História My Sexy Listener - Capítulo 18


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally Brooke, Camila Cabello, Camila G!p, Camren, Camren G!p, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Kordei, Norminah
Visualizações 590
Palavras 3.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 18 - I gonna take care of you


- Como foi a aula, querida?

 

A voz do meu pai me desperta do transe que meu celular estava me deixando, e levanto o olhar para vê-lo. Papai estava com seus óculos de leitura, alguns papeis em mãos e um olhar divertido.

 

- Foi boa, pai. Andam mais puxadas, por causa do fim do semestre, mas é só isso. – Dou de ombros e volto a olhar para meu iPhone, sorrindo ao ver a mensagem animada de Lauren.

 

Planet Green Eyes: seria simplesmente incrível se você pudesse ir, Camz!

 

Planet Green Eyes: e estou falando sério! Pode levar seus amigos, se quiser. Só venha!

 

- Parece que você está no mundo da Lua, querida. – Papai ri e sacode a cabeça em negação. Eu reparo que ele estava falando comigo antes e coro ao ser pega no flagra. – É alguma pessoa importante? Porque para você não prestar atenção em nada do que eu disse...

 

- Não! – Exclamo rápido. Acho que fui tão rápida que fez ele erguer as sobrancelhas para mim.

 

- Tem certeza?

 

- Tenho pai.

 

Me levanto do sofá e ando até o meu pai, parando na sua frente de braços cruzados, observando toda a papelada em suas mãos. – Não acha que está trazendo trabalho demais para casa, papai?

 

Ele tira os óculos e me fita, ainda com papeis em mãos. Vejo de rabo de olho que um dos papeis com ele obtinha muitas informações, cheia de nomes complicados e penso que deve ser o obituário de algum paciente.

 

- O hospital anda bastante cheio, e estou pegando casos particularmente difíceis. Nada para se preocupar.

 

Mas era algo para se preocupar. O rosto do meu pai estava cansado, cheio de olheiras escuras. Coloco minhas mãos em seus cabelos grisalhos, fazendo um carinho terno e devagar, e papai somente sorri gentil. Ele trabalhava tanto. Tudo para poder me dar o melhor, e para Sofia também. Por mais que minha irmã mais velha não more mais conosco ainda tinha a ajuda do papai como algo constante. Seja arrumando um emprego para o idiota do seu marido, levando Lucca aos melhores pediatras e claro, com dinheiro.

 

Sofia era altamente dependente do meu pai e mesmo assim agia como uma vaca. – Pai... posso perguntar uma coisa?

 

Alejandro Cabello se vira para me encarar. – Sim. O que foi?

 

Fico meio sem jeito de perguntar o que queria, pensando em um modo de não deixar a curiosidade do meu pai aflorar. – Posso sair amanhã? À noite? Lucky vai junto, vamos em um tipo de bar hipster.

 

Confesso que cada pedacinho do meu interior se trancou, receoso de papai questionar o porquê de eu querer ir a um lugar assim. – Bar hipster? Desde quando você gosta de ir a esses lugares?

 

Jogo meus cabelos para trás, querendo tira-los do rosto, vendo os olhos castanho escuros de papai fitarem os meus. – Sei lá. Eu só queria aproveitar um pouco meu último ano, papai. Posso ir? Durmo na casa do Lucky, sei lá.

 

Eu não podia dizer a ele com quem eu realmente estava indo. Lucky iria, é obvio. E quem sabe Dinah, mas outra pessoa também iria, e esse alguém tinha olhos verdes e beijava muito bem.

 

- Pode sim. Só me ligue quando estiver saindo, e quando estiver na casa do Lucky. Avise Kat também.

 

- Yeah!!!

 

Dou um pulo animado e beijo na bochecha do meu pai, que ri com minha reação e coloca os óculos de novo. Subo alegre para o meu quarto mal podendo esperar para o dia seguinte, feliz por poder ver Lauren.

 

Papai deixou! Vamos no ver amanhã, Lern.

Planet Green Eyes: Isso é ótimo Camz!

