História My Salvation - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Selena Gomez
Personagens Ashley Benson, Cara Delevingne, Dylan O'Brien, Justin Bieber, Selena Gomez
Tags Drama, Jelena, Selena
Exibições 40
Palavras 4.842
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Gente, desculpe se tiver erros. Eu não costumo revisar.
Uma ótima leitura! Acho que nunca escrevi tanto. Comecei escreve-lá umas 8hrs, e olha só que horas já são. Me helpem.

Capítulo 5 - Você é um pervertido!


Fanfic / Fanfiction My Salvation - Capítulo 5 - Você é um pervertido!

Selena Gomez POV — Dois Mês Depois, 15:35 PM

Terapia. 

Era inexplicável, sim, a sensação maravilhosa de está afirmando meus pés ao chão, depois de tanto tempo. Embora eu reclamei demais, mas agora sim eu vejo o quão bom é voltar a andar. Ou quase isso.

O sorriso que doutor Miguel tinha nos lábios era inexplicável! Embora ele sempre soube o quão valioso e poderoso é o seu trabalho. 

— Valeu todo o esforço. — disse, com um sorriso meio torto, após dá dois passos até doutor Miguel, com ambas as muletas.

— Eu sempre confiei em você. — o doutor cruzou seus braços, sorrindo, satisfeito.

— Bom, eu renasci. — mesmo que eu pareça uma boneca desajeitada, sei que posso voltar a andar.

— Exato. Espero que agora, não deixe que ninguém te olhe com indiferença, porque você sabe que mesmo estando assim, você é linda. Determinada. Durona. — pude sentir minhas bochechas em chamas, sim, foi constrangedor.

— Galanteador! — mirei a ponta borrachuda da muleta, encostando-a na barriga do doutor, empurrando-o para trás, ele ri. 

— Opa! Mas quero que saiba, estou dizendo a verdade. E, espere. — ele andou rápido até um móvel, e começou a vasculhar uma das gavetas. Fiquei confusa. Meu olhar curioso te observava.

— O que vai fazer? — nada discreta, pergunto.

— Agora que pode andar, venha até aqui ver. — seu tom de voz suou de maneira brincalhona.

— Está bem.

Não hesitei, e, andei até doutor Miguel, que estava na mesma posição virado de costas, ainda procurando algo; 

Ao sentir a minha presença, ele se virou, e em uma de suas mãos estava uma foto, ele ergueu ela até meus olhos, com um sorriso. Não estava entendendo nada, confesso. 

— Você deve está se perguntando o que você tem a ver com essa foto. 

— Sim, só estou confusa.

— Analise bem. 

Peguei a foto de sua mão, com educação, passeei meus olhar por ela, notando apenas uma jovem setado na cadeiras de rodas. Ele estava sorridente, e, logo me deu na ideia que esse era o doutor Miguel, o mesmo sorriso lindo.

Esbocei um sorriso admirada. Entreabri a boca.

— Está brincando! — ele gargalha. — Esse é você? — olhei-o, muito surpresa, sorrindo.

— Sim! Sim, Selena. Esse sou eu. Tá vendo por que eu confiei em você, garota? Na vida, pra tudo tem um recomeço. Lembre-se disso. 

Agora sim eu admiro mais o seu trabalho. 

 

(...)

Podia sentir nó se formar na minha barriga, devido as gargalhadas que agora, eu acabava de dar nos braços másculo de Dylan, o mesmo me jogava pra cima, ou ao menos tentava, não sou tão leve assim. Meu braços tomava conta do seu pescoço, servindo-me de seguro, para não cair.

Aos poucos, fui soltando suspiro pausadamente. 

— Está bem, agora me ponhe ao chão. Isso já se tornou cansativo.

— Não mesmo! Vamos comemorar. Você merece. — mais uma vez, meu corpo fora lançado para cima, me segurei mais firme, achando que dessa vez, ia ao chão.

— Dylan! — gargalho. — Agora é sério, estou vendo que vai me deixar cair.

— Não sou tão louco assim. — o garoto me ponhe ao chão, e Ashley me dá as muletas.

