História My new life - Capítulo 40


Escrita por: ~ e ~MarcelineQueen

Postado
Categorias Hora de Aventura
Personagens Ash, Cake, Finn, Fionna, Hudson Abadder, Jake, Marceline, Marshall Lee, Personagens Originais, Princesa Jujuba, Principe Chiclete, Rainha Gelada, Rei Gelado
Visualizações 49
Palavras 2.015
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente! Acreditem que eu esqueci de postar hoje? Desculpem.
O cap da semana que vem é um problema ainda porque não sabemos qual a melhor ordem para ser postado (isso pq já estão dois "prontos" e ambos podem ser o cap 41, mas qual seria o melhor cap 41 e qual o melhor 42... eis a questão.
De toda forma, esse arco dos segredos de família já está quase no fim, vai só até a parte 10, espero que estejam gostando!
Também espero que gostem desse...

Capítulo 40 - Consequência de uma mentira (Segredos de família - Parte 7)


Fanfic / Fanfiction My new life - Capítulo 40 - Consequência de uma mentira (Segredos de família - Parte 7)

Eu não sabia se ia durar.

Mas a questão é que eu queria.

Mesmo com medo. Mesmo me achando maluca por fazer o que ia fazer, “apenas” por um namoro de ensino médio. Mesmo que a luta parecesse em vão, eu iria até o fim.

Marcelina tinha minha idade quando conheceu o príncipe, não?

Mamãe poderia ter sido tirada de mim... Mas não. Ela ainda estava ali e eu a amava.

Lilian teve seus problemas por seu amor, Marcelina teve, ambos foram seus primeiros importantes relacionamentos e mesmo assim se arriscaram por eles, porque eu não deveria?

Capítulo 40 – A consequência de uma mentira (Segredos de família – Parte 7)

Marceline...

Três dias na capital dos vampiros e tudo parecia bem.

Marshall voltou a sorrir como de costume e convencer todos, sem o menor esforço, a fazerem o mesmo. Ele brincava com as crianças na rua, jogou bola com o alto conselho, dormiu no seu próprio quarto (já que enquanto estávamos mal preferimos ficar juntos), nadou no riu com o povo da água e até chegou a paquerar algumas mulheres. Fizemos uma festa para todos que moravam no castelo e no dia seguinte (o quarto) uma para todos da cidade. Não tínhamos superado, nem suportado aquela dor, não era questão de suportar, era horrível ainda. Apenas aceitamos. A vida é assim, altos e enormes baixos, mas éramos forte e viveríamos com isso.

A vida é assim. Cheia de altos.

E enormes baixos.

Por isso ela tinha que nos dar mais um baixo.

Eis que chegou o penúltimo dia que ficaríamos ali. Conde Drácula, nosso “tio-avô”, conselheiro real a gerações e praticamente um símbolo da família real para todo o nosso povo, nos levou para uma reunião no prédio do governo.

Estávamos conversando sobre alguns dos novos projetos de construção na cidade e também as ainda comuns rixas entre povos, principalmente entre os vampiros e aqueles que não eram mortos-vivos, moradores do país, os primeiros se achavam superiores apenas por estarem “na sua terra”. Eu e Marshall decidimos por fazer um discurso naquela noite sobre o assunto e aprovamos uma lei para punir casos assim.

“Preconceito é falta de inteligência humana! Somos seres mais evoluídos, por Glob!”

-Drácula: Não acho que denegrir os humanos dessa forma mostre comportamento melhor do que os que estamos tentando mudar, senador. – Todos se calaram para ouvi-lo e o tal senador abaixou a cabeça constrangido. – Acredito que todos erramos, nada além de Glob é perfeito, sinto muito se algum de vocês se ofende com a frase, mas morri ainda católico. – Acrescentou e todos negaram, dando passagem para continuar. – Então, claro, todos erram, e nós vivemos tempo o bastante para aprender com muitos erros, principalmente os dos humanos, que tem tão pouco tempo que fazem questão de errar diariamente em busca de sabedoria futura. – Me segurei para não rir do comentário, mas o próprio conde o fez. – Infelizmente alguns insistem em cometer erros antigos, temos tempo para aprender, então a...

Dois guardas abriram a porta e todos se viraram para ver o que era, um criado apareceu totalmente corado e de cabeça baixa.

- O que? Estamos ocupados!

A mesa em U era enorme e o homem encolhido lá em baixo parecia minúsculo e frágil.

- Sinto muito excelências, Vossa Grandeza. – Virou-se para Drácula. – E Vossas Majestades. – Voltou-se para mim e Marshall. – Mas estão requisitando imediatamente a presença do rei e da rainha.

- Quem tem a ousadia? - Perguntou um ministro ligeiramente irritado.

- A reunião é de vital importância, devem esperar. – Disse mais paciente um dos Duques.

