Durante o ensino fundamental, amadurecemos, nos tornamos crescemos não só em tamanho, mas também mentalmente, deixando de lado a imaturidade e a infantilidade que esteve conosco por tanto tempo. Paramos de criar tanta confusão na escola, apesar de Nuno mostrar o dedo do meio para alguns professores de vez em quando. Eu sempre conseguia livra-lo da direção.

    Porém, tínhamos um espírito imprudente, e no último ano antes do ensino médio, já saíamos, muitas vezes escondido, e íamos para bares e danceterias. Ou simplesmente, ficávamos sentados em alguma praça ou na beira de uma calçada qualquer, e ficávamos ouvindo música durante a madrugada. Nossa banda favorita era Van Halen, e quando ouvíamos às músicas juntos, a melodia e as vozes pareciam se tornar ainda melhores. Naquela época, Nuno já havia começado a tocar guitarra.

    Nas férias que antecederam o início do ensino médio, as coisas começaram a dificultar para o nosso lado.

    Precisaríamos mudar de escola, e essa ideia não nos empolgou nenhum pouco. Tinha medo que meu pais quisessem nos separar, me colocando numa escola diferente da de Nuno. Na noite em que o assunto veio em pauta, mamãe, papai e eu estávamos na mesa da cozinha, comendo em silêncio, quando mamãe disse, calmamente:

    – Precisamos decidir logo em que escola você fazer o ensino médio.

    – Sua mãe tem razão – papai completou. – Quanto antes, melhor. Você já em alguma ideia de para onde quer ir.

    – Vou para a mesma escola que Nuno – respondi sem olhar para eles. – Sabem disso.

    – Filha, sabemos que vocês gostam muito – mamãe disse, a voz ainda calma. – Vocês são melhores amigos, mas acho que está na hora de vocês... desgrudarem um pouco. Vocês são grudados assim desde os quatro anos. Está na hora de vocês fazerem outros amigos, querida.

    – Estão dizendo que eu devo desfazer a amizade com Nuno? – perguntei, incrédula. – Ele, que é meu melhor amigo há dez anos?

    – Sua mãe não disse isso – papai disse em tom repreensivo. – Mas ela tem razão. Você não tem nenhum amigo além dele. Você não sai com mais ninguém além dele, até onde eu sei. Você se isolou do resto das outras pessoas por causa dele.

    – Eu só preciso de amizades verdadeiras – disse sentindo meu tom de voz se alterar. – Nuno é verdadeiro o bastante para mim.

    – Querida, você precisa aceitar – mamãe disse, sua voz também se alterou –, que se resolvermos colocar você em uma escola diferente da do filho dos Bettencourt, você vai ir e ponto final. Tudo o que fazemos é para o seu bem, Bonnie. Não queremos que acabe ficando sozinha algum dia por não fazer outros amigos.

    – NÃO! – esbravejei, levantando-me de supetão. – Eu não sou mais uma criança que precisa que vocês decidam por mim. Eu sei o que é o melhor pra mim.

    Dizendo isso, joguei o guardanapo verde claro sobre a mesa e saí porta afora, sentindo os olhos se encherem de lágrimas. Não podia me afastar de Nuno por nada. Não podia jogar no lixo todos aqueles anos de amizade. Não podia simplesmente desistir. Naquele momento, já estava em prantos, indo em direção da casa dos Bettencourt.

    Assim que bati, Aureolina abriu a porta, olhando-me espantada e logo que entrei me abraçou, tentando me acalmar.

    – O que aconteceu, Bonnie? – ela perguntou, afagando meus cabelos delicadamente.

    – O Nuno está em casa? – perguntei, sem responder à sua pergunta.

   – Ele está lá em cima – ela respondeu, não conseguindo me fazer parar de chorar.

    – Obrigada – disse, já subindo as escadas e me guiando pelo som da guitarra. Quando cheguei em frente ao seu quarto, abri a porta sem bater, e ele estava sem camisa, com a guitarra no colo, tocando algumas notas aleatórias. Seus cabelos pretos e longos caíam sobre o seu rosto. Ele estava lindo naquele momento. Sem explicação, minhas lágrimas pararam de cair, como se tivessem acabado.

    – Nuno? – chamei, e ele olhou um pouco assustado para a porta, levantando-se logo em seguida e vindo na minha direção. Sua guitarra ficou esticada sobre a cama. Então ele viu meu rosto vermelho por causa do choro.

    – O que aconteceu, Baixinha? – ele perguntou, e as lágrimas voltaram a brotar assim que ouvi meu apelido particular, já que era uma tampinha perto dele. Ele me envolveu com seus braços, e eu afundei em seu peito nu, sentindo o calor e o cheiro da sua pele clara. Nuno afagava meus cabelos, enquanto sibilava para que eu parasse de chorar.

    – Eles querem nos separar –foi tudo o que consegui dizer entre os soluços profundos.

