História My new classmate - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Lucas "Luba" Feuerschütte, Lucas "T3ddy" Olioti
Tags Bromance, Bullying, Crianças, L3ddy, Oneshot
Exibições 82
Palavras 3.322
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


RELOU MONAMOURS

Escrevi esta oneshot por causa do desafio da Akise, de escrever uma com personagens crianças e inocentes, para comemorar o dia das crianças, que foi ontem, mas de qualquer forma, FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

Eu sinceramente gostei do resultado, porque eu já tentei fazer outras duas oneshots, mas eu atualmente não me orgulho muito delas, uma eu apaguei e outra ainda tá aí, porque fiz pro meu papis <3 já essa aqui, eu estou postando 100% feliz com o resultado {pelo menos eu acho}

A capa do capítulo é um desenho BIURIFU feito por uma das minhas irmãzinhas do kokoro <3 e não, ela não sabia disso, POR ESSA VOCÊ NÃO ESPERAVA, NÃO É MESMO, JUJU? QUEM MANDOU DESENHAR COISAS DEPRESSIVAS NO MEU CADERNO?

*ignorem o reflexo no olho da pessoa do desenho que mostra que é uma mina na friendzone, fiquem só com a outra parte da ideia, okay?

Ah, e uma coisinha sobre a história: é inteiramente narrada pelo Lubinha

Boa leitura, amores <3

Capítulo 1 - My new classmate - capítulo único


Fanfic / Fanfiction My new classmate - Capítulo 1 - My new classmate - capítulo único

— Meu Deus, ele é feio de mais...

— Você é o maior viadinho!

— Owwwn, coitadinho dele! Vai chorar, bebê?

— Seu merdinha!

As risadas maldosas que acompanhavam aquelas falas ecoavam na minha mente, e por mais que eu fechasse meus olhos e tentasse fingir que nada estava acontecendo, aqueles meninos mais velhos cismavam em usar palavras feias ao se referir à mim.

— Parem, por favor, PAREM! — implorei cobrindo os olhos com as mãos para que eles não me vissem chorando, embora os meus soluços fossem audíveis.

— Vai fazer o que, bebezão? Contar pra sua mamãe? Acha que ela pode fazer alguma coisa com a gente?

— E mesmo que pudesse, por que ela faria? Ninguém gosta de você, ela com certeza não gosta de você.

Descobri meus olhos para poder enxergar e tentei correr, mas um deles me segurou pela gola da blusa, de forma que além de machucar meu pescoço, pude ouvir o som da costura estragando por causa da força que ele utilizara ao segurá-la.

— POR FAVOR, NÃO ESTRAGA MINHA BLUSA DO HOMEM ARANHA!

— Ah, você gosta da sua blusa do Homem Aranha?

Fiquei quieto, sem fazer contato visual com aquele garoto, que no momento, segurava meu braço com força o suficiente para eu nem tentar fugir por saber que não conseguiria e isso só pioraria tudo. 

— ME RESPONDE! — ele disse usando a mão livre para virar meu rosto para ele de tal forma que meu olhar acabou encontrando o dele, que me encarava como se ele pudesse ler meus pensamentos. Aquilo estava me dando muito medo.

— G-gosto... — era a minha blusa favorita, mas eu não ia contar este detalhe somente para piorar ainda mais as coisas.

Os outros três meninos passaram a me segurar, enquanto aquele que o fazia segundos antes tirou minha blusa e começou estragar todas as costuras, já que não tinha força o suficiente para rasgá-la.

— PARA, POR FAVOR! — berrei em desespero, porém os garotos apenas riram, e o que acabara de estragar minha peça de roupa favorita no universo a jogou no lixo. Fechei meus olhos e apenas deixei que as lágrimas escorressem pelo meu rosto.

Como se não bastasse, eles me soltaram e logo depois me empurraram no chão, fazendo-me bater a cabeça tão forte que pude sentir um "galo" se formando na parte de trás dela e minhas mãos, as quais eu usei como apoio para amortecer a queda, começaram a sangrar devido ao chão cheio de pedrinhas. E para finalizar, um dos meninos tirou meus tênis e os jogou longe, outro colocou minha mochila no lixo, e em seguida, os quatro foram embora.

