História My New Hope - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chandler Riggs, The Walking Dead
Tags Chandler Riggs, Romance, The Walking Dead
Exibições 93
Palavras 2.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEI AAAAAA
Nina é osso duro de roer sim!
Espero que gostem sz

Capítulo 5 - Tchau


- Vocês vão ficar aqui, com Tyreese, Eugene, Bob e a Rosita. - avisou Rick que já estava pra sair.

- Não posso ir? - pergunto.

Ele balança a cabeça negando.

- É perigoso, e Glenn insistiu pra que não fosse. 

Eu mato aquele asiático! Bufei e ele prosseguiu:

- Rosita já sabe do plano, vocês vão ficar aqui, nos esperando em silêncio e com todas as luzes apagadas. Não queremos chamar a atenção deles.

Mexo minha cabeça assentindo enquanto Carl falava um "tudo bem".

- Estou confiando em vocês! - Rick diz dessa vez pra todos. 

Todos ficam em silêncio e saem pela porta. Glenn antes de sair beija minha testa e sussurra um "cuidado". Assim que a porta se fecha Rosita apaga a luz e todos nos escondemos. Rosita, Tyreese e Eugene entram na sala onde estava Bob e vejo Carl colocar Judith ao canto abaixo de uma mesa e entrar em uma das fendas do fundo da igreja. Vou pra lá ficando na fenda contrária a ele. Tiro minha arma da cintura e coloco algumas munições, eu estava pronta. 

Cerca de 10 minutos de extremo silêncio se passou até que ouvimos algo vindo do lado de fora. Um, dois, três golpes até que a porta se abre. Eles vieram. 

- Acho que já sabem que estamos aqui. - disse uma voz.

Carl movimenta a boca dando a entender o nome "Gareth".

- E sabemos que vocês estão aqui, estamos armados então não tem motivo para continuarem escondidos. Temos observado vocês, sabemos quem está aqui. 

Destravo a minha arma sem produzir nem um ruído, minha vontade era de meter bala na cabeça de cada um. 

- Tem o Bob se é que não acabaram com o suprimentos dele, o Eugene, a Rosita, o Tyreese amiguinho do Martin, o Carl, Nina a irmã do chinês, a Judith. 

Senti a postura de Carl enrijecer. 

- Rick e os outros saíram com muitas armas de vocês, escutem não sabemos onde estão mas esse lugar não é muito grande, então vamos acabar com isso agora antes que as coisas fiquem piores do que já estão. 

Ouço passos seguindo até mais perto de mim, vejo dois deles revistando a porta ao lado de Carl, que chega pra trás para não ser visto. Ele olha para meu lado e sei o que quer dizer, os outros estão ali.

- Vocês estão atras de uma dessas portas e temos bastante poder de fogo para derrubar as duas, acho que não é o que querem. Quanto ao padre, padre você ajudou a gente com isso então vamos deixar você sair.

Dei um passo pra frente pronta pra atirar mas Carl me deteve apenas com um olhar.

- É só abrir a porta e ir embora, pode levar a bebê. O que você acha?

Por alguns segundos nada se ouviu, até que o choro de Judith ecoa pelo salão. Meu coração começa a palpitar mais rapidamente e por um momento achei que cairia morta aqui mesmo. "Estou começando a gostar dessa garota" sussurra Gareth.

Um silêncio mortal se passou até que ele voltou a falar:

- Agora é a ultima chance para dizerem que estão saindo. 

Acho que ninguém naquela sala estava sequer respirando, eu era uma delas.

- E agora? - perguntou outro deles.

- Podem meter bala.

Do nada dois deles caem no chão, eu sabia o que significava. Graças à Deus.

- Abaixem as armas! - diz Rick me fazendo soltar o ar de meu pulmão.

Não sei o que aconteceu, só sei que Rick voltou a falar.

- Coloquem as armas no chão e se ajoelhem. 

- Faz o que ele mandou. - diz Gareth. - Martin nao tem jeito. 

- Tem sim quer apostar?

E o banho de sangue começou. Rick, Michonne, Sasha e Abraham acabaram com eles em pouco tempo. Eu olhei pra Glenn que parecia que iria vomitar, pensei em rir mas não seria um bom momento pra isso. Olho para os corpos ensanguentados no chão e me reprimo por gostar daquilo, por gostar de ver aqueles monstros mortos. Eles ainda eram pessoas, mas pra mim seres humanos não atraem outros seres humanos somente pra mata-los e devora-los como se fossem bichos.

