História My Psychologist - 2 - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Palavras 2.570
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"Ataque de pânico?"

boa leitura

NOTAS FINAIS
NOTAS FINAIS

Capítulo 10 - Panic attack?


Fanfic / Fanfiction My Psychologist - 2 - Capítulo 10 - Panic attack?

POV EMA HALE

 Depois de muito reclamar da nossa nojeira, todos esqueceram e mudaram de assunto. Nossos pedidos chegaram logo depois, e todos nós começamos a devorar nossos pedidos. 

 Justin teve que ir para o estúdio e quis que eu fosse junto, porém Chaz e Rudy não me deixaram ir, pois segundo eles, todos estavam reunidos e eu não tinha que me isolar do mundo com o Justin 

 Embora eu achasse que sim, seria melhor me isolar do mundo com o Justin, eu aceitei os ultimatos dos meninos e fiquei passeando com eles. 

  -Bora no zoológico –Caitlin pediu animada –Vamos, vamos, vamos? 

  -Pra que? –perguntei –Todos os animais já estão aqui 

  -Engraçadinha –Chaz disse bagunçando meu cabelo –Fica quietinha, fica 

  -Ela tem razão –Caitlin concordou comigo pela primeira vez –Vocês são todos uns animais 

  -Eu me sinto em um zoológico todos os dias –Lindsey comentou 

  -Claro, você também é um animal –Rudy falou 

  -Cala a boca, Rodolfo –Lindsey disse 

  -Rodolfo –Chaz disse gargalhando, fazendo todos rirem 

 Todos os meninos chegaram em um consenso que o pior nome entre eles era o do Rudy, pois todos pensavam que o nome dele era Rudy, um nome diferente e chique, mas, foram todos enganados por séculos. 

  -Vai se ferrar, Charles –Rudy disse revirando os olhos 

 Fomos todos caminhando até o carro, e eu entrei no carro do Rudy, para irmos juntos. O carro de Ryan foi o primeiro a sair, e todos os outros foram seguindo o mesmo caminho. O caminho mais rápido para o zoológico 

 15 minutos depois, já estávamos todos dentro do enorme zoológico. Um zoológico enorme e cheio de pessoas. Mais pessoas do que animais 

  -Caralho, aqui tem hot-dog –Chaz disse dando uma leve corridinha até o carrinho de hot-dog 

  -Esse menino tem um buraco negro em vez de um estômago –comentei indo atrás dele 

 Todos pararam para ver a primeira atração do zoológico, o coala. Eu parei na metade do caminho, entre o Chaz e o coala e fiquei durante alguns segundos pensando em qual animal era melhor eu ver 

 Eu estava quase decidindo ir ver o coala, só que o Chaz me gritou e eu tive que continuar meu caminho até ele 

  -Eu preferia ver o coala –disse chegando perto dele 

  -Eu preferia estar em casa dormindo e nem por isso estou reclamando –Chaz disse me entregando sua coca-cola, para que eu a segurasse 

  -Você é um poço de refrigerante –comentei –Não bebe água não? 

  -A água do mundo está acabando –ele disse com a boca cheia –Tem que economizar 

  -Até que você não é tão burro não –disse –Só levemente idiota 

 Na hora que Chaz ia me xingar, um garoto chegou nos filmando com o flash ligado, nos deixando um pouco irritado 

  -Deixa eu te filmar, vai dar muitos views –ele disse enfiando o celular no meu rosto, me fazendo levar minhas mãos até meus olhos 

  -Ei, qual é, cara? –Chaz disse empurrando o celular do garoto do meu rosto 

  -Patrick, eu acho que é o Louis ali –uma menina gritou e o garoto a olhou rápido, logo saindo de perto da gente 

  -Vai, vai com Deus, seu urubu –Chaz disse irritado 

 Chaz falou um pouco mais alto do que deveria, fazendo assim o garoto virar para trás e o responder com tom de deboche 

  -Eu sou ateu –o garoto disse 

  -Vai sozinho então, palhaço –Chaz disse dando o dedo do meio e me fazendo gargalhar 

 O menino não respondeu nada, apenas saiu correndo atrás da garota que tinha dito ter visto o Louis. Que Deus faça essa informação ser uma mentira, pois esse menino ia estragar o passeio do Louis 

  -Mano, mano, corre aqui –Ryan nos gritou gesticulando com as mãos –Vem ver isso 

 Chaz me olhou sem entender nada e eu retribui a expressão. Demos de ombros e fomos andando rápido até onde Ryan nos chamava, na frente da jaula dos gorilas. 

