História My Lovely Rival - Interativa - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Yandere Simulator
Personagens Personagens Originais
Tags Interativa, Longfic, Lovellly, Male Rivals, Yandere Simulator
Visualizações 62
Palavras 4.468
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Incesto, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OHAYOOO PESSOALLLL!!!
AGORA VAMOS PARA AS SORTUDAS DA ORDEM ALEATÓRIA:::

Sakura Katsuki! O par de Nêmesis-kun!

Kira Hiraku! O par de Osoro Shidesu!

Hana Kimura! O par de Mido Rana!

E Akemi Sakurai! Par de Aso Rito!

Essa foi a ordem aleatória de hoje. Agora, eu vou seguir essa tabelinha aqui:

CAPÍTULOS COM 2 OC's: No mín. 1800 palavras e máxima de 3000.
CAPÍTULOS COM 3 OU 4 OC'S: No mín. 3000 palavras e máxima de 10.000

Agora vamos para o capítulo, espero que gostem dele!
OBS: Não vai ter hentai nesse, mas vai ter uma pitada de [email protected] sim ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Capítulo 5 - Início da Investigação e Perversidade


P.O.V Akemi Sakurai 

Um mês havia se passado desde que eu havia ido para aquela prova de Educação Física, e inconsequentemente, tornei-me amiga do próprio rapaz que acertou minha cabeça numa bolada. Não sei o que havia sido mais difícil. Ter que aguentar aquela bolada, o fato de não ter vida social ou ter que acreditar que eu era amiga do líder do Clube de Esportes. Desde que ele me oferecera ajuda e eu fui mal educada, até o dia na prova de Educação Física, onde eu fui vestida com aquela lingerie que chamam de "uniforme". Para relembrar bem — algo que não queria, mas ao mesmo tempo, sim —, aquele dia também fora um repleto desastre. 

< - - - - - FLASHBACK - - - - >

— Olá, pessoal! — ouvimos uma voz animada dizer. 

Naquele instante, todos os alunos de minha turma se viraram para olhar a cara do Líder daquele clube. Já havia percebido que aquele era ninguém mais ninguém menos de que Aso Rito, o garoto loiro e bronzeado que havia me acertado a bolada na cara. Inevitavelmente, senti um rubor percorrer minha face. Não estava acostumada com absolutamente NADA dali — incluindo o uniforme, a minha falta de praticar esportes e também ter que encarar quem me acertou na cara, alinhados à minha vergonha, timidez e idiotice — e ver aquele loiro entrando na quadra daquela forma me fez estremecer. O loiro agora andava e olhava para cada uma das enormes fileiras em que haviam ali. Eram duas grandes filas, divididas entre si, em uma fila de meninas e meninos. Eu, obviamente, estava na fila das garotas, e a última de lá. Fiquei com muito medo quando vi o líder do Clube de Esportes passar olhando para cada uma das filas, incluindo a minha. 

Por um milagre eterno da santa padroeira, Aso Rito não me percebeu ali e começou a instruir os alunos masculinos. Guiou-os para os cones, onde teriam de passar correndo e desviando deles assim que ele apitasse. Eu e todas as outras garotas estávamos observando os garotos. Alguns até haviam derrubado os cones, e outros, caído. A risada foi geral, e até dei um leve riso ao ver um estudante magro e esbelto caindo de bunda no chão. Aso também estava rindo, e depois parou e foi ajudá-lo. Mas como a vida não é um mar de rosas — ainda mais para mim —, o bronzeado mandou que todos os garotos se alinhassem novamente. Agora, eram a vez das garotas. Me fudi. Com este único pensamento, eu sempre ia para o final da fila. Era uma garota por vez para passar desviando dos cones, e a fila era extensa. Eu sempre ia até o final, reparando em Aso. 

Ele ainda não havia terminado as anotações na prancheta, avaliando cada aluna de lá. Céus, quando chegasse na minha vez, eu estaria muito ferrada. Foi isso o que aconteceu. Mais uma vez, a vida fez uma zueira com a minha cara, bem no momento em que ele chamou meu nome. 

— Agora é a vez da Akemi-san. 

Por alguns segundos, acho que tive um estraboférisco na minha coluna e um mini-infarto no meu joelho esquerdo. Completamente envergonhada por um pimentão, ainda mais por perceber que TODOS, TODOS ali estavam olhando para mim, engoli seco. Estava pensando nas possíveis tragédias que aquilo resultaria, ou então nas próximas desculpas para nunca mais fazer uma prova como aquelas, até Aso me chamar. 

