História My ruin - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Barbara Palvin, Justin Bieber
Visualizações 508
Palavras 2.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amores!
Boa leitura❤️

Capítulo 10 - Fell good


Os raios de sol atravessavam a cortina do quarto, atingindo meu rosto. Acordei lentamente, só então me dando conta da situação em que me encontrava.

Minha cabeça ainda se encontrava apoiada sobre o peito de Bieber, que dormia tranquilamente.  Sua boca estava entreaberta, seu cabelo caia sobre sua testa, e um de seus braços estava flexionado atras de sua cabeça. 

O outro estava em volta de minha cintura, me mantendo pressionada contra si .

Meu corpo estava completamente acordado e disperso.

Eu estava nervosa. Suando de tão nervosa.

Fechei meus olhos com força, tentando me manter calma, sentindo sua pele aconchegante e quente sobre meu corpo.

Inalei seu cheiro vagarosamente, não conseguindo evitar um sorriso idiota.

Ele foi tão gentil ontem à noite. Ele não me fez nem perguntas.

Mark também era assim no começo.

Apertei meus olhos com força, tentando afastar aqueles pensamentos de minha mente, mas parecia impossível.

Ele não é Mark, é muito menos tem culpa por tudo que ele me fez. Eu não posso me manter atada em um relacionamento catastrófico por toda minha vida.

Mas um alarme disparava dentro de mim toda vez em que meu coração acelerava.

-Bom dia. -Sua voz rouca murmurou em meu ouvido, me fazendo quase dar um pulo.

Levantei minha cabeça, encarando sua cara sonolenta e um meio sorriso torto em seus lábios rosados.

Retribui seu sorriso, apesar de me sentir completamente nervosa. Ele merecia, de verdade.

Em um pulo me afastei dele, me sentando na cama e pegando meu celular na bancada, checando o horário.

Merda, eram onze da manhã.

-Cacete, são onze horas! -Falei, me levantando.

Os olhos de Bieber estavam fixos em minhas pernas, e ele me encarava como se fosse me devorar ali mesmo.

Senti meu rosto esquentando e tentei cobrir minhas pernas, expostas pela curta camisola, com minhas mãos.

Ele voltou seu olhar para meu rosto, me lançando um sorriso de canto debochado enquanto se levantava da cama também.

-Eu... hum... devia me arrumar. -Murmurei,  passando as mãos pelos meus cabelos enquanto Bieber contornava a cama, cortando a distância entre nós.

Logo ele estava parado na minha frente, e eu encarava as tatuagens em seu peito. Eu estava imóvel, incapaz de o olhar nos olhos. O calor que a sua pele nua emanava era algo surreal.

Percebi o movimento de seu braço quando ele o esticou. Fiquei paralisada, esperando o que ele faria a seguir.

Um arrepio percorreu meu corpo quando senti seus dedos passando suavemente pelos fios de meus cabelos, de forma surpreendentemente carinhosa.

Engoli em seco, tentando me manter calma para não gaguejar.

-Obrigado, Justin. -Murmurei, tomando coragem para levantar minha cabeça e olhá-lo nos olhos.

Suas iris carameladas estavam claras e calmas, como eu nunca tinha visto antes. Ele me lançou um sorriso caloroso antes de ficar sério novamente.

Me pergunto se ele ouviu o nome de Mark enquanto eu sonhava.

-Espero você no saguão lembra trinta minutos, certo? -Ele disse, eu apenas afirmei com a cabeça.

Uma de suas mãos quentes foi até minha bochecha, e ele aproximou seu rosto de mim, me fazendo respirar fundo.

Seus lábios tocaram minha bochecha levemente, depositando um breve beijo no local.

Então ele saiu do quarto, sem falar mais nenhuma palavra, me deixando sozinha e perplexa. Droga, eu tinha beijado ele e tínhamos dormido juntos. 

Por que um beijo de bom dia me surpreendia tanto?

Por que se tratava de Bieber, é claro. 

Andei até o banheiro, ligando o chuveiro, esperando a água esquentar enquanto me despia lentamente.

Entrei no box, sentindo a água escorrer pelo meu corpo e fazer meus músculos relaxarem.

Eu não podia ser idiota ao ponto de dizer que me arrependo por ter deixado ele dormir comigo. Ele foi gentil.

