História My secrets box - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Aquarius, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Meredy, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Virgo
Tags Caixa, Casamento Arranjado, Fairy Tail, Fuga, Gale, Hentai, Jerza, Lucy, Ménage, Mochileiro, Nalu, Novela, Rogue, Segredos, Sting, Yuri
Exibições 99
Palavras 3.246
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, FemmeSlash, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Enjoy!

Capítulo 3 - Egoístas


Aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo, nem orgulho. É Amor Próprio.

Charles Chaplin

 

Estava enlouquecendo, havia perdido a cabeça, estava fora de si, completamente!

O que ela, uma Heartphilia, estava fazendo; esperando um completo estranho, do qual só sabia o nome, e ainda por cima estava ansiosa pelo encontro com ele. Os dedos tamborilavam sobre a xícara quente, enquanto a outra mão segurava possessivo, o livro de antes; por mais que ela abrisse as paginas e vesse as palavras, era incapaz de prestar atenção, acabou passando minutos apenas olhando para as letras de uma mesma pagina, pensando no estranho de cabelos rosa, Natsu.

Mirajene já a havia feito milhões de perguntas sobre ele, sobre todas as indagações, Lucy estava de mãos atadas; não havia respostas sobre o intimo do desconhecido, apenas para os “achismos” da loira. Ela voltou a olhar o relógio entalhado na madeira, que ficava pendurado perto do balcão de Fairy Tail: Ele estava atrasado.

Mas o que poderia ser considerado um atraso? Ele disse vagamente que desejava a ver no mesmo lugar, e na mesma hora. Droga estava tão confusa sobre tudo, podia ou não considerar aquilo um atraso, se nem ao menos havia uma hora certa, podia considerar um encontro? Seu rosto esquentou com a menção dessa palavra, e ato, desconhecidos para ela. Com a promessa de casamento desde pequena, nunca sequer pensou em ir contra isso, em se apaixonar ou ter um mero encontro com alguém. Estava ciente dos deveres como herdeira, e se teria um “encontro”, estava ciente de que o mesmo aconteceria com seu futuro marido, seja ele quem for.

-Hey, Blondie!  - A loira ergueu os olhos para encontrar o sorriso de ontem, brilhante, as mãos acenando exasperadas para ela. “Que sentimento estranho esse” – Desculpe o atraso!

Ainda desacreditada ela não esboçou reação, apenas assentiu com a cabeça para que ele sentasse-se à mesa em que ela estava. Ainda radiante ele se aproximou, junto com ele vinha à estranha sensação de calor, até mesmo de impotência com ele. Sentia-se ridícula em pensar, contudo, ela faria o que ele pedisse a maior prova: Ela estava ali novamente, esperando por ele.

-Está tudo bem. – Ela levou a xícara com café à boca pela primeira vez desde que chegara ali – Sinceramente, achei que não viria.

Natsu se assustou um pouco, mas logo o sorriso debochado estampou sua face, os olhos verde-escuro eram penetrantes quando a olhavam, ele era feroz – E por que veio?

-Eu venho sempre, é minha segunda casa. – Ela devolveu o sorriso – Não se ache tanto. E por que me chama de Blondie?

-Deveria chamá-la de senhorita Heartphilia? – Ele cruzou os dedos sob o queixo, sem quebrar o contato visual, a voz soando com uma pitada de desdém – Apenas eu posso usar o Blondie. – Os dentes brancos iluminavam ainda mais aquele sorriso, mas havia ácido e verdade nas palavras dele.

- De onde você é senhor Natsu?

-De lugar algum.

-Sua família faz o que?

-Nada de importante!

-Por que esta em Magnólia? – Ela insistiu!

-Por você, Blondie. – Ele sorria mais aberto, estava claramente se divertindo.

-Assim não dá! – Ela bufou. – Por que me chama aqui hoje, se nem sustenta uma conversa razoável comigo?

-Eu diria que isso se transformou em uma entrevista. – Mirajene trouxe uma pequena xícara com um expresso puro, ele deu um pequeno gole, apreciando a bebida – E eu quis te agradecer pela gentileza. A senhoria da pensão aceitou minha condição para hospedagem assim que mencionei seu nome, entretanto antes de mencioná-la, tentei por meus próprios meios.