    – O que? – ele perguntou, confuso, levando-me para dentro do quarto e me fazendo sentar na beirada da cama ao seu lado. Deitei a cabeça em seu ombro.

    – Meus pais querem me colocar em uma escola diferente da sua – disse, quando fiquei mais calma. – Eles disseram que preciso fazer mais amigos, que senão vou ficar sozinha.

    – Eles realmente acham que eu vou te abandonar – ele disse, balançando a cabeça. – Pois pode dizer para eles, que se depender de mim, você nunca vai ficar sozinha.

    – Tentei dizer para eles que só a sua amizade é suficiente para mim – disse, mexendo em uma mecha do seu cabelo. – Mas não adiantou nada. Eles querem me afastar de você de todo o jeito.

    – Eles com certeza vão fracassar – Nuno disse afagando meu ombro. – Ninguém pode nos separar.

    – É o que você diz – falei, um pouco irritada. – E se eles realmente me colocarem em outra escola? O que será da gente? O que será de mim? Como vou aguentar não ver o meu melhor amigo o dia inteiro? Eu não quero outros amigos! Eu só quero você! – disse, jogando meus braços ao seu redor, como se quisesse prendê-lo a mim para nunca mais soltar.

    – Vou tentar falar com os seus pais – ele sussurrou, e pude sentir que estava sorrindo. – Eles vão entender que precisamos ficar juntos, vão lembrar que somos amigos desde o jantar que eles ofereceram quando chegamos aqui. E você também pode fazer novos amigos, sim. Não é porque você vai ampliar o seu círculo de amizades que vai deixar de ser minha amiga. Vai que você conhece alguém interessante? Alguém que você goste e que queria ser seu amigo?

    – Ninguém é interessante – disse mal-humorada. – Todos são uns idiotas comparados a você.

    – Por favor, Bonnie – Nuno suspirou. – Está parecendo uma criancinha birrenta.

    – Parece que sou a única que não quer perder a amizade – disse, erguendo o rosto. – Para você, parece que tanto faz.

    – Não fale assim – por um momento, ele pareceu chateado. – Acha que também não tenho medo de te perder?

    – Eu sei que tem – disse por fim. – Eu sei.

    – Então vem cá – ele disse, e puxou minha cabeça até que ela ficasse deitada sobre suas pernas. Podia sentir seus músculos contraídos sob o tecido. Quando eu estava triste ou irritada com alguma coisa, Nuno costumava deitar minha cabeça no seu colo e fazer cafuné nos meus cabelos. E era exatamente isso que ele estava fazendo. E estava me acalmando.

    Quando estava mais calma, levantei-me e fui em direção ao seu guarda-roupa, atrás de algo que pudesse me servir. Obviamente, as camisas dele eram como vestidos para mim.

    – O que você está procurando? – ele perguntou, rindo da situação.

    – Vou dormir aqui esta noite – disse. Eu já nem precisava mais pedir permissão para os meus pais, muito menos ele para os dele. Eu já era parte da família. – Quero alguma coisa que possa servir como pijama.

    – Por que você não vai para casa e busca o seu? – ele perguntou, me olhando como se aquilo fosse óbvio.

    – Acha mesmo que vou querer pisar lá depois de tudo o que eles disseram? – devolvi, puxando uma das várias camisas do Van Halen para fora. – Posso usar essa?

    Ele apenas fez que sim com a cabeça. Olhei para minhas pernas, e vi que, pelo menos, a calça de moletom que estava usando era confortável para dormir. O quarto estava quente e aconchegante, graças ao ar-condicionado. Joguei camisa sobre o ombro e fiz sinal de que ia ao banheiro me trocar.

    Não sei se um banheiro pode ser lindo, mas o dos Bettencourt era. Tudo dentro dele era branco, desde o chão até as paredes, incluindo a mobília. Entrei e fechei a porta, já tirando o casaco pesado que estava usando e camiseta velha que era quentinha, porém, sua gola alta pinicava meu pescoço. Vesti rapidamente a camisa de Nuno, reconhecendo logo de cara o perfume que ele costumava usar. Joguei minhas roupas sobre o ombro e abri a porta do armário-espelho, tirando de lá a escova de cabelo de Aureolina, tirando os nós dos cabelos. Meus braços estavam arrepiados pelo frio. Era Dezembro, perto do Natal, e o clima já estava congelante.

    Guardei a escova e saí rapidamente do banheiro, voltando para o calor aconchegante do quarto de Nuno. Ele já havia arrumado um lugar para mim na cama e deixado alguns cobertores dobrados no pé da cama.

    – Pensei que ia ter que usar o velho saco de dormir – comentei, lembrando das noites em que passava com ele dormindo em um saco de dormir cor-de-rosa.

    – Está frio demais para saco de dormir – ele respondeu, jogando o cabelo para trás, que logo voltou a cair em frente ao seu rosto. – Além do mais – ele riu –, você não cabe mais naquilo.

