História My Love is on Fire - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Red Velvet
Tags Bts, Bts Velvet, Drama, Seulmin, Virine, Vseul, Yoonmin
Exibições 29
Palavras 2.338
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá leitores, mais um capítulo!!

Capítulo 16 - Apenas Lágrimas


Fanfic / Fanfiction My Love is on Fire - Capítulo 16 - Apenas Lágrimas

 

Taehyyung adentra ao quarto, com suas vestes trocadas. Ele provavelmente também ia sair.

- Jimin-sshi... Posso ir com você?

- Vamos com você! Não se preocupe, não lhe deixarei sozinho! – Jungkook aparece atrás de Taehyung. Apenas aceno concordando. Isso não importava, o que realmente importava era o estado de Seulgi.

Sabe o caminho mais longo da sua vida? Foi o que estávamos fazendo. Jungkook segurava uma das minhas mãos enquanto a outra continuava a ligar incansavelmente para o celular dela, com uma esperança que atendesse.

- A empresa divulgou... Agora tornou oficial. – Taehyung leva seu celular a Jungkook, me fazendo ver também. Estava o seguinte comunicado assinado pela SM:

“Nessa noite presenciamos um acidente de carro envolvendo nosso grupo Red Velvet, onde a van em que estavam se chocou fortemente com um caminhão em alta velocidade. Infelizmente perdemos um dos nossos melhores funcionários que levava as meninas de volta ao dormitório. A sua família, nossos profundos sentimentos e apoio. Aos fãs, pedimos que incluam as meninas em suas orações, principalmente Joy e Seulgi, que foram levadas ao hospital em estado delicado. Nossa empresa garantirá em deixa-los atualizados da melhora das nossas queridas meninas do Red Velvet, que tudo possa correr bem na recuperação para que voltem a exibir o grande talento que cada uma tem.”

Se depois de ler o comunicado oficial de sua empresa eu já havia caído em si? Não, eu tinha em mim que Seulgi estava bem, que ia atender minhas ligações em instantes e ia sorrir para mim, mandando me acalmar que tudo estava sobre controle.

Chegando ao hospital, um senhor aparentemente alto, cabelos grisalhos e levemente semelhante a Seulgi estava a chorar. Ele era o único sentado de um corredor vazio. Logo depois adentrou uma mulher, que suspeitei ser sua manager, pois já havia visto no camarim de Irene. Ela trazia um copo de água e consolava o jovem senhor. Aproximei-me em passos acanhados, sem saber muito da situação.

Meu manager a cumprimentou, nos apresentando e dizendo que tínhamos um relacionamento. O jovem senhor ao ouvir isso me encarou. Seus olhos ainda carregado pelas lagrimas.

- Você é o Jimin?

- Sim... Sou eu, Park Jimin. – falei entre dentes, ainda em transe pela situação. O senhor se levanta e se curva, educadamente me cumprimentando. Faço o mesmo sem pestanear. Aquele senhor, com a idade que obtinha, se curvando a um moleque de 21 anos. Ele era realmente muito educado e gentil, só por esse ato.

- Olá Jimin-sshi, não é a melhor hora para nos conhecermos, mas sou o pai de Seulgi. – estremeço. – Não se sinta nervoso ou nada disso, sei de toda relação de vocês, minha filha é muito minha amiga e me contada. Ela gosta muito de você e não gostaria de saber que o tratei mal.

- Ah... – me curvo novamente, agora quase encostando minha cabeça ao chão. O pai de Seulgi, que sabia de tudo estava na minha frente e naquele lugar também. A realidade estava chegando mais em mim. – Muito prazer, senhor Kang, é um prazer conhece-lo mesmo... Aqui.

O senhor Kang também cumprimentou todos a minha volta, enxugando suas lágrimas e me fazendo sentar. Havia explicado para nós o caso de Seulgi: ela havia batido fortemente com a cabeça durante o acidente e naquele momento estava realizando uma cirurgia muito delicada. Já passaram 2 horas e ela ainda estava no centro cirúrgico; Joy teve uma fratura grave no osso Fêmur e também estava realizando uma cirurgia. As outras membros quebraram partes do corpo mais fáceis para recuperação, enquanto Irene sofria com um entorse no alto da nuca, prejudicando sua coluna que ao mais trágico, afetaria paralisando-a. Estavam lucidas no andar de baixo com suas respectivas famílias. Em cima apenas nós, aguardando em frente a UTI esperando o termino da cirurgia de Seulgi.

Mesmo não a vendo, seu pai havia me tocado bastante. Eu via aquele lugar, aquela clima pesado de um hospital, o nome de Seulgi e cirurgia e estado grave sendo constantemente assimilado. Já era o desornamento pra mim. Se antes eu estava preocupado por sua empresa não divulgar nosso relacionamento agora estaria preocupado se Seulgi ia resistir a cirurgia. Se antes o combinado com a Big Hit era nosso relacionamento agora a nota da SM foi pedindo orações a Seulgi. Sabe a vida? Aquela que você não tem controle e evolui sem perguntar sua opinião? Então, naquele momento, eu estava querendo destruir ela, por ter feito isso a Seulgi, a nós, a mim.

