História My Sexy Boss (Hiatus) - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Boss, Bottom!jimin, Comedia Romantica, Fuckme__styles, Jeongguk Seme, Jikook, Jimin, Jimin Uke, Jungkook, Kookmin, Namjin, Top!jungkook, Vhope
Visualizações 892
Palavras 4.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu estava sem internet, mil desculpas pela demora!

Queria agradecer aos favoritos e comentários. Eu respondi alguns do capitulo passado, mas eu li todos. Vocês sempre me surpreendem. Já ta na hora de casarmos, né non?!

No final do capitulo, há uma pequena narração do Jungkook, espero que gostem. Muitas pediram que tivesse capítulos em que ele narrasse, e terá. Mais para frente não só o Jimin narrará, como o Jeon também.

Enfim, bora pro capitulo!

Capítulo 21 - 2. Ele chegou, e 'tá preparado para atacar.


Fanfic / Fanfiction My Sexy Boss (Hiatus) - Capítulo 21 - 2. Ele chegou, e 'tá preparado para atacar.

‘’ Você diz que não consigo entender;

Mas você não está me dando uma chance.

Quando me deixa, para onde você vai?

Todas as paredes que você continua construindo;

Todo esse tempo que passei perseguindo;

Todas as maneiras que continuo perdendo você;

A verdade é que você se transforma em outra pessoa. ‘’

Talking To Myself – Linkin Park

Cruzei a porta de entrada de minha sala, já esgotado. O dia mal havia começado e eu já estava cansado, ainda mais porque não dormi bem na noite anterior. Algumas coisas tiraram-me o sono. Aliás, tudo me tirou o sono.

Todas essas coisas que estão acontecendo; a volta de Jungkook, o fato de Savannah estar gravida. Eu realmente não sei o que diabos deu em minha vida. Ela mudou completamente em torno de vinte e quatro horas, deveria concorrer ao livro dos records.

Ontem, durante minha insônia. Peguei-me pensando nesta mania que eu tenho de me foder, sei que é cansativo eu falar sobre como eu sempre me fodo, e a maioria das vezes não é nem como eu queria. Mas, eu tenho que desabafar.

Minha vida estava nos eixos, e eu achei que ela pudesse continuar assim. Qual é? Quando eu me afastei de Jungkook, as coisas começaram a mudar, eu reconstruí minha vida. E estava bem até ontem, com isso.

E então, ele voltou. E trouxe com ele o amor que eu guardei por mais de meses.

Penso que meu pior erro foi de ter aceitado essa ideia de eu e Jungkook sermos amigos. Como isso vai funcionar? E ao menos vai funcionar? Eu não sei, ter Jungkook de volta, e agora como meu amigo deixaram as coisas meio estranhas.

Como tratar o amor da sua vida como um simples amigo?

— Aish, eu só me fodo. — bufo.

— Agora diga-me uma novidade. — me assusto com a voz de Savannah.

Espera aí...

— Savannah? O que está fazendo aqui, louca? Pelo o que eu saiba, você deveria estar no hospital. — procuro pela morena, logo a acho jogada no sofá.

— Eu fui liberada ontem à noite, pedi que o inútil do Yoongi não avisasse a ninguém. — responde, assinto em concordância.

— Ah, por falar em Yoongi. Me fala, contou a ele que você está gravida? Qual foi a reação do futuro papai? — pergunto.

— Eu não contei. — ouço-a soar tão desinteressada.

— Aish, vai fazer uma surpresa para ele? Deixa eu participar? — continuo a falar animado, Savannah apenas me olhava, remexendo-se no sofá.

— Não, Jimin. Não vou fazer uma surpresa para ele, e você não saberá tão cedo qual será a reação do Yoongi quando descobrir que será pai. — explica, mas acabo ficando confuso.

— Certo, não entendi. — murmuro, Savannah está brincando com seus dedos, mas seu semblante está sério. — Savannah... — incentivo-a falar.

— Eu não vou ter esse filho. — saiu em sussurro, mas sou capaz de ouvir e entender completamente.

— Você o quê? — não escondo minha carranca.

— Eu não vou ter essa criança, Jimin. Entendeu? Eu não quero um filho, nunca quis. Eu não vou ter esse filho, não vou. — dispara.

Pisco meus olhos, tentando raciocinar. Savannah está tão séria, e eu não acreditaria no que ela havia dito se não fosse exatamente por ela estar tão séria. Nunca a vi dizer algo convicto como agora, por isso estou sem reação.

