História My New Hope - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Tags Chandler Riggs, Romance, The Walking Dead
Exibições 89
Palavras 1.941
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


AN AN CHEGUEI AN AN CHEGUEI
Gente, que saudades que eu to do Glenn, credo
Mas vamo deixar de tristeza
Espero que vocês gostem do capítulo, bjs

Capítulo 4 - Transparente Demais


Todos estava animados, eu também. Iríamos ter uma refeição digna, e algo diferente de água para beber. O sol estava prestes a se por, e logo ficaria de noite. Mais um dia de vida. Isso sempre era uma vitória. Sinto um movimento perto de mim e vejo Carl se sentar na minha frente. Ele me encarou. 

- O que foi? 

- Conheço todos aqui, menos você. - ele começa. - Então me diga alguma coisa que não sei sobre você. 

- Não precisa saber nada sobre mim, a única coisa que precisa saber é que não vou te matar enquanto dorme. 

- Qual é? - ele pergunta. - Só sei que é irmã do Glenn, não é uma pessoa fácil e que tem problemas com o Daryl. 

- Isso é o suficiente, não tem mais nada interessante.

Ele levanta uma sobrancelha. 

- Tudo bem. - dou uma pausa. - Meu segundo nome é Marie, nasci em Michigan no dia 30 de Outubro, há exatamente um mês depois do aniversário de meu irmão. 

- 30 de Outubro? - perguntou Carl e eu concordei. - Acho que já sei de onde saiu esse seu lado sombrio. 

Dou uma risada. 

- Algo legal para me contar? - pergunto. 

- Não, acho sua vida foi sem dúvidas muito mais animada que a minha. 

- A sua não deve ter sido tão ruim. 

- Eu tinha hora pra dormir, acordar, fazer dever, tomar banho, brincar e por aí vai. 

- Tudo bem, eu retiro o que eu disse. - digo. - Mas todos temos uma lembrança boa. 

Ele franze a testa levemente até que sua expressão se ilumina.

- O café da manhã de domingo. Meus pais estavam em casa, e enquanto eu e meu pai brincávamos pela casa minha mãe tentava fazer panquecas, elas nunca deram certo.  

- Minha mãe também não era boa com a cozinha. 

- E você? 

- Os jogos de baseball nos sábados à noite. Glenn trazia pizzas, e todos nós nos vestíamos com blusas e bonés do time. Ainda lembro de mim e meu irmão saltando do sofá a cada marcação, de meus pais nos mandando calar a boca e do rosto de Kenna numa mistura de ketchup e tinta. 

Ele sorriu, e sua expressão ficou vazia. Como se ele estivesse longe. Suspirei me encostando na parede atrás de mim, eu nunca falei isso pra ninguém. E me sentia estranha. Encarei Carl que continuava com a mesma expressão, ele com certeza é muito bonito, e afinal não era tão insuportável assim. 

[...]

Tudo estava estranhamente calmo, o que não deixava o ambiente ruim. Todos se serviam da comida que achamos e o local - todo iluminado por velas - deixava tudo mais acolhedor. Retiro alguns legumes da latinha em minha mão e os coloco na boca. Era bom ter algo de verdade pra comer. Glenn estava ao meu lado, e pela primeira vez em tempos eu via ele rindo. 

Encaro o local em volta. Todos conversavam animadamente e se alimentavam. Como pessoas normais, mesmo que estivéssemos longe disso. Sigo Carl com o olhar, ele vai até a mesa e pega algo para comer. Estranhamente ele acabava atraindo meu olhar para o dele, isso quando ele já não estava me observando. Um tilintar de copos me faz voltar a realidade. 

- Quero fazer um brinde. - diz Abraham.  

Todos ficam em silêncio, e rapidamente se sentam. 

- Olho para essa sala e vejo sobreviventes. Cada um de vocês merece esse título. Aos sobreviventes! - comemora ele. 

Todos falam saúde e levantam os copos. Abro um sorriso, pela primeira vez vez eu me senti em casa. 

- É só isso que querem ser? - pergunta. - Acordar de manhã, lutar com os mortos, dormir de noite com os dois olhos abertos e depois fazer de novo? Vocês podem fazer isso. Vocês têm força, habilidade, o fato é que pelo que podem fazer, isso seria se render. 