O sentimento de ver todas aquelas pessoas rodeando uma maca grande, cercada de aparelhos e com um ser humano ali, um ser humano pálido e claramente enfraquecido, fora de si, entubado por todos os lados. O sentimento pior por saber que era Seulgi. O sentimento de confirmação que eu não queria veio. Ela estava lá, jogada na maca e enfraquecida. Não parecia nada coincidente com sua cabeça enfaixada e um tubo de oxigênio na boca. Quase n deu para ver seu rosto, apenas seu dedo, sem nosso anel. Aquilo foi o ápice, aquela foi à resposta. Seulgi estava mal, e eu poderia perde-la para sempre.

Jungkook esteve ao meu lado todo tempo, com seus braços a minha volta, olhando Seulgi desacordada na cama da UTI. Parecia mentira estarmos ali naquela situação. Eu realmente não queria acreditar naquela dor. Passei a madrugada toda a observando pelo vidro. As vezes seu pai vinha, as vezes Taehyung com o manager, mas sempre eu ali e Jungkook ao meu lado, me dando força.

Ao amanhecer, fui ver como estavam as outras membros. Todas se encontravam dormindo, exceto por Irene. Assim que a vi, seu rosto estava inchado e hematomas roxos espalhados pelo braço. Ela usava uma proteção para o pescoço, estimei pelo problema que havia tido com o acidente.

- Consegue falar? Posso mexer na sua mão? – pergunto, me aproximando de sua cama.

- Sim! – ela diz com a voz tremula, enquanto pego em sua mão. – Como estão todos?

- Me diga de você primeiro... Como está se sentindo?

- Como acha que me sinto? Quer mesmo... Uma resposta? – “Irene sendo Irene até naquele estado”, penso.

- Vai ficar tudo bem noona, não se preocupe. Irão se recuperar logo, todas vocês. – sorrio, tentando passar a força que não obtinha em mim.

- Esteve chorando Jimin, seus olhos estão muito inchados. Eu só me lembro do farol muito forte em direção à gente e de Seulgi desacordada sangrando muito. Dê-me notícias dela Jimin... Ela não morreu porque você está aqui então... Como está?

- Ela sofreu uma cirurgia na cabeça, agora se recupera na UTI. Seu estado é delicado noona. – Irene solta uma lagrima. Eu a enxugo, pedindo para que não se preocupasse tanto, que tudo poderia correr bem depois. Eu mesmo queria acreditar em minhas palavras, mas o medo de perdeu Seulgi era mais forte.

 

---

 

Os dias passavam e estava ficando cada vez mais difícil de suportar o acidente de Seulgi. Minha rotina ainda se tornava apertada, eu fugia de qualquer programa de variedade ou entrevistas, não tinha estrutura nenhuma. Os membros me davam muita força, me ajudando bastante nas entrevistas, mas nada funcionava. Eu não sabia mais o que era comer direito, eu mal dormia. O compromisso daquele dia acabava e eu ia direto ao hospital saber noticias de Seulgi, que havia piorado. A cirurgia tinha sido bem sucedida, mas a recuperação não. O pai de Seulgi, sempre presente, havia me contado que ela entrou em estado de Coma, sendo vigiada quase toda hora por médicos e enfermeiros, que aplicavam constantemente remédios na sua veia e a alimentava por meio de sonda. Não éramos autorizados a entrar na sala e chegar perto, devido ao grave estado que se encontrava. Os médicos não davam outra resposta a não ser que seu caso era delicado. Seu sistema nervoso central fora afetado e seu coma poderia tanto piorar quanto melhorar, ia depender o seu organismo com a ajuda dos remédios.

Eu não tinha mais estrutura para aquilo. De longe no vidro via sua cama e imaginava o adeus que havia me dado na ultima vez que nos vimos, seu beijo, seu cheiro doce, seu toque... Seu sorriso resplandecente, eu iria ver novamente? Seus dedos gelados em meu rosto, seu corpo nu quente junto ao meu, iria ter de novo? Aquela pessoa na maca não era a minha Seulgi, era apenas o corpo debilitado dela coberto por aparelhos. Minha Seulgi estava longe, em algum lugar que eu precisava busca-la para poder ficar junto de mim, da sua família, dos seus amigos. A sensação de impotência era distraidora. Olhar a minha menina naquele estado e apenas esperar pelo melhor – ou vir o pior – e ainda ser forte no seu trabalho, pois acredito que Seulgi ia me mandar ser assim... Tudo isso estava me deixando louco, arrasado, fora de mim. Não me reconhecia mais, não sabia mais quem eu era, o que estava fazendo, por que isso tudo tinha acontecido. Nada estava fazendo sentido e eu queria resposta.

 

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- Park Jimin-sshi? Consegue me ouvir? – uma mulher vestida de branco se curva em cima de mim. Ao redor, uma sala clara e um sofá. A minha frente Jungkook com olhar assustado e o manager, sempre ao telefone.

- Hyung... Consegue me ouvir? – sinto o toque de Jungkook em minha mão. – Fala comigo ou aperte minha mão...

