História My Pretty Sweet Kitten - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, Jungkook, Personagens Originais, Suga, V
Tags Bottom!jeongguk, Híbrido, Hybrid!au, Kitten!jungkook, Menção Yoonmin, Taekook, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 806
Palavras 2.326
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


[Pegando escudo de magia lvl 12, imbuído com pedras de defesa +2]

Olá, amores! Não me matem, por favor!
Estive doentinha esses dias e depois de melhorar tive que focar na one do tkw. Me desculpem a demora.
Mas cá estou novamente e com muito drama de novela mexicana nas mangas. kkkkk'
- Também tem novidade vindo por ai. A minha pergunta é: Você gostam de mitologia grega? -

hihihi' Joguei a bomba e saí.

Capítulo 12 - Empresário Convicto


Fanfic / Fanfiction My Pretty Sweet Kitten - Capítulo 12 - Empresário Convicto

O senhor Kwan, como sempre, permanecia a postos e sentado tranquilamente em sua cadeira preta à frente do monitor de câmeras do prédio.

Raros eram os casos de confusão no prédio, afinal se tratava de um condomínio tranquilo onde só um ou dois casos de traição, gritaria e malas de roupas jogadas janela abaixo aconteceram desde que o homem passou a laborar naquele lugar.

Poucas coisas tiravam a paz do senhorzinho de cabelos grisalhos, mas certamente o mais novo morador daquele lugar era uma delas e o homem de cabelos castanho que vinha correndo em sua direção era outra.

— Senhor Kwan! Jeongguk, você viu o Jeongguk? — Taehyung veio em sua direção. Os cabelos levemente despenteados e a respiração ofegante, como se tivesse corrido quilômetros até chegar ali, eram um sinal de que algo estava fora do lugar.

O velhinho olhou-o por entre os cílios compridos e sorriu. Taehyung vinha acompanhado de Yoongi que estava com uma cara de poucos amigos, mas ainda assim aparentava estar melhor que o empresário.

Ao que tudo indicava os dois moradores do prédio haviam se desentendido mais um vez, o que não era novidade, principalmente depois do evento na piscina. Aliás, se perguntassem para o senhor Kwan o placar daquele embate ele diria “3x2 para o Taehyung”.

— Bom dia, senhor Kim. — cumprimentou o jovem empresário e riu ao pensar no placar, talvez estivesse configurado um empate agora. Certo é que os jovens simplesmente não sabem expressar o que sentem, aí acabam assim, pensou. — O senhor Jeongguk, quero dizer o Jeongguk, passou por mim a algum tempo atrás, sim.

— Ele falou para onde ia? — maldita hora em que decidiu não rastrear o gato fujão.
O segurança parou, coçou a barba por fazer e lembrou-se da curiosa declaração do jovem de cabelos negros ao sair pela entrada principal do prédio.

— Ele disse algo sobre falar com os deuses. — riu mais ainda, mas o motivo do sorriso era indecifrável naquele momento. Talvez outra piada interna. — Não sabia que o jovem Jeongguk era religioso. O senhor sabia?!
Taehyung ignorou a pergunta, pois a única coisa que o interessava agora era achar o gato e puxá-lo — nem que fosse pelo rabo — de volta para casa. — Valeu, senhor Kwan!

O loiro que desde então não havia aberto a boca parou por alguns segundos, decidindo o que fazer com a própria vida, já que estava tão na merda quanto o amigo. Yoongi riu, ao perceber que mesmo na merda ainda conseguia se controlar, diferente de Taehyung que mais parecia uma raposa nervosa cavando a neve em busca de alimento.

— A pressa faz isso com as pessoas. — decidido e com um plano suicida em mente o baixinho foi em direção à saída. — Até mais ver senhor Kwan.

Jeongguk analisava sua situação naquele momento e — sinceramente — não era das melhores. 

