História My purpose - Imagine Wonwoo Seventeen - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Jeon Wonwoo, Personagens Originais
Tags K-pop, Seventeen, Wonwoo
Visualizações 88
Palavras 1.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem :3

Boa leitura °3°

Capítulo 1 - Pessoas mudam pessoas.


Capítulo 1

 

Era hora de recomeçar. Eu tinha exatos 365 dias para recomeçar minha vida do zero e achar um propósito para ela. Começamos então com um emprego. Garçonete. Pouco salário, mas era o que eu precisava. Um pequeno apartamento e meus irmãos.

- Bom dia! – Jisoo acendeu a pouca luz do quarto e puxou minhas cobertas.

- Bom dia...

- Noona! – Gritou Samuel pulando em cima de mim. Ele era meu irmão caçula de doze anos.

Cuidadosamente, Jisoo tirou Samuel de cima de mim pegando-o no colo. Me arrumei e fui trabalhar.

- Então amanhã começam as aulas! – Aykku, a filha da gerente, falou enquanto limpava o balcão.

- E daí?

- É seu primeiro dia de trabalho... Só estou tentando ser gentil. – Ela se entristeceu.

- Eu aprecio isso. Me desculpe se fui grossa, só estou concentrada.

- Tudo bem! – Aykku aumentou a empolgação. – E... Tem algum menino na sua cabeça? Heinnnn?

Me perguntei se o salário era o suficiente para aguentar aquilo. Concluí que sim.

- Não. – Respondi.

Graças a Deus, depois daquilo Aykku foi fazer outra coisa na cozinha. Terminei de limpar tudo e os clientes começaram a chegar. O primeiro freguês foi um garoto alto e bonito. Aykku correu até a porta e o atendeu.

- Wonwoo! S-seja bem-vindo! O que vai querer? – ela estava nervosa.

- O mesmo de sempre. – o garoto respondeu.

Aykku correu para cozinha e eu fui atender um velhinho que tinha acabado de chegar. Tempo depois, ela voltou com um pacote e o entrgou ao garoto.

- Por conta da casa. – Ela disse. – Faz tempo que não o vejo. Espero que fiquemos na mesma turma esse ano.

- Obrigado. – Ele pegou o pacote e saiu.

Voltei minha atenção ao velhinho.

- Ele é bonito, não? – O senhor falou se referindo ao garoto.

- Sim. – Eu respondi.

- Mas a beleza não é nada. O que conta é o tamanho das mãos.

- Das mãos? – Perguntei confusa.

- Sim. Dizem que quando você fecha a sua mão, é igual ao tamanho do seu coração. - Ele pegou seu pedido e foi embora.

A partir daquele dia eu virei amiga do velhinho. Ele se chamava Chung Ho. Toda a manhã ele e o garoto buscavam sua comida no mesmo horário.

 

Dia 2

 

Minhas aulas começavam hoje. Meu despertador tocou cedo e eu logo acordei. As 5:00 eu já estava no restaurante. Dessa vez, o senhor Chung chegou primeiro.

- Aish! – Reclamou Aykku – é só aquele velho. Achei que fosse o Wonwoo.

Caminhei até ele, ajudando-o a chegar até sua mesa.

- O mesmo de ontem?

- Sim, eolin sonyeo*. – ele respondeu. (*nota: eolin sonyeo significa pequena garota em coreano. Era um apelido dado pelo senhor Chung para a (S/n).

- Algum conselho para hoje? – Eu perguntei acomodando-o na cadeira.

- Sim, eolin sonyeo. Pessoas mudam pessoas. Você tem o poder de mudar alguém para melhor, mas não se exclua. Você não é perfeita, por isso, deixe as pessoas mudarem você também. – Ele deu um longo suspiro e começou a ler um livro.

Eu trouxe o seu mingau e, como o movimento estava fraco, me sentei ao lado do senhor Chung.

- Pessoas mudam pessoas? – Perguntei.

- Sim. Pessoas mudam pessoas. – Ele respondeu calmamente. – Esse é o segredo da vida.

- O senhor já mudou alguém?

- Não, eolin sonyeo, mas tenho que fazer isso antes de morrer.

-Por que?

- Porque se eu não o fizer, minha vida não terá sido útil em nada.

O sininho da porta tocou anunciando a entrada de alguém. Era Wonwoo. Voltei minha atenção para o senhor Chung.

- Tenho que ir. Primeiro dia de aula.

- Dê o seu melhor, eolin sonyeo.

Peguei minha bolsa e fui para a escola.

 

***

 

Cheguei na aula cedo de mais. Só havia uma pessoa lá. Um menino que parecia bem mais jovem do que eu.

- Com licença? – Perguntei. – Onde posso me sentar?

O garoto voltou seus olhos negros para mim, olhou para a cadeira do lado e fez um gesto com a cabeça indicando a mesma.

- Obrigado. – Eu cochichei.

Comecei a ler um ótimo livro. Se chama Para Poder Viver de Yeonmi Park. De tempos em tempos, o menino sentado ao meu lado voltava seu olhar para o meu livro ao invés do dele. Eu fazia o mesmo. Em certo momento, nossos olhos se encontraram. Ouvi a porta bater anunciando a entrada de mais alguém. Wonwoo caminhou pela sala até encontrar um lugar ao fundo. Para minha surpresa, ele deixou suas coisas na cadeira e se dirigiu até mim. Puxou a manga de minha camiseta me levando até sua carteira.

- O que houve?

- Não é bom falar com ele. – Disse Wonwoo se referindo ao garoto lendo o livro.

- Por que não? E por que se importa?

- Ele não liga para quem você é. Ele não liga para você. Liga mais para livros do que para pessoas. Se tivesse que matar alguém para ganhar um livro que ele queira, ele matava.

- Bem, - Comecei. Na verdade não sabia muito bem o que dizer. Só sabia que aquele garoto de olhos negros, sentado ao meu lado com seu livro de capa preta, me trazia uma certa curiosidade. Ele era como um sopro quente no meio do inverno, frio, mas reconfortante. – Acho que nós temos isso em comum.

 

Voltei ao meu lugar dando passos largos pelo chão.

 

- Você voltou. – O garoto falou.

- Sim. Algum problema?

- Nenhum. É que geralmente Wonwoo tende a levar as pessoas que ele gosta para longe de mim. Como ele é bonito, acabam simplesmente aceitando. Eu ainda não descobri o porquê das pessoas se deixarem levar tanto pela aparência. – E deu uma ajeitada nos óculos que usava, dando lhe um aspecto de intelectual.

- Um amigo me disse, que a beleza não importa. O que importa...

- É o tamanho das mãos. – O garoto me interrompeu voltando novamente seu olhar para o livro. - Fui eu quem disse isso ao seu amigo Chung. Suponho que você trabalhe naquele restaurante de mingau que meu avô tanto gosta.

- O senhor Chung é seu avô?

- Sim. Meu nome é Hongbin. – Ele disse sem tirar os olhos das palavras.

-Eu sou a (S/n).

Olhei para trás. Wonwoo me fitava com um olhar de decepção.

   



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