 

Planet Green Eyes: Omg

 

Planet Green Eyes: Eu mal consigo segurar a felicidade.

 

Rio sozinha deitada em minha cama no escuro. Lauren me faz um bem gigante.

 

(...)

 

 

- Acha que pode ir? – Me arrumo no colo de Dinah, abraçando sua cintura mais forte, quase a sufocando em um abraço de urso. A loira estava extremamente cheirosa esta manhã.

 

- Claro. Quero até ver quem é a pessoa sortuda que vai conseguir te tirar da sua toca, mais conhecida como casa.

 

- Você vai adorar ela. – Minha voz se afina quando penso em Lauren. Droga, que saudade que estou dela.

 

- Ela?

 

Posso ouvir a dúvida na voz de Dinah e sua vontade de rir. Fico vermelha e lhe dou um soquinho no estomago. Estávamos sozinhas em nosso tradicional lugar, tomando chocolate quente da cafeteria preferida de Dinah e conversando sobre tudo. Lucky e Mason estavam por aí, cada um bravo com alguma coisa, separando nosso grupo. Meu coração apertava de preocupação, temendo que nossa amizade se fragmentasse com tudo que acontecera.

 

Ally havia enchido Mason de mensagens, nenhumas respondidas. Lucky mandou todas as coisas da loira para Nova York e implorou por desculpas a Mase, que só disse que iria pensar. Acho que no fundo ela sabia que Lucky não tinha culpa. Ela só precisava de um tempo e eu não a julgava.

 

 

- Como foi a terapia? –Dinah faz carinho em meus cabelos e quase ronrono como um gatinho manhoso. – Desculpe por não ter ido com você, mas te procurei por todo o canto e não te achei.

 

- Eu... er... fui com Kat! Não queria te incomodar, e o clima andava meio ruim.

 

- Tudo bem. Me procure da próxima vez. Eu disse que iria com você a todas as consultas. Achei que estava falhando em meu papel de melhor amiga. – A loira faz um biquinho e rio.

 

- Claro que não, Che. Você é a melhor do mundo. Sabe disso.

 

O sinal toca avisando que nosso intervalo. Me levanto dos confortáveis braços de Dinah e pego minha mochila, ainda com o copo de chocolate em mãos. Minha aula de agora era química, e essa eu não tinha com meus amigos. Como costume, Dinah me acompanha até a sala e me dá um beijinho de boa sorte. Assim que abro a porta vejo que a aula seria em dupla. E suspiro. Eu detestava aulas em dupla, porque a maioria do pessoal já tinha a sua formada e eu sempre ficava com quem sobrava.

 

Mas assim que pus meus pés ali, observei que havia alguém sem dupla. E que parecia esperar por mim. Um alguém que eu precisava pedir desculpas. E seria hoje. Caminho pela sala, devagar, até o final, vendo seus olhos azuis me fitarem meio receosos.

 

- Hey. Posso sentar com você? – Minha voz sai meio abafada. Ela me encara por uns 3 segundos, quase que em um transe.

 

- Claro. Senta aí.

 

Jogo minha mochila no chão ao lado de minha cadeira e me sento, ficando a centímetros dela. Era possível sentir um cheirinho de morango vindo até minhas narina e suspiro. – Eu... queria falar com você, Amber. Sobre algo muito importante.

 

Os olhos azuis de Amber se voltam para os meus. Ela estava adorável hoje. Seus cabelos loiros estavam presos de lado por uma presilha, usando uma camiseta vermelha com o emblema do Flash. Ela estava linda. Muito. Me pego fitando-a mais do que o necessário e ela pigarreia. – O que é?

 

- Er... bom, eu queria te pedir desculpas. Por aquele dia. Eu fui uma grossa com você, agindo como uma idiota e você não tem culpa e....

 

- Tudo bem. – Ouço um risinho vindo da loira e fico confusa. O professor anota o quadro a atividade da aula, que era basicamente anotar alguns dados de células. Uma matéria básica. Amber anota em uma folha de oficio seu nome e o meu em uma caligrafia bonita.

 

- Está tudo bem mesmo?