-Foi expulso do lugar. – Ela riu num sopro. Ele apenas assentiu, repetindo o gesto. – Aquela mulher é louca por dinheiro, jamais aceitaria trabalho, mesmo que não-remunerado, em troca de suas “instalações de primeira classe”.

- E mesmo assim me enviou para lá! Você é má, Blondie.

-E mesmo assim pedi que mencionasse meu nome. – Ela não se abalou com a pequena brincadeira do rosado- Sabia que se dissesse meu nome ela reconsideraria.

-E te agradeço, humildemente. – Ele começou a girar o liquido dentro da xícara de porcelana branca – Meu sonho era ver o festival da primavera desse lugar. Meu irmão jamais me traria a esse lugar, por razões desconhecidas da parte dele. Mesmo que eu não tivesse onde dormir ainda ficaria durante todo o festival.

-Então é um viajante, mochileiro? – Ela ficou interessada no rumo da conversa quando ele assentiu sobre sua indagação. – Por quê?

-Fiquei cansado. De ver sempre as mesmas paredes, ou da cara do meu irmão sem graça, até mesmo de encarar meu pai, sempre zangado e constantemente exigindo minha presença na loja. – Ele sorriu fraco, mas continuou com a história – Eu quero ver o mundo, conhecer outros lugares, pessoas, criar minha própria experiência.

-É louvável de sua parte. – Lucy quis viver aventuras, mas sempre esteve presa a Magnólia, a sua casa, ao seu pai e aos compromissos prévios a sua real existência. – Acredito que ficará pouco tempo na cidade.

-Talvez. – Ele terminou sua bebida e passou a encarar Lucy. Os olhos caídos e pensativos denunciavam aquela garota. Ela tinha problemas, e isso era um fato, mas ainda não sabia identificar sua origem. O que havia de errado com ela? Um legado, dinheiro sobrando, beleza e certamente era inteligente. O que poderia haver de ruim na vida que ela levava? – Qual o seu sonho, Blondie?

-Essa pergunta é um tanto quanto intima. – Ela franziu o cenho, mordeu levemente o lábio inferior dentro da sua boca.

-Qual é! – Ele se recostou na cadeira – Eu acabei de te contar o meu sonho, que, aliás, a senhorita vai me ajudar a realizar.

-Não pedi por isso. – Ela riu vitoriosa com o deslize dele – Eu fiz algumas perguntas. Você já me revelou seu ideal de vida, que possui uma casa, uma família. E pelo o que vejo é rebelde. Provavelmente fugiu de casa para realizar seu sonho. Extremamente humilde e justo, oferecendo trabalho por um local para dormir, adaptável; já que considerou ficar mesmo sem ter onde ficar realmente.

Ela era realmente inteligente. Com poucas palavras fez deduções incríveis sobre ele – Por que não me mostra a cidade? – Ele sorriu torto, ficando em pé calmamente. Com certa malicia soprou em seu ouvido – Me convença a ficar.

Ele se ajeitou em pé, esticou a mão esquerda para ela. Era sedutoramente convidativo ficar perto dele, talvez ela não devesse segui-lo, mas convencê-lo a ficar pareceu errôneo.

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Os pés pequenos andavam com dureza de um lado a outro da cozinha, os olhos estavam cansados e pesados. Desde que Jellal havia chego, sendo carregado pela outra, não pode fechar os olhos sem repassar aquela cena deprimente diante da sua vista; ficou a noite toda repassando as duras palavras da meretriz, Ultear. Realmente, ela era culpada, tentando sempre agradar a todos, menos a ela mesma, agüentando caladas as pedras que lhe foram jogadas com dureza, durante todos esses anos; e ela estava cansada de mentir para si mesma. Não suportava mais a idéia de viver sob o mesmo teto que aquele homem, daquela forma. Apenas trocou rapidamente de roupa, colocando um jeans e prendendo os cabelos, numa tentativa de esconder seu péssimo estado. Sabia onde encontrar aquela mulher sentia-se louca por procurá-la, por ir até ela pedindo ajuda, mas no momento era o que ela precisava; mesmo tendo aquela profissão, ela sabia como lidar com homens, e poderia ser de grande ajuda, a outra tinha experiência, e pela ausência diária de Jellal, ela sabia o que ele esperava de uma noite de sexo. Repentinamente a voz de sua mãe ecoou na sua cabeça, dizendo o quanto aquilo tudo parecia loucura, idiotice; mas Meredy só pensou no desespero de ver sua vida se arruinando diante dos seus olhos e permanecer inerte a tudo aquilo.

