História My Silence - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Exo, Fluffy, Hunhan, Luhan, Sehun, Yaoi
Exibições 25
Palavras 1.843
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, Poesias, Shonen-Ai
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, pessoas. ç.ç Eu sei que vocês devem estar revoltados(as) com minha pessoa, e querem esfolar minha cara e ralar com ralador de queijo, aaaaaaa. Mas eu tenho uma explicação em relação à fanfic "Um amor para recordar"!

Bom, a primeira justificativa, e inclusive novidade, é que eu estou trabalhando em uma nova fanfic. Apesar de ter lançado essa oneshot bem amorzinho, eu estou com planos para uma nova fanfic, e parte de um capítulo já foi montada. EU SEI QUE EU PODERIA TER FEITO ISSO EM MENOS DE DOIS MESES, MAS AÍ VEM O SEGUNDO PONTO.

O segundo tópico é que, apesar de ser possível fazer mais de quarenta capítulos de fanfics em dois meses, esse não foi meu caso. Após uma peça teatral que houve na escola onde estudo (QUE FOI MUITO LEGAL, MAS DEU TRABALHO......), tivemos uma sequência de trabalhos, deveres, seminários, sem falar da barra que está atualmente aqui em casa. Adoeci diversas vezes e não tive tempo sequer para ler meus livros e etc. Portanto, me entendam e não desistam da fanfic, ela está de pé, e muito! E tem surpresa, aliás. COF KKKKKKKKKKKKKK ~avoa

ç.ç Enfim. Não me matem, por favor, e compreendam esse serzinho sofrido aqui. Obrigado pelo apoio, chegamos à quase 400 visualizações e eu nem tô acreditando. Cara, é muita gente. E isso só me motiva a continuar postando lá.

AGORA APROVEITEM ESSA DELICINHA AQUI, SÓ PRA MATAR A SAUDADE JIMIN -QQQQQQQQQQQ.

Espero que gostem, beijão e até o final. ;)

Capítulo 1 - Capítulo Único


O garoto caminhava vagarosamente, mãos encaixadas nos bolsos da calça, expressão séria em seu rosto. Denunciava seu jeito sereno e encoberto em véus que mascaravam suas emoções na maioria das vezes. Não mudara muito desde o colegial. Sempre fora sigiloso, reservado, inconveniente. Em meio a palavras ríspidas, Luhan não arranjou lá muitos amigos ao decorrer dos anos. Apenas alguns em especial, que sequer havia visto após sua época infantil.

Permitia-se a pensar nas épocas boas de sua vida, onde o certo e o errado não existiam, onde o sentimento sobressaía mais do que qualquer outra coisa em questão. Os tempos onde os jardins eram paraísos paralelos onde pequeninos podiam explanar o que há de melhor na infância: ser, verdadeiramente, uma criança. Brincar, correr, cair, chorar, rir, sorrir, suar. Tudo enlaçado aos puros e cândidos sentimentos imaturos. Não que se arrependesse do seu presente, porém, a melancolia de seu passado fervia por suas veias, o que, de certa forma, desconsiderava o que vivia atualmente. Apesar de continuar sendo o absconso garoto das orbes de coloração escura, o  negava-se a esquecer ou ignorar suas memórias nostálgicas. E isso, esforçadamente, mantinha Xiao Luhan com sangue ainda quente fluindo em seu corpo.

Permitia-se a pensar, vagaroso, despreocupado com o tempo. A noite era clara e gélida, como toda noite qualquer, a lua no céu, cercada por suas estrelas. O vento uivando e cortando o som capturado por seus ouvidos. E o fogo, presente em cada lareira brilhante de cada casa por onde passava, era exaltante, animando o chão e as janelas. Um mero flash de luzes para o carrancudo. Não sonhava em receber surpresas em meio às sombras da noite, seu objetivo era terminar sua caminhada e voltar para casa. Seria mais um dia sem estupefações.

Porém, a vida do garoto fora e estava sendo definida por momentos. Principalmente aqueles que o pegavam despreparado. E, antes de dar mais três passos à frente, um deles veio à tona. Uma silhueta alta, até mesmo atlética se levada em conta. Oh Sehun. De todos os aproximados sete bilhões de pessoas do mundo, não se passava, por mais incrível que parecesse, que Luhan fosse se deparar com aquele garoto. Aquela inesperada essência de um momento surpresa.

Esbarraram-se ao concluir seus passos, o que voltou o olhar dos dois, um para o outro. Um erguendo seu rosto, o outro baixando seu olhar. Uma arqueada de sobrancelhas e a situação já estava posta na mesa. Xiao Luhan e Oh Sehun acabavam de se reencontrar, e ambos os garotos haviam se reconhecido. 