— Sav’s, isso... Você tem certeza? É só uma criança, não tem culpa de você não querê-la. — me aproximo, ela está inquieta no sofá.

— Eu sei, e é por saber sobre isso que irei abortar. — olhou-me nos olhos. — Eu conto com a sua ajuda.

— Olha, eu sempre te apoio em tudo o que você faz, entro em uma briga por você e colocaria minha mão no fogo também por você. Mas, eu não posso te apoiar nisso, não sou capaz. — digo. — Savannah, se você está com essa ideia na cabeça porque acha que Yoongi não vai assumir o filho, você está enganada. Na realidade, eu acho que Yoongi ficaria tão feliz, ele te ama. — defendo minha opinião.

— Eu já tomei minha decisão, Jimin. Não terei esse filho, com a sua ajuda ou não. — ela estava tão fria e seca. — Só peço que não comente nada com Yoongi, pois é uma decisão minha. Ah, diga ao Jungkook. De lerdo que ele é, capaz de falar tudo. — ela levantou, já caminhando até a porta, continuei sentado. — Eu só... Não é isso o que eu quero para mim. Eu tenho planos, Jimin, e em meus planos não está incluso uma criança.

Eu assenti, e Savannah saiu. Respirei fundo e levantei, seguindo para fora da sala. Iria tentar convencer ela a ter a criança, mas antes disso avisto Jungkook caminhando até mim.

Minha nossa, como esse demônio é gostoso. Será que ele sabe que eu sinto vontade de dar e comer ele, só de olhar para a forma como as coxas dele realçam dentro dessa calça apertada?

— O que houve com ela? Falei ‘oi’ e ela nem respondeu. É missão ‘ignorar a existência de Jeon Jungkook?’ — o cara a minha frente dramatiza, rolo meus olhos caminhando até uma máquina de café.

— É missão testar minha paciência. — bufo. Como Jungkook consegue conversar normal comigo depois de tudo o que ocorreu? — Uh, Savannah pediu que eu te falasse para você não contar que ela está grávida ao Yoongi. Ela vai abortar. — informo, Jungkook arregala os olhos, encarando-me.

Minha nossa, ele é lindo com os olhos arregalados.

— Abortar? Sério? Ela não está bem, mas ok. Não contarei nada ao Yoongi. — assinto em agradecimento.

— Eu espero que ela mude de ideia, mas se não mudar, o que nos resta é respeitar. — digo, Jungkook assente.

Olho-o por mais alguns segundos, e eu realmente não me canso. Porque Jungkook é lindo, lindo demais. Eu não consigo raciocinar perto dele, porque meu cérebro se foca apenas em admirá-lo.

— Eu agradeceria se você parasse de me encarar desta maneira, estou sentindo-me constrangido. — desperto de meus devaneios com a voz de Jungkook.

— Eu não estava te encarando desta maneira, só percebi que seu nariz cresceu, tsc. — digo desinteressado. Jungkook cerra seus olhos para mim, mas não deixa de colocar a mão em seu próprio nariz.

— Meu nariz não cresceu, sua bunda que diminuiu. — abro minha boca, indignado com o que fora dito por ele, o desgraçado ainda tem a coragem de rir de minha cara. — Amigos falam a verdade, não é? — arqueia as sobrancelhas.

— Amigos socam a cara um do outro, não é? — rolo meus olhos, empurrando Jungkook de leve. Ele ri, me abraçando de lado.

Eu quis gritar de felicidade, mas me contive.

— Já falei para você não forçar, Jeon. — rosno, me soltando mesmo sem querer de seus braços.

Ele iria retrucar, e quem sabe tentar uma nova aproximação, mas nossos olhos pararam na figura de Yoongi. Ele caminhava apressadamente para perto de nós, enquanto arrumava a própria gravata.

— Seria Min Yoongi o novo Christian Grey? — brinco, captando um rolar de olhos por parte de Yoongi.

— Fui notificado de que Savannah está aqui, é sério isso? — perguntou, agora em minha frente.

— Sim, já tentei falar com ela, mas nada adianta. Ela está puta da vida. — não fiz cerimonia ao dizer. — Se eu fosse você, nem falaria com ela. Se bem que se você não falar, ela vai ficar ainda mais puta. — coço minha nuca, sem saber o que dizer.

