História My only angel. - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~FANFUCK

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Fanfuck, Ficção, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Lemon, Namjin, Sookwtf, Vhope, Yaoi
Exibições 219
Palavras 3.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


ALÔ
*Desvia das facas*
ADVINHA QUEM VOLTOU?
EU MESMA, NÓS MESMAS
COM MOA PRA VOCÊS MEUS NENES
Como estão?
Enfim, vamo lá
Recado da minha puta de ouro:
OI, POR FAVOR, NÃO ATIREM EM MIM.
Bem, a gente demorou realmente bastante tempo pra postar,
mas temos uma vidinha pessoal e nelas ocorrem muitas coisas.
MAS A GENTE REAPARECEU E FIZEMOS ESSE CAP CHEIO DE AMOR PRA VOCÊS!
Espero muito que gostem, viu? E apreciam e digam o que achou! ♡
Beijos da tia fuck :3

Boa leitura.
Grupo dos leitores linkado nas notas finais!
~

Capítulo 4 - Eu não quero você por perto.


Fanfic / Fanfiction My only angel. - Capítulo 4 - Eu não quero você por perto.

Park percorria os corredores de forma afoita e apressada, respirando – ou bufando – pelas narinas.

As paredes de um tom marrom amadeirado quase não eram vistas pelo ruivo, pois esse corria quase de olhos fechados. O antebraço frente aos seus olhos com uma angustia indescritível engolindo seu peito. Quando avistou a biblioteca vazia, apenas com livros velhos em sua companhia; não hesitou em entrar.

Era como um esconderijo, como se fosse uma fuga de tudo que está acontecendo.

A sua mente entrava em combustão, como se seu cérebro tivesse sujo de álcool a muito tempo e Jeon fosse um isqueiro falante. Ele lhe ajudava, depois o atrapalhava, o ajudava novamente, fodia sua vida e ai aparecia como se nada estivesse acontecendo. Como poderia sentir falta de um maníaco assim, e, ao mesmo tempo, sentir vontade de esfregar sua cara no chão?

Ele está piorando tudo, está fazendo com que sofra tudo novamente.

E se ele sumir novamente? Será um alivio?

Não é como se de fato este tivesse parado de sofrer bullying em algum momento.

 

 

[…]

 

 

Escondido dentre as estantes imensas dos livros, sentou-se ao chão e puxou um qualquer, o lendo em seguida. Minutos se passavam e nada do moreno aparecer. Park sentia-se aliviado, mas não imaginava que Jeon já estava ali há séculos, mas encostado em outra estante.

— Hyung… – disse se arrastando entre as prateleiras, chegando perto do ruivo. Park deu um espasmo em resposta, arregalando os olhos minimamente em direção deste e levantando-se apressadamente, se afastando.

— Não fale comigo. – autoritário. — Graças a você tudo está voltando novamente, eu… Você… — desistiu de completar. Jeon tentou o abraçar, mas esse hesitou.

— Como você tem coragem de tentar encostar-se a mim, Jungkook?! NÓS NÃO SOMOS NADA. Graças a você eu estou sendo o alvo novamente. Você não precisa se preocupar em “me proteger”, se é que você fez isso alguma vez. – mentiu. — Mas, lunático, você tem que entender que eu nunca serei seu amigo, seu irmão mais velho, seu namo… – Foi interrompido com um selar vindo do moreno. O beijo era calmo, singelo. Era um encostar de lábios e não envolvia qualquer malícia. O ruivo gritava por dentro e falava coisas desenfreadas para si mesmo por pensamento, ele precisava disso. Precisava de um toque, precisava de um “está tudo bem, eu estou aqui”, mesmo que essas frases não fossem soltas diretamente da boca deste.

Jimin retribuiu o beijo por alguns segundos, seus pensamentos eram conturbados e ele estava entrando em erupção, como o verdadeiro vulcão ruivo que era. Empurrou o peito alheio quando se deu conta do que estava fazendo e corou em vergonha.

