História My Lovely Fanboy (Jikook) - Capítulo 34


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bottom!jungkook, Fã X Ídolo, Fanservice, Homofobia, Jikook, Minimini, Namjin, Suran, Top!jimin, Vhope, Yoonmin Mention, Yoonseok Mention
Visualizações 215
Palavras 3.716
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 34 - 33. A new beginging for us


Jungkook correu para Jimin assim que o namorado chegou em casa. Jungkook estava tão aliviado de que Jimin tinha chegado e não tinha acontecido nada com ele.

— O que aconteceu, Kook? — Jimin perguntou, preocupado com o outro.

— Jimin, vamos embora. — ele se afastou um pouco para poder olhar no rosto de Jimin. — Nossos pais são amigos…

— Quê? Como assim, Jungkook? — Jimin sentou-se na sua cama. — Meu pai…

— Não. — Jungkook falou por cima de Jimin. — Meu pai não me viu. Só que ele pode me ver… Jimin, eu estou assustado pelo que pode acontecer de verdade. Eu não posso ser pego por meu pai e ter que voltar para casa de qualquer jeito.

— Mas como meu pai te viu e não contou sobre o seu pai. Isso é uma armadilha? Eu sabia que não poderia confiar nele!

— Eu não quero falar nada, mas pode ser que sim e que não. Talvez ele não lembre de mim, pois eu não lembro dele, porém eu me recordei da voz quando ouvi.

— Está tudo bem. Ele não te viu… E… Eu vou te mandar para Seul novamente, Jungkook.

Os dois ficaram em silêncio por algum tempo, antes de Jimin olhar diretamente para o outro, pedindo silenciosamente para ele sentar ao seu lado e foi prontamente atendido pelo mais novo.

— Vou te arrumar um emprego e a gente vai morar longe um do outro, ok? — Jimin falou, recebendo a confirmação de Jungkook. — Por ser famoso, eu acho que posso conseguir achar algo bem mais rápido para você e fazê-lo sair da minha casa o mais cedo possível já que vai ficar cada vez mais perigoso para nós se seu pai resolver falar tudo que sabe… Mesmo que seja difícil para mim.

— Não é tão ruim morar longe das pessoas que gosta, Jimin. — Jungkook disse, pegando o rosto de Jimin entre suas mãos fazendo-o olhar para ele.

— Para mim é, Kookie. — Jimin disse, desviando o olhar. — Parece que é trauma de algo. Talvez seja mesmo… — ele respirou fundo. — Eu quero ficar cada segundo que eu tenho ao lado das pessoas que eu gosto e amo. Eu perdi minha mãe cedo e depois fiquei anos sem falar com meu pai e eles dois eram as pessoas que mais amava no mundo. Minha mãe era muito boa para mim e super compreensiva. Ela me apoiava em todos os meus sonhos… No começo meu pai também me apoiava, só que já sabe da história, né? Por isso eu não queria deixar você ir embora, pois eu me sinto bem com você e tenho medo de que algo aconteça contigo, por mais que não seja seu pai ou sua mãe, eu realmente queria te proteger de tudo, pois eu aprendi a ser assim. — Jimin puxou o namorado para um abraço. — Ah, por eu ter toda essa sorte, só que não, às vezes sinto que só posso confiar no Yoongi e não se sinta ofendido.

— Eu não estou. — Jungkook apertou mais Jimin. — Durante um tempo na minha vida, eu pensei que só podia confiar no meu irmão e… Ér… Talvez eu passa confiar um pouco nele ainda.

— Kookie, não importa o que acontecer no futuro, a gente pode estar ou não juntos, mas eu juro que sempre vou ser seu amigo e vou sempre te ajudar. Eu não vou permitir que eu te perca como eu perdi a minha mãe. Eu não vou cometer esse erro duas vezes.

— O quê? Jimin, sua mãe não morreu por você!