— Eu vou falar com ela, resolver logo esse assunto. — assinto em entendimento. Vejo Yoongi fixar sua atenção em mim e em Jungkook, ele nos olha com um sorriso de lado. — Vejo que se entenderam, eu sabia que não conseguiriam ficar longe um do outro. — rolo meus olhos, me distanciando de Jungkook. Eu nem tinha reparado que Jeon estava praticamente colado a mim.

— Cala a sua boca, e não mude de assunto. Quero saber direito sobre essa história de você ser meu chefe, sacanagem, hein? E o Namjoon, como fica? — sou eu quem muda de assunto, para que Yoongi não pergunte nada sobre mim e Jungkook.

— Namjoon ficou tomando conta da empresa na Coréia, ele preferiu assim. — é Jungkook quem responde, olho-o por um momento, apenas para admirá-lo.

Que homão da porra.

Não digo nada, apenas assinto em entendimento. Yoongi obviamente quebra o silêncio, ele estava meio aéreo e pressinto que é por conta de sua briga com Savannah. Fora ela estar gravida e Yoongi nem sonhar com isso, a menina ainda está brava por conta de ter Yoongi como chefe, e também por ele não ter a contado.

— Bom, eu vou ir conversar com a Savannah. — Yoongi informa, não espera por uma resposta e já o vejo seguir até a sala de Savannah.

— Eu vou buscar um documento sobre a nova capa, preciso que você assine. — Jungkook diz, em instantes caminha para longe de mim.

— Eu vou ficar por aqui mesmo... — murmurei, como se alguém quisesse saber.

Aproveitei o tempo que estive sozinho e bebi um café, troquei mensagens com Abby e por fim, pensei em Jungkook. Digo, em sua volta.

É estranho tê-lo como “amigo”, fora o que Yoongi disse;

Vejo que se entenderam, eu sabia que não conseguiriam ficar longe um do outro.

Eu não pretendia. Não pretendia que minha relação com Jungkook fosse se tranquilizar em apenas um dia. Se bem que não está tranquilo, eu não consigo olhá-lo sem que memórias do que passamos juntos não venham me atormentar. Quando ele fala comigo eu espero ansiosamente para que seja algo como era meses atrás.

“Vamos sair.”

“Quero te beijar, te sentir por completo.’’

“Você é tão bonito, eu poderia olhá-lo por horas e horas.’’

Eu desejo que fosse algo assim, mas não temos mais essa intimidade, tampouco relação.

Agora o que me resta é tentar ser colega, amigo ou ao menos alguém próximo a Jeon. O cara é meu chefe, além de ser o amor da minha vida, não dá para simplesmente tratá-lo mal, por uma mágoa do passado.

— Aish, eu só me fodo.

Jogo o copo descartável no lixo, posso ainda sentir o gosto do café em minha boca.

— Você está aumentando o tom de voz para mim, Yoongi?

É Savannah, ela fala alto e presumo que esteja discutindo com Yoongi. Faço uma careta e caminho até a porta de sua sala, ela está fechada, por isso encosto meu ouvido na porta, afim de ouvir a conversa dos dois.

— Não, eu não estou. Poxa, Savannah. Eu não quero ficar brigado com você, estou aqui para tentar resolver as coisas.

Yoongi rebateu, sorri abobalhado com Yoongi abaixando a guarda. Ele é sempre tão reservado em seus relacionamentos, mas nunca o vi realmente apaixonado por alguém como ele é por Savannah. Ela sabe disso, mas eu não sei o que acontece, Savannah é tipo o Jungkook. Os dois tem mania de correr quando algo está para dá certo, ou quando se veem apaixonados por alguém.

Dois otários.

— Mas que coisa feia, Park Jimin. Ouvindo a conversa dos outros atrás da porta?!

Salto de susto com Jungkook chegando por de trás de mim, quando me recompus, viro-me e desço a mão em seu braço. Ele grunhe de dor, mas sem deixar de sorrir.

— Aish, preciso verificar se nenhum dos dois vai colocar fogo na sala. — rolo meus olhos. — E você está me atrapalhando.

Volto a colocar meu ouvido na porta, mas consigo ver Jungkook fazer o mesmo, estando ao meu lado.

— Eita, mas você é fofoqueiro, hein?