— Vamos, Akemi-san. Preciso avaliar seu desempenho, o sensei não está aqui e pediu para que eu fizesse isso com todos vocês. 

Suspirei, e com as pernas tremendo, joelhos morrendo e a vergonha se apossando de mim, fui até ele. Me preparava psicologicamente para a vergonha que seria capaz de passar ali. Comecei a correr, desviando de uns sete cones. Depois, passando por outros quinze, até chegar nos cinquenta. Durante o caminho, quase ia caindo no cone número dezenove e no número quarenta e três. Por um milagre, Akemi não caíra naquele chão. Assim que o — inferno — exercício acabou, eu fui saindo da quadra junto dos outros alunos por ordem de Aso. Finalmente. 

- - - FIM DO FB - - - 

No entanto, não contava que inevitavelmente eu iria conseguir me tornar amiga daquele rapaz. Até mesmo durante as reuniões no clube de Ocultismo da escola, eu ficava pensando nele. Sua presença me deixava intrigada. A minha falta de amigos naquela escola aliadas à minha vergonha e timidez ante Aso Rito dificultava um diálogo muito longo — ou talvez minha falta de assuntos. Meus dias em Akademi HighSchool se resumiram em estudar, ir vê-lo jogando bola no intervalo, estudar de novo, e após as aulas, ir ao meu clube e depois ver Aso fazer qualquer outro esporte, afinal, ele não parava quieto. Era sempre assim, e fiquei nesse ciclo durante uma semana. E pensar que uma bolada resultaria no que iria acontecer... Não sabia se ficava triste ou feliz. Nunca lidei com isso. A única coisa que poderia fazer seria apenas esperar. 

(...) 

P.O.V Sakura Katsuki 

Meu corpo dói. Tem quantos minutos que eu estava dormindo? Nem soube dizer. Acordei um novo ambiente, sem memórias de nada. Meu corpo frágil e magro estava deitado em uma superfície almofadada, logo deduzi ser meu sofá. Ao me levantar, a dor de cabeça novamente me atingiu. E a memória do que aconteceu viera à minha cabeça, me fazendo ficar com medo. Aquilo havia mesmo acontecido? Eu seria uma escrava sexual caso Nêmesis não tivesse sido enviado pelo F.B.I para investigar meu sumiço? Eram tantas perguntas em minha mente... Estava eternamente grata à ele, todavia não sabia o que aconteceria agora. Pelo menos de uma coisa eu sabia: Nêmesis não iria me machucar. Ao sentar-me no meu sofá da enorme sala de estar da mansão, vi um pequeno bilhete na mesinha de centro de vidro, ao lado do vaso de rosas. Peguei-o, ainda zonza, e vi um número de telefone, e logo abaixo do número: 

"Você já está bem, Sakura. Te deixei em casa depois das investigações e do seu exame de corpo de delito, uma espécie de autópsia. Se estiver correndo perigo, não hesite em ligar para o número acima. 

                                              Nêmesis

OBS: Você dormiu por uns dois dias."

Nêmesis era bem esperto a ponto de prever as minhas possíveis perguntas e respondê-las. Agora sim tinha certeza de que estava segura, com as lembranças voltando aos poucos. Perdi meus pais num assassinato, e fui quase abusada sexualmente. Se não fosse por ele, sabe-se lá onde eu estaria agora. Mesmo sabendo de que estava segura e podia contar com sua ajuda, pus-me a chorar desnorteada no sofá da sala de estar. Alguma empregada iria escutar, só que eu não me importava mais com nada. Lágrimas silenciosas e sofridas escorriam por meu rosto, podia senti-lo avermelhado, e alinhados à enxaqueca infernal, só piorava minha situação. Tudo veio de uma vez. A morte de meus pais, o meu quase estupro e essas dores de cabeça. Descarregava minhas lamúrias e sofrimento em meio à lágrimas salgadas, que iam desde meus olhos até minhas bochechas, caindo como uma cascata. 

