História My Love is Like a Star - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Rafael "CellBit" Lange
Personagens Personagens Originais, Rafael "CellBit" Lange
Tags Cellbit, Cellbits, Rafael Lange, Youtube, Youtubers
Exibições 69
Palavras 1.355
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEY GALERE.

Agora tenho um método para escolher o título do capítulo sem precisar ficar pensando por horas e mais horas: fecho os olhos, aponto para qualquer parte da tela do computador e pego a palavra/trecho que apontei. Sucesso.

Desculpa por eu já ter diminuído o ritmo das postagens, mas logo que acabou minhas provas começou a maratona de vestibulares. Sábado e domingo tenho Enem socorrrooo. Enfim, estou falando isso pra caso eu não apareça outra vez nessa semana ou semana que vem; relaxa que eu não vou sumir por meses como já fiz sahjsahjs.

Agora, boa leitura.

Capítulo 30 - Lentamente. Delicadamente.


Rafael Lange

Apertava Sophia contra o meu corpo cada vez mais, ainda sem conseguir acreditar que estava mesmo em Belleville, com a minha garota.

Eu sentia as borboletas de meu estômago despertarem com o nosso simples contato, cada parte de mim que tocava nela formigava; meu coração batia mais forte e em ritmo acelerado. Eu não conseguiria parar de sorrir nem se quisesse. Só cortamos o abraço por iniciativa dela. Acompanhava atentamente seu olhar, indo de meus olhos até minha boca. Queria beijá-la mais do que tudo. Queria dizer que a amava.

Mas não podia. Não tão cedo.

O barulho de algo caindo no chão nos fez desviar o olhar e voltar à realidade.

Droga, Josh! – Rebecca gritou, enquanto Josh recolhia o livro e o porta-retrato que havia derrubado.

Foi mal, não queria atrapalhar vocês... Já estamos de saída  – falou sem graça, segurando a mão de Jennifer e a puxando.

Nem me deram oi e já vão sair? – Sophia perguntou como se estivesse ofendida, indo até o casal para abraça-los. – Então vocês sabiam da vinda dele? – apontou para mim.

Querida, se ele está aqui neste momento é graças a nós e aos nossos esquemas. – Rebecca respondeu e eu ri fraco. – Vocês nos devem algo em agradecimento.

– Pois é, Jenn e eu tivemos que buscá-lo no aeroporto, que fica literalmente do outro lado da cidade.

Eu já fiz muitos favores e surpresas para vocês também, se contentem com o meu obrigada. – sorriu divertida e eles resmungaram, mas logo em seguida deram risada.

Apenas observei os três saindo com um aceno e nos deixando a sós. Sophia me chamou para sentar ao seu lado na cama e assim eu fiz. Ela olhava um ponto qualquer do quarto, e eu a olhava pelo canto do olho. Poderia passar o resto do dia assim.

– Você veio três dias antes do previsto. Isso significa três dias a mais aqui? – continuava a encarar o mesmo ponto fixo.

– Sim. – minha voz saiu tão baixa que só foi possível ser escutada devido à nossa proximidade. Sophia pareceu mais feliz com a resposta, abrindo um sorriso sem deixar os dentes a mostra. Era estranho demais estarmos tímidos só pela companhia um do outro, como se não tivéssemos passado tardes inteiras conversando por Skype. Como se já não tivéssemos sido bastante íntimos em um passado não tão distante. Todo o discurso que eu havia preparado durante as horas no avião ainda estava fresco em minha mente, pronto para sair de minha garganta a qualquer momento de descuido meu.

– Rafael? Rafa...? – ouvi meu nome ser chamado e me sobressaltei.

– Desculpe, estava com o pensamento longe. – confessei envergonhado.

– Percebi. – riu. – Eu perguntei como conseguiu combinar tudo com os meus amigos sem que eu soubesse. Eu sequer desconfiei!

– Bem... – comecei, fazendo gestos com minhas mãos impacientes. Já havia previsto que ela ficaria curiosa sobre isso. – Rebecca foi fácil, eu mandei uma DM no Twitter explicando o meu “plano” e ela topou me ajudar na hora. Depois pedi para que ela falasse com o Josh, mas ainda foi preciso algumas conversas sérias e juramentos para convencê-lo.

– Juramentos? – ela finalmente virou o rosto em minha direção, parecendo ainda mais curiosa.

– É, aquelas coisas que irmão mais velho costuma falar, do tipo "prometa que não vai fazê-la sofrer nunca mais, e se isso acontecer eu quebro a sua cara". – riu quando engrossei a voz ao falar as palavras de Josh e eu não pude deixar de acompanhá-la.

– Josh realmente é como um irmão mais velho para mim, muito protetor. Se eu fosse você, não me arriscaria a descumprir o juramento.