Provoco, ele bufa apoiando seu braço em meu ombro. Me preparo para me afastar de seu toque, mas antes disso a fala de Savannah me trás de volta a briga.

— Eu sou Savannah Baumann. Eu não preciso de você.

Arregalo meus olhos, sentindo o clima ficar tenso. Savannah está tão nervosa, e sei que não é apenas por ter Yoongi como chefe. As coisas complicaram quando ela teve a notícia da gravidez.

— A porra ‘tá séria. — Jungkook tira as palavras de minha boca.

— Sim. Vamos sair daqui.

Me afasto da porta, e trago Jungkook comigo. Ele caminha ao meu lado, até minha sala. Não falamos nada, mas só de estar ao lado de Jungkook já é suficiente.

— Há algo de errado?

Quando sentado em minha cadeira, olho para o rosto de Jungkook, sua testa está franzida e ele tem seus lábios preso entre seus dentes.

Ele sabe o efeito que causa em mim, não é, Jungkook?

Vê-lo morder os lábios quando sabe que minha atenção está em si é muita maldição. Bastardo, como posso fingir que ele não tem impacto sobre mim quando eu nem ao menos disfarço meus olhares?

— Aqui diz que a modelo da nova capa foi substituída por uma outra.

Explica, sua atenção ainda é nas folhas que lia.

Oh...

— Uh, sim a modelo antiga foi substituída. Quem estará na capa dessa edição é Abby, minha... Namorada.

Eu posso começar a sentir o clima pesar, assim como fora para as palavras saírem de minha boca. Jungkook ainda tem sua atenção nas folhas, mas sei bem que ele não está prestando atenção no que ali está escrito. Pelo que conheço de Jungkook, ele está pensando em formas de me matar sem que seja apontado como o principal suspeito do crime.

Eu quero que ele diga algo, nem que seja a merda de um “foda-se, ok, ele está com outra’’. Mas ele nada diz, o que me faz pensar em uma forma de sair da sala sem que seja morto.

Eu o vejo morder os lábios impacientemente, mesmo que a porra de seu olhar continue nas folhas que não abordam nada de interessante. Sei que ele está pensando em mim e nessa história de Abby ser minha namorada, talvez eu deva arriscar e também me atrever a pensar que possivelmente ele pense que eu o substituí rápido, para alguém que jurava de pés juntos amá-lo.

— Oh, sim. Só preciso da sua assinatura, eu vou encaminhar para Anthony via e-mail, ele me pediu.

Glacial, ele levanta seus olhos para mim. Eu me sinto tão vulnerável com Jungkook me encarando, é como se ele suplicasse para que eu largasse tudo e corresse em sua direção.

Eu não posso, então desvio meu olhar para o computador a minha frente. A página aberta em inúmeras capas produzidas pela Vogue, não distraem minha atenção em Jungkook, que caminha até mim. Posso notar sua respiração acelerada, ele pisca seus olhos demasiadamente rápido. Ele está nervoso.

Respiro fundo, e é cinco segundos para que Jeon esteja ao meu lado, a folha esperando minha assinatura é repousada sob minha mesa. Eu olho para Jungkook, ele me olha de volta. Maldição! Seu olhar me causa um tremor, e antes que eu faça algo do qual não posso, eu desvio ao mesmo tempo em que pego minha caneta.

Rabisco a folha, deixando minha assinatura. Observo que falta a assinatura de Abby, arqueio minhas sobrancelhas pegando meu celular. Ligaria para ela, ela já devia ter assinado o contrato há um bom tempo. Depois eu que deixo tudo para última hora.

Fuçando meu celular, procuro pelo contato de Abby, felizmente acho rápido. Disco e já posso ouvir chamar. Jungkook está em pé, ao meu lado. Evito de olhá-lo, não se sabe o que eu ou esse louco é capaz de fazer. No meu caso, é muita saudade acumulada, olhá-lo por um segundo já me desnorteia.

— Amor?! — pergunto, e sinto o olhar de Jungkook me queimar.

Eu não sabia se me sentia feliz por notar o ciúme de Jungkook em mim com Abby, ou se chorava por ainda me importar se ele tem ou não ciúmes de mim.

— Oi, amor? — Abby responde, e está uma barulheira toda do outro lado da linha. Provavelmente ela está com suas amigas de trabalho.

Tanta modelo junta, prevejo gritos histéricos.

— Então, você não assinou o contrato com a Vogue. Esqueceu que a próxima capa é a sua? — questiono, olhando para o contrato a minha frente.

