História My Male Witch - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Bora, Feiticeiros, Jaebum, Jookyun, Showki, Soonkyu
Visualizações 18
Palavras 1.640
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Bishoujo, Colegial, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🌙 Para a querida Natália Zaniol minha eterna musa que inconscientemente despertou-me a curiosidade e o carinho pela feitiçaria.

🌙Tiago eu também quero dizer que lhe amo! Obrigada por existir e por me emprestar sua conta para postar esse projeto.

{minhas duas grandes inspirações fora o monsta ♡}

Boa leitura a todos. ~Kinsoq

Capítulo 1 - The Lee's Family


 

   —A muitos anos, nós feiticeiros, vivíamos em completa harmonia com os neutros. Não éramos obrigados a esconder nossos dons dessa sociedade hipócrita, que inventa mitos e lendas a nosso respeito mas, quando a natureza ataca, é a nós a quem eles pedem socorro. 

 

   As crianças arregalaram os pequenos olhinhos, suas íris transmitiam todo o medo e a curiosidade que transbordavam-lhes a alma sobre o mundo fora dos grandes muros de sua residência, mundo este que para feiticeiros só era apresentado a partir dos quinze anos. 

 

   Os dois garotos olharam para o caçula, que dormia tranquilamente nos braços de sua tia, ressonando hora ou outra, o Lee mais novo com apenas dois anos de idade, nem desconfiava dos perigos que havia fora dos braços de Lee SoonKyu. 

 

   Estavam os quatro sentados em volta da lareira no momento apagada. Era primavera, e o chá de ervas era o melhor companheiro da família Lee naquela noite. A lua brilhava leitosa vista pela janela da copa em que se encontravam, na enorme mansão. Os campos de trigo ao longe faziam um magnífico contraste com o jardim da propriedade. 

 

   —Mas nós nunca atacamos e nem atacaremos nenhum neutro. Estamos neste mundo para cuidar deles, da natureza e de tudo que ela nos dá. Todo feiticeiro necessita conviver com um neutro que lhe ame de verdade, se este não acontecer, a natureza pega novamente aquilo que de início era dela, os poderes.—A mulher fez uma pequena pausa para ver se seus sobrinhos estavam a acompanhando, ambos concordaram com a cabeça, nesta altura a narrativa já estava mais tranquila e os meninos mais calmos.— É importante que guardem nosso segredo, mas é mais importante saberem diferenciar o neutro que lhe guarda ódio e aquele lhe guarda amor. 

 

   —Ah, titia! Isso nós já sabemos como funciona, cada feiticeiro pertence a uma classe como o fogo, terra, ar e a água. E cada classe tem sua maneira de descobrir isso!— Minhyuk, pulou em cima de seu irmão. Sentia-se extremamente orgulhoso dos conhecimentos adquiridos na última semana com as conversas com sua tia. Aos cinco anos já sabia de muitas coisas, claro que não podia comparar-se com seu irmão de oito, mas já era um começo. 

 

   —Sim, e cada classe é composta por...—Continuou a responsável, pedindo para que as crianças completassem-lhe a fala. 

 

   —Por, aproximadamente, quinze mil feitiços! Sendo que cada classe possuí três principais que todo feiticeiro deve saber, se não soubermos esses três de nossa classe, não conseguiremos realizar nenhum outro!—Argumentou o Lee mais velho, na ponta de seu indicador levantado estava presente o mais puro amor em sua família e tradição. 

 

   —Woah, Sokie. Você é bem esperto... 

 

   —Minhyuk-ssi, eu estou feliz cara. Nossos estudos estão dando resultados...—Hoseok abraçou o menor e ambos pularam juntos. 

 

   —Querido, onde aprendeu a falar desse jeito? Já disse que não quero "cara" com seu irmão, hm?! —SoonKyu passou a mão nos fios brancos do mais velho. Sabia que seus garotos aprendiam essas gírias na tal da internet, todas essas coisas eram novas demais para a mesma, mas não tiraria algo que eles tanto gostam por uma simples bobeira. Ah, se fosse com sua mãe, sorte a sua que naquela época não existia essas coisas. 