Reuni forças para me levantar dali, sem limpar as lágrimas. Peguei o bilhete com meus dedos esguios e fui subindo as escadas, até o local onde deveria ser meu quarto. Foi aí que deparei-me de que estava sozinha. Mas logo concluí que não, a casa era bem grande, e as empregadas poderiam estar cuidado do lado de fora, dos quartos ou então da cozinha e dos banheiros. Quase cambaleando, agradeci mentalmente por ter terminado de subir aquelas escadas. Dobrei o corredor e fui até o local onde estava o meu quarto. Uma única porta branca com uma maçaneta na cor dourada. Ali era a porta de meu quarto. Abri-a, sem fazer esforços. Andei em direção à minha cômoda, e em uma de suas três gavetas, guardei o bilhete de Nêmesis com aquele número de telefone. 

Pouco me recordava de sua face. A verdade era que, minhas memórias eram bem distorcidas, até mesmo da face daquele que me salvou. E ainda com lágrimas na face, caí no sono, tentando esquecer daquelas memórias que julguei serem ruins. 

Será que aquele pesadelo ainda iria acabar? 

- - - 

P.O.V Kira Hiraku 

Um dia desde que passei a infernizar Osoro Shidesu, o líder dos Delinquentes daquele colégio. Pouco sabia ele que, aquilo era só o começo. Ele merecia aquela brincadeira tosca que fiz com ele, e ria mentalmente só de lembrar-me dele cuspindo aquele pedaço de cebola disfarçado de maçã. Era uma pessoa ruim? Era, e estava pouco me fodendo para que os outros diziam ou pensavam de mim. Decidida, caminhava até o prédio da escola, pensando em mais um dia de merda que eu teria naquele inferno. Parecia até uma eternidade para que eu finalmente me formasse e começasse a trabalhar. O recinto da escola permanecia com aquela mesma aura repleta de luz e energia, o sol quente parecia derreter-me a pele se não fosse pelos ventos. Tive de ir para aquela primeira aula, e pelo menos, não era aula de Álgebra. Era só pior. Aula de Física. Aquele CU que chamavam de matéria escolar. 

Ao lembrar-me de ter que encarar o pervertido do Mido Rana dando aulas, ainda mais Física. Entrei em minha sala de aula com aquela minha cara de quem adora viver, que adora tanto que quer até cometer um suicídio. Super feliz. Coloquei minha mochila do lado de minha mesa e aulas começaram. Notei ali alguns outros alunos, como o Kao Futatsu, que havia faltado durante uma semana, vi também Soushi Miketsumaki — um amigo meu — ali, ao lado de Hanako. Antes que o brega do Rana chegasse ali para dar as suas aulas, eu puxei assunto com Soushi, que estava atrás de mim. 

— Hey, Soushi-kun, como as aulas foram ontem? — perguntei baixinho. 

Soushi ergueu o olhar para me olhar. Falou igualmente baixo. 

— Ontem nós tivemos um trabalho de Álgebra. Ah, e tem mais. O pessoal espalhou uns boatos de que vai ter um agente do F.B.I infiltrado aqui. Tem um monteeee de gente vendo quem são os novatos de todas as outras turmas neste começo de ano. Uns dizem que é por causa da nova líder do Conselho Estudantil daqui. A Kurama Yamamoto é bem rica e bem sucedida, está na equipe dos líderes do Conselho. Estão até criando mais boatos de que quem vazou essa informação foi o Info-kun. 

Engoli seco. É incrível, sempre que eu vou para a aula, nunca acontece nada de interessante, nem uma treta ou babado fortíssimo. Mas aí nos dias que eu cabulo a aula, acho que os caras até sorteiam Iphone 7 aqui ou davam uma festa escondidos de mim, só pra me ver com raiva por ter faltado no dia anterior. Por que sou tão azarada? Virei-me para frente para pensar a respeito dos boatos. Já sabia da nova funcionária desta escola, mas do F.B.I e Info-kun vazando informações, ainda não. De repente, aquela minha aura confiante tornou-se misteriosa e sombria. O que CARALHOS estava acontecendo ali? Será que o líder dos favelados tinha algo haver com isso? Fiquei pensativa durante todas as aulas. 

(...)

P.O.V Hana Kimura 

FLASHBACK 

— Parabéns, Hana-chan. 

— Obrigada, sensei. 