— Obrigada.  — agradeço-a. — Por onde anda Cara? — franzo o senho, estranhando a falta dela. Passo meu olhar pela casa, até eles pararem em Ashley, que mantinha seus braços cruzados. 

— Não sei por onde ela anda. Saiu hoje cedo, acho que foi caçar pokemon. — Ashley dá ombros.

— Isso é sério? — Dylan quanto Ashley gargalha, devido a minha pergunta inocente. 

— Não, bobinha! Ela tem disso mesmo, sai sem avisar à ninguém, depois volta como se nada tivesse acontecido. — a loura gira seus oculares. Rimos. — Mas me diz, como foi na terapia?

— Bem. Estou feliz...de sentir minhas pernas agora. — todos caminhávamos até o grande jardim, enquanto meu me explicava. 

Dedilhei meus dedos por entre os gramados, e meus olhos se inundaram de lágrimas. Senti uma sensação que, mesmo com todas as palavras e roteiros, eu não saberia explicar. Só sei sentir agora. 

Segui os passos de Dylan e Ashley, seus corpos deslocavam-se até a piscina.

Com um pouco de dificuldade, consegui chegar até a ela. Encarei por alguns minutos, a água parada da mesma, que não se movia. Cenas do afogamento passaram-se na minha mente, então muito receosa, andei em passos discretos, com meu corpo pra trás, ficando numa distância determinada.

— Não precisa ter medo. — a loura se pronuncia, vendo a minha inquietude.

— Não estou com medo. — me faço de durona. Mas claro que eu estava. — Eu...eu só não quero me molhar.

— Você tem roupa o suficiente aqui. Vai ser divertido!

Quando penso que não, ouço o barulho da água se chocar. Soltei um arfado de susto, mas meus olhos notaram Dylan se deliciando na água banhada pelo sol. O mesmo rapidamente, já havia tirado sua camisa, ficando apenas com a sua bermuda. 

— Você não vem mesmo? — Ashley me lançou um olhar pidão, enquanto se livrava das suas peças de roupas.

— Eu não sei. — foi o que consegui dizer, ao ver a loura exibir seu corpo esbelto, e pular na água azulada, sumindo por ela com um mergulho. 

Várias coisas estava passando pela minha cabeça agora.

Ver eles assim, se divertindo, é tão bom. Eu não sei o que seria de mim sem essas pessoas. Sei que chegará um dia que eu terei de partir, deixando-os livres; terei de arrumar um lugar para ficar, um trabalho. Eles cuidaram tão bem de mim quando eu mais precisei. Eu sou grata. Só isso. 

—  Por que não entra com eles? Aposto que a água está boa. — pus a mão sobre o peito, ao lado esquerdo, quando senti a presença de Cara. Seu corpo seu colidiu ao meu lado, olhando para Dylan e Ashley jogando água pra cima feitos crianças.

—  Eles formam um belo par. —  contraio. O que era verdade. Cara ri nasal.

—  Relaxa, eles não passam de uns covardes. —  ela bufa. —  E...não percebi, me desculpe! Fico feliz que já tenha conseguido as muletas, escoteira. —  meu corpo é trombado para o lado, quando a loura me dá um leve empurrão.

—  Eu estou feliz.  — desfaço o sorriso que eu tinha nos lábios. 

—  Mesmo? Não está parecendo muito.

—  Mesmo. Não tenho o dom de demonstrar as coisas de um modo certo. — sendo sincera, rio fraco. Mas na verdade, não consigo me sentir feliz e completa 100% para tais coisas. 

—  Mas agora tenho certeza de que você saberá! —  Cara esboça uma expressão facial de quem vai aprontar. 

—  O que...?

A pergunta não tinha sido concluída, mas Cara já me mantinha em seus braços magros e corria comigo em direção a piscina, e num só pulo, mergulhamos na água morna aquecida pelo sol. Depois de alguns pequenos segundos, a loura desloca com nossos corpos para cima. Ashley e Dylan estavam comorando, e rindo ao mesmo tempo. Cara me paga!

Tirei as gotículas de águas que descia pelo meu rosto rechonchudo.

— Como ousa! — minha voz é de espanto. — Eu não esperava. — gargalho.