— Não estou te ouvindo direito, espera aí, vou para algum lugar que esteja mais calmo.

Ela responde, espero um tempinho, e nessa quebra de tempo eu coloco a ligação no viva – voz. Eu não sei se é uma boa ideia, pois Jungkook está ao meu lado e penso que possa ser constrangedor para ele ouvir minha conversa com minha namorada.

Mas já é tarde, pois Abby está tentando contato comigo. E agora Jungkook é capaz de escutar toda a nossa conversa.

— Pode falar. — com tudo calmo, já posso prosseguir.

— Sua voz está estranha, tomou o remédio de gripe? — indago, rolando meus olhos. Abby é muito despreocupada da vida.

— Jimin, eu tomei aquela merda ontem à noite. — responde, imagino que ela esteja com uma careta. — Ainda estou sob o efeito, não se preocupe.

— Certo, se você diz. — pausa e um suspiro. — O contrato com a Vogue, você não assinou. — olho de canto de olho e Jungkook está com seu olhar nos próprios sapatos.

— Oh sim, não deu tempo. Tive que sair de imediato, mas enfim... Como faz, devo ir até aí? — pergunta.

Meu coração acelera em pensar na possibilidade de Abby e Jungkook frente a frente um com o outro, mesmo que Abby seja madura o suficiente e entenda sobre minha relação com Jungkook. Seria muito constrangedor essa situação para ambos os dois.

— Não, eu levo o contrato para casa. — digo para Abby. — Acho que não há nada demais, posso enviá-lo para Anthony, certo? — agora eu me viro para Jungkook, perguntando. Ele assente e abaixa sua cabeça outra vez, e minha nossa... Eu me sinto culpado por ele estar cabisbaixo. — Eu levarei para casa, Abby. Está tudo certo.

— Ok, então. Não precisa ir buscar a Jade no colégio, ela está aqui comigo. — informa. — Mas, por favor. Se for comprar pizza, peça a minha parte vegetariana.

De repente me sinto triste, pois o fato de Jungkook estar escutando sobre minha vida pessoal me faz lembrar dos momentos em que éramos apenas nós dois. Quando ele ia para meu apartamento, e ficávamos juntos, como um casal. Ou até mesmo quando saíamos juntos para algum lugar, e quando estávamos com nossos amigos.

Isso fica voltando em minha cabeça, porque agora... Acabou.

— Peço sim. — abaixo minha cabeça, com o telefone em mãos. — Nos falamos mais tarde.

— Sim, até mais tarde. Eu te amo.

Minha garganta seca, Jungkook levanta sua cabeça e eu crio coragem para olhá-lo. Nos encaramos, e eu desejo abraçá-lo e dizer que eu o amo muito. Algo em mim grita para que eu faça isso, mas ignoro, deixando minha razão falar mais alto.

— Eu também te amo.

Abby ri contra o telefone, eu fecho meus olhos desviando meu olhar do de Jungkook. A loira do outro lado da linha diz um ”até logo” e encerra a ligação. Viro-me outra vez para Jungkook, avalio seu rosto e chego à conclusão de que ele está tão mudado, parece se machucar tão fácil, por qualquer coisa.

— Licença. — Jungkook sibila, quase não ouço. Ele caminha para longe de mim, em direção a porta.

— Jungkook. — chamo, ele para e lentamente vira-se para mim. — Está tudo bem? — sei que é idiota de minha parte, mas não posso deixar de perguntar.

— Sim, está sim. — pausa e um suspiro, ele sabe que estou perguntando sobre minha conversa com Abby. Se ele está bem com isso. — Amigos gostam das namoradas de seus amigos, certo?

Mentiroso!

Ele nem ao menos consegue disfarçar, as palavras saiam de sua boca tão forçadas, mas não posso exigir nada. Jungkook está sorrindo de lado, mas é aquele sorriso triste. Você consegue ver isso de longe, mas de imediato, apenas assinto para o que me foi dito.

Acompanho por olhar, e em segundos Jungkook já está fora de minha sala.

Me debruço sobre a mesa, totalmente chateado.

•    •    •

Mais um dia de trabalho vai embora, e leva com ele minha vontade de viver. Ficar esgotado todos os dias já virou um hobbie, é muito trabalho para um só Park Jimin.