 

   Hoseok sorriu exibindo sua janelinha no lugar de um incisivo. "Perdão titia Sunny" e então voltou a conversar com Minhyuk. 

 

   Alguns minutos se passaram, após terminarem toda a chaleira de chá e SoonKyu avisar que eles iriam lavar os lençóis se fizessem xixi na cama. 

 

   Faltavam mais sete anos para Lee Hoseok descobrir a qual classe pertencia. Ele e seus irmãos foram criados por SoonKyu, irmã de seu pai, depois que o mesmo e sua mãe morreram em um acidente de carro. Tinha apenas seis anos, seus dongsaengs com três anos e o menor com 4 meses quando chegaram na mansão. Já faziam 2 anos e tanto Hoseok quanto Minhyuk já não se lembravam de seus pais biológicos. 

 

   Mas suas vidas não eram tristes. Titia Sunny, como SoonKyu era carinhosamente chamada, contou-lhes o quão poderosos feiticeiros foram seus pais, ambos da classe da terra. Sentia seu coração aquecer com tanto amor que recebia de sua família, faria de tudo para proteger sua progenitora e seus dois pequeninos. 

 

   O frescor noturno com um hálito de campo, transformou-se num vento gélido. Era hora de ir para cama! 

 

   Seus olhos pesavam e a atenção já se tinha desvairado. Sem mais delongas, os meninos correram para uma disputa rumo ao banheiro. 

 

 

   Com cuidado, a de cabelos vermelhos deixara Jooheon em sua pequena cama no quarto mais fofo dentre todos os outros doze. A decoração em tons pastéis, os brinquedos organizados, diferente dos de seus hyungs. 

 

   O menor aparentava estar no seu sétimo sono. Caíra dormindo nos braços de SoonKyu logo no início do jantar, não acordou nem mesmo para a sobremesa. Seu dia tinha sido intenso demais para alguém com esse tamanho. Correu a tarde inteira atrás de seus hyungs pela mansão, comeu suas frutinhas e ainda cuidou da horta. 

 

   —Titia Sunny está contente com seu crescimento, Honey. Durma bem, meu anjinho! 

 

   Depositou um beijo na testa do Lee, levantando-se devagar. Seu caçula dava um trabalho danado, mas confusão mesmo ela iria enfrentar agora, e apesar da mesma rotina todos os dias, ela ainda não tinha se habituado a quantidade de bagunça que esses moleques faziam. Isso só aumentava seu amor por eles... 

 

 

   —BOMBA! 

 

   Minhyuk gritou jogando seu edredom em Hoseok, que gargalhava ainda mais alto ao cair nos brinquedos do irmão. Estava meio tonto pela queda, mas ainda assim levantou e correu em direção a beliche em que se encontrava o outro numa falha tentativa de esconder-se. 

 

   —Soldado Minhyuk, você esta distinto do meu melhor armamento...—Fez uma pausa e aproximou-se do menor— Inteligência! 

 

   Pulou em cima do pobre coitado, iniciando um ataque de cócegas. 

 

   Minhyuk depois de muito sofrer nas mãos do exército inimigo, conseguiu expulsa-lo com maestria, fazendo ambos caírem ao chão. Começou um tiroteio de brinquedos em seu hyung, que desviava de todos sempre sorrindo e fazendo pose. 

 

   SoonKyu adentrou no cômodo e nada a surpreendeu ao observar o cenário ali presente. Até passou em sua mente a possibilidade de esta ser a menor bagunça de seus sobrinhos na semana. Claro, isso porque estão exaustos... 

 

  —SEOKHYUK...—Ditou a tia com as mãos levantadas. 

 

   —HEON! —Responderam ambos sorrindo e dando um fim na guerra de brinquedos. 

 

   SeokHyukHeon foi uma maneira na qual SoonKyu descobriu como dar um pause nas crianças. Juntando o final do nome dos três ela consegue silêncio, as vezes temporário. 