—  Te peguei surpresa. —  Cara gargalha. —  Vou te soltar na água, ver se consegue nadar até a borda, tá bom? 

— Ok, vou tentar. —  um pouco mais calma, assenti. 

Meu corpo foi soltado na água, eu fiquei boiando. Consegui movimentar minhas pernas na água, e, nadar até a borda da piscina, onde se encontra os três. 

—  Isso foi maravilhoso! —  os três juntos comentam. Esbocei um sorriso sincero. 

A cada momento, eu me deliciava com a piscina. 

Dylan, nadava comigo ao redor das bordas, para se caso eu cansasse, tinha um apoio. Suas mãos estavam firmes na minha cintura, me ajudando ao máximo me locomover de um lugar para o outro. Ele nadava por trás de mim, isso me lembrou filmes antigos de sereias. Ri pelo pensamento, mas muito concentrada em nadar. Eu senti falta disso. 

Embora eu estava muito entretida nisso, não vimos a hora passar. O sol já se deitava. 

Ashley disse que já ia sair.

Cara e ela saíram da piscina e foram pegar o seus roupões, depois foi a vez de Dylan, pediu para que eu o esperasse que ele ia trazer o meu também. E assim fiz, fiquei esperando enquanto sentia cada parte do meu corpo se relaxar na água, mesmo que eu estivesse de roupa, a sensação de sentir a água por inteiro é outra. 

Não demorou muito para que o moreno guardiã voltasse já vestido no seu traje.

Ele me chamou, o que me fez 'acordar'. 

— Ficou de molho, não é mesmo? —  e lá vem ele, com as suas piadinhas.

— Agora não precisa chegar mais perto para que ganhe outra tapa. — sorri de forma sarcástica. 

— Não está mais aqui quem falou! 

Dylan me ajudou a sair da enorme piscina. Retirei minha calça e minha blusa molhada, e depois, vesti o enorme roupão. Retirei excesso de água dos meus cabelos e fiz um coque bagunçado neste. O moreno me olhava, talvez um pouco admirado com a forma 'sexy' que eu estava fazendo. Ao notá-lo ali, babando (teoricamente falando), deixei escapar uma gargalhada alta das minhas cordas vocais, a mesma veio acompanhada com um balançar negativo da minha cabeça.

—  Você é um pervertido

— O que?! Eu? An...eu não. — Dylan se sentiu invadido. Coçou sua nuca procurando achar as palavras certas. —  Vamos entrar? — girou seu pescoço para um lado e paro o outro. Desviando o olhar pra um lugar qualquer. 

— Vamos, pervertido. 

Fui acolhida pelo seus braços, me dando um abraço aconchegante de lado, e por fim, fui acompanhando o garoto pervertido para adentrarmos em casa. Senti seus lábios finos colidirem na minha testa, me dando um beijo carinhoso. Sorri, me sentindo protegida, assim com Justin fazia comigo. Deixei escapar um baixo suspiro. 

 

Três semanas depois — Terapia. 

Observava com muita atenção doutor Miguel, este que analisava meus joelhos, dobrando e esticando minhas pernas, em movimentos repetitivos e lentos. Eu podia sentir meus ossos 'rangir' um no outro, me dando um certo arrepio, com tamanha gastura. Era como se eu estivesse enferrujada. 

— Papai, papai! 

Uma garotinha adentrou na sala, muito empolgada, tirando a atenção do doutor que agora, gira seu corpo para trás na tentativa de atender a garotinha. Ela é linda. Minhas púlpilas dilataram ao vê-la, e, meu subconsciente dizia que eu conhecia aquela voz e aquela menina, a sua voz doce é familiar.

— Grace! 

Pude sentir meu coração sendo esmagado e aliviado. Era uma dor um tanto confusa.

Quando dei por mim, eu já havia descido da mesa que me acolhia sentada, e, no impulso tentei andar até a garotinha que me olhava sorrindo. Era a minha Grace. Eu queria abraça-lá. Dizer que a amo. 

— Selena, não! 