— O-o que você… 

— Aish, sabia! Isso sempre funciona nos dramas que eu assisto. – se referiu ao beijo, tocando no próprio em seguida. Park torrou de fúria e vergonha ao mesmo tempo, encarando Jeon como se quisesse explodir sua cabeça. Jeon chegou perto do seu rosto e apertou sua bochecha, o elogiando o quanto fica bonito bravo.

— Idiota! – empurrou mão alheia.

Jimin saiu irritado por entre as portas da biblioteca, por sorte não havia ninguém lá, embora pudesse ouvir alguns resmungos irritados por ter batido a porta com força por conta de sua raiva. Seus pés quase quebravam o chão, tamanha sua fúria, ao que sentia cada poro de seu corpo soltar uma pequena fumaça invisível.

Tinha certeza de que seu rosto devia estar agora completamente vermelho, quase derretendo de tanta vergonha, ao mesmo tempo em que a crescente fúria se fazia cada presente, lhe fazendo quase ranger os dentes e dar pequenos pulinhos no chão, em outro pseudo-chilique seu. O que era horrível, já que nunca fora alguém desse tipo. Nunca chegou  a ser alguém que perdia o controle tão fácil com alguém ou por algum motivo, na verdade Park sempre foi alguém realmente pacífico, o que deveria ser o motivo pelo qual quase sempre sofria aquilo em sua escola ou tudo o que sofria em sua vida. Na verdade, o ruivo se achava um extremo covarde, sem realmente coragem para encarar a vida de frente e todos no qual se opunham contra si, lhe atirando pedras em formato de palavras e levantando os punhos para bater-lhe o corpo. Ou até como seus pais, que lhe viraram as costas.

Talvez, por isso, merecesse tanto tudo o que sofria, realmente. Quase sempre fazendo merda, falando ou criando situações horríveis para si, piorando tudo o que sempre já era uma bela bosta. E apesar disso, Jimin sabia que na verdade tudo era culpa sua. Todas as agressões, tanto físicas quanto verbais, eram tudo verdadeiramente causados em consequência de si próprio, de ser quem era e como era.

O que de fato chegava a ser engraçado, porque nem mesmo para melhorar isso tinha capacidade. Veja agora, há pouco tempo atrás, estava lá quase aos berros, entrando em pânico por algo que ocorria todo dia, que hoje era parte de sua vida, como mais uma rotina ou, quem sabe, um ritual de tortura.

Descontando seu mau humor, suas frustrações em cima de alguém que, mesmo tão bizarro, lhe defendeu. O primeiro que lhe dera a mão para que erguesse, sem querer ou perguntar nada. O que causava ainda mais estranheza no ruivo. Oras, por que Jeon seria alguém tão legal consigo? Anjo da guarda? Riu baixo. Claro que não.

Se algum Deus realmente existisse, Jimin queria então xingá-lo e perguntar porquê passava tantas coisas como essas. Mas sabia que não obteria resposta nenhuma, até porque nada disso era verdade. Jungkook era apenas um garoto lunático que tinha algum tipo de obsessão estranha por Park. Riu amargo. Atraía até mesmo esse tipo de pessoa, em qual nível já não estava?

Além de lunático, também era um maldito que invadia o espaço pessoal alheio e ainda o rouba beijos.

Os olhos do menino se arregalaram ao que seus passos ficaram ainda mais rápidos, batendo nos ombros de alguns alunos que por ali passavam. Meu deus, Jeon havia acabado de beijar-lhe.

Meu deus, de verdade. Na biblioteca. E se realmente alguém tivesse visto? Droga, agora sim estaria mais do que ferrado. Se antes estava tendo quase um ataque de pânico por pensar que tudo pioraria apenas com aquela simples frase, se alguém os pegasse aos beijos seria horrível! Agora mesmo é que sua vida estaria completamente acabada, e não seria nem mesmo preciso tentar mais uma vez o suicídio. Ou quem sabe esse fosse um aviso, para que acabasse logo com tudo isso.

Suspirou baixo, ao que o sinal tocou alto, indicando que era para os alunos se dirigirem mais uma vez para a sala de aula. O corredor ficara quase completamente vazio, ao que Jimin jogou-se sobre o seu armário e escorregou pelo mesmo, abraçando os próprios joelhos.