 

- Está sim, Mila. Eu entendo você ter ficado brava comigo, Brad pode ser um idiota, eu sei. – Pego a folha da mão dela e sorrio de lado, indicando que queria ajudar e ouviria o que ela tem a dizer.

 

- Ele é um imbecil. Não me leve a mal, sei que ele é seu namorado, mas, Brad é uma grande merda e....

 

- Nós não somos namorados. – A loira me corta. Viro a cabeça em sua direção.

 

- Que?

 

- Brad e eu. Não somos namorados. – Seus olhos azuis parecem agua de piscina. Por que estou pensando isso?

 

- Achei que fosse. – Murmuro, fazendo o exercício bem rápido, respondendo as questões com agilidade. Isso me impedia de olhar para Amber e pensar no seu rosto bonito. A turma inteira conversa alto e o professor parece não ligar.

 

- Achou errado, Cabello.

 

Ficamos em silencio. Eu fazia a atividade com rapidez e Amber estava olhando pela janela. Era um momento desconfortável e eu era tímida demais para quebrar algum silencio. E pelo visto, ela também. Finalizo a atividade e me levanto para entregar para o professor, deixando a folha em cima da mesa. Mas é quando estou me virando que reparo o olhar que Amber está me dando. Ela me fita devagar, os olhos brilhando, quase da mesma forma que olho para Lauren. A garota repara meu olhar sobre si e cora, virando a cabeça para janela. Okay, isso foi estranho.

 

- Acho que nos saímos bem. – Comento quando sento na cadeira de novo, jogando meus cabelos para o lado.

 

- Obvio. Você fez toda a atividade.

 

Justamente quando eu iria puxar um assunto absurdo sobre desenhos, o sinal toca, indicando o fim do horário. Amber pega sua mochila e sai rápido da sala, deixando-me confusa. Acho que eu estava perdendo algo.

 

(...)

 

 

O que raios eu tinha na cabeça quando chamei Dinah Jane para ir a algum lugar comigo? Sério?

 

- Você não vai usar sua camisa de Lego, pode esquecer. – Aquela giganta fala, apontando aquele dedo para mim, indicando que minha roupa estava ruim. Bufo. – E não bufe, Cabello!

 

- Você é uma chata, Dinah.

 

Dou língua para ela e tiro minha camisa branca do Lego, insatisfeita. Era a blusa perfeita para se usar, mas a senhorita “use algo decente” não queria deixar, e troco de roupa pela 5°a vez, jogando a blusa para um canto e pegando uma blusinha branca de botões, presente de Sofia. Apareço no meu quarto hesitante, com receio de Dinah me mandar me trocar de novo.

 

- Está bom?

 

Mordo meu lábio, coçando meus cabelos. Dinah me vê e sorri. Um sorriso largo.

 

- Está linda. Mesmo. Quem quer que seja essa garota que você vai ver, vai se dar bem. Está arrasando!

 

As palavras da mais alta me deixam tímida e abaixo a cabeça, querendo internamente que Lauren gostasse. E que gostasse dos meus amigos. Assim que confiro todos os meus documentos e dinheiro na carteira, Dinah e eu descemos para encontrar um Lucky impaciente batendo o pé no chão.

 

- Achei que tinham morrido lá dentro!

 

Meu amigo revira seus olhos e sai andando em nossas frentes, sendo imitado por uma Dinah que me arranca gargalhadas. Lucky não perguntou quem era a garota. Não perguntou porque eu queria ir. Somente sorriu e disse que claro, iria comigo. Sempre se era possível contar com Lucky Blue Smith para festas.

 

Nervosismo era pouco para definir o que eu sentia, e enquanto Dinah e Lucky riam e cantavam músicas dentro do carro, eu pensava em como iria apresenta-los a Lauren. O que eu dizia? Que somos amigas? Que somos ficantes? Eu particularmente nunca sabia o que dizer em certas situações e tudo era extremamente novo para mim. O tal bar hipster chamava “Rosé” e tinha um letreiro brilhante e bonito, cheio de jovens com estilos parecidos os de Lauren.