Ignorei doutor Miguel, mas entendi o que ele quis dizer, quando senti minhas pernas perderem o controle e ficarem bambas. Eu estava prestes a cair, mas de todo o modo, eu queria abraçar a minha pequena, e assim o fiz. Colidi meu corpo com o dela, mas minhas feições ficaram confusas, quando a garotinha me afastou dela espantada e eu cai, com as mãos apoiadas ao chão, devido a fraqueza que já tinha tomado conta de todo o meu corpo. Mas eu consegui tocá-la. 

— Eu não sou a Grace! Eu sou a Jude! — a garotinha esbravejou, muito confusa.

Aos poucos, fui tentando uma visão melhor desta. Meus rosto já estava coberto por lágrimas finas que por ele descia. A garotinha não era a minha Grace. Ela era diferente. Seus cabelos longos e lisos eram negros e acabava nas costas. Negros como o do doutor Miguel. Seus olhos verdes como matos, e sua boca fina e pequena. Ela segurava uma boneca; droga! eu tive uma alucinação.

— Querido, está tudo bem? — uma mulher loura, coloca sua cabeça na porta, deixando a metade de seu corpo pra fora. — O que está acontecendo? Por que essa paciente está no chão? — o olhar da mulher de olhos esverdeados ao ver a minha situação era incrédulo, embora eu optava por encarar o chão onde minhas mãos estavam apoiadas, e, as pontas dos meus dedos vermelhos, por está afirmando ele ao chão.

— Mamãe! — Jude corre até ela, que é acolhida.

Ao presenciar a cena, sinto-me culpada pelo acidente. 

— Queridas, preciso conversar com a paciente, nos vemos outra hora, está bem? — doutor Miguel fala muito paciente, após ir de encontro com sua mulher que o esperava na porta. 

— Mas ela vai ficar bem? — a loura tinha a voz preocupada.

— Sim, ela vai. — doutor Miguel sela os lábios dela, e, mais uma vez presencio a cena, que me fez ter lembranças dolorosas. 

Eu não conseguia dizer nada. O tempo parecia congelar pra mim.

A garotinha que estava entre seus pais, agarrada na perna de sua mãe, mantém um olhar nada amigável pra mim. Ela morde seus pequenos lábios finos e me olhando enfurecida e chama a mãe para sair. A loura me olha mais uma vez da porta e me deseja melhoras, com o olhar piedoso. Eu queria agradece-la agora, mas não consigo dizer nenhuma palavra.

Aperto meus olhos, para, acabar com as lágrimas. Estou assutada comigo mesma agora. 

— Selena, vai ficar tudo. — fui posta de pé novamente, pelo doutor Miguel. — Consegue dizer algo? — seus olhos negros encaram os meus castanhos. Eu estive a encará-lo, sem dizer nada. 

 

Um pouco mais calma, terminava de beber toda a água do copo. Minhas mãos que ficaram tremulas, já não estão mais.

— Eu quero que entenda: Grace não está mais aqui com você. Ela foi para um lugar melhor. Achei que já tivesse aceitado.

— Não. Ainda sinto que ela pode voltar pra mim. — doutor Miguel dá um pequeno suspiro, reprovando a minha resposta. 

— Pensando dessa maneira não te ajuda, Selena.

— Por favor, respeite isso! Eu penso assim. Você não pode mudar, tá? — falo, com calmaria, mas expressando um pouco de sarcasmos, encarando a orbita de seus olhos negros. 

O doutor se rende, pondo as mãos para o alto, e com a expressão de tanto faz, ele encerra o papo.

— Ótimo! — vitoriosa, passo com meu corpo pela porta branca, deixando o consultório. 

 

 

20:30pm.

Agora era a minha vez de arremessar a bola, esta que agora corria em linha reta na pista de boliche até acertar todos os pinos. Comemoro vitoriosa por está se saindo bem na minha primeira jogada e zombo de Dylan, Ashley e Cara, que até agora não conseguiram fazer Striker. 

— Isso foi roubo! — Dylan comenta, indignado.

— Não, foi justo. — pisco meus olhos diversas vezes como uma boneca, ao sorri. É legal provocar ele.