Sentada em minha cama, eu via meu tutor de pé, na frente da porta. Rana-sensei sorria, por ser o meu aniversário. Notei que suas mãos estavam atrás de suas costas, parecendo segurar algo. Inclinei minha cabeça para ver o que era aquilo. Ele deu alguns passos à minha frente, adentrando o meu quarto. Ele amarrou aquelas cortinas pretas — que tampavam aquela claridade da manhã — e pôs uma pequena caixinha em cima da cômoda que ficava ao lado de minha cama. O Sensei sentou-se ao meu lado e me abraçou. Foi tudo muito rápido, corada, aos poucos fui retribuindo seu abraço, sentindo aquele calor. Eu estava usando meus pijamas, como sempre. Aquela calça longa de tecido e aquela camisa de manga-longa de botões da cor branca. Suas mãos acariciavam minhas costas. 

Naquele dia — como já pudera perceber — era o meu aniversário de quinze anos. A expectativa era de que, qualquer garota como eu, iria querer uma imensa festa e dançar valsa com aquele que amava, depois com o pai. Comigo, foi diferente. A única que queria era o silêncio. Mas Rana-sensei mudou o desfecho daquele dia. Estava tão confusa, e por incrível que pareça, eu achava aquilo bom. De certo modo, pensava que Mido Rana seria um professor pervertido e iria apenas me assediar, ou então se aproveitar de mim, de qual forma fosse. Não adiantava contar ao meu pai, ele não acreditava. No entanto, notei que ele parou de fazer aquelas coisas — olhar para as minhas pernas, se aproximar demais de mim. Ele estava se contendo? E eu era alguma espécie de masoquista para gostar daquilo? Perguntas e mais perguntas. Seu abraço me deixava meio desnorteada. 

Assim que, após alguns minutos, nos soltamos do abraço apertado, ficamos próximos. Pude analisar mais sua face, que continuava com um sorriso terno. Agora estávamos sentados na minha cama. Permanecia de pijama, afinal, nunca saía de meu quarto. Nem para comer, quem sempre trazia minha comida durante as pausas que dávamos era Mido. Tudo, absolutamente tudo em meu dia-a-dia era o meu sensei. Aquela nossa proximidade me deixava intrigada e constrangida. Meu rosto esquentava que nem uma chapa à medida em que Rana ia se aproximando de mim, com a boca entreaberta, e face inclinada. Ele iria fazer mesmo aquilo? Não sabia nem o que queria. Me aproximei junto a ele e iniciamos um beijo ali mesmo. Estávamos sozinhos, meu pai só voltaria à noite, e eu queria. De súbito, foram apenas a carne de nossos lábios se colidindo lentamente, e se movimentando. 

Suas mãos desciam até minhas costas, acariciando-as em movimentos aleatórios. Meus braços automaticamente agarraram sua nuca e começaram a acariciar seus fios de cabelos marrons. Tudo estava indo bem, só que comecei, por algum motivo, a ter medo quando ele começou a me render aos poucos na minha cama. Suas mãos seguravam meus pulsos e iam me levando para baixo, enquanto ele se deitava por cima de mim. Eu rompi aquele beijo, assustada, e logo ele percebeu. O sensei abriu seus olhos e me encarou confuso. Havia um leve rubor em sua face, enquanto a minha, deveria estar virando pimenta. 

Sussurrei com medo:

— P-Para, por favor. Me deixa sozinha! 

— Por qu-- 

— SAI DAQUI! — respondi sua pergunta num grito. 

Mido se levantou de mim, em sobressalto, assustado. Me encolhi, abraçando os meus joelhos e pus-me a chorar. Ouvi passos leves em direção à porta. Antes dele sair, ouvi dizer: 

— Eu já estou indo e levando minhas coisas. Se ainda quiser as aulas, pode ligar para mim.  

Desapontado, disse. Descarregava aquelas minhas lamúrias me lágrimas silenciosas e salgadas, que escorregavam em minha face. Abracei minhas pernas ainda mais forte. Chorei.

(...) 

Mido Rana dava suas aulas, enquanto pensativa, relembrava-me de cada experiência que passei com ele. Desde o dia do nosso primeiro beijo até o dia em que apenas tínhamos aulas normais. Cada mísera lembrança, como sempre, era distorcida. Havia se passado um ano desde que ele simplesmente me beijou, e sabe-se lá o que faria comigo caso eu cedesse muito. Parei para pensar no motivo no qual eu havia parado, tomando conta de que era por causa de nossas idades. Eu, naquela época, tinha quinze anos, e ele, vinte e quatro. Muito mais velho do que eu. Talvez aquele foi o meu medo. Ou loucura da minha cabeça. Tentei afastar aqueles pensamentos de minha cabeça, mas foram em vão. Fingi prestar atenção às aulas, enquanto Kira trocava algumas mensagens de papel com Soushi e Hanako, escondida de Mido, lá no fundão da sala de aula. 