Limpei minhas mãos na calça cuidadosamente e tentei usá-las como apoio para levantar, embora tenha doído, eu não conseguiria fazê-lo de outra forma. Fui até o lixo pegar minha mochilinha, que tinha o desenho de vários heróis, dentre eles, o meu favorito, o Homem Aranha. Ao vê-lo, lembrei da minha blusa e olhei dentro da grande lata fedida e cheia de restos de comidas, papéis, plásticos e outras coisas, dentre elas, minha querida camiseta, ou pelo menos o que sobrara dela. A peguei com cuidado, ao vestí-la, ficou com várias partes largas e desreguladas, além do cheiro desagradável que a impregnara, porém era tudo o que eu tinha naquele momento. Peguei meus tênis e continuei o caminho até a perua escolar que me levaria para casa.

Aqueles meninos mais velhos me atacam há pouco tempo, somente algumas semanas, e eu não entendia por quê. Não tinha muita noção das coisas, afinal, tinha apenas 8 anos de idade, todavia sabia que eu estava no 3º ano e eles eram do 5º, portanto faziam parte do grupo dos mais velhos da nossa escola, que abrangia todas as séries do ensino fundamental um.

Assim que cheguei em casa, minha mãe, como sempre, perguntou o porquê de eu estar machucado e com a blusa estragada. Dei a mesma desculpa de sempre, falei que de novo eu caíra e ela acabou acreditando depois que eu muito insisti.

Eu não poderia contá-la sobre aqueles meninos, eles iam me bater mais ainda quando descobrissem, e também, ninguém gostava de mim, nem minha mãe, como eles mesmos disseram. Então para que gastar meu tempo apenas me humilhando ainda mais ao contá-la daquilo? Ela não iria se importar de qualquer forma...

_No dia seguinte..._

— Lucas! Acorda, meu loirinho, é hora de ir pra escola! — ouvi a doce voz da minha mãe acordando-me. Ah, como eu queria que ela realmente me amasse...

— Mamãe, eu não posso ir para a escola.

— Por que não?

— Eu to com dor de cabeça.

Ela me olhou com aquele olhar "preocupado" novamente e sentou na minha cama ao meu lado.

— Lucas, olha aqui pra mamãe — pediu acariciando meu rosto e a obedeci — Se estiver acontecendo alguma coisa na escola, não sei, algum menino ou mais de um que estiver fazendo algo ruim para você, não tem que ter medo de me contar, tá bom?

— Mamãe, eu já falei, não tem nada. Eu só to com dor de cabeça. Me deixa ficar em casa, só hoje... — pedi me sentando, ainda sentindo meus olhos pesando.

— Mas você já faltou duas vezes só essa semana! Tem que ir, hoje é sexta-feira, dia de ver filme na última aula!

— Mas eu to com dor, mamãe!

— Então a mamãe vai te dar um remedinho pra passar, tudo bem?

Depois que ela exclamou aquilo, percebi que não importava o que eu dissesse, eu teria que ir para a escola.

— Acho que não precisa. Vai passar sozinho — conclui me levantando e indo para a cozinha.

_{...}_

Assim que o sinal tocou, vi que a orientadora, Rosa, quis falar com a professora, Angela, antes que ela entrasse na sala. As duas conversaram um pouco e logo Rosa foi embora e Angela entrou, com um menininho de cabelos castanhos ao lado.

— Bom dia, turma! Bem, crianças, hoje nós temos um novo aluno! — ela anunciou sorrindo. — Este é o Lucas, digam oi para ele.

— Oi, Lucas — a sala inteira disse em coro.

— Tratem bem o novo coleguinha de vocês, hein? Façam ele se sentir confortável na nova escola, e na hora do recreio eu vou escolher um de vocês para apresentá-la para ele, tá bom? Lucas, senta ali do lado dele, o nome dele também é Lucas! — a mais velha apontou para mim, sorrindo. Eu sentava no fundo da sala.

O garotinho se aproximou e sentou na carteira ao lado da minha, colocando sua mochila de rodinhas atrás da cadeira. Em seguida olhou para mim.

— Oi — cumprimentou, provavelmente querendo ser amigável.

— Oi — respondi e em seguida peguei meu caderno, que tinha a capa era do Homem de Ferro. Assim que ele viu o objeto na minha mesa, sorriu e perguntou:

— Você gosta de super-heróis?

— Aham.

— Eu também! Qual é o seu preferido?

Achei estranho ele estar conversando comigo. Eu entrara na escola ainda naquele ano, já com dificuldade de me enturmar por natureza; quando os meninos maus do 5º ano me contaram que ninguém gostava de mim, as coisas só pioraram.

— O Homem Aranha, porque ele pode andar na parede, e ele pode jogar teia nos caras do mau, e ele não tem medo de nada.

— Eu gosto do Thor, porque ele tem aquele martelo que ele consegue invocar um raio, e ele muito forte!