— Boa garota! Está indo bem. Quero ver quem me vence agora. — Cara tomou a frente. Demos espaço para que, ela ficasse a vontade na pista. Ela pensou antes jogar a bola, parecendo analisar direitinho o local e assim, a fez, arremessou a bola, fazendo Striker.

Eu aplaudi, além do mais, foi uma bela jogada! 

— É isso aí, garota! — Ashley comemora. Cara solta um beijo no ar. Ashley pega sua bola, para jogar. — Toma essa, Dylan. — a loura o passou um olhar desafiador, e lançou a bola. Todos estávamos na expectativa, mas caímos na realidade quando a bola curvou-se, passando bem longe dos pinos.

Dylan zombou, com gritos de gozação. A loura bufou furiosa e cruzou seus braços.

— Não foi dessa vez. — Dylan deu alguns tapinhas provocativos no ombro de Ashley.

— É, não foi. — Cara afirma, também repetindo o mesmo gesto do amigo. 

Permaneci de braços cruzados, vendo a pequena discussão entre o trio, por um simples jogo de boliche. 

Dramas e mais dramas. 

 

— Se afastem todos! — franzi o senho, com a voz grossa e diferente que acabara de ouvir, ecoando alto pelo local. Dando uma ordem. — Não ouviram? Eu disse todos! Se afastem todos da garota.

Dylan, Cara e Ashley muitos confusos assim como eu, obedeceram ao homem. 

Eram em quatro, usavam roupas pretas cobrindo metade do seus rostos, coisa que eu nunca tinha visto antes. Ele mirava uma espécie de arma raio leiser na minha direção, pegando cada partícula do meu rosto amedrontado e confuso. Eu não me movia. Só conseguia ouvir a minha respiração. Algumas pessoas corriam muito assustada pelo Shopping. Parecia um ataque terrorista. 

Os outros homens de preto, apontavam suas armas a leiser também no trio: Dylan, Cara e Ashley. Eu não podia ver como estava a cara deles agora, porque eu de fato, não queria me mover por saber no que poderia nos acontecer. 

O homem apenas tirou uma foto do seu bolso e analisou-a, olhando também para meu rosto, todavia. 

— Vem comigo, garotinha. — eu não tinha reação alguma, apenas olhei para os meus amigos, que também, acabava de me olhar, preocupados e piedosos. — Vem logo! — ordenou o homem, já sem paciência.

Não precisou muito esforço, para que eu fosse puxada de forma brusca por um dos capangas, que estava de gurda. 

— Espera! O que vão fazer comigo?! Ashley! Dylan! Me ajudem! — sendo arrastando, falei num desespero, tentando impedi-lo que me levasse para não sei aonde. Eu queria chorar.

Dylan ao tentar dá um passo, foi impedido, o outro capanga apertou o gatilho, fazendo ele recuar e voltar para onde estava assustado. 

— Se tentarem dá um passo, ou falar algo, vocês irão pagar por isso, então...deixem-nos fazer o nosso trabalho. Em paz. — o capanga que comandava gargalhou. — A amiguinha de vocês vai chegar bem. — todos guardaram suas armas, quando eu já estava distante deles. — Recuando.

Ordenou, e todos voltaram de onde veio. 

 

Fui parar dentro de um jatinho, chique por sinal, afinal, jogada dentro dele.

Nem eu, Ashley, Dylan e Cara juntando todo o dinheiro do mundo daria pra comprar algo igual. Isso é coisa de primeira classe, e quem usaria algo assim bom pra sequestrar alguém? É perda de tempo e de dinheiro. 

— Vocês não podem fazer isso comigo! Nem me conhecem. — o jatinho foi subindo, de forma rápida, deixando uma pequena lembrança de Carolina do Norte. 

— Fica quieta, garota. Você ainda vai nos agradecer. — o capanga comandante responde.

— Quem é que agradece por se sequestrada? Loucos! Eu quero voltar para meus amigos, me deixem ir. Socorro!!! — gritei, com a cabeça posta ao lado de fora da janela.

— Não seja estúpida. Não tem como ninguém te ouvir. — os três gargalharam. 

— Eu faço o que vocês quiserem, agora...só me deixem ir embora.