Sua vontade era de chorar, realmente. Não sabia o porquê sentia tanta vontade de debulhar-se completamente em lágrimas e simples definhar naquele local, criar teias e então virar pó, para deixar que sua existência se esvaísse de seu corpo para todo o sempre, assim como o próprio.

E não as segurou quando as mesmas vieram. O soluço baixo soou pelo corredor, ao que seus olhos encheram-se mais uma vez. Em sua mente a frequente pergunta do porquê chorava insistia em soar, todavia, não era realmente capaz de responder com coerência. Era por que havia sido beijado? Pelo o que isso iria acarretar? Ou por já saber que, não importa como, sua vida sempre iria de mal a pior?

Já não aguentava mais viver realmente desse jeito, abandonado como um animal ferido jogado a um esgoto, sujo e fedorento. Ferido e sem realmente possuir nada, até porque sentia-se assim, um completo e perfeito nada. E tudo estava piorando com a chegada de Jeon, principalmente porque era alguém que costumava não ter ninguém, e agora alguém tentava forçar uma aproximação.

E esse era o mal de Jimin, não ter ninguém. Porque ele não era acostumado com isso, com cuidados, aproximações, carinhos, preocupação. Não era alguém que tinha isso e agora recebendo estava começando a gostar. E mesmo não gostando de admitir, sentia-se feliz ao pensar que mesmo alguém tão lunático era capaz de importar-se, por mínimo que fosse, consigo.

E isso era ruim. Ruim porque Park era alguém que se apegava fácil por conta disso, mesmo que tentasse a todo custo manter-se longe eternamente. E o beijou complicou tudo isso, porque agora sentia raiva, sentia vergonha, sentia que aquilo era apenas pena, e também sentia medo das coisas que poderiam ocorrer.

Sentia medo que sua vida piorasse, sentia medo de que tudo aquilo fosse apenas uma brincadeira de mau gosto, como sempre. Sentia medo do que fariam consigo ou do que o próprio Jimin faria a si mesmo. Não era como se tivesse realmente algum controle sobre si ou sobre essa maldita depressão que definhava seu ser todos os dias. Mas mesmo assim estava ali, chorando após ter recebido um beijo.

Pior que isso fora sentir-se bem. Isso sim era assustador. Porque, veja bem, o ruivo não era alguém acostumado a sentir-se bem. Não. Jimin era acostumado a viver sempre no breu, em algum tipo de tortura psicológica feita por si mesmo ou pelos outros. Mas quando algo acontecia e momentaneamente sentia-se bem, isso lhe confundia, e também lhe lembrava que sua vida nunca teria aquilo para sempre, até porque, seu dever era sofrer.

Patético realmente, e até mesmo dramático, mas uma verdade para a cabecinha’ de fios laranja. Park só queria afundar-se mais naquelas lágrimas e afogar-se nelas, nos sentimentos ruins que estava tendo, na vergonha que sentia pelo beijo de agora pouco. Jimin era um completo bosta, realmente, e isso jamais mudaria.

Fungou baixo, ao que limpou o rosto enquanto escutava vozes no corredor. Acabou por encolher-se mais, catando sua mochila para que ninguém lhe visse daquela forma, apenas pensasse que havia deixado à mesma cair no chão e agora estava procurando-a. Uma risada soou baixa, ao que alguém dizia que o Park–ridículo–Jimin estava ali bancando o palhaço mais uma vez.

Apenas suspirou baixo e levantou-se do chão, ao que colocou a mochila nas costas e preparou-se para andar. Todavia uma voz conhecida lhe chamou ao longe, fazendo-lhe curiosamente voltar-se para trás e encontrar Jungkook um tanto confuso lhe fitando de forma engraçada. Apenas bufou e fechou a cara, dando de costas mais uma vez.

Porém, antes que realmente fizesse isso, a voz esganiçada de uma menina soou mais uma vez, ao que Jeon tentava dizer algo. Curioso como sempre, Jimin virou para eles e observou a garota abraçada ao braço do moreno, chamando-o insistentemente de “oppa”. E para piorar a situação, Jungkook não desgrudava os olhos do ruivo.

