História My Lovely Photographer - Capítulo 27


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Categorias Gustavo Stockler (Nomegusta), Kéfera Buchmann
Personagens Gustavo Stockler, Kéfera Buchmann
Tags Fanfic, Gustavo, Kéfera, Kesta, Youtubers
Visualizações 85
Palavras 1.280
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 27 - Mundo Invertido


Fanfic / Fanfiction My Lovely Photographer - Capítulo 27 - Mundo Invertido

KÉFERA’S POINT OF VIEW


Não demorou mais do que 15 minutos desde que terminei de me maquiar para o Castanhari me ligar. Ele disse que estava no carro dele lá embaixo e que era pra eu descer.

Peguei a minha bolsa da Vilma Tereza da coleção da Birô, dei uma última olhada no espelho para checar se estava faltando alguma coisa e em menos de 5 minutos já estava dentro do carro conversando com sobre assuntos aleatórios com o Felipe enquanto ele dirigia em direção à balada. Até que o Gustavo se tornou um assunto aleatório.


Felipe: Desde aquele dia… - ele tentou encontrar as palavras para finalizar a frase - o dia da festa do Maicon. Eu não o vejo desde aquele dia, mas a gente conversa de vez em quando pelo WhatsApp.

Ké: O Gustavo? - disse como se não me importasse - Ele foi atrás de mim, mas parece que só foi porque você mandou ele ir.

Felipe: Quando eu soube o que tinha acontecido tive vontade de voar no pescoço dele, mas ele estava tendo problemas…

Ké: A vodka?

Felipe: Você sabe? - ele perguntou e eu assenti - Sabe, ele quer, só está sendo difícil conciliar as duas coisas.

Ké: Eu acho que se ele quisesse já tinha deixado para lá. Sei que não é nada fácil, só que o Gusta não me deixou ajudá-lo. Sempre diz que não vai conseguir, eu tento mostrar que ele é forte e consegue sim, só que não me dá ouvidos mais. - disse de uma vez só - Tenho medo dele estar se afogando cada vez mais e eu não conseguir salvá-lo.

Felipe: Eu acho que você devia tentar mais uma vez. Tenta entender o lado dele. Ele… - deu uma longa pausa - ele te ama.


De repente senti minha consciência pesar. Meus olhos se fecharam sozinhos e, quando os abri, eu não estava mais no carro. Eu estava num quarto, que parecia ser de uma cabana abandonada. Os móveis estavam cobertos por panos finos e empoeirados, a cama tinha um colchão de molas rasgado no lado esquerdo e o piso era de madeira, que produzia um barulho a cada passo dado. No chão, em algumas partes da cabana, tinham garrafas de bebidas de todos os tipos e alguns cacos de vidro.

Eu fiquei parada a todo momento, observando a névoa tomar conta do ambiente enquanto as cortinas das pequenas janelas se mexiam de acordo com o vento. Se intensificou a névoa. Parecia que tinha uma máquina de gelo seco em cada canto daquele lugar. Mas ali só estava uma pessoa chorando e eu. Ouvi barulhos parecidos com soluços e alguns gemidos de dor atrás de uma porta entreaberta.  Quando abri, o vi deitado no chão ao lado de um velho armário de cozinha, com uma garrafa quebrada numa mão e cacos de vidro na outra.

Num momento estava, mas no outro não estava mais ali. Eu voltei para o carro do Felipe, que dirigia em silêncio nas ruas de São Paulo. Então comecei a chorar bem baixinho.


Felipe: Kéfera, tudo bem?

Ké: Está tudo bem. - afirmei disfarçando a voz embargada - Nós já estamos chegando?

Felipe: É no final dessa rua. Estamos quase lá, Ké.



[...]



Uma, duas, três, quatro… nem sei quantas doses de tequila já ingeri. A música está alta e eu em outro mundo. Não sei mais contar, só sei cantar.


Ké: Quanto tempo eu perdi na minha vidinha medíocre de namorinho? Isso aqui é muito melhor do que aquilo.