— Morreu sim. — Jimin escondeu seu rosto da dobra do pescoço do namorado. — Ela estava muito ocupada cuidando de mim, tentando que fosse uma ótima pessoa e esqueceu de se cuidar. Quando ela descobriu o que tinha já era tarde demais! Se eu tivesse sido uma pessoa com menos sonhos e não tivesse exigido tanto dela, ela poderia ter se curado e nunca morrido.

— Você não tem culpa de nada. — Jungkook acariciou os cabelos dele. — Eu não posso fazê-lo não sentir a culpa, pois deve está enraizado dentro de você. Só que você não tem culpa nenhuma, Jimin. Isso foi uma fatalidade. — ele respirou fundo. — Eu te entendo, sabe? Por algum motivo, eu estou passando algo bem similar, tirando que meus pais estão vivos, e você é a única pessoa que eu realmente confio e não queria deixá-lo. Talvez aquele conforto que você me trazia me lembrava dos tempos bons de casa e acabei fiquei mal-acostumado. Só que vai ser bom, nós temos quer dar um passo na frente, principalmente eu que tenho que dar todos os passos, e eu também sempre estarei aqui para você e não importa o status que estaremos no futuro.

— Ah… Eu gosto tanto de você. — Jimin beijou a nuca de Jungkook.

— Eu também gosto muito de você. — Jungkook riu, fechando seus olhos, sentindo-se bem confortável nos braços de Jimin, mesmo que o mundo lá fora tivesse conspirando contra os dois.

ılı..ıllı..ılı

Jimin ficou mexendo no cabelo de Jungkook até ele conseguir dormir. Ele sabia que Jungkook estava bem mais desesperado do que estava aparentando e o jovem estava com toda a razão, pois o mesmo se sentiu daquela forma quando debutou e tinha medo que seu pai pudesse estragar toda a sua carreira por conta daquilo. Mas por que agora, ele já não estava mais ligando para aquilo e cogitando a estragar tudo em nome de Jungkook? — Jimin suspirou pesado, virando-se para o outro lado, preocupado. Ele poderia estar o quanto apaixonado quisesse, mas colocar esse amor de pouco meses na frente da sua carreira e vida, era algo que ele não poderia fazer, não importasse o quão o sentimento fosse forte. Jimin sabia bem como ninguém que esses sentimentos de paixão e loucuras poderiam passar muito rápido. Porém, mesmo sabendo que não podia colocar tudo a perder, era justamente o que ele estava fazendo.

Ele fechou os olhos, apertando-os bem como quisesse se livrar de algo o mais rápido possível, se contorcendo na cama, como se abraçasse. Ele sentia falta de sua mãe que vinha falar com ele à noite quando tinha sonhos ruins, e tê-la novamente naquele momento, confortando-o e dando conselhos no que fazer, era o que ele mais desejava. Por muitos anos, principalmente quando sentia-se sozinho nos tempos de Trainee, ele chorava não querendo aceitar que a sua mãe tinha morrido. Não ter sua mãe e ter um relacionamento bem conturbado com seu pai, era um dos motivos de Jimin ser tão apegado com Mihi e aquele sentimento de quase perdê-la, o fez despertar algo que ele nem mesmo sabia que existia. Ele não poderia perder a pessoa que era a coisa mais próxima de irmã e mãe que ele tinha, além de cuidar superbem dele já que era um ano mais velha.

Jimin pegou seu celular, vendo que daria três horas da manhã e ele ainda estava acordado pensando na vida. Amanhã ele iria novamente ver Mihi e dar um jeito com Jungkook, afinal, se seus pais realmente fossem amigos, uma hora ou outra ele descobriria o paradeiro do filho e poderia se bem perigoso se o pai de Jungkook resolvesse cumprir o que ele tinha dito e dissesse algo sobre o relacionamento dos dois.