 Maldito seja o Ryan! 

  -O que f... –Chaz começou a perguntar mas logo arregalou os olhos e desistiu de terminar a pergunta 

 Eu cheguei mais perto e arregalei os olhos também, não acreditando no que via. Tinha um buraco no chão enorme, no canto da jaula. 

  -Se algum deles caírem ali, eles não passam nem pelo purgatório –eu disse ainda assustada com o tamanho do buraco 

  -Vão direto visitar Lucifer –Rudy disse concordando 

  -Vocês são tão pessimistas –Lindsey disse –O buraco deve ter alguma utilidade 

  -E tem –Chaz disse sendo óbvio –O escorrega para casa do tio Lulu 

  -Charles, você é uma pessoa horrível –Caitlin disse em negação 

  -Ele é nosso tio –Chaz disse 

  -Cala a boca, Chaz –eu pedi abrindo seu refrigerante e dando um gole 

  -Vocês são muito sentimentais –Chaz disse comendo o último pedaço de seu hot-dog 

  -Quando você fala essas coisas eu entendo o porque fui pra outro país –Caitlin disse 

 Chaz e Caitlin passaram meia hora discutindo sobre qual dos dois tinha se arrependido mais de ter ficado um com o outro, enquanto todos nós revirávamos os olhos e tentávamos ignora-los 

 Fomos vendo os animais e fazendo snaps, tirando fotos e socializando uns com os outros –exceto Chaz e Caitlin que discutiam sem parar– 

  -Caralho, preciso mijar –Chaz comentou para mim e Rudy 

  -Não fala mijar, Chaz –o repreendi –É tão feio 

  -Vou falar o que? –perguntou 

  -Xixi –disse –Ou urinar, sei lá 

  -Ema, se você falar mais uma vez eu vou urinar dentro da sua boca –ele disse 

  -Chaz tá irritante hoje, né? –Rudy falou me olhando 

  -Está de tpm, docinho? –perguntei irônica 

  -Só se for tensão pós masturbação –Ryan se aproximou falando 

  -Tá bom, pra mim já deu –disse levantando a mão em sinal de rendimento e saindo de perto deles –Chega de vocês por hoje 

Lindsey, Christian e Caitlin estavam um pouco mais na frente, tirando fotos dos macaquinhos. Eu fui andando até eles, mas no meio do caminho eu quis voltar. Tinha muita gente ali e eu comecei a ter a impressão que elas estavam vindo em minha direção, que o espaço estava diminuindo e os olhares se voltando até a mim 

 Algumas pessoas realmente me olhavam. Algumas por me reconhecer, outras provavelmente achando estranho a minha expressão de assustada. Porém, nem tudo era imaginação da minha cabeça 

 Eu olhei para os lados, e quando voltei a olhar para frente eu não os vi mais. Então, tentando disfarçar o meu desespero eu olhei para trás, para procurar os meninos, mas eu  também não consegui os achar. 

 Eu não acredito que consegui me perder aqui! 

 Eu não acredito que estou tão exposta assim. Não acredito que estou sozinha em um lugar tão cheio, tão barulhento e tão sujo. 

 Eu sabia que deveria ter ido para o estúdio com o Justin! 

 Ok, as pessoas vão me passar doenças. Elas vão espirrar em mim, me passar germes e me contaminar com suas doenças, ou, elas vão me cercar, me bater e me humilhar –como já fizeram–. 

 Minhas mãos começaram a tremer, meu corpo a suar e meu coração a acelerar. Eu comecei a puxar o ar para meus pulmões desesperadamente, enquanto apertava minhas mãos em punhos, para controlar a tremedeira. 

 Eu não tinha para onde correr, não tinha a quem recorrer. Eu olhava para os lados, mas era incapaz de reconhecer alguém. O lugar pareceu ficar cada vez mais barulhento, me impossibilitando ouvir qualquer coisa que me fosse beneficiar. 

 Meus olhos começaram a se encher de lágrimas, enquanto eu olhava para os lados e tentava manter o ar em meus pulmões 

 Segundos depois, que mais apareceram horas, alguém que eu conhecia finalmente veio até a mim 

  -Ema, o que foi? –Rudy perguntou assustado enquanto colocava a mão em meu braço –Você está bem? 