A reputação do Scarlet Hair era gigante, todos da cidade sabiam sobre aquele lugar, entretanto, poucas senhoras ocupavam as suas longas horas vagas de um dia, para falar mal daquele lugar, até mesmo ela não se importava com o que aquele “moquifo” ou o que ele representava. Logo pode ver as luzes neon vermelhas, mesmo durante o sol brilhante eram perfeitamente visíveis; parada defronte a porta de entrada ficou desesperada, suando frio, o que diria? Como entraria naquele lugar? Tremeu por alguns segundos, a mão ainda relutante em encostar-se ao trinco, juntando todas as forças que detinha empurrou a entrada. O ambiente tórrido e escuro a sufocou, tudo naquele lugar era horrível, vulgar. Inconsciente fez careta, como Jellal poderia trocar o conforto da casa deles por aquilo? Talvez o conforto não existisse, e aquela casa era apenas um mausoléu para ele, nada comparado a um lar.

-Posso saber o que deseja senhorita? - Um brutamontes se, pois diante dela, os braços cruzados eram cobertos por tatuagens, o rosto estava carrancudo, era certeza de que seu lugar não era ali. – Vou perguntar mais uma vez: O que você quer?

-Eu, eu, eu... – As mãos de Meredy se enroscavam, estava nervosa, não havia pensado direito em nada daquilo, nem imaginou que precisaria de algum tipo de plano. Foi ingênua em achar que simplesmente apareceria e pediria para falar com “a puta que dá prazer ao seu marido em sua ausência” – Estou procurando à senhorita – Engoliu o nó antes de pronunciar o nome – Ultear.

O homem a analisou completamente, uma sobrancelha se ergueu, duvidando brevemente da afirmação da estranha. – Hoje não é o dia, ou noite, das damas! Entretanto, apenas Ultear vai me dizer o que devo fazer com você. – Meredy soltou o ar que nem percebeu que segurava – Mas se mexer apenas um músculo, eu ignoro as ordens dela e a coloco para fora daqui!

Dito isso o homem se moveu, por que tanta segurança em um puteiro? Além de tudo aquela mulher mandava por aqui? Foi difícil admitir, mas alem da insegurança, passou a sentir inveja. Ultear era bonita, em todos os sentidos, sedutora e pelo jeito, poderosa. Não demorou muito e logo ele retornou acompanhado pela mulher; impossível era não reparar nela: Um colan apertado mostrava que ela realmente tinha corpo, o que Meredy não possuía.

-O que faz aqui? – Ultear foi primeiramente grossa e um tanto quanto rude, não via um motivo para a esposa de seu cliente estar ali, mas não seria para um barraco, a cara de Meredy era acabada, suas feições estavam horríveis.

-Eu apenas quero conversar.

Ultear suspirou pesado, fechou os olhos e massageou levemente a têmpora direita. Era ridículo atender aquela mulher, em qualquer situação, independente o que a levara ali naquela hora. – Tudo bem. – Tocou de leve no ombro do segurança e pediu – Siga-me.

Meredy a seguiu silenciosa, com os dedos emaranhados, pela vergonha que ela sentia naquele momento. Foram até um pequeno lugar, rodeado por cortinas escuras, a meretriz segurou até que ela passasse, viu um estofado vermelho em couro, relutante ela sentou, olhando para os próprios pés, enquanto a outra fechava a cortina atrás dela.

-É aqui que ele fica com você, não é? – A voz saiu fina.

-Esta aqui para descobrir como ele faz e onde? Realmente? – Ultear bufou. Ela seria um problema.

-Não. – Meredy soou rude e firme, apesar do nó na garganta – Apenas responda, por favor, Ultear.

-Sim – Ela suspirou, colocando as mãos para trás do seu tronco – Por favor, senhora Fernandes. Diga o que faz aqui.

-Eu quero ser diferente. – Ela olhou para os olhos escuros da mulher que agraciava seu marido – Não suporto como estou vivendo, estou perdida, preciso de ajuda.