Todos vamos dizer adeus a Bob, eu não falo nada sei que o veria em um lugar melhor. O conhecia a uma semana mas, o carinho que o grupo tinha por ele já era o bastante para que gostasse dele também. Sasha estava abatida o que me fazia ficar triste por ela mas, não sentir pena. Não gostaria que ficassem com pena de mim, então não fico com pena de ninguém. Todos saímos da sala e somente Rick fica. Vou direto para minha mochila e arrumo minha coisas para dormir. Carl aparece e começa a arrumar as suas ao meu lado.

- Me perseguindo? 

- Talvez. - respondeu.

Reviro os olhos.

- Por que não está no seu cantinho? - ironizo.

Ele dá um sorriso de lado e aponta para as poças de sangue que brilhavam no chão. 

- É eu entendi.

Me deitei na cama improvisada. 

- Boa noite. - sussurra ele, perto de mim.

Sua boca estava perto demais e inevitavelmente minha respiração falha. Ele nota, eu sinto isso, tanto que dá um risinho. 

- Idiota. - sussurro e viro para o outro lado. 

[...]

- O que decidiu? - perguntou meu irmão.

- Você sabe o que eu decidi seu bunda mole. - revido. - Eu vou com vocês.

Ele assente tentando disfarçar que estava feliz, ele nunca foi bom em esconder as coisas. Abraham já aprontava as coisas para a viajem e nenhum de nós parecia feliz. Carol e Daryl ainda não tinham voltado, isso quer dizer que iríamos nos separar. Que ótima hora pro caipira fugir. 
 
Todos vão para o lado de fora, era hora de ir. Carl como um feijãozinho mágico brota na minha frente do nada. 

- É, eu acho que é isso. - digo e ele concorda com a cabeça.

- Vou sentir sua falta.

- Eu não. - minto.

Ele me ignora totalmente e me puxa pela mão me abraçando forte. Fiquei alguns segundos lá, o abraçando e eu sentia como se pudesse chorar. Nos separamos e ficamos nos encarando, seus olhos hipnotizantes não me deixavam ir. Dei um passo a frente, sentindo seu hálito em minhas bochechas. Mas ele se mantinha imóvel, talvez inseguro. 

- Eu não mordo. - sussurro. 

Ele abre um sorriso. 

- Eu sei.

- Então por que está com medo de mim? - provoco.

Não houve resposta, ouço passos se aproximando e Maggie entra na igreja. 

- Nina! É hora de ir. - ela me diz assim que me vê. 

Assinto e sigo até ela, não me atrevendo a olhar pra trás. Fomos direto para o ônibus que rapidamente arranca. Me ajeito no banco colocando minhas pernas rente ao corpo. Talvez eu o visse de novo, talvez eu não o visse nunca mais. E isso de algum jeito me incomodava e eu não sabia o porquê. Dou um longo suspiro.

- O que houve? - perguntou Glenn.

- Nada, só um idiota que te obrigou a abandonar seu grupo. - menti.

Vi Abraham sorrir pelo retrovisor. Ridículo.

- Eles só estão esperando Daryl e Carol voltar, logo logo vão nos alcançar. - diz Maggie.

- Tudo culpa do caipira. - sussurro e Tara sorri.

Eles começaram a conversar sobre algo que não entendi, acho que era sobre cabelos. Me desliguei da voz deles por intermináveis minutos enquanto olhava a floresta pela janela e sentia meu estômago se contorcer a cada curva dada pelo ônibus, sem tirar o enorme tempo perdido limpando a estrada. Só queria que chegássemos logo aonde quer que seja. 

Sobre Carol e Daryl eu achava que eles não iam voltar, e quando o grupo percebesse isso já estaríamos longe demais para sermos encontrados. Estaríamos mortos, porque não achava que isso ia dar em algum lugar seguro ou uma cura mágica para o mundo todo. Só não queria partir em uma missão suicida comandada pelo louco de cabelo cor de fogo. Afasto esses pensamentos, ainda não via morte na minha lista de planejamentos.