Ele fica em silêncio. Era óbvio o que todos aqui queriam, todos queremos nossa vida de volta, mas isso era algo impossível de ter. Então só temos que lutar, para nos mantermos vivos e assim manter quem amamos vivo. 

- Nós podemos levar Eugene para Washington, acabar com os mortos e devolver o mundo para os vivos. O que não é ruim considerando que é uma viagem curta. Leve o tempo que levar para reconstruir tudo, vocês estarão a salvo lá. 

Ele se vira para Rick. 

- Venha com a gente. Salve o mundo para essa garotinha, salve para si mesmo, salve para as pessoas que ama. 

Todos ficamos em silêncio, encarando Rick que tinha Judith nos braços. Ela faz um barulho.

- O que foi? - pergunta Rick a Judith. 

Ouço risos. 

- Ela sabe o que eu vou dizer. Se ela topa, eu topo. Topamos. 

Todos comemoram essa incrível perda de tempo. 

[...]

Depois de incontáveis minutos, Sasha percebeu que Bob havia sumido. Sem contar o caipira e a mulher de cabelos brancos. Depois de um longo interrogatório com Gabriel alguém finalmente vê alguma coisa. 

- Tem alguma coisa. - anuncia Glenn da janela. - Tem alguém deitado na grama. 

Todos sacam suas armas e saem correndo para o lado de fora. Carl para na minha frente.

- Você não faz nada não é garota? - provoca, com um sorriso. 

- Eu não sou obrigada, lide com isso. - respondo seca. 

Ele revira os olhos e pega a cesta onde está Judith. O resto do grupo entra, com Bob no colo. Me levanto indo até eles enquanto o colocavam no chão. Ele estava sem perna. Sinto meu estômago embrulhar. 

- Eu estava no cemitério, alguém me acertou. - começa Bob, ofegante. - Me levaram para fora de um lugar. Parecia uma escola. Foi aquele cara, Gareth e mais cinco outros. Ficaram comendo a minha perna bem na minha frente, como se não fosse nada. Todo se gabando, achando que tinha pensado em tudo. 

Dou um passo pra trás e me apoio no banco, eu sentia como se pudesse desmaiar. As pessoas são monstros. 

- Estavam com Carol e Daryl? - pergunta Rick. 

- O Gareth falou que sumiram de carro. 

- Rosita, ele está com muita dor. Tem alguma coisa? - pergunta Sasha.

- Tem uns comprimidos no kit de primeiro socorros. 

- Deixa pra lá.

- Não. - intervêm Sasha.

Ele sorri docemente enquanto se levanta. Com dificuldade ele arrasta a camisa, mostrando o ombro mordido. Um líquido vermelho e viscoso escorria por ele. Respiro profundamente tentando me manter em pé. A expressão de Sasha se desfaz enquanto Tyreese pegava Bob no colo, eles somem pela porta. Sinto uma mão em meu ombro, era Glenn e o sigo, indo até Rick. 

- Ele tá com febre? - pergunta Rick. 

-  Tá quente. - responde Maggie. 

- O Jim durou quase dois dias antes da gente deixar ele. 

Rick assente. 

- Hora do choque de realidade. - rugi Abraham. - Temos que ir para Washington agora mesmo.

- O Daryl e a Carol vão voltar, não vamos a lugar nenhum sem eles. 

- Respeito sua decisão mas aqui temos uma ameaça clara pro Eugene. Se querem ficar, boa sorte. Vamos nos separar. 

Todos ficam em silêncio enquanto Abraham e seu grupo viravam para a porta. 

- Vai a pé? - pergunta Rick irônico.

- Nós consertamos o ônibus. - Abraham diz e se vira para ele.

- Estamos em maior número. 

A briga estava armada. Abraham fica cara à cara com Rick.

- Querem continuar assim? Deviam ir pra Washington. 

- Carol salvou sua vida, nós salvamos sua vida. 

- E eu estou tentando salvar suas vidas, a vida de todos. - gritou Abraham fazendo com que sua voz ecoasse pelo salão. 

- Não vamos a lugar nenhum. - diz Rick autoritário. - Eles vão voltar!