- Sinto muito, mas é imediatamente.

-Drácula: Meu caro tatu-bola. – Brincou com o fato de o criado estar se encolhendo tanto por medo dos ali presentes. Sua voz saia simpática e sabia, além de divertida, como um amigo mais velho e mais inteligente. – Quem deseja tal?

- Vossas majestades imperiais. A rainha e o rei Abadeer.

-x-

Normalmente demoraria uma hora do centro da capital litorânea, até o castelo na cidade vizinha montanhosa, isto usando um trem bala, mas como eram Hanna e Hunson que pediram estávamos lá em cinco minutos usando tele-porte, que é uma das magias mais complicadas e raras.

Assim que chegamos nos levaram até uma das salas de estar, as portas se abriram e lá encontramos Hanna, Hunson, Simon, Simone, Betty e Beter.

-Marsh: O que fazem aqui? – Perguntou tão confuso quanto eu. E também incomodado.

Estávamos querendo férias da nossa vida “normal”, eles eram meio que um fim antecipado, ainda mais com suas expressões. Não pareciam querer dizer boa coisa.

Os cinco adultos olharam para Hanna.

-Hanna: Eu disse que queria conversar com você quando voltasse, Hunson veio comigo e os outros apenas... querem ver o desenrolar disso.

-Marsh: Como assim? Você não disse que podia esperar?

Hanna fez algo que nunca a vi fazer muito menos imaginei tal, baixou os olhos, esfregou as mãos, as apertou, fechou os olhos e mexeu no cabelo. Ficou nervosa. Muito nervosa.

-Hanna: Precisamos de um lugar particular. – Disse apenas e estralou os dedos. Na mesma hora criados apareceram já se ajoelhando em frente a ela.

- Vossa majestade.

Eles nos guiaram de cabeça baixa até uma sala com duas paredes inteiras de vidro e uma enorme mesa, informaram sobre ser a prova de som e isolada, Hanna não quis ouvir e os dispensou com um aceno de mão.

Hunson, que parecia tão nervoso quanto a prima, porém em um tom mais deprimido do que ansioso, se sentou na mesa. Carregava uma pasta, a prima fez um gesto com a mão, um círculo cheio de símbolos apareceu no teto e cobriu o lugar.

-Hanna: Ok, agora nada vai interromper ou ouvir. – Ela se sentou ao lado de meu pai, ambos paralelos a mim e a Marshall na mesa.

-Marsh: E então? Para que tudo isso?

Hanna abriu a boca para falar, mas parou e novamente baixou os olhos, Hunson suspirou.

-Hunson: Eu e Hanna...

A mulher o interrompeu tocando seu peito.

-Hanna: Eu decidi fazer isso, deixe que eu falo. – Eles se encaram por alguns segundos e então ele apenas concordou. Ela deu uma última e forte respirada e então começou. – Não quis te dizer a gravidade da situação, Marshall, para não preocupá-lo. De certa forma não é algo “importante”, que eu e Hunson precisássemos falar, mas... já demoramos tempo demais com isso e diante das atuais circunstancias acredito que o melhor é parar com essa mentira.

-Marcy: Mentira?

-Marsh: Atuais circunstâncias?

-Hunson: Eu e sua tia concordamos em ser sinceros com vocês. Para nos redimirmos diante de tudo que fizemos, mas para isso precisamos acabar com a maior mentira que nossa família esconde atualmente. Então nós...

-Hanna: Sentimos muito pelo que estamos prestes a dizer, mas... – Hanna fechou os olhos, vi seu nariz e pálpebras ficarem vermelhos, estava tremendo, não estava conseguindo conter, Hunson lhe ofereceu uma mão. Ela aceitou e apertou firme.

-Marshall: Mãe...

-Hanna: Preciso que nos prometam uma coisa: é de vital importância que ouçam tudo que vamos falar, até o final, por pior e mais chocante que possa ficar. Continuem.

Aquilo me preocupou. Parecia Finn, o mesmo tom de voz, o mesmo medo do que a pessoa a sua frente pensaria. A mesma cautela.

Não.

Não fiquei preocupada. Apavorada é a palavra certa. Dessa vez eu peguei a mão de Marshall.

-Hunson: Também pedimos que mantenham isso em segredo, por hora, apenas até assimilarem bem a informação e... terem certeza do que fazer com ela.

