História My Little Cat Girl - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Visualizações 183
Palavras 3.436
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Mi-Cha


Os primeiros raios de sol da manhã tocavam as pálpebras de Jimin que tentava dormir mais um pouco. Jimin sentia um cheiro bom invadir suas narinas. Um cheiro que lembrava de sua mãe enquanto fazia seu café da manhã antes de ir  à escola. A imagem de sua mãe passou pela sua cabeça e o fez sorrir. Ele sentia tanto sua falta.
Abriu seus olhos lentamente, fitando todos os móveis de seu quarto e ouvindo com cuidado os barulhos baixos de sua cozinha.
Jimin se levantou em um pulo da cama, descendo as escadas com pressa, até entrar na cozinha afobado.
— Mãe! — Jimin gritou sorrindo e seus olhos estavam marejados. Mas seu sorriso sumiu ao ver que sua mãe não estava ali.
— Bom dia, senhor.
A pequena menina estava em frente a pia, lavando os pratos que sujou, com seu avental envolto de seu pequeno corpo. A mesma sorriu docemente ao ver seu senhor, que a olhava sem reação.
Jimin ficou por um tempo parado tentando processar direito o que acontecia enquanto olhava alheio a garota à sua frente. Jimin puxou os cabelos com os dedos para trás ao perceber o quão ridículo ele foi em pensar que sua mãe estaria ali, fazendo mais uma vez um café da manhã cheio de amor e carinho. Jimin olhou brevemente a menina e depois sua mesa. Seus olhos se arregalaram. Sua mesa estava repleta de gostosuras, como: bolos,  paquecas, tortas e pães. Aos seus olhos, aquilo era lindo demais.
Jimin ficaria com raiva da menina, já que a mesma havia mexido em sua cozinha quando havia dito para não mexer no que o pertencia, mas não tinha coragem de brigar com alguém que parecia ter se empenhado tanto para agradá-lo.
— Por que fez isso tudo? — sentou-se à mesa.
— Eu apenas queria deixa-lo feliz. — a menina sorriu levando suas mãos atrás de suas costas, se balançando de frente para trás.
Jimin olhou a menina e se levantou da mesa, recebendo um olhar confuso da mais nova. Jimin queria muito comer a comida que era tão linda aos seus olhos, mas estava receoso, afinal era uma refeição tentadora feita por uma pessoa que ele mal conhecia. Foi até a sala e olhou todos os cantos, vendo se algo havia sumido. A menina percebeu o que Jimin fazia e abaixou a cabeça envergonhada. Ela estava tentando ser o mais amigável possível, e se sentiu ofendida, mas ela sabia que não era fácil confiar em alguém que conheceu a pouco tempo, e entendeu Jimin.
— Senhor, eu juro que não peguei nada. Olhe, eu nem tenho bolsos. — puxou seu vestido em sua direção, monstrando-o.
A menina não queria transparecer e mostrar sua tristeza, mas Jimin percebeu, e cessou sua busca. Ele voltou a cozinha sentando novamente, olhando as delicias à sua frente. Jimin realmente era medroso, tinha medo de tudo; tinha medo de que aquela comida fosse envenenada, tinha medo que aquela gatinha estava o enganando, mas ao olha-la, seu medo sumiu, e não conseguia imaginar uma menina tão frágil fazer tal coisa. Pegou o talher ao seu lado e cortou a torta logo a levando até sua boca. Uma nostalgia correu por todo seu corpo. A torta tinha exatamente o mesmo gosto da torta que sua mãe fazia. Uma lágrima escorreu por seu rosto ao lembrar novamente de sua mãe. Aquela menina o estava fazendo recordar das melhores memórias de sua vida.
A menina olhava atentamente Jimin, que comia feliz, a fazendo ficar também. De uma forma a felicidade dele era a dela também, e ela adoraria ver mais de Jimin.
— E você? Não vai comer? — Jimin a olhou com o garfo encostado em seus lábios.
— Eu já comi senhor.— a menina abanou o ar com as mãos e voltou a fitar jimin, que estava ficando envergonhado por ser observado enquanto comia. Ele acreditava que estava patético enfiando tanta coisa em sua boca.
— Por favor, pare de me olhar.
A menina fez uma careta fofa e desviou seu olhar de Jimin que era tão  lindo enquanto comia. 
Após terminar de comer, Jimin chamou a menina para a sala, e sentou-se no sofá, e logo pediu que ela sentasse junto a ele.
— Comece.
— Começar o que senhor? — se fez de desentendida.
— Você sabe do que estou falando. Comece a falar tudo. Você prometeu.
A menina suspirou como se estivesse cansada e caminhou até sua caixa, onde tirou um envelope azul, a cor preferida de Jimin. A menina caminhou até o mesmo lhe entregando o envelope. Ela queria  revelar logo o que estava escrito,  mas temia despertar algo ruim em Jimin, a tristeza. Ela não  queria ver jimin triste. 