(...) 

P.O.V Sakura Katsuki 

Em meio a tormentos e o meu caos mental, acordei. Meus olhos ardiam e estavam inchados, como consequência de minhas lágrimas de mais cedo. Minhas memórias ainda estavam comigo ali, e a lembrança dos dias em que permaneci presa naquele tal local que deveria ser um armazém do F.B.I. E principalmente, aquele rapaz que me salvou. Me intrigava como nunca. Abracei um ursinho de pelúcia meu fortemente, deixando mais uma vez, aquele pranto me alcançar. Com o próprio lençol, limpei minhas lágrimas e me levantei. Ainda era dia? Era sim, pela claridade vinda da janela. Aquele impacto mental fora demais para mim. Tudo parecia ter sido exatamente calculado para causar aquela desgraça em minha vida. Choro e mais choro, enquanto tinha ali o meu ursinho de pelúcia. Podia não falar; não pensar; não ter vida, nem sentimentos, mas era a única coisa ao meu alcance. As únicas boas lembranças que possuía naquele momento, era saber que tinha alguém de verdade que poderia me ajudar. Nêmesis-kun. 

(...) 

P.O.V Akemi Sakurai

Era final das aulas. Da minha turma, todos saíram correndo dali em direção à saída. Os que tinham clubes e precisavam realizar suas atividades, iriam se dirigir até os mesmo. Só que hoje era terça-feira, e nós do Clube de Ocultismo não tínhamos rituais para realizar, ou orações à fazer. Peguei minha mochila e me dirigi até a parte de fora da escola, em passos leves, pensativa. Os boatos de que havia um agente do F.B.I infiltrado naquela escola me deixava com medo, e também de saber que eu poderia ter uma foto de minha calcinha vazada. Olhava para o lado e outro, suspeitando por qualquer ato minimamente suspeito dali. Com minha mochila, e pensativa, fui andando em direção ao Clube de Esportes. Era o clube com área mais vasta e ampla de toda aquela escola. Havia nele uma piscina, uma quadra e uma pista de corrida. O clube estava vazio. Hoje, Aso iria nadar, como fazia nas terças-feiras. Céus, porque eu não iria simplesmente embora dali? 

Um novo pensamento atingiu minha cabeça, e nada relacionado a Info-kun ou F.B.I infiltrado naquela escola a mando dos conselheiros, e sim o pensamento de que, vendo Aso nadar, eu veria ele só de sunga. Um pensamento pervertido, na hora, corei. Minhas pernas nem me obedeciam mais, iam em direção à piscina do Clube. Coloquei minha mochila em um armário de lá, e passei pela grande entrada, até chegar na piscina. Ouvi barulhos na água, e risadas, acompanhadas de boas-vindas a mim. Olhei para aquela grande e profunda piscina, vendo Aso sentar-se em sua borda. Ele estava, como previ, com o uniforme de natação masculino, deixando quase todo o seu corpo malhado e bronzeado exposto. Acho que meu nariz vai sangrar a qualquer momento. Sua voz me despertou. 

— Oi, Akemi-san. Você veio mais cedo hoje, não tem atividades do clube? 

Andei para mais perto dele, me sentando ali no chão, perto da piscina. Prendi meus cabelos pretos em um rabo de cavalo bem preso e fixo, voltando minha atenção à ele. 

— Não. O nosso clube tem uma folga nos dias de terça. 

— Aaahh, o nosso só tem nos dias de segunda. Ontem nós não fizemos nada, e foi bem entendiante. Meus outros amigos estão jogando bola na quadra. 

Enquanto Aso falava, eu tentava desviar meu olhar de seu corpo exposto. Um nó se alojava em meu ventre naquele instante. Minhas pernas bambearam, se eu me levantasse, certeza que logo em seguida iria cair no chão. Aso-kun sorria para mim, e eu desviei meu olhar. Ele percebeu isso. 

— Quer nadar um pouquinho? Pode ir se trocar na casa de banhos do colégio e colocar o uniforme de natação, se quiser. 