— Yoongi vai me deixar em casa, você quer uma carona? — Savannah questiona.

Ela está parada ao meu lado, seus braços estão cruzados e sei que ela está tão cansada quanto eu.

— Não, eu vou de taxi. — digo. — Fico feliz por saber que estão bem.

— Aish, ele praticamente implorou pelo meu perdão. Disse que não me contou que seria meu chefe, pois queria fazer uma surpresa. Eu perdoei, não tinha nem como eu ficar chateada com ele. — contou. — Você e Jungkook, o que está acontecendo?

— Ah, decidimos tentar ser amigos. — franzo minha testa. — Eu não sei bem se isso vai dá certo, hoje ele me ouviu conversando com Abby. Você tinha que ver a cara dele, eu não sei se Jungkook é capaz de se controlar. — digo, Savannah assente.

— Provavelmente soe estranho essa situação para ele. Penso que ele estava acostumado em ter você, e agora ele está tendo que aceitar você com uma outra pessoa. — opina, assinto em entendimento.

— Estranho é o fato de estarmos agindo como se nada tivesse acontecido, como se nunca tivéssemos nos beijado ou até mesmo transado. Aliás, praticamente namorarmos. — murmuro.

Savannah maneia com a cabeça, rindo de minha fala.

— É, mas eu acho que possa ser interessante essa “amizade” de vocês dois. Eu não sei, mas você já pensou que pode dar em algo?

— Pensei. Na verdade, tenho pensado muito nisso. É meu medo, nós iniciarmos uma amizade e de repente, estarmos nos envolvendo outra vez.

— Amizade pode ser uma desculpa, sabe? Uma capa quando há algo a mais, que você não quer admitir, não pode, ou que está assustado demais para vivenciar.

Savannah deixou-me pensando em suas palavras, ditas antes de Yoongi chegar na companhia de Jungkook. Me despedi do casal, eles fizeram o mesmo. Deixando apenas eu e Jungkook sozinhos, ambos, lado a lado.

— Onde está seu carro? — Jeon pergunta, tirando-me de meus devaneios.

— Está com Abby. — sou direto. — Eu emprestei.

— Uh, e ela vem te buscar? — nego com minha cabeça. — Posso te dar uma carona. — sugere.

— Não é necessário, chamarei um taxi. — sorrio educado, mas também de nervoso.

— Não será um problema para mim, Jimin. Por favor, aceite minha carona. Amigos podem levar um ao outro em casa, não é?

Eu senti vontade de esmurrá-lo, por ser tão convincente. Usando esse sorriso angelical para me levar para o inferno, é isso o que ele está fazendo.

— Tudo bem, vamos.

Quando no carro, o caminho segue. Jungkook não consegue manter seus olhos selvagens na estrada, a todo o instante eu os sinto em mim. Mesmo com a cabeça apoiada na janela, e o olhar nas ruas movimentadas, posso sentir seu olhar me queimando.

Paramos no sinal vermelho, eu aproveito para lhe informar onde é minha casa. Eu olho atentamente para Jungkook, e... Oh, ele está tirando seu casaco. Ele me olha divertido, e abandona o casaco no banco de trás. Eu só consigo sorrir de nervoso, mordendo meus lábios, remexendo-me no banco. Sentindo o efeito que Jungkook causa em mim.

— Ouvi dizer que você tem uma filha linda, e uma ótima namorada.

Jungkook se pronuncia, ele batuca seus dedos no volante. Eu agradeço quando o sinal abre novamente, e o carro segue pelas ruas.

— Sim, o que você ouviu é verdade.

Mas eu não consigo parar de pensar em você e eu...

— Fico feliz por você estar bem.

Jungkook murmura, eu assinto encolhendo-me no banco. Céus, parece que Jungkook vai me atacar a qualquer momento.

— Penso o mesmo sobre você.

Encerro o assunto, e sinto-me chateado.

Sinto falta de Jungkook e da forma com a qual nós tínhamos assunto um com o outro. Desejo que um dia possa ser assim novamente, espero ansiosamente por esse dia.

Jeon Jungkook.

Ele está quieto, com a cabeça apoiada na janela, sonolento, aposto. Isso faz com que eu me lembre do dia em que fomos ao cemitério. Sei que em sua cabeça passam muitas coisas, provavelmente as mesmas que na minha.

Sei que sou o principal de seus pensamentos, e que é inútil ele tentar me evitar. Ele não consegue.