– Não vou. – falei com a maior convicção do mundo. – Mas caso eu descumpra, eu mesmo faço questão de procura-lo para me punir por ser tão idiota ao ponto de perder outra vez a única pessoa que eu sempre quis. – parei de falar ao perceber seus olhos levemente arregalados com minha revelação. Mesmo sentindo meu rosto esquentar, eu não queria demonstrar constrangimento; pelo contrário, manteria a postura firme.

Encarei-a com profundidade e fui correspondido, para a minha felicidade. O silêncio preenchia o quarto. A vontade de beijá-la era imensa e irresistível. Movida por impulso, minha mão foi até seu rosto, onde fez um leve carinho. Sophia fechou os olhos, aproveitando o toque de meus dedos pelas maçãs de seu rosto e descendo para contornar sua boca. Coloquei uma mão sobre a dela, pousada na cama, e decidi deixar meu desejo falar mais alto. O fato dela não ter hesitado em nenhum momento levava-me a pensar que ela só esperava eu tomar a iniciativa.

Quando dei por mim, eu já estava me aproximando cada vez mais dela. Tomei um choque ao sentir o toque macio de seus lábios nos meus. Percebi que Sophia abriu os olhos e afastou-se um pouco, mas segundos depois já voltou para onde estava, sorrindo contra a minha boca e tornando a fechar os olhos. Fiz o mesmo. Minha língua pediu passagem, que foi logo concedida, e deixei que acariciasse a dela. Lentamente. Delicadamente. Nos beijávamos como se fosse a primeira vez, como se estivéssemos nos descobrindo, ou melhor, redescobrindo. Paramos por falta de ar, mas mantivemos as testas encostadas.

– Eu amo seus olhos e o conforto que eles me dão, lembram-me o céu. – falou.

"E eu amo você", pensei.

– Tenho a impressão de que já ouvi isso de você antes. – brinquei.

– Nunca vou me cansar de dizer.

– E eu nunca vou me cansar de ouvir. Meu ego agradece.

– Metido! – acusou-me em meio a risadas. Não resisti, e nem tentei, acabando por roubar outro beijo. O barulho de passos no andar de baixo fez com que eu ficasse mais atento, mas decidido a continuar o que estava fazendo, até que uma voz masculina e desconhecida me obrigou a interromper.

 

– Ouviu isso? – perguntei para a garota de lábios avermelhados e inchados a minha frente, tão confusa quanto eu.

– Não, o quê?

– Tem alguém lá embaixo. Um homem.

– Hum... Relaxa, provavelmente é meu pai. Que horas são?

Reprimindo qualquer demonstração de desconforto, tirei meu celular do bolso traseiro da calça e mostrei a tela para ela.

– Onze e quinze, que estranho. Normalmente ele e minha mãe chegam mais tarde para o almoço. De qualquer jeito, vamos lá, vou te apresentar a eles.

– Eu já fui apresentado. – revelei, enquanto ela se levantava e esperava que eu fizesse o mesmo, mas continuei sentado na cama. Sophia se virou para mim e arqueou uma sobrancelha, pedindo silenciosamente por uma explicação. – Tinha que avisar os donos da casa onde vou ficar hospedado que chegaria antes do combinado, né.

– Não acredito que até meus pais estão envolvidos em seu plano! – levei um tapa no braço, que só me fez rir. – Me sinto traída!

– Foi por uma boa causa. Vai me dizer que não gostou da surpresa?

– Você sabe que gostei, agora vamos logo antes que eles estranhem nossa demora.

– Tem mesmo que ser agora? – minha voz manhosa soou ridulamente como a de uma criança birrenta, contrastando com a voz grave ainda possível de ser ouvida no primeiro andar.

– Sim! Temos que aproveitar que meu pai está aqui agora. Depois do almoço ele já volta para o trabalho. – eu ainda queria contestar, mas ela percebeu antes e me impediu, dando-me um rápido selinho. Em seguida, puxou minha mão para entrelaçar nossos dedos. Só então percebi que eu, antes, estava mexendo exageradamente meu cabelo. – Você está muito agitado, Rafael. Todo esse nervosismo só por causa dos meus pais?

– Claro que não. – menti.

Era tão ridículo que eu não conseguia admitir, mesmo meu comportamento inquietante denunciando. Ainda que minha conversa com eles tenha sido bastante agradável, era uma situação diferente. Agora seria cara a cara, sem tempo para poder pensar em cada palavra que usaria. Tinha medo de parecer um idiota, ou pior, de não me acharem bom o suficiente para Sophia. E talvez eu não fosse mesmo. Quer dizer, ainda não estávamos em nenhum relacionamento sério, não oficialmente. Mas qual seria a outra justificativa para eu ter viajado até aqui se não fosse por amor?

– Então o que está esperando?

Dessa vez deixei que ela me puxasse e me guiasse pela casa, procurando evitar qualquer outro pensamento pessimista.

 


Notas Finais


Se tiver algum erro por favor me avise, não tive tempo de revisar.

Ah, e me digam se estou indo muito rapido nos acontecimentos ou se acham que está bom desse jeito. Obrigadenha.

Beijos e até o próximo capítulo.


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