- Pra que? Pra recolher os ossos?

Sem mais nem menos eu podia jurar que eles iriam brigar, mas Glenn interfere. 

- Ei, ei, ei! - entra no meio dos dois. - Parem! Agora! - se vira para Abraham. - Acha mesmo que vai estar mais seguro saindo agora? No meio da noite?

- Acho! - respondeu.

- Por que não amanhã? Precisamos um do outro pra chegar a Washington, a gente pode resolver tudo isso junto! 

Abraham continuava calado, encarava Glenn. Ele não estava nada satisfeito. 

- Tenho uma ideia! - diz Tara. - Se ficarem mais um dia e ajudarem eu vou com vocês pra Washington. 

A expressão de Abraham se suavizou, mas ele ainda estava insatisfeito. Parecia um iceberg, duro que nem pedra e insolúvel. 

- O Glenn e a Maggie também. 

- Não! - falamos eu e Rick ao mesmo tempo.

Ele levaria tudo, menos o meu irmão. 

- Então boa sorte, não quero estragar o que vocês tem! - Abraham deus de ombros. - Rosita pegue suas coisas! Eugene vamos logo!

- Eu não quero! - fala Eugene. 

- Vamos! - Abraham repete um tom mais alto. 

- Ta bom! 

Instantaneamente senti uma vontade de rir, mas não o fiz. Não era adequado rir agora. 

- Você não vai pegar o ônibus! - insiste Rick.

- Tente me impedir!

Rick caminha em direção a Abraham com uma expressão nada amigável e a arma em mãos.

- Pera, pera, parem! - grita meu irmão se enfiando entre os dois. - Você fica e ajuda a gente! E a gente vai com você. 

Ele não fez isso, não podia fazer isso.

- Não! - falamos eu e Rick novamente.

- A decisão não é sua - diz a Rick e logo depois se volta a Abraham. - Você fica e ajuda a gente! 

- Você não pode fazer isso! - digo a Glenn. - Não pode simplesmente escolher ir e deixar seus amigos pra trás. E eu? - pergunto. 

- Você tem uma escolha. - ele diz olhando pro chão. 

Uma lágrima de nervoso escapa do meu rosto e me sento no banco. 

- Meio-dia! Meio-dia vamos embora. Não vou esperar o caldo entornar. 

- E nós vamos embora com você! - Maggie diz. 

- Meio-dia e nós vamos embora! - repete Abraham.

Todos se dispersam pensando em um plano idiota pra matar os outros idiotas que pegaram Bob. Eu estava nervosa mas, já tinha minha decisão. Eu sabia exatamente onde iria quando o vi pela primeira vez, eu tinha certeza desde quando era pequena que sempre iria aonde ele fosse. Não queria deixar esse grupo, não para uma aventura até Washington onde nenhum de nós saberia ao certo se sobreviveria. Esse grupo era maior, mais forte. Era onde eu queria estar, mas não sem meu irmão. 

Sinto alguém sentar do meu lado, era Carl.

- Acho que é hora de dizer tchau. - diz ele.

- Como sabe que eu vou? - perguntei só pra provocar.

- Eu sabia desde o momento que Glenn concordou.

- Aquele idiota! - disse e Carl abriu um sorriso.

- Sei também que não quer ir, que não acha uma boa ideia. 

Esse jeito como ele descobria exatamente o que estava pensando me intrigava. Será que eu era um livro aberto?

- Sou tão fácil de decifrar assim? - pergunto. 

- É só olhar nos seus olhos, você é transparente demais. - ele ri e eu faço beicinho.

- Não gostei. 

Ficamos em silêncio por alguns minutos, e alguma coisa dentro de mim me fazia querer toca-lo. Era como se um imã puxasse minha mão até a dele. Fecho meu punho tentando lutas contra isso. Qual é? Um romance não se encaixa comigo. 

- Espero que amanhã demore muito pra chegar! - ele diz.

- É, eu também.


Notas Finais


Nina e Carl, os maiores bfs que vocês respeitam
Pena que ela vai embora muahahahah
Mentira, to sofrendo
Quem comentar ganha um doce hein
Espero que tenham gostado
UM BEIJÃO PRA VOCÊS SZ


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