As questões com homens e relacionamentos sempre foram complicadas para mim, e tudo só piorou depois de Mark.

Nunca mais estive com nenhum homem depois dele. Nunca mais tinha sentido vontade, ou tido coragem o suficiente.

Nunca tinha me relacionado com ninguém além de Mark. Não posso dizer que entende como uma relação saudável é.

O que eu nutro por Bieber não é algum tipo de paixão ou amor. Nem tivemos tempo o suficiente para isto, e duvido muito que ele queira algo assim comigo. São apenas as sensações que ele me causa.

Além de ser incrivelmente lindo e sedutor, é claro, algo em seu jeito arrogante me atrai terrivelmente. Ele é diferente.

Diferente de Mark. Ele sabe ser gentil quando quer. Ele sabe ser um cavalheiro. Não entendo, e provavelmente nunca entenderei, como ele se sente atraído por mim.

Se ele nunca tivesse deixado extremante explícito, eu nunca teria desconfiado sequer. 

Apertei meus fios de cabelo com força enquanto passava o xampu pela minha cabeça. Eu não acredito que estou deixando isto acontecer comigo.

Estou deixando meu chefe me seduzir.

Deixe as coisas acontecerem, Olivia.

A voz de Cassie ecoava pela minha cabeça, como sempre. Depois de tudo, era sempre isto que ela me falava.

Nunca tinha encontrado grande sentido nestas palavras, até agora. Talvez estivesse finamente na hora de deixar as coisas acontecerem.

Terminei meu banho, desligando o chuveiro e me enrolando na toalha. Escovei meus dentes e penteei meu cabelo, o secando minimamente com o tempo que ainda me restava.

Escolhi um vestido florido e um blazer branco, e calcei minhas sapatilhas cor nude.

Passei uma mínima maquiagem em meu rosto, apenas para esconder minhas olheiras.

Tranquei a porta do quarto do hotel, atravessando o corredor até o elevador. 

Minhas mãos suavam enquanto o elevador descia os andares até chegar na recepção. Eu sabia quem me esperava lá.

Assim que as portas se abriram, eu o vi. 

Ele vestia o típico terno, mas não usava gravata. A camisa social estava com os dois primeiros botões abertos, revelando apenas o começo de uma de suas diversas tatuagens.

Ele parecia estar descontraído, quase como se estivesse tendo um bom dia.

Assim que me viu, um mínimo sorriso escapou de seus lábios. Tentei deixar meu nervosismo de lado, retribuindo seu gesto.

Mas assim que cheguei ao seu lado, com seu perfume invadindo minhas narinas e sentidos, meu corpo voltou a tremer.

-O motorista está esperando. -Ele murmurou, parecendo alheio ao meu estado.

Ou isto, ou ele já tinha se acostumado com meu nervosismo e pânico repentino. 

Uma de suas mãos quentes tocou suavemente minhas costas, me conduzindo até a saída do hotel. 

Mal posso imaginar quantas fofocas vão circular por aquela empresa. A estagiária chegando atrasada com o patrão.

...

-Pelo o que vejo, a inspeção está concluída. Tudo dentro dos padrões de segurança exigidos, certo? -Perguntei para o engenheiro chefe, que me mostrava uma planta do prédio. 

-Sim, senhorita Parker. -O homem falou, apontando para uma mulher que usava traje de segurança completo, e conversava com alguns dos responsáveis pelo projeto. 

Assim que nos aproximamos, ela se virou para me olhar. Seus olhos eram extremamente azuis, e seus cabelos eram tão pretos que chegavam a refletir a luz. 

Sua pele tinha um bronzeado leve e, por debaixo de toda a roupa de segurança, ela usava saltos scarpin e um vestido social. 

Ela devia ter seus cinquenta e tantos anos, mas tinha uma beleza estonteante.

-Senhorita Parker, esta é Marylin Butler. Uma das sócias da empresa. -Ele falou, e eu lancei meu melhor sorriso para a mulher, esticando meu braço. 

Ela me encarou por alguns instantes, antes de retribuir meu gesto, apertando minha mão, sem exibir nenhum sinal de um sorriso.

-Então era de você que estavam falando. -Ela murmurou, me encarando de cima a baixo.