 Eu olhei para ele, ainda respirando apressadamente e com os olhos cheios de lágrimas, e então o abracei. Apertando seu corpo contra o meu. 

  -Você está bem –Rudy disse tentando me convencer –Você está bem 

  -Vocês me deixaram –eu disse separando o abraço e o olhando –Eu não vi ninguém. Eu perdi todos de vista 

  -Ema, olha eles ali –Rudy disse apontando para minha frente 

 Christian, Caitlin e Lindsey não estava mais aonde eu os tinha visto pela última vez. Eles estavam um pouco mais na frente, porém, ainda era possível enxerga-los com clareza 

  -Os meninos pararam ali –ele disse apontando para trás, onde todos os meninos estavam. 

 Os meninos também não estava onde eu os tinha visto pela última vez. Eles estavam em uma carrocinha de sorvete, um pouco distante, mas ainda sim, visível 

 Agora, eu tenho a absoluta certeza que não posso mais sair sozinha. Eu estou tendo ataque de pânico quando fico sozinha em público, criando paranóias e perdendo o controle. 

 Depois de respirar e me acalmar eu era capaz de perceber isso. Eu era capaz de enxergar e compreender que era um ataque de pânico. 

  -Eu quero ir pra casa –eu disse controlando minha respiração 

  -Tá bom, eu te levo pra casa –ele disse compreensivo 

 Rudy colocou a mão em minhas costas e foi levemente me guiando até os meninos, enquanto eu tentava recuperar a minha aparência normal. 

  -Vou levar a Ema pra casa –Rudy disse aos meninos 

  -Ué, por quê? –Ryan perguntou –Justin já tá enchendo o saco? 

  -Não são nem 20h30 –Chaz disse –Duvido que ele tenha chegado em casa 

  -Não, não é isso –eu disse –Eu não estou me sentindo bem 

  -O que foi? –Chaz perguntou preocupado –Algo com o neném? 

 O Chaz não era do tipo que demonstrava seus sentimentos assim de graça. Ele não demonstrava preocupação e nem afeto em público, ou com os amigos. Porém, ele era super-protetor e super preocupado com o meu bebê. 

 Não só com o meu, mas com o de Lindsey também. Quando se tratava disso, ele não tinha vergonha de mostrar seus sentimentos. 

  -Só estou enjoada –menti –É normal, mas eu quero ir pra casa 

  -Você quer que a gente vá? –Ryan perguntou –Eu posso chamar o pessoal 

  -Não, gente –disse –Eu não estou morrendo, eu só quero ir pra casa e dormir 

  -Tá bom, bela adormecida –Ryan disse mostrando estar rendido 

  -Está mais pra dragão preguiçoso –Chaz comentou 

  -Cale a boca, recipiente de satanás –disse 

 Os meninos riram, e logo eu me despedi. Eu disse para eles avisarem aos outros que eu tinha ido em bora, e então eu e Rudy entramos em seu carro. 

 Durante todo o percurso o carro ficou em total silêncio, o que era completamente fora do normal, já que eu e Rudy sempre tínhamos o que falar ou o que cantar e batucar. 

 Eu pensei em falar algo, porém Rudy estava completamente focado na estrada. Não estava nem batucando seus dedos no volante como o de costume, então, eu me concentrei na janela e me desliguei do ambiente 

 20 minutos depois já estávamos entrando na sala de estar, enquanto eu tirava minha bota e jogava minha bolsa na mesa-de-centro 

  -Você sabe que aquilo não foi normal –Rudy disse quebrando o silêncio 

  -Eu sei –eu disse –Foi por causa do que aconteceu no shopping a algumas semanas. –eu fiz uma pausa e suspirei –Eu não me sinto mais segura no meio de tanta gente. Eu não consigo mais ficar sozinha em lugar público 

  -Você tem que falar com o Justin –Rudy disse 

  -Eu sei –disse tirando minha jaqueta –Eu vou falar 

 Rudy foi até a cozinha e minutos depois voltou com um copo de vitamina. Ele me entregou o copo e se sentou no mesmo sofá que eu, mas não tão perto. 

 Ele se esparramou no sofá e ligou a TV. Nós jantamos e depois voltamos para a sala, começamos a assistir um filme mexicano, que eu odiava e Rudy adorava, então eu acabei pegando no sono 

 Rudy me acordou um tempo depois, falando que tinha quer sair. Ele perguntou se eu queria ir participar do compromisso dele ou se eu queria que ele ligasse para o Justin, porém, eu apenas mandei ele ficar quieto. 