Seus joelhos doíam depois dos poucos minutos em que passou tentando conversar com os deuses, que nem se importaram em respondê-lo. As mãos espalmadas uma contra a outra e os olhinhos fechados, com tanta força que formavam pequenas ruguinhas, faziam-no sentir-se ridículo, já que Hikoboshi e Orihime aparentemente tinham tirado férias dele. 

Um tremendo gato teimoso, que se precisasse ficaria ali o dia todo até eles responderem.

— Por que raios eles não respondem? — sussurrou desapontado.

O vento soprava de modo anormal no pequeno templo, fazendo os sinos tilintarem formando uma bela melodia, enquanto algumas poucas folhas se desprendiam dos galhos de suas árvores em uma dança da natureza. Um belo lugar para se construir um tempo, ainda mais por se tratar de uma área residencial.

Uma mão tocou suavemente seus cabelos, antes que a voz grave soasse por seus ouvidos. — Talvez eles estejam ocupados.

Taehyung o encarava sorrindo, como em um pedido silencioso de desculpas. Não sabia o motivo, mas pouco importava no momento. Contudo, Jeongguk, que não estava com cara de muitos amigos, segurou sua mão e tirou-a de seus cabelos tão rápido quanto.

O sorriso do mais velho diminuiu gradativamente. — Uma folha. — explicou-se, mostrando a pequena parte em sua palma, ao se afastar.

— O que você está fazendo aqui? — soou rude, com a intenção de soar. — Me rastreou de novo?

— Não, perguntei ao senhor Kwan e o Yoongi me deixou aqui no caminho.

Negou prontamente com a cabeça, mesmo que o outro não prestasse atenção em si naquele momento. Não poderia confessar que praticamente sequestrou o amigo e o fez de refém até que o levasse ao gato, obviamente.

O mais velho sentou-se ao lado do gato permanecendo atento a todos os mínimos movimentos do jovem, que a todo momento permaneceu na mesma posição, apenas com os olhos abertos, mirando o pequeno altar à sua frente.

Jeongguk queria tempo para pensar sobre tudo aquilo, mas sobretudo desejava uma opinião sincera de alguém que entendesse sua situação. Ou seja, somente um dos deuses poderiam lhe auxiliar naquela hora, mas nem pra isso eles estavam servindo.

Seus olhos divagaram entre os pequenos incensos, que queimavam ainda mais rápidos exalando sua essência de sândalo pelo local, e os olhos cor de avelã de Taehyung, que pareciam ainda mais belos naquele dia.

— Fiquei preocupado.

Não havia simulação ou coisa além de sinceridade nas palavras de Taehyung. E isso deixava o gata ainda mais enraivecido. Afinal, como é possível desgostar de alguém que pronuncia tais palavras com tamanha veracidade.

— Não tem um motivo pra isso, Taehyung. — suspirou. Precisava de tempo para pensar, mas com Taehyung tão perto seria impossível.— Sei muito bem pegar um ônibus.

— Mesmo assim.

Um silêncio pairou sobre os dois. Enquanto um queria tempo para pensar, o outro desejava tempo para falar e tentar reverter toda aquela bagunça.

— Tem algo a mais para falar? Você está atrapalhando.

— Na verdade, tenho sim. — levou a mão aos joelhos dobrados e esperou até que o gato olhasse novamente em seus olhos.

Jeongguk permaneceu ao chão, mas aliviou sua expressão e descansou as mãos no tablado, dando permissão para que o outro prosseguisse. — Desembucha.

Taehyung acenou, em concordância, mas se deteve por alguns instantes antes de começar  a falar, precisava de uma confirmação. Essa confirmação talvez mudaria o rumo daquela história.

— Certo, mas antes você pode me dizer porque saiu daquele jeito?

Um riso triste brotou nos lábios do mais novo com a indagação. Não queria, e pensava ser totalmente desnecessário, relembrar as palavras do ruivo direcionadas a si. Sentiu algo amargo na boca, e quem sabe, talvez, aquele fosse o gosto amargo do ciúmes.

Tal sentimento tão humano, mas ao mesmo tempo tão inútil, que o fazia desejar voltar aos tempos em que nada daquilo existia.