— Os dois Lucas, conversem no recreio, agora é hora de prestar atenção na aula! — a professora chamou a nossa atenção, de forma que nós paramos de conversar. Senti uma certa felicidade por dentro, a conversa entre mim e Lucas tinha fluído bem.

_Na hora do recreio..._

— Lucas, como eu vi que você gostou de conversar com o Lucas, pode mostrar a escola para ele e explicar como as coisas funcionam? — me pediu a professora,

Meu coração disparou. Eu me lembrava de quando a professora pedira para um menino me apresentar a escola quando eu entrara no início do ano, só que a gente nunca tinha assunto para conversa, por isso eu acabei me afastando. A questão era que, ao contrário daquele garoto, eu era tímido de mais para apresentar a escola a alguém.

— Acho que posso...

Coloquei minha lancheira do Homem Aranha nas costas e comecei a andar pelos lugares ao lado de Lucas, sempre contando – mesmo que um pouco hesitante – o que sabia sobre cada lugar e quais eram as regras. Finalizei nosso "tour" então levando-o até um lugar afastado, onde ninguém ia, uma parede ali do lado de fora que não levava a lugar nenhum.

— E aqui é onde eu tomo lanche, porque eu sei que eu posso ficar sozinho. Se quiser ficar aqui também, pode ficar, Lucas.

Sentei no chão, encostando minhas costas na parede, o moreno fez o mesmo, ficando ao meu lado.

— Você pode me chamar de Teddy. É um apelido que eu inventei alguns anos atrás porque urso é o meu animal favorito, e sempre teve mais do que um Lucas nas minhas salas — disse ele.

— Gostei do apelido. Eu não tenho nenhum...

Abri minha lancheira e peguei a banana que minha mãe tinha colocado de lanche para mim. Teddy tinha trazido cookies com gotas de chocolate, abriu a embalagem e me ofereceu um.

— Eu não posso...

— Por quê?

— Eu sou alérgico a um negócio chamado lactose, que tem em um monte de coisa, tipo chocolate. Quando eu como, eu fico com muita vontade de fazer cocô. Eu tenho que comer umas coisas especiais que não têm esse negócio...

— Nossa... Que droga...

— Eu sei...

Dei uma mordida na fruta e Lucas me olhou.

— Lucas... Por que você gosta de tomar lanche aqui isolado e sozinho?

— Por que eu não tenho amigos... Aí aqui é calmo e eu posso ficar em paz.

— Mas agora você tem a mim.

— Somos amigo?

— Acho que somos!

— E-eu... Tenho um amigo? — indaguei sem acreditar

— Tem!

Abri um sorriso gigante diante daquilo.

_{...}_

Passamos aquele recreio todo conversando, falamos sobre super heróis, quais eram nossas matérias favoritas, os jogos e desenhos animados que gostávamos e várias outras coisas.

Estava sendo o melhor dia da minha vida, e continuou daquele jeito por um mês inteiro, eu passei até a me importar um pouco menos com os garotos maus. Até que um dia, quando chegou a hora da saída, depois de dar tchau pro Teddy, fui até a perua. Entretanto, antes de poder chegar no transporte, os quatro meninos de sempre me cercaram.

— Fiquei sabendo que você arranjou um namoradinho... — comentou um deles, fazendo meu coração disparardes nervoso.

— Não é verdade! O Teddy é só meu amigo!

— Hahah! Não adianta tentar inventar desculpinhas, a gente sabe que você é um viadinho.

— Você acha mesmo que ele gosta de você?

— Hahahah, ele pensa que que ele gosta dele!

— Não, ele não gosta de você! Ninguém gosta, logo logo ele vai te trocar por alguém legal.

Em seguida, eles me deram um soco na barriga e foram embora. Senti vontade de chorar. Não pelo machucado, mas sim, por saber que meu primeira amigo na escola não gostava de verdade de mim.

_No dia seguinte..._

— Oi, Lucas! — Teddy disse sorrindo quando eu cheguei na sala, pouco antes no sinal tocar.

— Oi — falei e abri um sorriso forçado.

— O que foi, amigão?

Ele me chamar de amigão doeu, porque eu sabia que não era verdade.

— Nada...

— Fala!

— Mas não é nada!

— Faaaala! Vai, a gente é amigo.

— Mas não é nada, sério!

O sinal tocou e a professora entrou. Ele  me olhou de canto e virou-se, deixando de ficar frente a frente comigo.

_{...}_

No recreio, ficamos um bom tempo em silêncio, até ele murmurar:

— Lucas... Eu contei pra minha mamãe que eu tenho um novo amigo e...