— O que é isso? — pegou o envelope da mão  da menina e a olhou confuso.
— Abra.
Assim como foi digo,  Jimin abriu o envelope,  que continha uma carta também  da cor azul.  Jimin iniciou a leitura:

"Querido filho,  aqui  é  a mamãe. Se está  lendo é porque eu não me encontro mais perto de ti,  e está  se perguntando o que essa menininha linda faz ai.  O nome dela é Mi-Cha,  minha pequena híbrida. Eu peguei  Mi-Chan quando você  foi embora de casa para tentar um nova vida. Você  sabe que eu não te impedi e fiquei feliz por finalmente pensar em ser dependente,  mas admito  que fiquei triste e entrei em uma depressão  profunda  por não  te ter perto de mim. Eu sei, mamãe  é  muito exagerada.  Eu peguei Mi-Cha em frente à  minha porta, faminta e suja. Vendo uma menina tão  linda e frágil naquela situação meu coração  amoleceu. A peguei  e cuidei,  nunca me arrependi.  Jimin ela é  um anjinho sem asas e sua presença  me fazia lembrar  de você, meu anjinho.
Mesmo doente, usei todas minhas forças  para escrever essa carta com minhas mãos  já  tremulas,  lhe peço por meio dela que cuide desse pequeno  anjo,  porque sei que ela também  cuidará de você.
Peço perdão  por partir sem dizer um adeus,  mas saiba que a mamãe te ama muito e espera que tudo esteja correndo  do jeito que você sempre quis.

                                      Um beijo  e adeus."

Jimin não  aguentou  e derramou uma lágrima. Era como se ele estivesse lendo novamente a carta de um parente desconhecido  que afirmava que sua amada mãe havia falecido,  ha três  semanas atrás. Jimin sentiu aquela dor novamente e se julgava inútil  por não  ter ficado ao lado de sua mãe até  seu último suspiro. Ele se culpava por toda a dor que sua mãe  passou.  A culpa foi dele por ela ter entrado em uma depressão  e adoecido,  ele se odiava por isso. Jimin olhou para a menina que estava com os olhos marejados,  ela estava sentindo a mesma dor, porque a senhora Park foi a única pessoa que se preocupou com ela e dedicou seu tempo a cuidar e a ensina-la.
Jimin enxugou suas lagrimas e sorriu  para a menina,  tentando expulsar aquele clima choroso. Naquele momento ele sentiu que deveria ficar com a menina, para realizar o ultimo desejo de sua mãe já que desde que saiu de sua vida só  soube faze-la sofrer,  e pelo menos faria aquilo,  por ela.
— Bom.  Parece que você  vai ter que ficar aqui. — se pôs  de pé  e caminhou até  a caixa da menina.  Jimin achava engraçado aquela menina parar em sua casa como uma encomenda e se enrolar em suas cobertas. Ela era tão  inocente aos seus olhos,  ela não enxergava maldade nas pessoas,  aquilo era encantador para ele.
— Mi-Cha. — Pela primeira vez Jimin a chamou pelo nome.
Mi-Cha não tardou em respondê-lo ficando de pé para escutar o que ele tinha a dizer.
— Sim senhor.
— Primeiro: não precisa me chamar de senhor. Segundo: onde estão  suas coisas? — inclinou a caixa para que a menina visse a mesma vazia.
— Eu sou tudo senhor.  — tombou a cabeça  para o lado com sua feição inocente.
— Você  veio apenas com esse vestido? — a menina assentiu arrancando um suspiro de Jimin.
Ele não podia acreditar que a menina tinha apenas aquele vestido já  todo gasto e rasgado. O mais surpreendente era o fato de sua mãe  não ter comprado nada para ela vestir.
— Venha aqui.  — a menina foi até  o mesmo,  que segurou sua mão  e a guiou até a porta de seu banheiro. — espere aqui,  vou pegar uma toalha para você. — foi até  seu quarto abrindo seu guarda-roupa.  Dali pegou uma calça, uma camisa e um moletom. Abriu a gaveta na parte de baixo pegando uma toalha. Foi até a menina novamente  que se olhava no espelho do banheiro. Ela mexia suas orelhas freneticamente com uma feição triste,  como se não gostasse do que via.
— Mi-Cha. — Chamou sua atenção.
A menina se virou olhando as coisas que Jimin trazia para ela.
— O que é isso? — apontou para as roupas em suas mãos. 