— Sabe Taehyung, eu realmente quero ficar com você. — confessou algo que já havia deixado subentendido desde o primeiro dia em que o viu. — Mas não é como se você correspondesse. 

Infelizmente essa era a realidade. Taehyung não expressava como se sentia em relação a Jeongguk, muito menos quanto aos dois. Tudo era tão superficial e tão simples, que o jovem questionava a real necessidade de estar ali e passar por tudo aquilo.

— Eu...

— Espera. Me deixa terminar. — elevou um pouco mais o tom de voz. — Se você não quer nada comigo fala de uma vez. — já que os deuses não lhe deram uma direção, ele mesmo a criaria. — Eu não te conheço como o Jimin, nem sei o que você gosta. Mas eu sei de quem eu gosto.

Desgosto minava as palavras do gato, que permanecia de um jeito nunca visto anteriormente por Taehyung, triste. — Porque trazer o Jimin pra isso agora? — doía vê-lo assim. Logo Jeongguk que sempre fora tão alegre, agora mais parecia um poço prestes a transbordar de tristeza. — Ele é um amigo, só isso.

— Jura? — o jovem Jeon realmente desejava ouvir a resposta para essa pergunta. — Não foi isso que ele me disse. 

Pensava que esse era o rumo certo a tomar. Chegar logo a uma conclusão sobre tudo isso que estava passando e ponderar se realmente valia a pena, mesmo já sabendo a resposta.

— Eu gosto do Jimin, mas não do jeito que você está pensando.

Taehyung passou a gesticular nervoso, afinal a relação dele com o ruivo já passou várias fases.

— Não estou pensando nada. Ele me disse algo e você não está negando.

Depois de todos os absurdos ouvidos mais cedo, o gato só esperava uma desculpa fajuta, uma mentira que acabasse com aquele conflito interno, mas ela não veio.

— Não, não estou.

Era isso. O fim sempre chega para todos e para Jeongguk aquela parecia a linha de chegada. O prêmio não era o tão desejado primeiro lugar, mas ele se contentaria com o prêmio de consolação. — Então não temos mais nada pra conversar.

Seus olhos cintilavam, devido ao acúmulo de pequenas lágrimas, quando o jovem fez menção a se levantar.

Taehyung prontamente o impediu, segurando seu braço docilmente. Não era pra isso estar acontecendo.

— Sabe, relacionamentos não começam de uma hora pra outra, Jeon. — respirou fundo e prosseguiu. — Depois da morte da minha mãe nós nos aproximamos mais e ele me deu apoio, enquanto tudo parecia ruir ao meu redor. — segredou. Parecia ainda mais vulnerável ao falar de sua mãe. — Esse tipo de relacionamento é construído com o tempo, mas às vezes ele estagna em um ponto.

— Você está me dizendo que seu relacionamento com o Jimin foi construído, mas estagnou?! — nada parecia tão absurdo quanto aquelas palavras. Algumas lágrimas imprudentes cintilaram pela tez alva de seu rosto, quando o jovem moveu bruscamente o braço para se livrar do toque de Taehyung. — Não minta pra mim!

Jeongguk, desde o primeiro dia, sempre fora desmedidamente alegre quando ao lado de Taehyung. Sorria por qualquer coisa e a todo instante, mas ninguém é alegre sempre.

Ninguém vive em um paraíso onde tudo está perfeito 24h por dia. E naquele momento, todas as incertezas e frustrações do jovem se converteram em dor. Uma dor intensa e inenarrável que, se ele ao menos imaginasse ser existente, pensaria duas vezes antes de ter aceito a proposta dos deuses.

— Não chore, por favor. — os soluços baixinhos de Jeongguk soavam como agulhas em seu coração. — Eu não estou mentindo.

Jeongguk não sabia se era ou não e, no fundo, ele tinha conhecimento de que era aquilo que mais o frustrava.— Eu não te conheço como o Jimin para saber se está ou não mentindo. Então, não me venha com essas frases sem significado.