    Dei de ombros e deitei no meu lugar, puxando as cobertas até as orelhas. Nuno havia desligado o ar condicionado, e vestiu um moletom desbotado enquanto guardava sua guitarra amadeirada dentro do guarda-roupa e guardava algumas roupas dentro dele sem dobra-las. Agora o quarto estava frio, em contraste com o tempo lá fora. O vento uivava contra a janela. Olhei para Nuno, e ele estava assoprando as mãos, esfregando-as uma na outra.

    – Vai se uma noite gelada – ele disse, jogando-se ao meu lado na cama. – Pelo menos vou ter você aqui pra me esquentar – ele me abraçou, fazendo com que deitasse contra seu peito.

    – Vai sonhando – disse, brincando. – Posso achar o meu velho saco de dormir pra você passar a noite.

    – Nem todos são baixinhos como você – ele apertou a ponta do meu nariz.

    – Bem – disse, dando-lhe um tapa de brincadeira –, agradeço por não ser um poste.

    De repente, ele começou a me fazer cócegas. No pescoço, na barriga. Não conseguia parar de rir e me contorcer. Nuno ria da minha situação, e continuava a me fazer cócegas sem parar. Tentava revidar, mas ele era mais forte que eu, e voltava a correr as unhas pintadas de preto (sim, ele pintava as unhas) na minha pele.

    – Nuno, pare com isso! – disse entre risos. – Daqui a pouco a sua mãe sobe aqui.

    – Não estamos fazendo nada de errado – ele disse, parando de me fazer cócegas. – Faz tempo que não brinco com a minha melhor amiga.

    – O que está havendo aqui? – ouvi a voz de Aureolina ecoar pelo corredor. Logo, ela escancarou a porta. – Ah, Bonnie? Você vai dormir aqui?

    – Sim, ela vai – Nuno respondeu, o tom de voz sério. – Não, não vou tentar fazer nada de errado com ela, mãe. Ela é minha irmã – ele me abraçou, fazendo minha cabeça ficar encaixada entre seu ombro e pescoço. – Agora, pode deixar a gente se divertir? Vou ver algum filme legal pra gente assistir.

    – Vai mesmo, Nuno? – ela perguntou, cruzando os braços e nos encarando.

    – Nós vamos – respondi por ele, indo até o console onde ele guardava as fitas cassete. – O que acha desse? – perguntei, mostrando o filme Sexta-Feira 13, que era nosso filme de terror favorito.

    – Com certeza! – Nuno respondeu, empolgado. – Mãe, pode trazer pipoca pra gente?

    – Posso, sim – ela disse, um pouco desacorçoada. – Mas não vá se acostumando com a folga. Só não quero ouvir nenhum grito, hein? Se a Bonnie não conseguir dormir, é comigo que a mãe dela vai reclamar.

    – Mãe – Nuno deu um longo suspiro e sorriu –, não somos mais crianças.

    Depois que as pipocas ficaram prontas, Nuno colocou o filme para rodar na TV e nós vimos ao filme abraçados e sentados com as costas apoiadas na cabeceira da cama. As quase duas horas seguintes foram de puro terror, e muitas vezes, afundava o rosto no peito de Nuno. Quando fazia isso, ele apenas ria.

    Quando o filme acabou, perto da meia noite, meus olhos estavam um pouco pesados, mas a adrenalina que o filme passou ainda circulava pelas minhas veias. Bocejei, dando sem querer um tapa no rosto de Nuno enquanto me espreguiçava. Ele fingiu se irritar, mas por fim apenas me abraçou pelos ombro, embalando-me como se estivesse ritmado com uma canção de ninar que não era capaz de ouvir.

    – Está com sono? – ele perguntou num sussurro.

    – Aham – murmurei, sonolenta.

    – Amanhã podemos sair para ouvir música? – ele perguntou, sorrindo. – Ou podemos assistir Sexta-Feira 13 parte 2.

    – As duas coisas – disse, desvencilhando-me dele e deitando no travesseiro. O quarto estava totalmente às escuras, exceto pelas luzes da rua que iluminavam o ambiente. – Acho que você pode dormir lá em casa amanhã.

    – Convite aceito, Baixinha – ele disse, beijando delicadamente minha testa.

    Minhas pálpebras estavam pesadas, mas pude ver quando Nuno esticou o corpo e se livrou do moletom. Seus cabelos negros caíram sobre o peito, destoando totalmente de sua pele clara.

    Assim que ele se deitou, puxou as cobertas até as orelhas. Apesar de não estar com poucas cobertas, um calafrio passou por meu corpo, e estremeci. Senti seus braços me envolverem gentilmente, afastando aquele frio repentino. Suas mãos esfregaram meus braços, aquecendo-os.

    – Boa noite, Baixinha – ele sussurrou tão próximo ao meu ouvido que senti cócegas.

    Não respondi com palavras, mas sorri.

    E tenho certeza que ele sentiu minha resposta.


Notas Finais


Comentem amores ♥♥♥
Desculpem qualquer erro
Bejauuum ♥♥♥♥


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