-E busca justamente a minha? –Ultear ergueu a sobrancelha esquerda, descrente – Eu sou a pior pessoa, para você, em dar qualquer conselho amoroso ou te ajudar. Desculpe mas procure uma amiga sua não a uma puta!

-Eu não tenho amigas. – Os olhos eram frios, a claridade neles, ainda que ofuscada fosse opaca – Você é linda, forte, independente, e aceito que conhece Jellal melhor do que eu. Eu te imploro – Meredy foi até a outra, puxou o braço dela e segurou as mãos, surpreendendo Ultear. – Me ajude!

-Você é maluca! – A morena puxou rapidamente a mão, olhando incrédula para a esposa de seu cliente – Vá embora, e nunca mais volte aqui. – Meredy tentou argumentar com a morena, mas ela foi impassível, lhe cortando a vez de se pronunciar. – Olha – Ela mudou o tom de voz para um mais calmo – Eu não sou a indicada para te ajudar. Pelo amor, o que você tem na cabeça de vir me procurar? Puro desespero? Independente do que te moveu até aqui, não posso ajudá-la, sou um fracasso em muitos sentidos, e jamais gostaria de te influenciar em qualquer sentido.

-Eu não posso contar com ninguém. – A rosada abaixou o rosto – Não posso nem expor essa história toda a outra pessoa. Achei que você seria a escolha mais sensata a se fazer, já que é envolvida e conhecedora do que precisaria. – Meredy olhou rapidamente para Ultear – Espero que possa reconsiderar, e pelo menos tentar me ajudar. Eu absorveria apenas o necessário. De qualquer forma; obrigado. Por tudo, até pelo o que você não tinha responsabilidade de fazer; foi muito mais amiga para mim do que qualquer outra.

A rosada logo saiu do local, deixando a morena estarrecida no mesmo lugar; assim que Meredy saiu do Scarlet Hair, o porteiro foi ao encontro de Ultear.

-Quem era a baixinha? Esposa de algum cliente? – Perguntou desconfiado.

-Apenas uma amiga.

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Ele jamais havia conhecido alguém como ela, e isso era um fato, radiante. Lucy era magnífica: delicada, reservada e lindíssima. Apesar da loucura que estava sendo todo aquele encontro, que ele ao menos havia planejado tudo estava na medida da perfeição; ela estava mostrando a cidade a ele, o parque principal, as ruas comercias, os prédios corporativos e históricos que faziam a fama de Magnólia, e em todos os lugares e momentos, ela era cumprimentada pelos moradores, e sempre com um sorriso respondia, com acenos ou devolvendo com os nomes próprios, apenas o singelo gesto com a cabeça se tornou significativo para tudo o que ela fazia; e logo voltava a falar da história ou da importância do lugar a ele. Nem ao menos se deram conta do tempo que havia passado, o dia havia ido e estava dando lugar à noite, e aquela vista era de se tirar o fôlego: impressionante.

-Essa cidade é maravilhosa! – O rosado exclamou empolgado, se jogando no banco da praça principal, abaixo de uma cerejeira prestes a florir. Do bolso retirou o pequeno caderno de capa preta e um lápis, rapidamente começou a rabiscar.

- O que é isso? – Lucy sentou-se ao lado de Natsu, tentando ver o que ele fazia. No começo eram linhas sem sentido algum, mas com certeza sairia um desenho. Paciente ela acompanhou o processo dele, os olhos escuros dele alternavam entre o papel e o que havia a sua frente. As curvas foram tomando sentido, os prédios, as arvores e até mesmo as pessoas que passavam ou estavam sentadas, compunham a paisagem que ele transcrevia para o caderno. - Está lindo!

-É o meu companheiro de viajem. – Ele sorriu empolgado enquanto dava os retoques finais no caderno – Sempre que encontro algo que me inspire durante minhas visitas, eu acabo desenhando. – Ele folheou algumas paginas atrás, mostrando o desenho que havia feito assim que entrou na cidade. – É a maneira que eu enxergo as coisas, minha forma de eternizar minhas melhores lembranças.

“Talvez ela devesse estar aqui.”

-Deve ser incrível. Cada lugar que você passou. – Ela sorriu fraco. – O mundo deve ser incrível!

-Você já viajou, não é? – Ele perguntou, mas ela negou com a cabeça, o olhar caído. – Quer falar algo?