— É para se vestir.  Você  não pode ficar com esse vestido rasgado para sempre. — A menina o olhou e depois seu vestido.  Ela estava triste. — Qual o problema? 

— Esse é o meu vestido favorito.  Foi a senhora Park que me deu. — Jimin viu seus olhos que a pouco tempo atrás  carregava alegria,  agora carregava lágrimas.
Jimin agora sabia o porque dela só  ter aquele vestido,  ela não queria vestir nada a mais que aquele. Jimin não sabia o que falar para a menina mudar de ideia. Ele entendia que o vestido era importante,  mas com ele, ela parecia tão  miserável.
— Mas você só vai tirar por um tempo.  Me dê seu vestido que eu lavo, depois você  usa. Combinado? — Jimin parecia estar falando com uma criança.
Mi-Cha olhou seu vestido novamente vendo seu estado.  Ela sabia que parecia miserável, e o pior de tudo: o vestido a lembrava a senhora Park que tanto a cuidou com carinho.
— Não precisa lavar.  Eu o guardarei.  — Pegou as coisas que estavam nos braços  do mais velho e adentrou o banheiro. Iniciando seu banho.
Jimin estava no sofá ansioso. Ele não queria admitir mas ele queria  muito  ver Mi-Cha em suas roupas. Assim que a menina saiu do banheiro Jimin arregalou os olhos e corou como uma pimenta.
— Por que não esta usando a calça  que te dei? 
— Ela era muito grande,  estava caindo o tempo todo,  então  a tirei. — falou simplória.
Jimin olhou as pernas brancas e fartas da menina.  Ele sentiu uma fisgada em seu membro e desviu o olhar da menina. Ele não podia acreditar que estava ficando excitado olhando apenas as pernas daquela menina.  Ele se sentia um pedófilo.
— Coloque qualquer coisa, por favor. — pediu  agora olhando para seus dedos que não paravam quietos.
— Mas não tem nada, suas calças  são  muito  largas.
— Deixe-me ver se consigo achar algo.  — se levantou apressado e subiu as escadas até  chegar em seu quarto, procurando por uma calça que não coubesse mais nele. Êxito.  Achou a calça  e deu para Mi-Cha que vestiu em sua frente.
— Pronto senhor. Não precisa mais ficar vermelhinho.  — a menina falou risonha.
Jimin passou seus dedos pelo cabelo.  Jimin estava envergonhado.
— Senhor, o que é isso? — apontou para algo entre suas pernas.
Jimin que apenas usava sua calça  moletom seguiu seu olhar. Ao ver onde a menina apontava tapou com uma almofada. Jimin queimava de vergonha por seu "amigo" não ter se acalmado.  Jimin se sentia tão  ruim por estar excitado com aquela menina que ele acabou de conhecer e que parecia tanto uma criança.
A menina sorriu com a vergonha de Jimin. Ela não sabia do porquê dele ter ficado daquele jeito com uma única  pergunta mas adorou ver o rosto de Jimin tão  vermelhinho. 

•••

Havia se passado duas semanas desde que a menina começou  a morar com jimin. Yoongi só ficou sabendo da menina quando  foi visitar seu amigo para agradecer por ter o tirado da rua quando estava bêbado.  Yoongi ficou encantado com a menina. Ele a achou muito  fofa e não  parava de acariciar  as orelhas da menina que sorria feliz pelo carinho.  Jimin sentiu a raiva consumir seu corpo e afastou Yoongi de Mi-Cha e  proibiu de toca-la novamente,  mas claro que ele não obedeceu. 

