História My love, my mistake - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 1.024
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Super Sentai, Yaoi
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sejam bem-viados de volta. C:

Capítulo 3 - Tinha um Ser Humano


Fanfic / Fanfiction My love, my mistake - Capítulo 3 - Tinha um Ser Humano

Vaias e coros de ódio. Isso era tudo que Temer lembrava do que havia ocorrido nas últimas horas. Agora estava sentado em um sofá, em um camarim, com uma caneca de chocolate quente em suas mãos trêmulas e com o corpo enrolado em um macio cobertor de lã que a produção havia arranjado.

Olhou para a porta, esperançoso. Queria ver Celso de novo. Mas tinha a sensação que estava naquele camarim apenas para se acalmar e depois seguir seu caminho de volta para Brasília. Mesmo Celso tendo dito que iria voltar para falar mais um pouco com ele. Não, fazia umas 2 horas e ele não voltava. Já devia estar indo para casa a essa hora. Quando Temer ouviu um clique vindo da porta.

Celso abriu a porta, com um sorriso bobo em seu rosto. Michel se alegrou ao ver que era aquele homem de uma beleza inominável.

- Estava falando com seu seguranças, eles não me deixavam entrar. Perdão… e também perdão pelo o que aconteceu hoje mais cedo. – disse Portiolli, envergonhado.

- Não foi culpa sua – disse Temer, ainda triste – não precisa se desculpar.

Aquele camarim logo foi dominado pelo silêncio. Temer se sentia muito envergonhado pelo o que havia acontecido. Celso mais ainda. Não era culpa de nenhum dos dois. O coração do presidente que havia se machucado por causa daquela plateia que achava que ele não tinha sentimentos. Sempre achavam que não tinha.

- Olha… eu… ainda quero te conhecer melhor. Digo, fazer a entrevista. – disse o apresentador enquanto coçava seus cabelos sedosos.

- Obrigado, mas…

- Mas?

- Ninguém quer saber sobre minha vida. Ninguém quer saber como eu me sinto, do que eu gosto, do que eu não gosto.

Celso se admirou com aquelas palavras.

- Como não? Você é o presidente!

- Não, isso é diferente. – disse Temer, segurando ainda mais forte na caneca fervendo. Suas mãos ardiam de dor, mas ele sabia que aquela dor não era maior do que a que estava em seu coração.

Começou a gritar, aos prantos.

– Tudo que eles querem é do que eu faço no meu mandato. E não importa o que seja, eles sempre vão falar que é algo ruim, mesmo que eu esteja querendo o bem deste país.

Portiolli olhou para Temer. Botou a mão em sua própria boca e pensou em tudo que vira na internet nos últimos meses. Mensagens de ódio, boatos, palavras que destruíam aquele homem. Por muito tempo falavam que Temer era um monstro, que não tinha sentimentos e que só queria exterminar os direitos dos trabalhadores brasileiros.

Mas agora Portiolli via a realidade.

Por trás de todas aquelas mensagens…

Por trás de todos aqueles memes…

Por trás de todos aqueles protestos…

Por trás de todas aquelas pichações em faculdades públicas…

Por trás de todo aquele ódio…

… tinha um ser humano.

Um ser humano que não aguentava mais tanto sofrimento.

Um ser humano que era espremido por solidão.

Celso se sentou ao lado do presidente. Pegou a caneca de sua mão, colocou em uma mesinha próxima, e o abraçou.

- Calma, calma – disse, com sua doce voz de apresentador – Vai ficar tudo bem daqui pra frente.

Temer ainda soluçava, mas havia se acalmado um pouco.

Celso procurou selecionar bem suas próximas palavras. Do que poderia falar sem que eles se sentisse mal? Havia tanto do que falar.

- Temer, você… - parou por um segundo – gosta de novelas?

Temer interrompeu seu pranto, achou a pergunta esquisita.

- Novelas? – disse, olhando para Celso.

- Sim. Gosta delas?

- Não, não muito.

- Do que você gosta de assistir então?

- Bom… eu gosto de assistir… seu programa.

Celso riu.

- Certo, mas o que mais?

- Vejamos… – Michel começou a esboçar um sorriso – gosto daquela série que passa aos domingos.

- Game of Thrones?

- Sim, essa mesma.

- Eu também gosto dela.

- É mesmo? – Temer sorriu.

- Sim. Do que mais você gosta?

- Passear no parque… quem sabe tomar um sorvete.

- Eu faço isso com meu cachorro toda quarta-feira.

- Qual a raça dele?

- Um labrador.

- Ai, eu adoro labradores.

- São muito lindos.

- Sim, e muito amáveis.

Temer encostou sua cabeça no ombro de Celso. Suas lágrimas haviam sumido junto com seu sofrimento. Se sentia novamente no céu.

- A Marcela não gosta muito de cachorros, sabe? – disse Temer, bem baixinho e de olhos fechados.

- Como não?

- Não sei. Acho que ela tem alergia.

- Que pena. Você parece gostar bastante.

- Eu gosto. Mas ela não liga para o que eu gosto. Ela só liga para a alergia. Ninguém liga…

O sorriso de Temer logo desapareceu. Celso botou suas mãos delicadamente sobre os ombros do presidente, enquanto seu rosto estampava preocupação.

- Escuta, eu sei que são tempos difíceis pra você. Depois de tudo aquilo… do impeachment… você deve estar sofrendo as consequências como um cão. Mas eu sei… eu sei que você não é o monstro que dizem ser. Você é uma pessoa amável em todos os sentidos, os outros que não conseguem ver isso, e eu sinto muito por elas.

As mãos de Celso deslizaram para as bochechas de Temer, que abriu os olhos cheios de lágrima.

- Você é amado.

Você é amado.

Você é amado.

Você é amado.

 

Essa frase rodeou a cabeça de Temer por horas. Quando se deu conta já estava no avião presidencial, voltando para Brasília. Estava mais feliz do que jamais esteve desde que assumiu a presidência.

Sua última lembrança desde que saiu do estúdio do SBT era Celso segurando sua mão, enquanto ele entrava na limusine e doces palavras que saíam da boca do apresentador: “Visitá-lo-ei essa semana”.

Que homem! Que gramática!

O presidente olhou pela janela. As nuvens cinzas haviam sumido completamente. O céu estava azul novamente. Havia conhecido o homem de sua vida, o que mais ele precisava agora? Talvez beijar aqueles lábios, ele pensava. Talvez sentir aquele forte peitoral sobre o seu.

Tantos sonhos pela frente, mas apenas um pensamento prevalecia.

Apesar de todo o ódio e revolta que recebera, no fundo de seu coração agora Temer sabia.

Ele era amado.


Notas Finais


Tá tão bonito que até eu suspiro enquanto escrevo.
Aliás, o nome oficial do shipp é Celmer.
Por quê? Porque eu quis.


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