— A única coisa que você precisa fazer é ficar calada. 

Resolvi me calar, ao ver que não teria mesmo solução. 

Agora é esperar o que será de mim, indo pra qualquer lugar. Fui arrancada dos meus amigos. A vida é mesmo cheia de surpresas! O que será de mim sem meus amigos? Eles que esteve sempre comigo. Me ajudando de todas formas. Eu me sento vazia, completamente vazia. Sinto vontade de pular desse jatinho, mesmo que eu não chegasse ao chão com vida. Talvez, seria bem melhor do que está indo pra um lugar qualquer, e ficar com essas pessoas que não conheço. 

Deitei a cabeça no vidro da janela. Fechei meus olhos, e muito pensativa, sobre as coisas que deixei pra trás, lágrimas começaram a descer pelo meu rosto. Como se, chorar, fosse adiantar. Eles não vão me mandar de volta. Mesmo que eu faço o que eles bem quiserem. Não vaiem! 

 

22:30pm.

Senti um certo incômodo no meu estômago. Era enjoo. Eu não sei por quantas horas permaneci dormindo dentro desse jatinho. Mas isso já estava me incomodando, ao ponto de fazer-me despertar, com uma baita vontade de vomitar, e se eu não abri-se a janela agora pra tomar um ar, eu não seria culpada por vomitar no capanga que está no banco de trás comigo. 

— Por quantas horas ficamos aqui?

Nenhum respondeu. Rolei os olhos.

— Estou enjoada! Preciso vomitar, abrem a janela. — falei autoritária. Eles riram.

— Não, vai que você resolve fugir por ela. — havia sarcasmo nas suas palavras. 

— Eu não estou brincando! Eu vo...— já era tarde, não tinha mais o que esperar. Vomitei no colo de um dos capangas, que agora, salta da poltrona chacoalhando seu corpo retirando o vômito.

— Eu avisei. — passei o dorso da minha mão na minha boca, olhando a cara de paspalhão dele. Os outros gargalharam muito. E eu também entrei no meio, gargalhando.

— Você está rindo de que?! — muito irritado, ele puxa a arma da sua cintura. Mira na minha testa. Com o susto, sinto-me gelar por dentro, sem forças para rir. Encaro a arma, e imagino a bala saindo dela a acabando com o meu crânio. 

— Ei! Está louco? Abaixa isso. Você não pode encostar um dedo se quer nela. — o capanga da poltrona da frente se pronuncia. Sendo assim, o outro abaixo a arma.

— Maldita. — rosna.

— Eu avisei. — dei de ombros. Voltando o meu olhar para janela, observando as luzes da cidade, eu estava reconhecendo a cidade, é Los Angeles. — Ei? Por que estamos sobrevoando em Los Angeles? O que estamos fazendo aqui? Falam! — pestanejei. 

Eles ficaram calados. Isso me irritava. Estávamos repousando.

 

 

Ashley Benson POV.

Eu estava em prantos, sim, desesperada nos braços de Cara, que me abraçava tentando me acalmar, dizendo que tudo ficará bem, mas algo me dizia que ela não ia mas voltar. Eu precisava da Selena aqui, a minha amiga; Cara tanto eu chorávamos, e Dylan dava informação ao policial que chegou, agora já não tem mais importância. De qualquer forma, ela está bem longe daqui.

— Fiquem tranquilos. Vamos tentar acha-lá. 

— Por favor, não deixe que nada de ruim aconteça a Selena. — pedi. O policial ajeitou seu cinto e deu uma olhada por entre as pessoas do local.

— Vamos fazer o possível. Não será uma missão fácil.

— Vocês tem que fazer algo, entendeu? Ela não pode ficar por aí sozinha. Selena tem problemas nas pernas. Ache ela o mais rápido possível. — Dylan falou quase implorando. Seus olhos vibravam pra cima do policial. — Droga! — Dylan socava o ar. Como se fosse culpado. 

— Por favor...Faço o possível, para traze-la de volta. — o policial assenti, quando Cara fala.

Ele se retira dali. Nos deixando a sós. Agora estamos nos sentindo vazios. 