Mi-Cha ainda não possuía nada seu.  Sempre vestia as roupas de Jimin e dormia no sofá.  De manhã  a menina acordava no chão,  e dizia que era mais confortável que o sofá. Jimin queria comprar roupas  novas para a menina e foi isso o que fez.  A levou  para um shopping e pediu que a menina escolhesse o que queria. Ela corria de um lado para o outro, louca por ver tanta roupa,  uma mais linda do que a outra.
— Eu quero esse.  E esse e esse. — apontava para vestidos,  camisas,  calças,  saias,  suéters, moletons e até sapatos, já que ela não podia andar descalça pela casa do jeito que estava antes. Jimin estava feliz vendo a felicidade da menina  e não se arrependeu de ter gastado cada centavo com ela.
Jimin estava feliz em vê-la feliz,  e estava começando a se acostumar com a menina ao seu lado.  Ele não  se sentia mais sozinho. 

A menina sorria feliz com as roupas que Jimin havia comprado e tinha decidido fazer um jantar delicioso para agradecê-lo. 

— Está cansado Jimin? — Olhou para o mesmo que tinha suas mãos  sobre seus joelhos e olhava para o nada.
— Não,  estou apenas com sede.  — a menina sorriu e viu uma oportunidade de ajudar Jimin.
— Quer algo para beber?  Eu posso pegar. —
Jimin assentiu e deu uma nota para Mi-Cha comprar uma bebida para os dois. Mi saiu andando pelo shopping procurando algum lugar para comprar alguma bebiba,  mas não conhecia o lugar e nunca havia comprado algo em toda sua vida. Mi viu um sorvete gigante perto de onde andava que chamou sua atenção. Mi queria aquilo,  mas seu dever era comprar  uma bebiba,  mas sentia que se arrependeria se não provasse aquilo. 
— Moça, o que é aquilo?.  — apontou para uma imagem atrás da moça  do balcão,  que era semelhante ao sorvete gigante. 

— Isso é sorvete, princesa. — a moça sorriu simpática,  achando que se tratava de uma criança. 

— Isso é de comer? 

A moça gargalhou e acenou a cabeça  positivamente. 

— Isso é bom? 

A moça  acentiu novamente  sem parar de rir. 

A inocência da menina era tanta que ela ria junto com a moça. Ela queria  dar algo bom para Jimin também, ja que ele havia te dando tantas coisas boas. 

— Me dê dois sorvetes,  por favor. 

— Qual sabor,  pequena? 

— Os mais gostosos. 

A atendente que ainda sorria lhe deu dois sorvetes  de sabores diferentes. Um de baunilha e outro de chocolate. 

— O outro sorvete é para o seu namoradinho? 

A menina corou violentamente.  Ela daria o sorvete para Jimin, mas ele não  era seu namorado. Naquele momento pensou em algo que nunca havia pensado. Ela iria gostar se Jimin fosse seu namorado. 

A menina envergonhada acenou a cabeça. Ele não  estava lá  para saber o que ela afirmou para a mulher,  então  não  se sentiu culpada. A mulher acenou para Mi que já  andava em direção  de Jimin  com as casquinhas nas duas mãos. 

Ao ver Jimin a menina acelerou os passos,  mas acertou um homem por acidente, melando o terno que trajava.
— Sua... — pausou ao ver quem tinha lhe sujado. — Olha só  quem eu encontrei  novamente. —  A menina levantou seu olhar e congelou de medo.
Aquele a sua frente era a ultima pessoa que ela queria encontrar no mundo. Mi sem pensar duas vezes se levantou na tentativa de correr até  Jimin mas seu braço  foi segurado pelo homem. O homem  puxou sua touca revelando suas orelhas. 
— Eu senti sua falta, aonde esteve sua desgraçada?  Eu te procurei por todo canto.
— Não te interessa.  Me solta! — a menina esbravejou ao sentir seu branço ser apertado com força.
— Você  acha mesmo que eu vou te soltar?  Eu vou te levar para  o lugar que você  pertence.  — o homem falou sadista sorrindo  com a expressão  de medo e raiva da menina.
Todos olhavam para a cena e não  interferiam. Era como  se ela fosse invisível  aos olhos das pessoas. Ela estava com tanto medo, não queria voltar ao lugar que lutou para fugir
Mi pedia mentalmente para que alguém a ajudasse  e a ajuda veio mais rápido do que ela esperava.
Um soco e o homem foi ao chão.  Sua mão  foi puxada por uma outra forte e quente que a guiou para fora do shopping.
— Jimin... — a menina já  chorava de alívio,  passando a manga do moletom pelos olhos,  exugando suas lágrimas.  — Eu derrubei tudo — soluçou.
— Não  importa. Você está  bem?  — pegou o rosto frágil  da menina e limpou seu rosto com seus dedos.
A menina assentiu e se jogou nos braços  fortes de Jimin que a confortaram.
— Pequem aquele bastardo que me socou e aquela gata imunda,  agora!  — ouviram a voz conhecida. 
— Corre! — Jimin a puxou pela mão  novamente  e correram o mais rápido que puderam  até  chegarem em casa, antes confirmando se alguem os seguia.
Jimin suspirou aliviado  e sentou-se no sofá colocando as compras de Mi-Cha em cima da mesa.
Mi estava em pé mexendo em seus finos e delicados dedos,  enquanto  tentava segurar o choro.
— Mi-Cha, me conte agora quem era aquele homem.