Disse. O que eu iria fazer? Colocar aquela outra lingerie que chamam de uniforme e ir nadar com ele naquele oceano que chamam de piscina, ou então ficar ali apenas olhando-o? Suspirei silenciosamente e fiquei desapontada comigo mesma. Eu queria ser uma garota que nem ele. Que gostasse de sair, que tivesse muitos amigos, que fizesse exercícios, que fosse mais valorizada pela turma... E não ser tratada quase como um fantasma. Não estava invisível aos olhos dele, pelo menos, era o que eu achava. E agora? Iria inventar uma desculpa para não nadar ali. 

— Olha, Aso-kun, eu... Não... 

Enquanto ia tentando balbuciar algo, o garoto à minha frente ia tentando completar. Não tinha nem coragem para olhar em seus olhos, quanto mais nadar.

— Você... Não...? 

— Eu não sei nadar! 

Disse de uma vez. Corei mais forte. Ouvir uma risada leve vinda dele foi ainda mais constrangedor. Fechei meus olhos. O que ele disse, inevitavelmente, teve um duplo sentido. 

— Quer que eu te ensine, Akemi-san? 

Foi ali em que, tive certeza de que não saberia o que responder. 

(...) 

P.O.V Kira Hiraku

Depois de uns seiscentos mil anos depois, aquelas chatas e deprimentes aulas haviam acabado. Peguei minhas coisas, e daquela vez, eu pegaria um pouquinho mais pesado. O meu objetivo agora, na missão de "Infernar Osoro Shidesu"? Ir atiçá-lo e deixá-lo furioso. Com um sorriso maligno no rosto, e em passos decididos. Saí do prédio da escola, e pulei aquele muro branco que tem ao seu redor. Andei em direção à área daqueles favelados que chamam de "Delinquentes". Eu queria só ver a reação de Osoro ao me ver ali. Já estava acostumada a vencer diferentes brigas em escolas, caso ele partisse para a agressão. De súbito vi seu grupinho ali, sentado no chão, com aquelas máscaras, óculos escuros e tacos de beisebol. Me perguntava mentalmente em como aquela galera da quebrada iria passar de série. Só que outra pergunta me atingiu. O líder deles, o cospobre de Kenshin Kimura, não estava ali! Aonde aquela praga loira se meteu? Meu sorrisinho cínico se desfez. 

Saí dali, antes que os delinquentes me vissem. Se o meu alvo não estava ali, não tinha graça nenhuma. Isso, até esbarrar-me em alguém. Alguém tão alto, forte e robusto que me fez cair no chão, para trás. Pela luz do sol, seus cabelos loiros agora brilhavam. E ele me encarava com uma cara NADA feliz. Osoro Shidesu, o líder daquela favela inteira que ele chama de grupo, estava ali, de pé, na minha frente. 

"Pau no muro, pau na bunda... Tomei no cu, tomei na lua"***

Pensando nessa frase, levantei-me e me afastei, colocando aquela minha cara de desgosto. Ouvi ele falar: 

— Olha só, se a loirinha não voltou. Você me desobedeceu duas vezes, sua vadiazinha loira. Primeiro, veio aqui de novo, e segundo, deixou aquela porra de presente para mim, não foi você? Não se preocupe. Eu irei retribuir de forma pior. 

Osoro falava com tanto desprezo, que eu retruquei-lhe do mesmo tom, até mais ousado. Kira Hiraku gosta do perigo.

— Ah é? Vai fazer o quê comigo? Falar para a sua mamãezinha?

Em minha voz havia uma pitada de sarcasmo. E na dele, também.

— Muito pior do que isso, experimente. — finalizou.

 Mostrei meu dedo do meio para ele e saí dali, pisando forte no chão. Como ele ousava dizer isso? Estava perto de conhecer o verdadeiro inferno em me ter como inimiga! Nem aqueles seus amiguinhos idiotas iriam evitar o que aconteceria com ele. Pulei o muro de volta e saí da escola, aquele cara de dá nojo! Só não enfio aquele taco de beisebol bem na íris do olho do cu dele porque tenho certeza que ele iria gostar! Mas como a Kira aqui gosta de ver a discórdia plantada, aceitei o seu desafio. Agora, era só esperar. Até agora, estava ganhando, depois daquela pegadinha da maçã do amor que preguei nele. Qual próxima pegadinha eu iria usar? Sorri malignamente no caminho de casa, seria exatamente aquela! Osoro Shidesu ainda seria bastante infernizado por mim. Era só o começo do nosso joguinho, o rei branco contra a rainha negra naquele tabuleiro. Da pegadinha mais banal até a mais cruel. Qualquer deslize nosso e seria um perfeito Game Over. 