Senti um gelo percorrer meu corpo, e engoli em seco. 

-Do que a senhora está falando? -Perguntei, tentando ao máximo soar gentil.

Ela abriu um sorriso, que eu não saberia descrever como debochado ou caloroso.

-A estagiária que Bieber trouxe para o projeto. E que chegou atrasada com ele hoje. -Engoli em seco mais uma vez, encarando os olhos da mulher.

Eles brilhavam com algum tipo de excitação, como se ela estivesse curiosa. Mas, ao mesmo tempo, tinha algo perigoso neles.

-Me desculpe, senhora Butler. Apenas estou aqui pois apresentei o projeto, que é do meu chefe. -Murmurei.

Ela soltou uma risada, dando um leve tapinha em meu ombro.

-Me desculpe, querida. Não quis ser rude com você. -Ela falou, desta vez relaxando sua expressão. -Justin é como um filho para mim, e eu sei como as mulheres se aproximam por interesse. 

A encarei, sem conseguir esboçar nenhum tipo de expressão.

-Vejo que já conheceu Olivia, Mary. -A voz rouca e familiar de Bieber soou atras de mim, fazendo com que me arrepiasse por inteiro.

Concordei com a cabeça enquanto ele dava um caloroso abraço na mulher. Realmente, ele se pareciam com uma mãe e um filho. 

A grande questão é: onde está a mãe de verdade dele?

-Sim, querido. -Ela falou, se soltando do abraço. -Não sei se serve para você, mas como profissional vejo que é competente. 

Fiquei em silêncio. Pelo menos ela tinha me elogiado, certo?

Bieber sorriu, parecendo não se importar com o que a mulher falava.

-Parker? -Ouvi alguém gritar atrás de mim, fazendo com que eu me virasse. -Precisamos de ajuda aqui.

Concordei com a cabeça, lançando um sorriso para Bieber e Meredith antes de me afastar.

-Sabe, eu até que gostei dela. -Ouvi ela murmurar, enquanto eu me afastava, me fazendo reprimir um sorriso.

Droga Olivia, sua idiota! Você não vai ter nada com Bieber, não precisa da aprovação da mãe de aluguel dele.

O restante do dia foi exaustivo. Apesar da obra já estar bastante adiantada, ainda haviam diversas questões a serem resolvidas.

Assim que eram seis horas todos foram dispensados.

O sol ainda brilhava nas ruas de Los Angeles, parecia uma boa hora para uma caminhada pelas ruas. 

Não tinha mais visto Bieber durante todo o dia, e tampouco tinha feito amizade ou conversado com alguém. 

Assim que sai da obra, ainda usando meu confortável vestido, andei as poucas quadras até a beira da praia.

Tirei minhas sapatilhas, as segurando em minhas mãos, sentindo a areia fofa entrar em contato com meus pés.

Desde pequena, eu sempre fui fascinada pelo mar. Talvez tenha sido por que mamãe o amava. Amava tanto que meu pai economizava durante todo o ano para alugar uma casa na praia por algumas semanas.

Era a melhor época do ano para mim.

Depois do acidente, quando ela morreu, nós nunca mais fomos. Eu nunca mais tinha visto o mar desde então.

Não que eu e minha irmã tivéssemos parado de gostar dele, muito pelo contrário. Mas eu sabia o quanto papai se sentia mal e culpado com tudo que o fazia se lembrar dela.

Senti algumas lágrimas escorrerem pelas minhas bochechas enquanto eu andava lentamente até a beira do mar, sentindo a água gelada molhar meus dedos. 

Fechei meus olhos, cruzando meus braços.

Respirei fundo, sentindo o cheiro salgado que se misturava com a areia. Era reconfortante. Quase como se ela estivesse ali, me dizendo que tudo ficaria bem.

Como tudo teria sido diferente se ela estivesse aqui. 

Voltei a abrir meus olhos, desta vez sentindo o nó em meu peito se desfazer. Ela me amava, e queria que eu fosse inteiramente feliz.

Eu precisava me esforçar, por ela. 

Respirei fundo outra vez, observando os pássaros voando preguiçosamente sobre a paisagem de final da tarde.

A visão era incrível, realmente. O céu alaranjando entrando em contraste com a água azul cristalina. As colinas, as mansões que circulavam toda a extensão da costa. 