Ambos, Marshall e eu, nos apertamos mais forte e concordamos. Após mais uma profunda respiração Hanna falou:

-Hanna: Eu tinha vinte anos quando Lion e eu nos casamos. Demoramos mais que Hunson e Lilian, mas definitivamente eu o amava, mais do que queria admitir para qualquer um. Acho que era meu lado demônio falando, não gostamos de demonstrar sentimentos, consideramos eles fraquezas e... Definitivamente ele era a minha. Acho que desde o primeiro momento que o vi e por isso demorei tanto para aceita-lo, tinha medo do que aconteceria comigo. Mas ele me deixou mais forte, não fraca. Me fez feliz e com isso consegui vencer a mim mesma por muito tempo. Um dia, aos 22... descobri que estava grávida. Um vampiro, homem, possui muita dificuldade em ser fértil, Lion era mestiço com humano então possuía sua chance, mas ainda era pequena, então devem imaginar como a notícia foi boa. – Ela parou de falar, os olhos voltando a lacrimejar, teve que se segurar por um momento, mas aquelas não pareciam lagrimas de felicidade, daquelas melancólicas e únicas que juntam a dor da perda com a alegria das lembranças. Eram só tristes e eu parecia ser a única a perceber. – Todos ficamos animados e Lion... Ah! Ele com certeza era o que mais parecia explodir de felicidade, mas isso é só mais uma das coisas que eu fazia por vergonha de mostrar os sentimentos. Eu com certeza estava mais. E ele sabia disso. Era impossível uma mãe estar mais em êxtase que eu. Caramba... Eu ia ter um filho com Lion L’Blond! O amor da minha vida! – Novamente lá estavam as quase lagrimas, ela apenas deu uma secada com o tecido em suas mãos e continuou sorrindo.

-Hanna: Aquele momento foi... perfeito. Quando éramos só nós dois sorriamos um para o outro o tempo todo e começávamos a rir de repente, mexíamos na minha barriga mesmo ela ainda nem existindo, conversávamos com o bebe mesmo ele ainda sendo menos que um feto, queríamos vê-lo, discutíamos onde o levaríamos, como o criaríamos, as roupas que vestiríamos nele, quem seria mais duro com ele, qual reino ele governaria!

Hanna colocou as mãos nos olhos que agora deixavam as lagrimas de alegria saírem, enxugou.

-Hanna: Depois de um mês decidimos o nome: Marshall. – Olhei para meu primo e ele sorria também meio lacrimejante, já ouvimos essa história, mas agora ela parecia diferente, olhei para meu pai e ele desviou o rosto. – Seu pai achava um nome engraçado e queria este, não aceitou nenhuma outra ideia. Mas houve uma discussão sobre o sobrenome, qual viria por último. Tivemos que chegar ao meio termo com o Lee. Marshall Lee, representando o L’, Abadeer Blond. Eu cedi no final um pouco mais, só que estava feliz demais em ter seu filho para me importar.

E foi nessa hora que meus sentidos aguçaram e meu medo se intensificou.          Marshall Lee Abadeer Blond. Esse não era o nome de Marshall. Abadeer fica por último, não no meio. Aquele pequeno fato, que Hanna deu tanta importância em sua história, estava errado e indicava algo. Marshall também percebeu.

-Marsh: Mãe vo...

-Hanna: Vocês já vão entender. – O interrompeu. – Pois então... No segundo mês eu comecei a me sentir mal as vezes, nada de mais de acordo com os médicos, e então veio o terceiro mês... já tínhamos feito uma ultrassom, mas Lilith veio dessa vez olhar de verdade a criança. Era um demônio, ela sentiu fácil, disse que seria forte. – O Marshall ao meu lado é classificado principalmente como vampiro. – Tudo estava bem até que... Duas semanas depois eu simplesmente desmaiei. Me levaram para um hospital e uma curandeira veio me ver. Quando acordei descobri que o bebê... – Ela fechou os olhos e tremeu muito antes de conseguir falar. – Tinha morrido.

Eu me assustei, Marshall levantou da cadeira.

-Marsh: O que? Como assim?! – Hanna estava chorando muito, o rosto escondido entre as mãos, Hunson afagava suas costas deprimido. – Mãe! O que você quer dizer com isso? – Sua voz estava indecifrável. – Mãe!

-Hanna: Marshall, eu não sou sua mãe. – Soltou de uma vez olhando nos olhos dele, arregalei os meus e levei a mão a boca, Marshall cambaleou, Hanna voltou a chorar.

-Marsh: C-como... como assim? – sussurrou.

Praticamente pude ver o chão em seus pés sumindo, cacos do que um dia foram a realidade caindo a sua volta. Eu sabia o que ele sentia, porque era o mesmo que eu havia sentido a alguns dias.

-Hunson: Hanna... – Ele hesitou, baixou a cabeça e fechou os olhos, depois voltou a acariciar a prima. – Ela te adotou Marshall, o filho de verdade dela nunca chegou a nascer.


Notas Finais


E então? Gostaram? Comentem! Cap passado foram 3! Evoluindo minha gente! (Saibam que essa revelação já estava prevista dês de a criação da fanfic, não é algo recente e se n me engano um leitor chegou a perceber - o que me deixou puta pq pensei que tinha escondido bem ;-; kkk mas enfim)
Espero que tenham gostado e até a próxima...


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