-Minha mãe morreu cedo, eu era criança, mas foi um pouco traumatizante para mim. – Ela entrelaçava os dedos, brincando com a própria pele – O problema real é meu pai. Com a ausência dela tudo ficou escuro, para nós dois. Para fugir dele e dos idéias que possuía para mim, me enfurnei em uma biblioteca, sonhando em sair daquela casa, dessa cidade; mas os quadros dela, sempre em todos os corredores me lembravam que eu não podia fugir que eu não queria sair dali, eram minhas únicas lembranças dela, a única maneira que eu tinha de sentir ela perto. Mesmo formada acabei ficando, acatando as idéias retrógradas do meu pai. Tenho medo de acabar esquecendo, eu mal me lembro da voz que ela tinha.

-Não conheci meus pais verdadeiros – Natsu segurou a mão dela, sentiu uma pequena lágrima escorrer sob a pele de sua mão – Igneel me encontrou e me criou, junto com o filho legitimo dele. Eu recebi amor e carinho, mas eu me sentia estranho ali. Não há como saber dos meus pais verdadeiros, mesmo tendo família e casa, e sou grato por isso, não me entenda errado – Ele se defendeu – Eu tenho ainda a curiosidade de saber, afinal é o que me move.

-Não acha que foi um pouco egoísta fugindo do seu lar? – Lucy ironizou.

-Não acha que está sendo altruísta demais vivendo para agradar? – Ele rebateu – Não pode esquecer seus sonhos fazendo tudo por outros. Viva seu sonho, Blondie. - Ela era complicada, mas na medida certa para ele, era perfeita. Foi muito bom ter encontrado aquela loira ali. Um motivo para se estabelecer, já havia visto tudo o que queria com os próprios olhos.

-Você é curioso. - Ela riu, interrompendo os devaneios dele.

-Como assim?

-Não sei explicar – Ela riu contida – Ainda assim, me intriga.

-É bom sinal intrigar a princesa da cidade?

-Perigoso eu diria. – Ela riu com a careta que ele fez – Mas será divertido para mim.

-Você alterna muito entre doce e amarga, Luche. – Ela bufou com o comentário dele – Quanto mais se irritar, mais irei te chamar assim.

-Isso é errado! – Ela inflou uma das bochechas, desferiu um tapa leve no ombro do rapaz que começou a rir, logo outros tapas se seguiram e ele começou a correr, rindo, sendo perseguido pela loira, rindo tão alto quanto ele.

A noite já havia caído, mas ambos ainda estavam brincando e rindo sob as estrelas, caminhando pelas ruas, agora iluminadas, da cidade. Se divertindo com os protestos dos estômagos de ambos, logo resolveram parar no restaurante para finalizar aquela noite. Lucy podia entrar em qualquer lugar e a qualquer hora; em particular, aquele restaurante era seu preferido e um dos mais concorridos de Magnólia, meses em uma longa espera para uma única noite, contudo, um aceno de sua cabeça e teve passagem livre com o metri.

-Ser rico tem suas vantagens! – Natsu comentou logo que acomodado na mesa.

-O dinheiro não tem nada a ver. – Ela advertiu o rapaz, que com as feições mostrou que não acreditava nas palavras dela. – Realmente não tem, o dono daqui é amigo de família. Então o motivo é amizade. Algumas vezes ela prevalece sobre o poder aquisitivo.

Natsu deu de ombros com a declaração dela, não importava muito o motivo, ele não se importava. Desde cedo decidiu descobrir o que tinha de errado com ela, e estava sendo egoísta, por mais que pensasse que era para o bem dela, não era. Ele estava sendo egoísta novamente, não queria vê-la chorar, mas não por ligar para os sentimentos dela, mas pelos seus. Queria que ela sorrisse, para ele, fazer dele o centro das atenções, queria algo novo, para que mostrasse para ele uma nova visão. Havia visto que eram diferentes, muito diferentes, e a forma que ela via tudo o deixava extasiado.

“Eu vou carregá-la comigo.”

 

Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos.

Oscar Wilde


Notas Finais


Esperam que tenham gostado :D

O que estão achando de tudo?? Do desenrolar da história nesses tres capitulos, sei que é pouco para se ter opinião formada, e agora no começo tudo é meio chatinho, até os problemas começarem a desenrolar...


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