O moreno sentia-se estranho, principalmente após reparar melhor na face alheia e a ver tão inchada, assim como os olhos vermelhos e o nariz da mesma forma, além da pele úmida. Acabou por constatar que o outro havia chorado e isso lhe fez abrir a boca um tanto surpreso, pensando se havia sido sua culpa. Oras, será que beijar alguém para acalmar lhe era assim tão ruim? Parecia tão normal entre humanos.

Suspirou baixo, ao que a menina pesou em seu braço. Fitou-a um tanto entediado, tentando afastá-la, mas ela parecia mais um carrapato de tão grudada.

— Jungkook-oppa, você mora aqui faz muito tempo? – a voz feminina se fez presente, mas Jeon sequer prestou atenção, apenas fitava o olhar raivoso do outro sobre si. Tentou abrir a boca para dizer mais alguma coisa, todavia a menina chamou-lhe irritado. — Oppa!

Fitou-a silencioso e não respondeu nada, apenas afastou-a gentilmente. Não iria prestar atenção em uma garota no qual não era nem mesmo o seu dever, na verdade, o mesmo estava agora lhe dando as costas e saindo quase correndo por aqueles corredores, provavelmente voltando para a sala. Suspirou baixo.

— Você presta muita atenção nesse lixinho... – a menina murmurou um tanto emburrada. Jungkook a olhou desdenhoso, com certeza raiva até, logo após deixou-a falando sozinha, indo atrás do ruivo, embora soubesse que só conseguiria falar algo com o mesmo quando fosse à hora do almoço.

 

 

[...]

 

 

E Jungkook estava certo, realmente não conseguira aproximar-se do outro nem mesmo dentro de sala de aula. Algumas vezes escutou o professor brigar consigo por tentar chamar a atenção de Jimin, mas esse apenas lhe ignorava com tanta determinação que chegava a ser um tanto engraçado para si.

Todavia o sinal batera e Park fora um dos primeiros a sair, com tanta pressa que Jeon pensou ser por sua causa. E não estava errado, era por essa razão mesmo. Mas assim que levantara para falar com ele, quase correndo atrás do mesmo, estancou ao no lugar quando viu a menina que havia chamando-o de lixinho agora sorrindo amigavelmente para ele.

Franziu o cenho, estranhando tudo aquilo. E, pior que isso, foi ao notar as bochechas do ruivo ficar da mesma cor do seu cabelo, assim que o mesmo concordara com algo. Logo ele estava saindo ao lado dessa garota e mais duas amigas dela, em direção ao refeitório. Acabou por segui-los, vendo-os sentados em uma mesa.

Deu de ombros, ao que caminhou descontraído até Jimin e sentou ao seu lado, surpreendendo os quatro ali. Park fitou Jeon de forma irritada e bufou, jogando o corpo mais para o lado, evitando contato com o mais alto.

— Está bravo comigo. – não fora uma pergunta, o moreno realmente confirmou aquilo. Jimin revirou os olhos e nem se dignou a responder, apenas respirou fundo. — Por que está bravo comigo?

Jimin voltou-se para o outro, pronto para abrir a boca e dizer algo, todavia calou-se ao notar onde estava e com quem estava. Acabou por abaixar o rosto envergonhado, ao que a voz feminina soou mais uma vez.

— Oppa, você se lembra de mim? Eu sou Sun Hee. — ela apoiou-se sobre os cotovelos, deitando o queixo sobre as mãos. Jeon a fitou e concordou, logo após voltando-se a Jimin, o que a irritou.

— Você não vai me responder? – Jungkook tentou novamente, acabando totalmente com a paciência do ruivo, fazendo-o virar-se para o lado e bater de leve na mesa.

— Quer me deix– todavia sua frase não fora completada já que alguém o atrapalhou. Sun Hee estava extremamente irritada, principalmente por ter sido ignorada duas vezes, e essas duas vezes foram por causa de Park. Ela simplesmente despreza esse ser idiota e não entendia como podia Jeon, tão bonitinho, dar bola para o ruivo.

