História My reflection - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 12
Palavras 1.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vou parar de botar capa pq dá muito spoiler.
Parece que muita gente ficou triste com o cap anterior, sorry. Talvez esse melhore ou não. Tudo depende da minha criatividade.

Vlw por estarem lendo
BOA LEITURA

Capítulo 5 - Aula


Durante aquela tarde permaneci triste, não comi nada, não senti fome. As horas foram passando cada vez mais devagar, o maior ponteiro do relógio demorava séculos para se mover, e os menores permaneciam imóveis. Lembrei-me de minha atividade de casa de redação que deveria ser entregue amanhã, um poema expressando algum sentimento, decidi então fazê-lo.

"Desejo

Antes da escuridão

Um sentimento confuso

O Sol era uma ilusão

Tirando da máquina seu parafuso

 

O Clarão aceso se apagou

Junto a ele um sorriso

Enquanto a realidade quebrou

As memórias do paraíso 

 

Então de toda essa dor

Tentava-se essa tristeza esconder

Foi-se então o amor

Deixando apenas um desejo, morrer"

 

Foi o melhor que eu consegui fazer, não estava com cabeça para pensar em algum poema bom ou original, então deu nisso, provavelmente a professora vai odiar. Ela me odeia também, e isso só piora as coisas. Que droga pai... Por que eu tenho que ir para a aula amanhã? Ainda mais com a primeira aula sendo de redação. 

Depois de fazer o poema fui tomar um banho, esquentei a água como sempre e me dirigi ao banheiro. Fiquei na banheira por um tempão, até os meus dedos começarem a enrugar. Enxuguei-me e enrolei a toalha em meu corpo, saí do banheiro indo na direção do quarto, adentrei no mesmo, em seguida abri o meu guarda-roupa em busca de um pijama. Peguei o primeiro que estava na gaveta e vesti.

Depois de me vestir, fui para o quintal levando um colchão, cobertor, travesseiro e um bichinho de pelúcia. Seria melhor passar a noite olhando para o céu com a luz prateada lunar, pequenos fragmentos de meteoros e meteoritos que tinham a mesma tonalidade da lua, à ter que ficar olhando para o teto vazio e escuro do meu quarto, já sabia que não iria dormir mesmo. 

Antes que eu pudesse me deitar recebi uma ligação com um número desconhecido, iria ignora-la, mas algo me disse para atender, e foi o que fiz.

—Alô, quem é?— Perguntei com uma voz rouca devido ao meu choro.

—Alô? Alice? É a sua avó.— Ela era a única pessoa do mundo que só de ouvir a voz eu já sentia vontade de desabafar, contar tudo o que estava acontecendo, de deixar o meu "eu" forte de lado e deixar as lágrimas caírem. Por essa razão não consegui segura-las.

—O-oi vó, tudo bem com a senhora?— Sim, eu estava chorando e gaguejando.

—Mais ou menos né? Mas você não parece bem, vai dar tudo certo, a partir de amanhã eu vou morar com você ok?— Ela dizer que ia dar tudo certo me fez chorar mais ainda.

—T-tá.— Essa foi a única coisa que consegui dizer.

—Só liguei para saber se estava tudo bem mesmo, sonhe com os anjos.— Ela era tão boa mesmo sofrendo da mesma maneira que eu... Ela era tão forte...

—Obrigada vó.

—Minha querida, se eu não garantisse que você está bem hoje, meu nome não seria Isabel. Boa noite e tchau, amanhã a gente se vê certo.

—Boa noite, beijos, até.— E então ela desligou o telefone.

Depois da ligação salvei o número da minha avó e me deitei, passei a noite em claro, não conseguia dormir. Uma vez ou outra as lágrimas saiam, até que o Sol resolveu aparecer. Fiz a mesma rotina de sempre e coloquei a carta do meu pai no bolso do meu moletom preto, para me lembrar de não desistir, mas dessa vez eu estava com um rosto horrível, nem tanto, mas claramente dava para ver que fiquei chorando a noite inteira, que estava frágil e triste... E odeio me sentir assim, incapaz.

Fui andando em direção ao colégio como sempre, chegando no grande portão com uma grade branca, estava o porteiro, porém dessa vez eu nem o olhei, continuei seguindo em frente na direção à minha sala de aula sem falar com ninguém, não porque eu gostaria de conversar com uma pessoa em específico, mas sim pois não queria falar com ninguém.

Entrei na sala, algumas pessoas me deram bom dia, mas ignorei, sentei na cadeira e deitei a cabeça por cima dos meus braços na banca. Luana veio em minha direção, sei disso pois ela ficou me perguntando se eu estava bem, o que tinha acontecido, não só ela, mas outras pessoas da sala também, porém eu não falei nada. Só tinha vindo aqui porque ele pediu, e eu já me arrependo muito...

Depois de tanto tentar tirar alguma informação minha, Lua desistiu e deve ter voltado para o seu lugar, não sei, ainda permanecia com a cabeça baixa. Não demorou muito e a professora de redação entrou, aquela mulher chata que me odiava.