Disse para um carinha que estava sentado no banco do lado do meu no bar. Ele estava conversando comigo desde que cheguei. Nós dançamos juntos algumas vezes. Ele perguntou meu nome, e eu disse que era Aline. Ele pediu meu número, e eu passei o do meu personal. Eu não perguntei o nome dele, não me importa, mas ele disse. Acho que é Gustavo. Isso que eu entendi.


Ké: Gustavo? É o nome de um ex. Aquele filho da mãe me largou pra poder beber. Agora eu entendo ele, isso aqui é bem melhor do que namorar. - disse bebendo um pouco mais -  Ei, aquele ali é o Felipe?

Gustavo: Quem é Felipe, amorzinho?



FELIPE’S POINT OF VIEW


Desde que chegamos no estabelecimento a Kéfera quis ficar sozinha. Ela saiu da área VIP e foi para a pista dançar e me deixou sozinho com alguns amigos meus. Como sei que é responsável, não falei nada, não tinha problema algum. A vi dançando com um cara algumas vezes, só que só estavam dançando, ela não ia deixar nada acontecer se não quisesse.

Só que eu a vi lá de cima no bar. O sujeito estava chegando cada vez mais perto e ela parecia não se importar com aquilo. Também vi que estava bebendo. E sei que ela não bebe, então seria ruim se continuasse daquele jeito.


Felipe: Sou eu. - disse ao ouvir o homem perguntar ‘quem é Felipe?’ - Vem, vamos embora.

Ké: Eu não quero ir.


Pelo bafo e pelo tom de voz, deu para perceber que ela estava um pouco bêbada e se continuasse ali podia passar mal.


Felipe: Eu não vou te deixar aqui nesse estado. Vamos, vou te levar em casa.

Gustavo: Qual é, cara? Não escutou que ela quer ficar aqui? - ele se levantou - Deixa ela fazer o que quiser. Nós estamos juntos, não tá vendo?

Felipe: Ela é minha namorada, seu babaca. - tive que mentir para levá-la dali -

Gustavo: Então, na próxima que deixar sua mulher sozinha por aí, coloca um aviso.


Ele se levantou e foi embora com o copo de cerveja na mão. Fui com ela até o único banheiro da casa noturna e ela se sentou no vaso sanitário.


Felipe: Você está bem?

Ké: Eu tô, e valeu por me livrar do… do Gustavo.

Felipe: Que Gustavo?

Ké: Aquele cara lá... o nome dele é Gustavo. Ele é insuportável… só ficava falando de carro e futebol. Neymar isso, Messi aquilo, Cristiano sei lá o que! Eu nem sei que é esse terceiro. - ri dela falando - Eu me apresentei como Aline, acha que eu sou meio louca?


Lavei as minhas mãos e a Kéfera ficou me observando. Quando terminei, saímos para ir embora, mas começou a tocar Cool for the Summer e ela pediu para ficar só até aquela música acabar. Que piada! Nós ficamos por mais uma hora dançando juntos que nem dois idiotas metidos à dançarinos profissionais e eu a deixei em  casa.


Felipe: Eu vou conversar com ele e peço para vir aqui, tá bom?

Ké: Conversar com quem?

Felipe: Com ninguém. Deixa para lá.

Ké: Eu sei que você gostou de ficar comigo essa noite, não precisa negar, Fê.


Ela disse enquanto abria a porta do carro, realmente em outro mundo. Ri da fala dela.


Felipe: Quer que eu te leve lá em cima?

Ké: Umas doses de tequila não me deixaram tão mal assim. Olha pra mim: eu tô feliz pra cacete!


Ela deu volta no carro, desfilando meio desengonçada no meio da rua, e parou ao lado da porta do motorista. Pediu para que eu abrisse o vidro da janela para poder se despedir.

Ké: Eu prometo não contar pro seu amigo que você quer a ex dele, relaxa que eu sei guardar segredos. Boa noite, docinho.


A Kéfera falou num tom irônico antes de entrar na portaria do prédio dela. Eu continuei o meu caminho para minha casa em Osasco. Durante o caminho, estive pensando no quão louca aquela noite tinha sido. Pensando nas bobagens que ela disse quando chegamos em frente ao seu prédio. Pensando que eu não me arrependo de nada do que fiz. E que talvez as bobagens que ela falou não sejam tão incoerentes quanto parecem ser.



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