Era como se a natureza estivesse em constante confronto contra a enorme cidade.

Voltei até a obra, me lembrando das linhas de ônibus que fomos instruídos a pegar para voltar até o hotel. 

Esperei por poucos minutos até o ônibus chegar, e logo estava na frente do hotel novamente.

Me encarei no grande espelho do saguão de entrada. Só tinha percebido agora que minha maquiagem estava levemente borrada, e meu cabelo bagunçado e volumoso por conta do vento.

Peguei o elevador até meu andar, atravessando o corredor rapidamente. Eu não queria esbarrar em Bieber, não neste estado.

Suspirei aliviada quando fechei a porta do quarto atras de mim. Tomei um rápido banho e vesti meu pijama.

Deitei na confortável cama, que ainda tinha o cheiro de Bieber impregnado nela. Droga, que cheiro viciante.

Respirei fundo, fechando meus olhos, rezando para os pesadelos não voltarem esta noite.

Mas eles voltaram.

Duas, três, quatro vezes. Piores do que nunca.

Mas eu não acordava gritando, como normalmente. Eu estava tremendo e suando frio. Não era só Mark hoje.

Tinha também minha mãe.

Ela usava um vestido preto, e chorava durante todo o tempo que o pesadelo durava. 

-Você é uma fraca, Olivia. Eu não criei uma covarde. -Ela murmurava, enquanto eu tentava alcançá-la, mas sua imagem estava cada vez mais longe.

-Mamãe, me desculpe! -Gritei, sentindo o choro entalado em minha garganta.

-Você deixou um idiota de humilhar. Fugir dele, deixou sua família para trás... -Ela falava mais uma vez, sua voz ficando cada vez mais distante.

E então eu acordei pela quarta vez naquela madrugada, suando frio.

Deixei as lágrimas escorrerem mais uma vez, enquanto o suor gelado pingava sobre meu rosto. Eu sou uma idiota.

Meu corpo estava exausto. Exausto pelo trabalho do dia, pelos pesadelos. 

Então, eu acabava por dormir de novo.

-Mark, você está me machucando. -Murmurei, mas ele parecia alheio à minha dor. Ele soltou outro grunhido em meu ouvido, se empurrando mais para dentro de mim.

Aquilo doia como o inferno, como se estivessem me rasgando em duas. Nunca pensei que perder minha virgindade pudesse ser algo tão aterrorizante.

Acordei com um pulo outra vez. Apertei meus olhos com força, esfregando minhas mãos pelo pelo corpo. 

Eu sentia nojo de mim mesma. 

Me encolhi na cama, ouvindo meus soluços ecoando pelo quarto. Me deitei na cama, encolhida, reconhecendo um cheiro familiar naquela cama.

Bieber.

Eu preciso dele.

Preciso sentir alguma coisa diferente.

Me levantei da cama em um salto, quase correndo até a saída do quarto. 

O corredor do hotel estava escuro, então corri as cegas ate a porta do lado. Fechei meus olhos, batendo na mesma com toda a minha força.

Em poucos segundos, ouvi passos dentro do quarto. 

Meu coração estava tão acelerado que parecia sair pela boca. Eu não sabia se aquela era a decisão certa. 

Mas eu estou cansada de tentar fazer a coisa certa e acabar me ferrando de qualquer maneira.

Ele abriu a porta, me encarando com uma expressão confusa. Usava apenas uma cueca box, e seus olhos estavam inchados de sono. 

Droga, quem consegue ser sexy as quatro da manhã?

Sem pensar duas vezes em minhas ações, o abracei.

Descansei minha cabeça em seu peito, ouvindo seu coração bater tão rápido quanto o meu. Ele pareceu confuso no começo, mas logo passou seus braços fortes pela minha cintura, me apertando contra si com força.

Um soluço escapou da minha garganta, enquanto as lembranças do último sonho voltavam a minha mente. O apertei com força contra mim.

-Olivia, o que aconteceu? -Ele perguntou.

Me separei dele, olhando em seus olhos calmos. Talvez esse viesse a ser o maior erro da minha vida.

Ou quem sabe o maior acerto.

-Faça eu me sentir bem, Bieber.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, não deixem de comentar❤️


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