— Tudo ficará bem. 

Nos abraçamos em trio.

 

 

Justin Bieber POV. — Las Vegas. 

Meus olhos acompanha cada passo de Lil, Rashad e Greg, estes que rondava o meu jatinho, admirado com a beleza que o meu precioso exalava. 

Soltei a fumaça do saboroso cigarro de menta, que deixa o frescor nos lábios e sobre o mesmo, fiz uma passagem com a minha língua, retirando o ar ressecado que o cigarro causou. Pigarreei, antes mesmo de, começar a dar o meu recado. Andei mais pra frente, ficando mais próximo do meu jeitinho, e passei minha direita livre sobre ele, limpando uma poeira invisível.

— Está vendo como ele está? — pergunto para os três. Finalizo o cigarro, e com as mãos, enfio-as dentro do bolso da minha calça. Travo o maxilar, esperando a resposta dos três.

— Sim. Eles está intacto. — Lil diz.

— Isso. Quero que ele volte da mesma forma. Aqui está a foto. — retiro do meu bolso, uma foto de Selena recente do jornal. Entrego para Lil, que a pega. 

— Gata. — ele sorri, de forma maliciadora. Rolo os olhos.

— É o que? 

— Não, nada. Pode prosseguir. — senti vontade de socá-lo agora. Mas tudo bem, ela é mais que gata.

— Já sabem o que devem fazer. Não me decepcionem! Depois disso, quero que vocês sumam porque vou pagar o dinheiro de vocês. Agora vão lá, trás a minha Selena, e não a machuque, se caso ela chegar aqui com um arranhão se quer, não responderei por mim. — todos assentiram, pegando o que eles precisariam usar no sequestro do bem. — Ouviram: não me decepcione. — repeti, mais uma vez, antes mesmo de deixar o deposito onde fica o meu jatinho. 

 

 

(...)

Pedi para que Cora a empregada ajeitassem o quarto, colocando novos lençóis. Permiti até que, depois de muito tempo, ela abrisse a janela do quarto, deixando entrar luz. Deixei que ela fizesse o que quiser, e, depois de horas, ela finalizou a limpeza e chamou-me para quer o que eu acharia. Quando entrei no quarto, vi coisas vivas por ele. Móveis mudado de lugar. Um lençol de cama vermelho seda, e, as cortinas da janela da mesma cor. Amarradas como se fosse uma maria chiquinha no cabelo de uma criança.

Analisei tudo em silêncio. Ela esperava ansiosa por uma resposta minha. 

Fiz um gesto positivo com a cabeça. Franzi o queixo, aprovando a nova mudança no meu quarto e no quarto de Selena. Cora sorriu satisfeita. Ela como ninguém sabe lidar muito bem com organização.

— Selena sempre gostou de mudanças, ela vai gostar. 

— Fico feliz, senhor! Ela deve ser muito linda.

— Ela é a coisa mais linda que os meus olhos já viram. — esboço um sorriso bobo nos meus lábios, ao lembrar seu rosto, de quando seus olhos me olhavam de forma penetrante. — Vocês vão se dá bem.

— Já posso me retirar? — Cora sorri simpática. 

Cora sempre se sentiu incomodada de conversar comigo. Ela não se sente a vontade conversando com os patrões, segundo ela. 

— A vontade. 

Dei espaço para a jovem. Ela assentiu e se retirou do quarto, muito rápido ajeitando seu uniforme alinhado no corpo cheinho. Proporcional para a mesma. 

 

23:05 pm.

Sinto algo vibrar no meu bolso, é o meu celular.

Retiro ele, e vejo na tela uma mensagem de Lil, dizendo que já havia chegado com Selena e que estaria mesmo esperando no mesmo lugar onde repouso meu jato. Sorri, largo, bobo, de felicidade. Não sei ao certo. Eu apenas estava sorrindo. Me sentindo vivo por dentro. 

Lil, sms: A moça já está aqui. Anda logo, ela não para de fazer perguntas, e trás o dinheiro. 

sms, enviado: Já estou a caminho! 