— Mas vai conhecer, eu juro. — se aproximou, trazendo o gato relutante para seu peitoral e deixando-o ali, protegido de toda e qualquer conclusão precipitada. — Tudo que você quiser e na hora que você quiser.

A cada nova lágrima, que caía em sua blusa, uma promessa nascia. Prometeu a si mesmo que nunca mais veria Jeongguk chorar daquela forma por sua causa, e que se o fizesse não seria mais merecedor de todos os sentimentos que o gato nutria por ele.

— Se você queria me conhecer, desde o início, só precisava perguntar. — levou sua mão à nuca do gato fujão e acariciou-lhe os fios negros que por ali desciam. — Toda essa confusão, por causa de algumas palavras não ditas, me parece algo raso demais para acabar com algo que está começando agora.

Jeongguk parou, entre soluços, e se aconchegou um pouco mais entre a curva do pescoço de Taehyung. Aquela declaração merecia uma explicação, mas corria o risco de a resposta não ser o que o gato estava desejando.

— O que está começando?

Taehyung sorriu com o modo com que o gato perguntou. Jeongguk tentou a todo custo esconder sua curiosidade, mas isso só fez ficar ainda mais evidente, deixando o acastanhado todo bobo com aquele jeito inocente com o qual foi questionado.

— Nosso relacionamento.

De certo era um início, mas tudo começa de algum lugar. Passo a passo.

— Nós temos isso? — os soluços, bem como as lágrimas, diminuíram gradativamente, deixando sua voz suave ainda mais doce e melódica. — Pensei que fosse só um agregado na sua casa. 

O mais velho sabia que o gato estava com um bico estampado em seus lábios, pelo modo com que afundou ainda mais o rosto em seus braços, e isso, em escala de fofura, só perdia para o sorriso de Jeongguk.

— Claro que temos! Ou você acha mesmo que eu fico cuidando da ressaca de qualquer um por aí? Principalmente um bêbado tarado como você!

Sorriu esperando uma resposta positiva do outro, que veio em forma de um riso mudo contra suas roupas, antes de se encararem novamente.

— Isso. Não cuide de outro bêbados tarados, cuide somente de mim.

O dedos compridos do mais velho deslizaram da nuca alva de Jeongguk e repousaram em sua bochecha, secando os rastros da últimas lágrimas do jovem. — Eu vou, Gukkie. — se o gato precisava ouvir tais palavras para se sentir seguro, então Taehyung as diria sem pensar duas vezes. — Sempre.

Seus olhos pousaram nos lábios rosados do mais novo e pela primeira vez tomou a iniciativa. Não foi um beijo afoito e dado no calor do momento, mas um beijo gentil que selava uma promessa.

Os lábios se moldavam em uma perfeição inimaginável. O doce da boca de Jeongguk tinha de tudo para se tornar viciante, e assim o fez. Os músculos deslizavam suavemente para logo após o mais velho mordiscar o lábio inferior do gato, que se agarrava mais e mais ao seu pescoço. Prendia-o ali, para nunca mais soltar se possível. 

Com um selar casto e as testas grudadas o primeiro, verdadeiro, beijo se encerrou. As respirações ofegantes e os sorrisos de contentamento não necessitavam de uma explicação complementar. Tudo estava nos conformes agora.

— Tenho um lugar especial para ir amanhã. Você quer ir comigo? — Taehyung se pronunciou, enquanto aguardava a respiração do outro voltar à normalidade.

Jeongguk somente assentiu emitindo um riso baixo e apertando o outro em um abraço sincero.

— Ótimo. — retribuiu o riso acariciando as costas do moreno. — Como quiser, meu gatinho manhoso.

Pensava que assim eram construídas as relações, com altos e baixos constantes. Este seria o ponto alto do seu relacionamento com Jeongguk, e portanto faria de tudo para que assim continuasse.


Notas Finais


Próximo capítulo tem surpresinha. Aguardem ^.^

EDIT: O "postei e saí" foi tão real que o texto foi sem edição. Sorry! kkkkkk


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...