 

   —Hoseok para o seu quarto agora!— Disse antes de caminhar até Minhyuk lhe deitando na cama e cobrindo, depositando um beijo no seu rostinho já suado.—Boa noite, querido. Eu te amo! 

 

   —Também te amo tia Sunny! —Com as pequenas mãozinhas acariciou o rosto de SoonKyu. 

 

   Apagou as luzes deixando apenas o abajur, de algum personagem daqueles desenhos japoneses que ela mesma não fazia ideia de quem era, ligado. 

 

   Chegando ao quarto de Hoseok, o encontro jogado no tapete só de cuequinha, babando com alguma HQ em sua canhota. Pegou-o no colo, estava pesado afinal, seu bebê mais velho estava em seus plenos oito aninhos. Depois de acomoda-lo na cama e vestir no pequeno uma camisa, deixou-lhe o último beijo da noite. 

 

   —Titia também te ama, meu homenzinho. Huhu! 

 

   Cuidar de sua casa era trabalhoso, cuidar de todos seus funcionários domésticos era mais, sua editora costumava ocupar sua mente, mas seus sobrinhos sozinhos ganhavam de todos esses juntos. 

 

   Assim que desceu as duas escadarias que faziam a ligação entre as salas, copa e cozinha ao segundo e terceiro andar encontrou o chefe dos seguranças. 

 

   —Licença, senhorita Sooyoung está esperando-lhe a algum tempo. Vamos? 

 

   —Oh, claro! Quase que me esqueço que ela viria hoje. Obrigada! —SoonKyu sorriu e o mesmo a retribuiu. 

 

   Seguiram até o bosque da residência, as flores exalavam seus perfumes e a fina garoa que caía deixavam suas cores ainda mais vividas. 

 

   SooYoung acenou para a amiga que sorriu e correu para o abraço da mesma. 

 

   —SooYoung, o que há de tão sério para contar-me? E qual o motivo de suas lágrimas? —SoonKyu agora assustada se questionava o que poderia ter acontecido com a amiga, já que a maior raramente libertava o choro. 

 

   —A mulher do Sr. Jaebum sofreu um acidente. O pequeno Im esta aos prantos, sem consolo e sem entender a situação. Jaebum ainda não o explicou o acontecimento, ele não quis nem ao menos ver a criança, ele não quis ver seu próprio filho, Sunny! —A mulher confessava quase como um sussurro por entre as lágrimas. 

 

   —Não! Não me diga que você, SooYong... 

 

   SoonKyu não pode nem ao menos terminar de ditar suas palavras. Sentiu as frias mãos alheias a apertando em um abraço. Esse mesmo abraço que não sentia a anos, desde a sua adolescência. Sua melhor amiga ainda cheirava a baunilha e seu corpo sempre muito caloroso. Ficou perguntando-se o porquê do afastamento da mesma.

 

   —Sunny —Exclamou a maior.—Eu deixarei a feitiçaria para sempre! Eu tenho que cumprir minha promessa a senhorita Bora! Ela sempre soube, nós sabemos! Jaebum-ssi além de muito novo é muito imaturo para cuidar da criança, Sunny! —SooYoung chorava cada vez mais.— Irei cuidar deles. Eu só consigo entender-te agora, minha velha amiga!

   A de cabelos vermelhos entendia aonde a maior queria chegar. Entendia que os Im eram para si assim como os irmãos Lee eram para Sunny. Compreendia completamente esse amor materno que supria todas as outras necessidades. Sabia também que o sangue que corria nos menores não era empecilho para a mesma considera-los como seus próprios filhos. 

  E por compartilharem os mesmos sentimentos, SoonKyu não iria impedi-la. Era a feitiçaria ou a vida de um adolescente praticamente criado por ela, e uma criança... 

 

   — Sunny, eu irei cuidar de Jaebum. Eu irei cuidar de Im ChangKyun...

 

*



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