- Jungkook... Onde estou? – minha visão ainda deturpada.

- Você finalmente acordou. Teve uma crise nervosa no hospital, tiveram que socorrer você, lhe sedar e aplicar algumas vitaminas, estava muito fraco. – Jungkook tentava expressar um sorriso amigável, mas era nítida sua preocupação e suas olheiras.

- Seulgi? Como está? Preciso vê-la.

- Infelizmente ainda está no coma Hyung. Já vai fazer uma semana ela nesse estado. Na verdade se recuperou um pouco enquanto estava desacordado, mas voltou... Os médicos agora estão esperançosos, vai dar tudo certo Hyung.

- Eu não aguento mais viver isso... Não sou forte o suficiente. – minha lagrimas caem, realmente não era forte para aquilo tudo.

- Precisa se recuperar, precisa se alimentar e se manter firme, ao menos por ela. Quando acordar, não vai gostar de ver você nesse estado, não acha? – assenti, apenas para conforto de Jungkook que ficou do meu lado todo o tempo. A verdade é que eu estava esgotando-me de sofrer essa situação.

Já havia se passado três semanas e Seulgi obtinha melhoras vagas. Seu pai me deixava informado de muita coisa, mesmo que de longe e sempre que eu pudesse comparecer ao hospital, ia lá vê-la. Menos mal que o restante das meninas estava em perfeito estado. Joy e Irene foram submetidas a fisioterapia para fortalecer a recuperação mas nada mais que o normal, todas já com sua liberação do hospital assinada, exceto por Seulgi. Irene também me dava bastante força e se mantinha presente.

- Jimin, quero que fique com uma coisa – senhor kang enfia as mãos do bolso. – Ela vai querer que recoloque no dedo dela quando acordar.

Ele me entrega nosso anel, com a data da nossa reconciliação que coincidentemente, era naquele dia. Coloco no meu dedo da outra mão, colocando também as nossas lembranças dentro de mim, me fazendo novamente chorar na frente do senhor Kang.

- Seja forte Jimin, aguente firme garoto!

- Senhor Kang, está sendo tão difícil para mim...

- Pense que o amor de minha filha estará esperando por ti. Gosto de você rapaz, vejo a sinceridade que tem com ela. – ele apoia uma de suas mãos em meu ombro. – Eu ficaria feliz em entregar minha filha a alguém como você.

As palavras do pai de Seulgi me fizeram estremecer. Casamento. Eu havia conhecido uma parte de sua família quando a visitavam no hospital e eram as melhores pessoas. Seria bom fazer parte daquela família e tinha certeza que Seulgi adoraria conhecer a minha também., mas nosso futuro era incerto.

Passei aquele dia inteiro no hospital, não me aguentando e adormecendo na cadeira em frente a UTI. Eu não conseguia dormir mais que 3 horas, tinha pesadelos piores com Seulgi e a preocupação de perder algum minuto era mais forte. Meu sono havia se tornado bem leve.

- Jimin... – senhor Kang me desperta com pequenos empurrões.  – Acorde!

- Sim, estou ligado! – esfrego os olhos, para realmente me despertar e sentando corretamente ao banco.

- Minha filha acordou!

Adentrar aquela UTI era tenso. Todas as pessoas em sua volta se encontrando em estado igual ou pior que Seulgi. Ela ainda estava debilitada e enfraquecida na maca, com sua cabeça enfaixada, na qual não conseguia ver nenhum fio de seu cabelo e ainda o tubo de respiração na boca. Tivemos de proteger nossas roupas ao entrar naquela sala. Senhor kang ao chegar perto de Seulgi não resistiu e veio a chorar muito, me obrigando a por minhas mãos em volta do seu ombro e consolá-lo. Eu não conseguia se quer olhar diretamente para ela. Aquela pessoa não era ela, não era minha Seulgi.

Senhor kang nos deixou sozinhos por um tempo. Eu peguei em uma de suas mãos, ainda com seus dedos gelados. Imaginava cada toque que havia me dado com aqueles dedos, que possuía um aparelho de batimento cardíaco no indicador. Seu pulso estava ferido, provavelmente por tantas aplicações de remédio. Sua pele mais pálida que o normal. Eu querida falar com ela, eu queria que ela falasse comigo, se levantasse de lá o mais rápido possível e vivesse novamente comigo. Entrelacei nossos dedos como na sorveteria e jurei para que Seulgi pudesse ouvir minha voz.

- Noona... Amor... Pode me ouvir? – lagrimas começavam a cair do meu rosto, minha voz tremula pelo choro. – O que aconteceu com você, me diga... Por que isso precisava acontecer? Cadê seu cabelo, o que fizeram com você, querida? – as lagrimas não paravam de descer em meu rosto. – Eu não sei se está escutando, mas eu amo muito você e eu acreditei quando disse que me amava também. Seulgi-sshi, volte para mim... Por favor.

 Ali fiquei, debruçado na lateral da sua cama, chorando com muito medo de nunca mais tê-la de volta.


Notas Finais


Até a próxima, queridos.
Obrigada por lerem!!


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