Ela já tinha notado muito bem que Jungkook parecia importar-se apenas com esse garoto e tivera a brilhante ideia de, se fosse o que estava pensando, então o moreno viria sentar-se a mesa junto deles. Não deu outro, ele realmente fizera, todavia o plano não estava ocorrendo bem já que o mesmo não tinha muito senso e lhe ignorava da mesma maneira.

Agora só tinha que descartar Jimin.

— Jimin-ah. — chamou baixo, em uma falsa manha, e sorriu para o garoto. Este se calou no momento, ao que se voltava envergonhado para frente. Era a primeira vez que alguém tentava se aproximar de si, bom, pelo menos alguém normal, já que Jeon não era muito.

— A-ah, sim? – perguntou, agora ignorando completamente a existência de Jungkook, mais uma vez. A menina sorriu de uma forma estranha, com um brilho um tanto perverso no olhar. O que atiçou a mente do moreno, fazendo-o finalmente notar o que estava acontecendo. — Você poderia comprar uma água pra mim? Eu estou um pouco cansada. – fez uma carinha murcha e logo Jimin se compadeceu.

— Claro, só um minuto. – o garoto levantou-se animado, feliz por ajudar quem estava sendo legal consigo pela primeira vez, sumindo da vista dos – agora – quatro sentados na mesa. A menina sorriu de forma gigante, ao que suas amigas riram baixinho.

Jeon observou atentamente o ruivo sumir de sua frente, enquanto escutava o riso alheio. Depois se voltou para frente, com a maior cara de tédio que podia fazer e suspirou já cansado daquelas garotas e prevendo o porquê de terem sido tão gentis com Jimin.

— E então, Jeon, você é solteiro? — Sun Hee perguntou e Jungkook a fitou. Ponderou por alguns segundos. Bem, não era como se fosse permitido a ele ter algum tipo de relacionamento com alguém, na verdade, Jeon não entendia muito bem essa troca que os humanos tinham, mas era algo que não tinha vontade e também era estritamente antiético.

Mas a resposta era óbvia.

— Sim. – a menina abriu um enorme sorriso, jogando o corpo mais para frente.

— Mesmo? Você bem íntimo do Jimin, sabe? Até demais. – perguntou maliciosa e o moreno arqueou uma sobrancelha, enquanto sorria minimamente. Bem, de certa forma eram, já que Jungkook cuida dele desde que o mesmo fora criado. E quando criado, queria dizer, desde que sua alma fora enviada a terra.

— Bem, eu o conheço desde que ele nasceu. – respondeu simplista, olhando de relance para trás, esperando que Jimin voltasse logo. Aquele assunto estava chato, todos ali eram na verdade.

— Oh, então são amigos de infância? – Sun Hee parecia realmente surpresa, mas Jeon sequer deu atenção à mesma, apenas se pôs a fitar a entrada do refeitório, esperando que Jimin voltasse da maquininha com a água nas mãos logo. — Que pena...

A voz soou extremamente maldosa, fazendo a mente de Jeon acordar e voltar-se curiosa para a menina. Essa sorriu quase diabólica, ao que abaixava o tom.

— Pena?

— Sim. – o moreno franziu o cenho.

— Por quê? – Jungkook sentiu sua intuição apitar, indicando que algo estranho estava para acontecer. Não sabia exatamente o que, mas que não seria nada bom e com certeza seria culpa dessa menina.

— Oras, pena de você ter que conviver desde que nasceu com um imundo e nojento que é esse Jimin. Ah, deve ser um castigo para você ter que aguentar aquele lixo, você não acha? – Jungkook franziu o cenho ao escutar aquilo tudo, um sentimento apossando de seu peito, notando após alguns minutos ser a raiva. Ou quem sabe indignação.

Como podia uma pessoa como aquela falar tudo isso sobre alguém que mal conhecia? Ah, era por isso que a Terra estava como está hoje em dia. Cruel e sem amabilidade, causando destruição por todos os lugares. Jungkook sentia sim pena, mas isso seria por pessoas de alma tão podre como a de Sun Hee.