— Pode falar, quem é?

— Como assim "quem é"?

— Seu novo amigo. Eu sei que você não quer mais ser meu amigo...

— Por que você acha isso? Quem falou isso?

— Ninguém, eu... só sei.

— Você é o novo amigo que eu falei pra minha mãe! Lucas, eu não vou deixar de ser seu amigo, eu gosto de você! Você é muito legal!

— Sério?

Olhei para ele. Ele realmente parecia dizer a verdade. Talvez os meninos maus estivessem errados sobre ele...

— Sim! E a minha mãe deixou você ir pra casa no final de semana! Ela anotou o número do celular dela num papelzinho pra você passar pra sua mamãe.

Eu sorri. Estava muito feliz de saber que alguém gostava de mim.

_{...}_

— Mamãe! Eu posso ir pra casa do meu amigo no final de semana?

— Que amigo?

— Ele é novo na escola, entrou mês passado, e aí a gente começou a ser amigo.

— Que bom que você conseguiu fazer um amigo, meu loirinho! — ela disse com feição orgulhosa — Mas não é tão simples assim...

— É sim — interrompi sua fala — Ele me passou o número da mãe dele pra você ligar pra ela e vocês combinarem!

Então, ela começou a ligar enquanto eu ia para o meu quarto, pois sabia que aquela hora estaria passando Pokemon, que apesar de não ser meu desenho favorito, eu gostava bastante.

Depois de algum tempinho, minha mãe veio falar comigo:

— Você vai para a casa dele semana, sim.

_{...}_

— É amanhã, Teddy! Amanhã eu vou pra sua casa! — falei animado.

— Eu sei! Eu to muito feliz! A minha mamãe disse que vai fazer um bolo de cenoura com chocolate! E como você é alérgico àquele negócio lá...

— Lactose?

— Isso! Por causa disso ela comprou chocolate sem lactose pra fazer a cobertura! Aí ela disse que pode levar a gente no parque, ela ia trabalhar, mas ela disse que vai ver isso outro dia pra poder cuidar da gente!

— Mas por que o seu papai não ficou pra cuidar da gente?

Teddy pareceu ficar um pouco triste.

— Meu... Meu papai não pode.

— Por quê?

O sinal sinalizando o início da aula tocou.

— Depois eu te conto.

Ele não tocou mais no assunto.

À tarde, falei para a minha mãe o que ele contara, e comentei que achei estranho o pai dele não cuidar da gente, e que porém, Teddy não me falara o motivo. Ela ficou muito chocada.

— Ai meu Deus, Lucas! Não fala do pai dele com ele!

— Por quê?

Ela suspirou.

— Vem aqui. Precisamos conversar.

Ela sentou no sofá e eu sentei ao seu lado, sem entender.

— O pai dele... Infelizmente faleceu ano passado. A mãe dele me contou que ele não consegue fazer amigos desde que isso aconteceu...

Eu fiquei extremamente chocado e sem reação.

— Coitadinho dele... — foi tudo o que pude dizer

— É...

_{...}_

Eu nunca me divertira tanto quanto naquele sábado. Eu e Lucas tínhamos brincado de super-heróis, ido no parquinho do condomínio dele, onde brincamos de piratas, voltado pra casa, comido o bolo da sua mãe, jogado vídeo-game, brincado de pega-pega e agora estávamos assistindo televisão. A mãe de Teddy já avisara que a minha estava a caminho depois de um dia inteiro na residência dos Olioti.

Estava passando um desenho que gostávamos muito: super fofos.

— Super fofos, super fofos, em haaaaromonia. Vamos ajudar o gambá e salvaaaaaar o dia. Não somos grandões, nem fortes também, mas trabalhaaaando juntos, nada nos detêm. Vãããããão super fofos, yeaaaaah! — cantamos junto com o desenho.

— Lucas — o moreno me chamou e eu direcionei meu olhar para ele, que pegou uma das espadas de plástico que tínhamos usado na brincadeira de pirata. Ele se aproximou de mim. — Levanta — fiz como ele pediu, ficando de pé frente a frente com meu amigo pouco mais alto que eu, que pousou a espada sobre um dos meus ombros e em seguida sobre o outro. — Eu te nomeio meu melhor amigo.

Ele sorriu e eu fiz o mesmo, o abraçando logo depois. Assim que nos afastamos, deitamos de novo no sofá. Logo que a mãe dele pareceu se distanciar mais da sala de estar, onde estávamos, ele lembrou:

— Lucas, você ainda não me disse por que achou que eu não fosse mais ser seu amigo naquele dia que eu te convidei para vir aqui...