 

Adentrei com meu carro no deposito, acabando com o falatório de Selena, devido ao barulho que o carro faz com a velocidade que conduzi. Estacionei. Meu coração estava acelerado, e droga, eu não posso travar agora, minhas pernas bambas não estão ajudando, isso eu posso afirmar.

Eu mesmo podia sentir a minha respiração, meu peito subia e descia de ansiedade. 

Sem muita cerimônia, desci do carro. Todos estavam em silêncio agora. Retirei meus olhos escuro, e, fui deslocando meu corpo até onde se encontram Selena os capangas; eles estavam segurando o braço dela. A mesma, estava muito confusa. Ela estava com o rosto cansado, e isso me doeu, eu não poderia ter pegado tão pesado, mas fiquei com medo de que ela recusasse o meu encontro. Se não conheço bem Selena, ela é do tipo de pessoa que só acredita vendo. 

 — Retire a mão dela. — ordenei, não gostando da maneira grossa que um deles estavam a segurando. 

— Ela não consegue ficar de pé sozinha. — Rashad se explica. — Ela tem as pernas paralíticas. Ela mesma disse. 

— Me deixa a sós com ela. 

— E o dinheiro?

Joguei na mão deles, um bolo de dinheiro suficiente para os três. Rashad agarra sorrindo, soltando o braço de Selena, que se afirma na parede. Ela não parecia acreditar no que via, a todo o momento, seus olhos confusos encaram a minha figura. Eu teria muito o que explicar à ela. 

— Valeu, chefia! Se precisar de nós, estamos aí.

— Não vou mais.

Eles saíram, ignorando o que eu disse. 

Fechei meus olhos, para por fim, acreditar no que realmente estava acontecendo. Puxei todo o ar do pulmão, e, ao ver lágrimas caindo dos olhos da minha garota, deixei algumas caírem também. 

— Justin...não, você está morto! Morto! — Selena estava assustada e nada surpresa como eu imaginava. Ela gritou, com a voz sobre saída de choros. — Vai embora, você é uma alucinação. — seus olhos se deitaram. Ela não queria abri-los.

— Selena! Sim, sou eu, minha princesa. O Justin, o seu Justin. Calma, eu também fiquei um tanto surpreso quando soube que estava viva. Por favor. Se acalme. 

Pedi com calma, e, acabei com a distancia entre nossos corpos, afinal, eu poderia ter feito isso desde quando a vi! Mas fiquei sem reação. Sem jeito de toca-la; eu estava esperando uma reação dela para isso. 

Toquei na suas mãos, gélidas e tremulas. 

— Você não sabe o quanto esperei por você! Por que fez isso? Me diz?! Por você fez isso, Justin! Em todo esses anos eu achando que você estava morto. Morto! — Selena não parava de gritar, colocando pra fora toda a sua dor, que ficou preza à anos dentro de si. O local baldio era ecoada pelos seus gritos ardentes. 

Senti uma pontada de dor no meu peito. De culpa. Mas eu não posso se sentir culpado, o erro não foi meu e sim dos hospitais que me tirou de Selena. 

— Eu posso explicar. Não foi minha culpa. — ergui seu queixo, para que, seus olhos castanhos me olhassem. E aos poucos, Selena suspirou, tentando manter a calma. 

Limpei suas lágrimas com delicadeza, e ela parecia mais calma agora, perdida nas minhas iris cor de mel. Depositei um beijo como eu fazia na sua testa, e seus olhos se deitaram, num suspiro ofegante. 

— Eu fiquei paralítica. — Selena solta as palavras, com muita dificuldade. 

— Isso não vai mudar o que eu sinto por você. Quero que entenda isso, Selena. — meus braços agora, passaram-se ao redor do seu corpo indefeso, sua cabeça, aconchegou-se sobre o meu peitoral, fundei meus dedos por entre seus cabelos, sentindo eles novamente. — Eu sentia que um dia você ainda voltaria pra mim.

— Eu tive tanto medo. — sua voz saiu abafada, dando espaço para chorar novamente. — E meus amigos? Eu...eu não posso deixa-los.

Selena apertou meu corpo com seus braços, querendo se sentir segura, se bem conheço ela.

 

 

 



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