 

- Que lugar maneiro! Essa garota tem bom gosto! – Dinah exclama, saltando para fora do Astra de Lucky. A acompanho e saio do carro. Estava tocando Chance The Rapper bem alto lá dentro e fico animada. Eu amava as músicas dele.

 

- Vamos, Minion!

 

Lucky me chama com o dedo e entramos no bar, que estava bastante escuro e cheio de luzes brilhantes. Havia pessoas dançando no meio de um tipo de pista, casais se beijando, pessoas rindo, era uma completa loucura.

 

PLAY SNAKEHIPS- ALL MY FRIENDS

 

Era contagiante a forma que as pessoas dançavam e se agarravam. – Cadê sua garota? – Berra Dinah no meio de todo aquele barulho. Procuro ela em todos os lados. E a vejo.

 

Sentada em uma mesa bem no fundo do bar, os olhos perdidos por aquele local, mais linda do que nunca. Lauren brilhava. As luzes piscavam em sua pele pálida lhe dando um tom diferente e meu coração acelera. Por deus, o que essa garota faz comigo? Começo a andar em sua direção, nem me importando se Lucky ou Dinah me seguiam. Eu só queria vê-la.

 

E ela me vê.           

 

Suas bilhas verdes brilhavam e ela sorri. Que puta sorriso. Caminho até ela e paro em sua frente.

 

- Lern. – Murmuro e ela se levanta de onde estava, ficando parada em minha frente. Pelo perdão da palavra, Lauren está gostosa. Muito. Ela usava um tipo de blusa de frio larga e preta, composta de um short jeans e uma blusa do Nirvana. Bonita para caralho. Se eu pudesse, faria questão de endeusar Lauren Jauregui sempre, porque cara, que mulher bonita.

 

- Camz. – Ela me dá um selinho rápido e quase aprofundo aquele beijo. Mas meus adoráveis amigos fazem a gentileza de berrar quando isso acontece.

 

- Oh meu Deus! Como assim, Camila?!!!- Quem berra é Dinah, de boca aberta. Lauren ri com a reação de minha amiga.

 

- Sou Lauren. Prazer em te conhecer.

 

- Dinah Jane e.... oh meu deus! – As duas apertam as mãos. – Você é muito linda, Cristo!

 

Lauren fica acanhada com Dinah e só dou de ombros. Dinah era assim mesmo. Os olhos verdes de Lauren batem com os azuis de Lucky, que parecia escanear a garota. – Você é o Lucky, né? Camila falou muito de você.

 

- Sou sim. – Eles não dão as mãos. Lucky só a fita de um modo estranho, mas depois sacode a cabeça, sorrindo largo.

 

Lauren nos guia para sentar em sua mesa e me sento ao seu lado. A música estava bem alta e eu me sentia extremamente bem ali. A garota pede uma cerveja para si e Dinah a acompanha, já Lucky e eu pedimos refrigerante. O papo entre Dinah e Lauren parecia fluir muito bem e eu só as ouvia trocar ideias amigavelmente.

 

Ali, sentada em uma cadeira de bar, do lado de uma mulher linda e com meus melhores amigos, eu me sentia dona do mundo. Sentia ondas de felicidade saírem de mim e aquela sensação era perfeita. É uma grande felicidade se sentir querido em um lugar. Volta e meia as mãos de Lauren passam por meu jeans em um carinho gostoso e eu ficava lá, aproveitando seus carinhos e me sentindo grata.

 

 

- Quando foi que vocês se conheceram? Camila não me contou nada sobre você, Lauren. – Questiona Dinah e eu gelo. De forma alguma ela podia saber da verdadeira história.

 

- A gente se conheceu em um café. E Camila é tímida, você sabe. Ela não contaria algo sim. – Lauren responde, me salvando e lhe dou um olhar aliviado.

 

- Foi sim.

 

- Isso é bem romance hetero. E vocês não são heteros. – Brinca Lucky e todos rimos.

 

- O que acha de a gente ir dançar, Camz? – Lauren se vira para mim e dou de ombros. Eu não sabia dançar, mas queria ficar um pouco sozinha com ela. Nós nos levantamos e ela me estende sua mão, entrelaçando a minha.