(...) 

P.O.V Hana Kimura 

Fim das aulas, e por algum ótimo motivo, o sensei não passou nenhum trabalho. Afinal, já tínhamos o trabalho de álgebra a ser entregue na semana que vem. Os pensamentos, eram os de sempre: O do nosso primeiro beijo, que se não tivesse sido desfeito, seria a primeira vez. Fiquei excitada em pensar naquilo, do nada? E por que eu desejava ele, mas ao mesmo tempo tinha medo? Sempre evitava seus abraços, mas depois me arrependia? Medo e dúvidas juntos ao meu desejo e dificuldade. Recolhi meus materiais, colocando-os na minha mochila. O sensei ainda estava ali, na sala de aula. Aos poucos, ela ia se esvaziando. Eu ajeitava minha mochila calmamente, sem me dar conta de que, a sala de aula já estava vazia. Rana permanecia ali. Aquele silêncio era constrangedor. Eu ia andando até à porta para sair, mas Mido trancou-na. 

Ele cobriu a boca com o dedo indicador, fazendo um "shiiii" pedindo-me silêncio. Eu gostei daquilo, por alguma razão desconhecida. Como já era de se esperar dele, Mido veio em minha direção lentamente, segurando meus ombros e me depositando um quente beijo. Arrepiei ao sentir o atrito de nossos lábios em movimento. Retribuí aquilo sem hesitar. Estávamos sozinhos após o final da aula, ainda seria feita a instalação de câmeras de segurança, e seríamos silenciosos. Coloquei minha mochila ali no chão mesmo, enquanto envolvia meus braços em pescoço. Eu era alta, porém Mido era bem mais alto. Notou minha dificuldade para alcançá-lo, e com as duas mãos livres, desceu-nas até minhas coxas e me ergueu sem dificuldades, me pondo em seu colo. Ele me sentou em sua mesa. Enlacei minhas pernas em sua cintura, sentindo suas mãos acariciarem meus seios. 

Ele rompeu o beijo.

— Hana-san, você gosta disso, não é? 

Com vergonha, olhei para ele. Seu sorriso torto me deixava envergonhada, apenas balancei minha cabeça positivamente. 

— Hana-san? Hana-san, acorde! As aulas já acabaram. 

Fiquei confusa. O que ele queria dizer?

— Hã? 

— Acorde! 

E em sobressalto, eu acordei, com a voz do professor. A aula já estava vazia, e havia saliva em meu braço. Raios, eu dormi durante as aulas! Mido-sensei estava ali, na frente da sala de aula, dando um tapa na própria testa. Eu cochilo por alguns minutos e acabo tendo um sonho erótico com ele? O QUE CARALHOS HAVIA ACONTECIDO ALI? Não foi isso que me intrigou, e sim sentir que havia algo, escorrendo aos poucos, no meio de minhas pernas. Com medo, pensei que ele havia feito algo comigo, porém, não sentia nada ali nas minhas genitais. Mais calma, porém ainda com medo, recolhi meu material, dei um "desculpe, sensei." a ele e saí dali o mais rápido que podia. O que iria fazer agora? Ir até o banheiro das meninas. Ao entrar em uma cabine do banheiro feminino, eu deixei minha mochila em um canto daquela cabine, tirei minha própria calcinha, sem tirar minha saia e comecei a me analisar. 

Havia uma pequena quantidade de líquido escorrendo entre minhas pernas. Aquele líquido era transparente e meio pegajoso. Fiquei excitada e molhada apenas por um sonho? Em estado de choque, vesti-me, peguei minha mochila e saí dali. 

(...)
                                                CONTINUA....


Notas Finais


Como a Sakura apareceu poucas vezes na fanfic com o Nêmesis, ela irá aparecer no próximo. Apenas irei sortear outras 3 OC's.

Essa frase "Pau no muro, pau na bunda... tomei no cu, tomei na lua" é do youtuber Alan Ferreira, do ElectronDesireGE.

O que acharam desse pré-hentai? ( ͡° ͜ʖ ͡°) todas as opiniões são muito bem-vindas.

Até o próximo capítulo, meus lindos!


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