A menina congelou e não  conseguia pronunciar nenhuma palavra,  ao lembrar daquele ser que a causou tanto sofrimento.
— Mi-Cha, eu preciso saber quem ele é. — tentou permanecer  calmo para não assustar a menina  mas ela não  respondia. — Mi-Cha!  — Jimin chamou sua atenção.
— Ele se chama Jeongguk... Ele foi a pessoa  que me prendeu e me machucou. Eu fugi e encontrei a senhora Park.  — a menina falaria mais,  mas não conseguiu aguentar e chorou na frente de Jimin.
Jimin se desesperou.  Ele não sabia o que fazer para que ela parasse de chorar,  mas fez algo que a calou rapidamente. Ele a envolveu em seus braços  musculosos,  colocando sua cabeça  em seu peito,  iniciando  um balanço  calmo.
A menina ficou sem palavras. Ela nunca foi abraçada por Jimin. Seus braços  eram quentes,  sua pele macia,  e era possível ouvir as batidas frenéticas de seu coração,  que foi se acalmando aos poucos.  Mi-Cha nunca havia se sentido tão confortável em toda a sua vida.
— Não chore mais,  eu estou aqui e não  vou deixar  ele te pegar. — A menina sorriu e abraçou Jimin mais forte contra seu pequeno corpo — Depois você me conta o resto. — levou seus dedos até o rosto de Mi-Cha, limpando suas lágrimas.
— Não...  Eu vou contar.
Jimin assentiu e a guio até  o sofá, se sentando ao seu lado.
— Eu fui abandonada assim que nasci, mas consegui me cuidar até uma certo tempo.  Um dia tudo mudou, quando eu estava procurando algum lugar para dormir,  encontrei Jeongguk que prometeu cuidar de mim.  Eu era tratada como sua filha. Depois de alguns anos ele me levou para um lugar sujo,  escuro e assustador. Lá  ele me prendeu e me manteu presa. Eu não  entendia o porquê dele ter feito aquilo,  e a todo tempo me perguntava o que havia feito de errado . Ele disse que me venderia,  e que me machucaria caso eu me comportasse mal ou o comprador me devolvesse. Todos os que me compraram me devolveram por eu não os obedecer  e todas essas vezes ele me castigava violentamente — parou para respirar um pouco  e limpar as lágrimas que insistiam em cair.  — Quando o vi no shopping achei que ele me levaria de volta para aquele inferno, mas você me salvou.  — a menina sorriu para Jimin com os olhos marejados. Jimin não  aguentou e abraçou  a menina novamente e se permitiu sentir o cheiro  doce da menina.
— Eu vou te proteger Mi-Cha. — Foi a ultima palavra dita por Jimin antes de tudo ficar escuro.  A menina dormiu em seus braços.  — Eu juro que ele não vai encostar um dedo em você. — disse acariciando  as madeixas brancas da menina, que já dormia serenamente em seu peito.  Jimin não iria permitir machucar novamente  Mi-Cha,  alguém  tão  frágil e gentil. Ele queria envolve-la em seus braços  e não  permitir que ninguém  a tocasse. 



Notas Finais


Espero que o capítulo esteja do gosto de vocês ^-^
Sinto muito se deixei algum erro passar dispercebido, espero que não tenha atrapalhado a sua leitura :)
Esse capitulo era para ser postado segunda mas eu nao me aguentei e postei hoje (•H•)
Se gostou por favor comente e favorite, isso me incentiva a continuar.
Eu vi que no primeiro capítulo já chegou a vinte favoritos. Eu fiquei tão feliz, obrigada! <3
Peço desculpas se eu fui indiferente com as personagens, porque sinto que fui heheh
Bjs e até •3•


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...