 

A claridade do dia acordou Jimin, mas Jungkook continuava dormindo. Talvez o estresse por tudo que tava acontecendo, tivesse deixado-o esgotado. Jimin saiu da cama e quando saiu do quarto, a casa estava vazia. Toda vez que vinha para Busan, seu pai saia para algum lugar e voltava tarde para casa. Enquanto preparava algo para comer, Jimin pegou seu celular ligado para Namjoon, pois, naquele momento, ele poderia ser a pessoa que o ajudaria com o seu futuro no relacionamento com Jungkook.

— Hyung?

Oi, Jimin. — Namjoon falou com uma voz de sono. — Aconteceu algo?

— Eu te acordei? — ele perguntou preocupado.

Na verdade, eu que fui dormir muito tarde ontem e acabei cochilando no sofá.

— Você está bem? Eu assisti sua apresentação e…

Eu quero esquecer isso e sim, eu estou nem. Obrigado por perguntar. — Namjoon riu.

— Hyung, eu estou nem Busan e preciso de uma ajuda sua. Você vai ficar em Seul até quando?

— Não sei, mas eu não estou pretendendo sair daqui tão cedo. Só que Jungkook não pode ficar aqui… Eu descobrir que meu pai e o dele são amigos.

Jimin… — Namjoon ficou preocupado. — Pode mandá-lo para Seul, ele pode ficar aqui em casa até você voltar.

— Hyung, você conhece bastante pessoas, então, poderia falar com alguém para dá-lo um emprego? Acho que depois de muito pensar ontem à noite, é realmente melhor ele ir morar em outro lugar. Mesmo que seja difícil para mim ter que me afastar das pessoas que quero por perto.

Eu sei que é difícil, Jiminnie. Mas se é melhor assim, vai ser bem fácil de você se adaptar. Às vezes concordo com Yoongi-hyung, você deveria ser menos sentimental e colocar um pouco a razão na frente das coisas sentimentais.

— É, eu sei. — Jimin passou a mão nos cabelos. — Eu vou aprender, certo? Eu juro que vou.

Esperamos.

— Assim que Jungkook acordar, eu vou levá-lo para alguma estação para ele voltar para Seul. Não vou demorar para voltar, ok?

Ok.

— Obrigado.

De nada e fica bem aí.

— Eu sei que vou. Tchau! — Jimin desligou o celular, colocando-o de volta na mesa.

— Um amigo meu vem aqui em casa hoje. — o pai de Jimin entrou correndo dentro de casa por conta da chuva que caia do lado de hora.

— Senhor Jeon? — Jimin pediu silenciosamente que não fosse o que ele estava pensando.

— Como sabe?

— Eu não vou ficar aqui. Esse homem não pode me ver, entendeu? — Jimin mordeu os lábios.

— Por quê?

— Esse seu amigo é pai de Jungkook! Sabe, pai, eu nunca poderia acreditar que o senhor traria alguém aqui assim para casa. Quer dizer, eu consigo acreditar sim. Ele tem o mesmo pensamento que você, assim espero, tinha quanto os gays, só que de uma forma potencializada!

— Como sabe que é ele é pai de Jungkook?

— Jungkook o viu. Acha que ele não conseguiria reconhecer o próprio pai? Ele faz tortura psicológica com o filho.

— Jimin, me desculpa. — seu pai tentou se aproximar dele, mas Jimin se afastou, desconfiado. — Eu estou realmente tentando ter um bom relacionamento contigo depois de quase cinco anos sem nos falarmos e estou arrependido por ter sido um péssimo pai com você. Só que eu não sabia que um amigo meu poderia ser pai do seu recente namorado.

— Pai, você não pode ser amigo de uma pessoa que me odeia! — Jimin respirou fundo. — Ele me ODEIA, sabe? Uma das provas que você tem que dar para mim e mostrar que realmente mudou, é se afastar desse monstro em forma de homem.

— Como assim ele te odeia?