—Certo alunos, deixem seus poemas sobre a minha mesa, eu irei corrigi-las agora.— Disse a senhora, mal humor. A única coisa que eu fiz foi levantar a cabeça, pegar o papel com o meu texto medíocre na bolsa e estender a mão colocando-o em cima do birô da senhora Lúcia.— Agora leiam nos seus livros página 7 sobre contos enquanto eu arrumo isso.

Abri o livro, mas não entendia nada daquela coisa, tava tudo embasado, eu olhava para aquilo é não via nada além de um borrão. Parei de encarar o livro, já que não me levaria a lugar nenhum e fiquei olhando a janela. O dia estava com nuvens cobrindo todo o céu, era como a água contida nelas fosse desabar a qualquer momento. E finalmente a professora corrigiu todos os poemas e devolveu eles, todos, menos o meu. Droga. 

—Alice, eu fiquei impressionada com a complexidade do seu poema, gostaria que você lesse ele para a turma.— Claro que era complexo, eu disse que eu perdi o meu pai e queria morrer, claro que é complexo. Por isso mesmo não precisa me mandar ler na frente da sala.

Me levantei, já sabendo do aumento de possibilidades de começar a chorar na frente da sala... Olhei para o céu de novo, que assim como eu parecia estar prestes a desabar. Por que ela tinha que tocar na ferida? Peguei o meu poema da mão da mesma fiquei de frente para a turma e o li.

Quando terminei  a professora pareceu ter percebido que não deveria ter me mandado ler aquilo, pois assim que me sentei ela se desculpou, e a sala ficou em completo silêncio. A mesma então disse para continuarmos lendo sobre contos. A aula acabou e Bruno, professor de artes entrou para dar um aviso.

—Vou ser rápido, bem não posso demorar mais com esses retratos, sei que vocês nem chegaram a pintá-los, mas o prazo final vai ser segunda, então se reúnam com suas duplas para terminarem, tchau.— Muita gente ficou reclamando, até eu achei meio em cima da hora, mas dava para fazer, só que eu não queria me encontrar ou falar com alguém. 

As aulas seguintes passaram bem devagar, e finalmente deu a hora do intervalo. Não estava me sentido muito bem então fui até o banheiro. E de novo a minha mania de olhar para o chão me fez esbarrar em alguém.

—Olha só quem está aqui. A destruidora de corações, Alice.— Eram aquelas garotas de novo, droga. O nome da do meio que possuía cabelo loiro e liso era Mirela, as amigas dela eram Laura e Anna.— Hmmm o que é isso?— Mirela disse olhando para o meu moletom. Antes que eu pudesse pensar ela pegou a carta do meu pai.— Parece que achamos uma cartinha de amor não é mesmo?— Eu estava prestes a chorar, meu corpo não se movia, minha carta... A loira abriu o envelope e tirou a cartinha de dentro, e se dirigiu ao final, lendo tão alto que o corredor todo estava escutando.

—"Tchau filha, muito obrigado por tudo, você me fez muito feliz como pai, eu não podia ter tido filha melhor, eu te amo de verdade, "— A medida que ela lia sua voz ia abaixando, provavelmente por descobrir que não era o que  mesma tinha achado.— "mesmo que eu tenha cometido suicídio eu não desejo essa dor a ninguém nem a você, sei que tomar esses anti depressivos desde que nasceu deve ser um saco, mas aguenta mais ainda, eu sempre estarei te observando, Te amo, não desista Alice." — Mirela depois de ler dobrou a carta como estava, botou dentro do envelope e me devolveu. Não chorei, pois eu não podia fazer isso na frente de todo mundo, que agora já sabiam o que havia acontecido.

Quando ela me devolveu, abaixei a cabeça e fui em direção ao banheiro, eu só queria morrer deixar de existir. Fiquei trancada no último boxe até o sinal tocar. Depois fui para minha sala. As pessoas me olhavam com pena, o mesmo olhar dos socorristas que foram lá em casa ontem, esse olhar que me deixava me sentindo inútil. Sentei-me e esperei as aulas acabarem.

Saí da sala e recebi uma ligação. Era a minha avó.

—Alô vó.

—Oi Alice, já estou aqui com o seu presente venha para a frente da escola logo tá?— Mesmo estando triste eu tenho que admitir, eu estava louca para saber o que era, e além disso louca para chegar em casa e não ter que ver ninguém. 

—Okay, já estou indo tchau.

—Tchau.— Ela desligou a chamada.

Me dirigi ao portão e lá estava ela com uma correntinha presa em sua mão. Exatamente, preso à correntinha havia um cachorro, a coisa mais linda que eu já tinha visto na minha vida. Assim que o olhei a única coisa que consegui fazer foi sorrir.

 


Notas Finais


Ah, eu esqueci de perguntar nas notas iniciais, pessoas vcs querem que eu bote a versão de outras pessoas contando a história ou pode continuar como está? SEJAM SINCERAS(OS)! Obg pela compreensão amo vcs💙

Espero que tenham gostado, desculpem qualquer erro e o horário.


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