Sei disso, pois é o mesmo que anda acontecendo comigo.

Me aproximar dele e tentar ser seu amigo, é o que me restou agora. E irei até o fim para defender isso, a amizade dele é importante, já que não terei mais seu amor. Eu sei que ele está confuso, tudo meio nublado. Está se sentindo perdido, e garanto que me sinto da mesma maneira.

Mas eu não pude ficar longe, não consegui evitar. Eu queria que Jimin soubesse que estou de volta, afim de tentar lutar por ele, nem que seja só para sermos amigos. Porque se ele estiver feliz e a salvo, já é o suficiente para mim.

Queria que quando ele olhasse em meus olhos, ele percebesse o que sinto. E que para mim, não acabou.

Nós não acabamos.

— Está entregue.

Murmuro, quando paro em frente ao apartamento. Olho ao redor, analisando o prédio. Jimin tem uma boa vida.

Ele se remexe no banco, provavelmente despertando do sono que quase lhe atingiu. Ele é tão lindo.

— Ah, chegamos? Eu nem lembrava mais que eu estava aqui. — balbucia.

Gargalho com o jeito solto de Jimin, destravo a porta do carro quando o vejo se desfazer do cinto que o prendia. Ele vira para mim, e mesmo com a luz fraca do carro, posso ver seu rosto preenchido pelo sono. Jimin coça seus olhos, em seguida, olha para mim.

— Obrigado pela carona, até mais.

Como um flash, ele parece perceber que estamos a sós dentro de um carro, e que algo pode vir a acontecer. Nego com minha cabeça, tentando me controlar e não agarrá-lo.

— Nos vemos amanhã? — puxo-o pelo braço, antes que ele saia do carro.

Jimin vira-se para mim, e eu sinto tanta vontade de beijá-lo. Ele desce seu olhar para minha mão em volta de seu braço, depois volta seu olhar para mim, entendo o recado e solto de imediato seu braço.

— Não, eu vou para o Hawaii. Sem data prevista para voltar, então... Até qualquer dia. Tchau.

Diz, e antes que ele saia de vez do carro. Puxo Jimin pelo braço outra vez, e deixo um beijo lento no canto de sua boca.

— Amigos se beijam, não é?

Murmuro, meus lábios perto o suficiente de sua boca.

Jimin se afasta e salta do carro, batendo a porta com força. Gargalho, contente por tê-lo deixado desnorteado.

Ainda rindo, disco o número de Yoongi, não demora para que o moreno atenda.

— Você já está com nossas passagens para o Hawaii, não é? — pergunto. Olho de relance para fora e Jimin está correndo até a portaria do prédio.

— Sim, partiremos amanhã.

— Ok.

Encerro a chamada, olho uma última vez para Jimin e ele devolve o olhar, antes de fechar a porta e sumir de vez. Suspiro, seguindo pelas ruas a fora com meu carro. Tenho a imagem de Jimin em minha cabeça.

Eu sei que eu fui embora por um longo tempo, mas eu estou de volta e quero o que é meu.

‘’ O jeito que você anda, o jeito que você fala.

Eu culpo você, porque é tudo culpa sua.

Você está jogando duro, não me desligue.

Você age com dureza, mas eu sei que você é suave.

Você é meu fetiche, estou totalmente nessa. ‘’

Fetish – Selena Gomez ft. Gucci Mane


Notas Finais


YOU GOT A FETISH FOR MY LOOOOOOVE!
O hino tá passando, licença.

Gostaram do capitulo? Hawaii tá chegando, já é o próximo capitulo dhsbhdbhdbf (altas tretas)

Xô falar aqui rapidinho a respeito da Savannah e a questão do aborto. Gente, é um assunto que divide muito as opiniões das pessoas. No meu caso, sou a favor da legalização do aborto, tanto é que se eu ficasse gravida e não quisesse ter a criança, eu abortaria SIM!
Lógico que é a minha opinião, e com o caso da Savannah querer abortar, eu tentei trazer isso para a fanfic. Nunca vejo falarem sobre isso em alguma fanfic, ainda mais porque a maioria que eu leio é gay.

Gostaria de saber a opinião de vocês. Até rolou uma certa duvida... O filho é ou não é do Yoongi?

JOGUEI OS QUESTIONAMENTOS E FUI!

ps: não deixem de comentar.

BEIJO NA BUNDA!


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