— Sim, ele me odeia! Odeia muito! Jungkook era meu fã antes de nós começarmos a namorar. Eu tirei uma foto com ele e tenho certeza que você deve ter visto a foto de que eu estava na festa da sua irmã. — Jimin mordeu os lábios, nervoso. — Depois disso ele cismou que Jungkook estava comigo e se ele descobrisse algo, ele falaria para a imprensa. Sabe, isso não pode acontecer. Ele não pode dizer isso, eu não estou lidando só com meu emprego. Meu melhor amigo pode sair perdendo muita coisa, eu tenho contratos a seguir, eu lido com empregos de outras pessoas. Até hoje ele me persegue e me ameça. Você não pode ser receber um “inimigo” do seu filho como amigo.

— Filho, eu vou pensar direitinho no que me contou, mas ele ainda vai vir aqui.

— Não é para pensar, é para fazer. Jungkook não merece isso, sabe? Eu sei o que ele está passando, só que, pelo menos, você não foi tão ruim ao ponto de ameaçar, me obrigar a casar com uma mulher. Eu tive pessoas ótimas na minha vida no momento que eu mais precisava e pretendo que Jungkook tenha uma experiência parecida com a minha para ele conseguir passar por isso com menos sofrimento.

Jimin voltou a fazer algo para comer.

— Eu acho que o senhor deveria falar com ele e tentar ao menos fazê-lo ver o quão sujo ele está sendo com o filho. Gay não é uma doença, uma coisa que mancha nome da família, é apenas uma atração sexual que quase todos os seres vivos têm por alguém. Alguns pelo oposto, outros pelo mesmo, outros pelos dois. — Jimin levantou os olhos para olhar para o pai. — Se realmente refletiu e percebeu que sou o mesmo Jimin de quando tinha 14 anos, só que namorando garotos, eu sei que pode mudar a cabeça dele. Só que nesse momento, eu quero ele bem longe de Jungkook!

— Eu vou ligar para ele e mudar essa conversa para a casa dele.

— Obrigado. — Jimin tentou sorrir. — Mas não esquece o que te falei sobre ele.

Jimin ficou quieto, vendo seu pai sair e ir para seu quarto. Ele conseguiu terminar de fazer as coisas mais rapidamente sem uma pessoa para atrapalhá-lo.

 

— Pensei que ainda estava dormindo, bela adormecida. — Jimin falou, entrando no quarto com o café da manhã de Jungkook.

— Eu estou com vergonha de sair do quarto, sério. — Jungkook sorriu, coçando os olhos. Sua cara ainda estava em inchada por causa do sono. — Ainda bem que seu quarto tem banheiro ou estaria ferrado.

Jimin sorriu se aproximando dele e dando-o um beijo na testa. Ele entregou os ovos mexidos que tinha feito e colocou o copo de café na sua cômoda.

— Eu não estou mais acostumado a dormir em cama de solteiro e ainda mais com outra pessoa. — Jimin pegou no pescoço, mostrando que estava dolirído. — Eu só quero pedir para você comer rápido e nós vamos sair juntos. Seu pai está vindo aqui mais tarde e não quero dar sorte para o azar.

— O quê? — Jungkook quase se engasgou. — Aqui?

— Por isso a gente vai sair o mais rápido possível. Eu não quero que ele me veja aqui! — Jimin coçou o cabelo, tentando aliviar seu estresse. — Eu falei com Namjoon e você vai ficar na casa dele, até eu voltar dia 29. Ele vai te ajudar a arrumar um emprego e bem, acho que a gente ainda ficará um tempo juntos antes de arrumarmos um lugar para você morar.

— Pensa no lado bom. — Jungkook riu. — Vai ter adrenalina para irmos encontrar um ao outro sem que ninguém nos veja juntos.

— Oh. Vou ter que pegar umas dicas com Jinnie-hyung para consegui me camuflar. — ele riu sinceramente pela primeira vez no dia.

— Veja como um treinamento para quando estiver fazendo turnê. Vamos ver o lado positivo das coisas, pois eu não aguento mais lado negativo de nada! Mesmo que o negativo esteja sendo a minha realidade, né?

— Vai passar, Kookie, sempre passa. Nada dura para sempre.

— “Nada dura para sempre é tão triste”, eu quero que nós seja para sempre.