 

Andamos juntas até um pedaço da pista e a morena coloca as mãos em meu pescoço, instigando-me a colocar as minhas em seu quadril. E o faço. Fico parada olhando aquele rostinho lindo e pensando em como eu era sortuda.

 

- Eles são legais. – Suas mãos fazem um carinho em minha nuca.

 

- São sim. São meio chatos, mas...

 

- São boas pessoas para você. Para estarem perto de você. Fico mais tranquila ao saber que você tem pessoas assim com você, para cuidar de você.

 

- Como assim?

 

- Eles cuidam de você, Camz. Como se fosse o filhote deles. E eu fico tão feliz com isso, porque você merece isso, você merece alguém que lhe dê atenção, que cuide de você.

 

- Você também merece isso, Lern. – Olho para o fundo de seus olhos verdes e vejo um traço de dor ali. E quero saber o porquê disso. –Você me tem. Eu me preocupo com você. E quero cuidar de você.

 

A morena fica calada, não olhando mais para mim e sim imersa em seus pensamentos. Suspiro. Eu havia ido longe demais?

 

- Eu gostaria. Que você cuidasse de mim. – Ela fala baixinho, olhando para os seus pés – Só que não acho que você vai querer entrar mais na minha vida, ela é tão fodida, e você... você é você. Não quero te colocar no meio dos meus problemas.

 

Vejo um brilho de lagrimas nos seus olhos e sinto uma coisa estranha dentro de mim ao vê-la tão sensível assim. Era como se eu me entristecesse com aquilo, sentisse o que ela sente em mim. Subo minhas mãos para o seu delicado rosto, virando ele para o rumo do meu, para que eu a olhasse nos olhos, para que ela visse a sinceridade no meu olhar.

 

- Eu não ligo. De verdade. Foda-se se você tem problemas, se você tem um trabalho de merda. Foda-se. Eu não ligo. Quero estar com você, e cuidar de você, e dane-se isso. – Ela fica calada, somente me olhando – Vamos dar um jeito em tudo. Te juro. Eu e você. Juntas.

 

Todo aquele bar está em um silencio para mim. A única coisa que ouço é a respiração rápida de Lauren, o que é o que me importa. Ela é a pessoa mais importante para mim. Nas últimas semanas eu parecia girar em torno dela, como uma Lua em volta do seu planeta. Eu precisava dela. Mais do que nunca. E algo me dizia que ela também precisava de mim.

 

Lauren fica calada, somente me olhando com uma carinha indecifrável. – O que foi? Eu disse algo ruim?

 

A morena sacode a cabeça, mordendo seu lábio inferior, tendo a marca de um sorriso ali. E sem dizer absolutamente nada, ela me beija. No instante em que seus lábios vão de encontro ao meu, sinto fagulhas explodirem por cada extremidade do meu corpo e quero dar pulos. Lauren tem o beijo mais gostoso desse mundo. Suas mãos apertam meu quadril, puxando-me para si e sua língua sedenta me devora, tragando-me como uma desesperada, me levando ao delírio. Eu dormia pensando nos lábios de Lauren e acordava com o gosto deles. Eu sou louca por essa droga de mulher.

 

- Eu deixo.

 

Sua frase sai baixinha, devido a ela estar com o rosto escondido na curva de meu pescoço, abraçada a mim, e sinto seu cheirinho gostoso. – Deixa?

 

- Deixo. Eu deixo você entrar no meu mundo, Camila Cabello.

Sorrio e beijo o alto da sua cabeça, sentindo como se meu dia não pudesse ser mais perfeito. Lauren ergue o rosto do meu pescoço para me encarar, aqueles olhos verdes quase me engolindo.

 

- Obrigada por isso, Planet Green Eyes. Você não vai se arrepender de me ter na sua vida, eu te prometo. Estou com você agora. – E então a beijo, selando aquela promessa que valeria a vida para mim. Eu iria cuidar de Lauren. E ela seria minha.

 

 


Notas Finais


@louiscatuaba Twitter @fumeigalaxias Instagram


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