— Você não sente pena? – Jeon a fitou com certo ódio, embora rezasse pedindo perdão pelos sentimentos mundanos que sentia e era extremamente proibido para seres celestiais como ele. Suspirou baixo, controlando-se de sua ira e o possível pecado que poderia cometer, ao endireitou a postura e voltou a sua expressão serena.

— Sinto. – ditou baixo, ao que abria mais o seu sorriso e a menina também. Todavia ali estavam dois risos diferentes.

Jungkook sorria ao pensar nas palavras que diria a seguir, sem importar-se se seriam cruéis ou não, querendo mais do que antes agora realmente retrucar a menina a altura. E essa? Bom, essa tinha um risco ladino e extremamente maquiavélico, fitando algo um tanto afastado atrás de Jeon.

Ou melhor, algo não, alguém. A feição em choque de Park Jimin, segurando a garrafinha d’água, ao que escutava todas as coisas que a garota havia dito e, pior, a resposta de Jungkook. E o que mais lhe doeu naquilo tudo, foi ver que Jeon também pensava as mesmas coisas de si, e ainda sentia pena.

Seus olhos se encheram de lágrimas, realmente magoado com aquilo. Como uma facada estranha no estômago que nunca sentira. Talvez porque de fato realmente se irritasse profundamente com o moreno, com aquelas atitudes malucas e, às vezes, até melosa. Mas gostava daquilo, mesmo não admitindo e sendo há pouco tempo, apreciava que alguém, por mínimo que fosse, se importasse de forma verdadeira consigo.

Porém aquilo fora uma mentira, como todas as outras. E mais uma vez estava ali, deixando as lágrimas caírem ao despedaçar-se constatando que, bem, realmente seu lugar não era com empatia, e sim ódio e mais veneno jogados em si. Deu as costas sem importar-se com nada, saindo correndo dali.

— Eu sinto pena de alguém tão podre quanto você ousar dizer uma imundice dessas para alguém tão puro e lindo quanto Jimin. Não importa o quanto você tente, se mude e se camufle, você continuará suja, e ele o garoto incrível que é e sempre será. – respondeu. O rosto de Sun Hee mudou completamente ao escutar aquilo, esquecendo-se de Jimin que corria pela porta, deixando a garrafa cair e o barulho ecoar pelo local.

Ela nunca havia escutado nenhuma resposta como aquela, mas seu orgulho estava ferido, e mais do que isso, ridicularizado.

Todavia Jeon tinha com o que se preocupar, já que de primeira não sentira a presença de Jimin atrás de si devido ao momento no qual tentava controlar-se diante dos sentimentos mundanos embora fosse difícil. Porém, assim logo antes de conseguir ditar suas palavras por completo, um barulho se fez presente atrás de si.

Acabou voltando-se para trás e viu o ruivo correr para fora do local, desesperado.

E Jungkook sabia que o outro não havia o escutado por completo e agora pensava coisas erradas sobre si. Suspirou profundamente e colocou a mão no rosto. Ótimo, essa sim era uma enorme burrada.

 

E agora mesmo que Jimin realmente iria lhe ignorar de verdade.


Notas Finais


É isso!
Grupo (wpp) para leitores de moa:
https://chat.whatsapp.com/CGpaWFfe0DN0oxgYkucShK

Gostou da nossa história? Leia mais!
Fics minhas:
A doença de hanahaki (jikook): https://spiritfanfics.com/historia/a-doenca-de-hanahaki-5431616

Fanfics da @Fanfuck:

Imaginário (yoonseok): https://spiritfanfics.com/historia/imaginario-7292156

Fullgás: https://spiritfanfics.com/historia/fullgas-5570003

Let Me Teach You (lemon jikook): https://spiritfanfics.com/historia/let-me-teach-you-6318692

O'Clock: https://spiritfanfics.com/historia/oclock-6619965

Between You and the Ecstasy (lemon jikook): https://spiritfanfics.com/historia/between-you-and-the-ecstasy-6812379

Punishment (lemon jikook): https://spiritfanfics.com/historia/punishment-6166403

Comentem o que acharam, vou responder assim que possível!
Amo vocês ~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...