 Ele me deu um beijo na bochecha e se despediu, mesmo sabendo que eu estava sonolenta de mais para raciocinar aquilo com clareza. 

 Depois que Rudy foi embora, eu acabei acordando. Eram 00h10 e eu decidi esperar o Justin acordada. Eu subi, troquei de roupa e voltei a me deitar no sofá. 

POV JUSTIN BIEBER 

 Eu demorei um pouco mais do que o planejado, pois o dia estava rendendo canções e inspirações. O dia no estúdio foi produtivo, e eu acabei esquecendo todos os meus problemas 

 Eu esqueci a mídia, esqueci a pressão, e pode parecer horrível de se falar, porém eu esqueci a Ema. Eu esqueci os ataques de pânico dela, esqueci a imagem dela dentro da água e esqueci tudo o que era complicado 

 Foi relaxante, mas horas depois eu me senti culpado. Eu comecei a lembrar de tudo o que ela tinha passado e o quanto ela precisava de mim, então eu voltei para casa. 

 Cheguei em casa as 02h40, já sabendo que Ema estaria dormindo. Entrei em casa já tirando meu tênis e meu casaco, distraído e cansado. 

 Eu levei um susto com a cena de Ema jogada no sofá. Eu fiquei alguns segundos sem reação. Uma de suas mãos estava perto da cabeça, e uma de suas pernas para fora do sofá, me fazendo pensar que ela tinha tentado outra coisa estupida 

 Ela poderia repetir, desenhar e até fazer slade dizendo que não tentou se afogar, porém nada me tira da cabeça a possível tentativa de suicídio ou coisa parecida. 

 Andei rápido até ela, e olhei para sua barriga, ficando completamente aliviado em vê-la se mexer para cima e para baixo, mostrando que ela estava respirando. E aí eu me senti um total idiota 

 Idiota por achar que ela tinha se suicidado, quando na verdade ela apenas pegou no sono enquanto me esperança voltar pra casa. Me senti um idiota por ter gostado de ter esquecido completamente dela e dos nossos problemas enquanto estava no estúdio. Um idiota por ter cogitado a ideia de ficar mais um pouco me isolando do mundo, dentro de um estúdio de música 

 Um idiota por ter certeza que ela é o amor da minha vida 

 Eu amo o modo que ela dorme. Seu rosto sereno, transmitindo toda a paz que ela tinha. Eu amo vê-la respirar, amo quando ela me abraça a noite, ou quando ela entrelaça nossas mãos enquanto dorme. Mas, eu também amo quando ela acorda. 

 Amo vê-la sorrir, amo o jeito bravo que ela fica quando eu não acordo quando ela pede. Amo vê-la me balançar, com suas mãos firmes e macias. Amo sua gargalhada e o jeito com que ela disfarça seu riso 

 Eu amo a capacidade dela ser a bibliotecária e a stripper ao mesmo tempo. Amo o jeito brincalhona que ela tem, sem deixar de ser a inteligente e responsável. 

 Amo, todos os seus jeitos. Todos os seus defeitos e qualidades. 

 Eu a amo. 

 Suspirei enquanto sorria, balançando minha cabeça em negação e tirando o livro que ela lia de cima dela. Coloquei o livro na mesa-de-centro e peguei a Ema no colo, endireitando-a em meus braços, enquanto ela lentamente abria os olhos, me olhava e logo depois os fechava novamente, voltando a dormir. 

 A cena dela pegando no sono enquanto me esperava voltar do meu compromisso, mesmo eu tendo dito que não precisava me esperar, era torturante e apaixonante. 

 Quebrava meu coração em pedacinhos e depois reconstruía-o  

  -Não me machuque assim, baby –sussurrei subindo as escadas –Não faça isso comigo


Notas Finais


desculpem a demora, eu tenho muita coisa da escola para fazer! estou em época de trabalhos, revisão para prova e as provas em si, então o único tempo que me sobra eu durmo, pois se o sono viesse em forma física ao mundo com toda certeza seria em meu corpo. Sou um sono ambulante.

tentarei postar amanhã (ou hoje) vai depender de algumas outras coisas.

não deixem de comentar!!

desculpem-me pelos erros.


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