— A gente vai morrer um dia. — Jimin encarou bem Jungkook. — Logo não é para sempre.

Jungkook ficou calado um tempo, antes de pegar um travesseiro e jogar na cara de Jimin, fazendo-o rir.

— Que anti-romantico.

— Ok. Nós dois juntos pode durar para sempre, mas não desse jeito, vai mudar… Você entendeu agora? A gente pode terminar e nunca mais nos vermos; a gente pode terminar e virarmos amigos; a gente pode continuar juntos e as fases do relacionamento vão mudar. Nesse momento a gente está se conhecendo e querendo paz, daqui uns anos a gente vai tá brigando um com o outro porque vai descobrir as porquices um do como deixar meia suada espalhada pela casa.

— Preferia só passar por essa parte do que por essa que nós estamos passando, de verdade. — Jungkook disse em um tom animado.

— Nós vamos. — Jimin piscou para ele. — Agora se apressa, pois eu não quero ter que pular a janela caso seu pai chegar aqui do nada.

— Você que manda, Park. — Jungkook levantou-se da cama rapidamente, brincando com Jimin. — Eu vou tomar um banho.

— Eu ia tomar um banho.

— É? — Jungkook deu um sorriso malicioso, chegando perto do mais velho. — Toma um banho comigo, isso economiza água sábia?

— No nosso caso desperdiçaria água. — Jimin selou seus lábios no de Jungkook. — Mas acho que devemos manter isso para outros lugares que não seja a casa do meu pai. Vai que ele apareça aqui do nada e acho que minha mãe, mesmo que apoiasse nosso namoro, não gostaria de me ver transando com alguém aqui em casa, mesmo que fosse uma garota.

— Você ainda pensa muito na sua mãe, né?

— É. É meio inevitável. Eu acho que deveria passar em um psicólogo por causa disso. — Jimin disse e empurrou Jungkook. — Vai logo, nós conversamos sobre isso melhor no caminho para a estação.

— Eu já disse que você que manda. — Jungkook continuou com seu tom de voz provocador.

Jimin apenas empurrou Jungkook para longe dele, fazendo o mais alto dar um sorriso alto e entrar do banheiro.

— Espero que quando voltar para Seul, você não resista aos meus encantos.

— Eu não irei. — Jimin respondeu antes do namorado fechar a porta.

ılı..ıllı..ılı

Jungkook nem teve tempo para pensar direito no que fazer, pois Jimin saiu do banheiro quase que pronto e bem apressado para que eles saíssem de lá logo . Jungkook apenas seguia o ritmo que Jimin tinha imposto para ele. Ele estava aterrorizado com simples pensamento de que poderia ser pego por seu pai e meio que aquilo estava paralisando todos os seus músculos.

Jimin foi na frente e tudo parecia tranquilo. A sala estava fazia e a casa estava bem silenciosa. Aquilo deu uma calma para ambos. Jimin colocou seu capuz começando a andar um pouco na frente de Jungkook. Até então tudo estava bem, até que quando virou a esquina os dois trombaram com os pais de Jungkook, fazendo-os pararem imediatamente.

— Eu sabia! — o pai de Jungkook exclamou. — Meu sexto sentido não me decepciona, você está mesmo com esse homem.

Jungkook deu uns passos para trás, enquanto seu pai ia se aproximando dele e pegou em seu braço.

— Não toca nele! — Jimin tirou a mão do mais velho do braço de seu namorado. — Não é para nunca mais tocar nele, está me entendendo?

— Ele vai voltar para casa comigo agora.

— Não, eu não vou! — Jungkook ergueu sua voz pela primeira vez. — Eu nunca mais vou voltar para aquela casa e sofrer, pai! Nunca mais!

— Não foi assim que eu te criei, Jeon!

— Não foi esse o pai que me criou! — Jungkook continuou falando no mesmo tom que o pai. — Meu pai não é esse monstro que faria o filho viver uma vida de mentira só por causa do que os outros vão pensar.