A tremedeira do ônibus a cada curva e a cada buraco estava embrulhando meu estômago, sentia como se fosse vomitar. Carros, ônibus e motos. Todos me faziam sentir enjoo, por isso Glenn sempre me levava pra escola a pé. Cerrei os olhos e respirei fundo.

- NINA! - gritou Glenn.

Antes de poder abrir os olhos sinto um baque contra meu ombro, logo depois contra a cabeça e assim várias vezes até que finalmente para. Meu corpo todo latejava, principalmente a cabeça e por um segundo só desejei 24 horas de repouso. Abro meus olhos. Tudo estava revirado, tentei focar minha visão mas foi em vão, tudo estava embaçado. Esqueço isso e me arrasto até o banco da frente, vendo Glenn, ainda desacordado. 

- Glenn! - falo o sacudindo com dificuldade. - Não faça isso comigo! - sussurrei. - GLENN! - berro e vejo seus olhos abrirem. Graças à Deus.

Abraham passa por mim e com um chute arranca a porta de trás do ônibus. Eugene, Rosita e Tara saem do ônibus enquanto eu e Maggie ajudávamos meu irmão a sair de seu banco. Cambaleamos pra fora do ônibus e a primeira coisa que vimos foram vários zumbis vindo em nossa direção. Round dois.

Tiro minha faca do bolso de meu short e cravo na cabeça do primeiro zumbi que aparece em minha frente. Todos repetem meus movimentos, desviei todos os pensamentos e foquei em cada um que aparecia em minha frente. Em alguns minutos todos relaxamos, não havia mais nenhum por perto. 

- Examina o Eugene, vê se ele está bem.

- Eu tô bem, só me...

- EXAMINA! - grita Abraham interrompendo Eugene e me fazendo rir.

Rosita vai até Eugene e começa a examina-lo.

- Esse sangue é seu?

O olho de todos voou até a mão de Abraham que escorria sangue.

- É. O ferimento abriu de novo. Os cortes estavam cicatrizando, mas ainda sangram. 

- Vou pegar o kit de primeiros socorros no ônibus, ver o que tem lá.

Antes que Maggie pudesse fazer alguma coisa o ônibus pega fogo, do nada.

- Não vamos parar, vamos continuar, vamos achar outro veículo na estrada. A missão não mudou.

- Claro que não, continua sendo morrer no caminho até Washington. - digo.

- Não piora as coisas Nina. - repreende meu irmão.

- Eu só vou falar os fatos, só isso. - começa Eugene. - Acabamos de ter um acidente, levamos muito tempo limpando o caminho. A igreja tá só a 25 quilômetros voltando.

- Não, não podemos parar, não vamos voltar. Estamos em guerra, voltar significa perder. A estrada é perigosa, vocês sabem disso. Vamos continuar porque precisamos.

- Vamos todos morrer! - digo.

Abraham continua olhando fixamente para frente e respirava lentamente tentando se acalmar. Ele era parecido demais comigo, e isso me irritava. Ninguém por nada nesse mundo mudava o que ele pensava, eu gostava disso. Mas não quando estávamos prestes a morrer.

- Ei ei ei, você tá bem? - perguntou Glenn se colocando a frente de Abraham.

- Melhor seria impossível.

- A gente vai com você, você tá no comando. Eu só tenho que saber se você está bem. 

- Isso não vai me fazer parar. Não posso me dar a esse luxo, o mundo também não. Estou muito bravo com esse acidente, estou estressado e abatido de ver o ônibus assim, mas se quiserem continuar, eu estou bem.

- Vamos continuar. - afirmou meu irmão. Ele nunca fazia nada pela metade.

- Vou passar terra no ferimento e vai melhorar.

- A gente vai achar o que precisa como sempre, no caminho. - Rosita diz.

- Tá bom. - concorda Tara.

- Mas eu não vou passar terra em nada. - diz Maggie e eles riem. Menos eu, não estou feliz com isso.

- Talvez a gente ache bicicletas, elas não explodem.

- E água, precisamos de água. - completei.


Notas Finais


Eu estava tão feliz porque vocês estavam comentando mas no capítulo anterior não teve nenhum comentario :(
Comentem a opinião de vocês, pode não parecer mas ajuda muuuuuitooo
ESPERO QUE TENHAM GOSTADO, BJS <3


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