— Eu disse que foi coisa da minha cabeça.

— Eu sei que não é verdade. Vai, conta pra mim!

Olhei para ele receoso, mas acabei contando:

— É que assim... Sempre que eu to indo pra perua escolar, tem quatro meninos maus que batem em mim e me xingam... E eles me contaram que ninguém gostava de mim... Só que eu percebi que você era diferente.

Ele pareceu chocado.

— Mas Lucas, eles mentem pra você! Eles fazem isso só pra te deixar triste! Não acredita neles não! E conta pra sua mãe o que eles fazem!

— Mas a minha mãe não gosta de mim...

— Gosta sim! Por que você acha que não? Porque eles te falaram isso?

— É-é...

— Não ouve mais esses meninos malvados! — Teddy pareceu pensar um pouco. — Lembra da nossa primeira conversa? — ele indagou e eu assenti — Você me disse que o seu herói favorito era o Home Aranha, porque ele não tinha medo de nada. Faz que nem ele, eu sei que você pode ser corajoso e contar tudo para a sua mamãe hoje.

Não demorou muito para que minha mãe realmente chegasse. Me despedi de Teddy, que não deixou de me lembrar de contar para a minha mãe o que andava acontecendo comigo, e logo entramos no carro.
Estávamos apensas nós dois naquele veículo, já fazia alguns minutos que tínhamos saído da casa de Teddy. Ela dirigia e eu ia atrás do banco do passageiro. Respirei fundo e falei:

— Mamãe, preciso te contar uma coisa.

E então lhe contei tudo. Cheguei a chorar ao lembrar de certas coisas, mas não deixei nenhuma parte de fora.

— Ai meu Deus, Lucas, por que não contou antes? — ela começou a falar com si mesma — Eu imaginava isso, por que não fui atrás? Oh, eu sou uma merda... 

— Não se culpe, mamãe! Eu é que escondia de você! — esclareci olhando nos seus olhos por meio do espelhinho do carro. Tal também permitiu que eu visse lágrimas em seus olhos. Ela parou o carro rapidamente no acostamento e virou, fazendo contato visual direto.

— Lucas, só... Só não esqueça de uma coisa, tá? A mamãe te ama, muito, mais do que tudo no mundo! E se alguém te disser o contrário, pode ter certeza absoluta de que é mentira... — ela parou um pouco sua fala para limpar as lágrimas, mas então continuou — E-entendeu?

— Entendi, mamãe — conclui e me estiquei um pouco para poder abraçá-la.

A partir daquele dia, tudo ficou maravilhoso. Nunca mais vi os meninos maus de novo, eu fiquei mais confiante sobre mim, Teddy nunca deixava de me ajudar, sabia que ele ficaria comigo para sempre.
Até que, assim que acabou a última aula do último dia do ano, eu perguntei por que a mãe dele tinha malas no porta-malas do carro.

— Lucas... Quando você perguntou se eu estava triste, eu disse que não, mas... Não era verdade. É que... Minha mãe foi transferida para outra cidade no trabalho dela. Ela não pode recusar isso, ela não pode perder o emprego... Então eu vou morar em outra cidade, e a gente vai ficar um tempão sem se ver. Mas juro que não é pra sempre! A gente vai se... Se ver de novo — ele concluiu começando a chorar. Eu chegue a abrir a boca, de tão chocado que fiquei com aquela informação. Fiquei processando um pouco, até que acabei chorando junto e o abracei.

— Você mudou muito a minha vida, Lucas Olioti — murmurei ainda o abraçando — Eu não vou te esquecer.

— Claro que não vai! A gente vai se rever. Eu prometo.

Nós soltamos e eu encarei seus olhos molhados. Em seguida, sua mãe o chamou e ele entrou no banco de trás do seu carro. Naquele momento, eu percebi que, não importava onde ele estivesse, eu sabia que ele sempre estaria sempre comigo. 

Teddy acenou para mim, secou suas lágrimas e sorriu. Do jeito que conheço meu amigo, tenho certeza que fez aquilo para que minha última visão dele antes que ficássemos um tempo indeterminado sem nos vermos, fosse do seu sorriso que mudou a minha vida.
 


Notas Finais


Para quem estiver interessado em participar também, aqui está o link do twitte com todas as explicações: https://twitter.com/dontbits/status/785301815835361280
Aliás, recomendo muito as fics dessa diva <3 são maravilhousas

VOTE NESSA FANFIC PRO CONCURSO!: http://www.strawpoll.me/11552371

BEZOOS, SEUS LINDU ^3^


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