— Se não voltar para casa, eu conto tudo para a imprensa. — ele encarou Jimin. — Eu destruo a carreira dele rapidinho.

— Conta, ninguém vai acreditar em você mesmo! — Jimin foi sarcástico, tentando esconder sua apreensão em saber que realmente ele poderia fazer aquilo agora. — Eu sou muito mais confiável que você.

— Você não pode fazer nada com ele, Jeon Youngmae! — Jungkook surpreendeu todos não chamando seu pai como deveria.

— Jungkook, que falta de respeito com seu pai é essa? — sua mãe entrou no meio. — Esse garoto não faz bem para você. Ele está te iludindo e você está deixando enganar!

— Ele me faz muito bem, diferente de vocês dois agora! Eu denunciei você, Jeon. Eu falei que você me persegue, me agrediu e me ameaçou. Tem uma queixa com o seu nome e Jimin-hyung pode usá-la contra você. Eu não vou deixá-lo destruir a carreira das pessoas que me ajudaram.

— Você não sabe com quem está brincando, Jungkook. — seu pai foi ficando mais furioso.

— Realmente, você não sabe com quem está brincando, Jeon! — ele falou em um tom ameaçador. — Passar um tempo com o Jimin me deixou bem corajoso.

— Te deixou tudo o que seus avós não querem. Você é uma vergonha para a família Jeon. Você nem deveria ter o prazer de carregar esse nome.

— Eu não sou mais um Jeon! — Jungkook falou com a voz fala de quem ia chorar. — Eu não sou mais um Jeon desde o dia que me agrediu e deixou marcas horríveis durante semanas no meu corpo. Eu não quero ser um Jeon. Eu não quero ser parte de uma família que sente vergonha de mim.

— Não é mais um Jeon? Agora é um quê? Um Park? — ele olhou para Jimin. — Agora você é um Park Jungkook? Que lindo o casalzinho que é uma aberração.

— Não importa o que ele é, desde que ele esteja livre de uma família abusiva que nem vocês. — Jimin se intrometeu de novo, pegando a mão de Jungkook. — Namorando com ele ou não, eu vou tratá-lo como uma pessoa deve ser tratada independente do que ela é, ok? Tratarei ele como o irmão que eu nunca tive e tenho certeza que ele será bem-vindo na família Park. E eu já te disse ontem e vou repetir de novo: Não mexe comigo, pois você não sabe o que eu sou capaz. E eu sou capaz de uma coisa!

Jimin foi andando puxando Jungkook. Ambos nem conseguiam olhar-se por tudo o que estava acontecendo e o medo consumiu os dois outra vez.

— Jiminnie, eu não quero destruir…

— Não pensa nisso, Jungkook! — Jimin falou frio. — Vamos logo, Namjoon está a sua espera. — ele olhou para trás rapidamente. — Tudo vai mudar, ok? Você vai conseguir um emprego e um lugar para morar. Eu vou fazer um comeback e essa denúncia que fez contra seu pai vai me ajudar muito a despistar qualquer acusação que ele fará sobre mim.

Jungkook apertou a mão de Jimin, fazendo o parar no meio da rua e olhá-lo. Jungkook abraçou o menor bem forte, sentindo-se mal.

— Desculpa por isso, Jimin. — ele falou baixo.

— Obrigado, Kookie. Obrigado por despertar o Jimin corajoso que existia dentro de mim. — ele deu um beijo no rosto de Jungkook. — Tenho certeza que minha mãe ficaria orgulhoso de ver que o filho está sendo firme mais uma vez como foi quando ela se foi. — ele respirou fundo para não chorar. — Agora vamos, de verdade.

Jimin pegou a mão de Jungkook mais uma vez. Ele não estava com nenhuma vergonha de estar pegando na mão do outro rapaz no meio da rua, já que elas estavam quase faziam por causa do frio e do feriado, mas, pelo menos, era muito bom poder ter essa “liberdade” de vez em quando.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até o próximo!!!


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