E, enquanto Luhan, permanecia perplexo e sentia-se pasmo com o garoto à sua frente, que parecia não ter mudado muita coisa, Sehun, impressionado com a mudança completa de Luhan, desde os trajes até seu último fio de cabelo, tratou de levantar um sorriso pesado e melancólico em seus lábios, com seu olhar brilhante, denunciando que, hora ou outra, iria desabar. Investiu surpreendentemente contra o corpo do menor, abraçando-lhe de imediato, sem pensar duas vezes. Apertou a cintura alheia com força, forçando seus braços contra o corpo do outro em um verdadeiro abraço de urso. Luhan paralisou suas estruturas e engoliu em seco, sem reação alguma. Levou sua visão até o céu, repleto de estrelas. Acabou por fitá-lo, enquanto suas mãos deslizavam levemente pelas costas do mais alto, acariciando-as, em meio à um suspiro do menor. Eles eram um ótimo exemplo de dois seres humanos visivelmente atípicos. Sehun mantinha em si os sentimentos vivos e transparentes, sorrindo e chorando intensamente. Luhan, por sua vez, sustentava seus sentimentos e verdades lá no fundo, estampando sempre a mesma seriedade desinteressante para alguns, e constrangedoras para outros.

Porém, não para Sehun. Desde o colegial, o moreno protegia uma paixão não retribuída pelo mais velho, que pouco o notava desde esse tempo. Entre idas e vindas, Luhan sempre acabava ignorando Sehun, deixando-o de lado. Apesar disso, sempre fora um bom amigo para o mais novo. Sempre o entendeu quando precisava, sempre guardou seus desabafos. Igualmente à Sehun. De um jeito especial, os dois, mesmo opostos, se entendiam.

E, enquanto as lágrimas grossas e pesadas do mais novo desciam por seu rosto e eram absorvidas pelo tecido da camisa de Luhan, o silêncio abraçava ambos em uma sintonia muda e perfeita. Apenas a brisa leve do vento elevava alguns dos fios dos cabelos dos dois, enquanto o maior cortou momentaneamente o silêncio enquanto fungava baixinho, escondendo seu rosto pousado no ombro alheio. E assim o silêncio se fez mais uma vez.

Luhan não conseguia compreender o motivo do pesar alheio, nem muito menos a razão de seu peito estar apertado pelo choro do garoto. Por impulso, levou sua destra até os fios da nuca de Sehun, entrelaçando seus dedos ali, afagando o local. Suspirou mais uma vez, fechando os olhos e deixando o escuro tomar sua visão, enquanto concentrava-se em acalmar o outro, que ainda o apertava com desejo, o querendo cada vez mais para si. Era simples: Sehun necessitava de Luhan, mesmo após tanto tempo separados.

O mais novo fizera desenhos, poemas e arriscava até mesmo trechos autorais de músicas para o mais velho, guardando tudo em seu caderno particular. Guardava junto sua paixão secreta, revestida em uma amizade saudável entre os dois. Quando pensou em declarar-se para Luhan, o mais novo acabou impedido pelo tempo, que já restava-se curto demais. Foram separados pela mais pura crueldade do destino, e assim seguiram suas vidas. Na mente de Sehun, Luhan nunca deixaria de ser Luhan. Na mente de Luhan, Sehun continuava como uma pequena faísca em meio ao escuro. No final, nenhum dos dois esqueceram-se de seus passados juntos.

Claro que, com divergências bastante visíveis, Luhan nunca pensara em ter relações com Sehun, aliás, fazia pouco da situação quando antes membro do grupo. Todavia, Sehun, mantinha-se completamente atraído pelo mais velho, afundado em uma paixão, que na verdade, podia assemelhar-se a um abismo. Sehun sofria, mas persistia. Um ciclo masoquista, se for levado à conta as vezes em que o maior engoliu em seco e assentiu, calado.

Sempre calado. O silêncio, impoluível silêncio, sempre fora o companheiro de Sehun, na verdade muitas vezes indesejado, pois a vontade de criar voz, e confessar tudo o que sentia, apertava as paredes da garganta, estremecia as mãos, arrepiava fios da nuca, adornava as bochechas em tons avermelhados. Não era algo que queria, apenas acontecia. E era assim, sempre.

Já Luhan, não importava-se muito com o externo e suas influências. Sempre estava consigo mesmo, mergulhado em seu interior. O silêncio praticado por Luhan era nada mais, nada menos, do que um refúgio para si. Luhan era autossuficiente. Independente. Livre, em todos os sentidos.

E agora, os dois universos haviam batido de frente. Porém, é difícil interpretar o silêncio, para ambos os casos. Luhan não sabia completamente o que o outro sentia por si, já Sehun, bom, Sehun apenas dava-se ao trabalho de criar esperanças para não interpretar seu amado erroneamente, mesmo que fosse arrogante às vezes, ou quase sempre.

Como nada é eterno, o abraço se desfez minutos após. O maior, à frente de Luhan, enxugava os resquícios úmidos de lágrimas que haviam restado em sua face. Sentia-se absurdamente ridículo por ter exibido, novamente, um papel tão frágil para o mais velho, que o observava, aparentemente preocupado.

Após uma longa troca de olhares, Luhan levantou mais uma vez seu olhar para o céu, fixando seu olhar nas estrelas que se estampavam em meio à escuridão da noite. A lua também trabalhava em iluminar tudo abaixo, e logo preencheu, com sua luz, ambas as silhuetas, contornando as sombras dos corpos próximos e inertes.

Você nunca mudou Sehun.

Após proferir tais palavras em um tom suave, o mais velho ajeitou as peças de sua roupa levemente amassadas pelo abraço forte do moreno, suspirando em seguida, enquanto voltava a olhá-lo, reparando nas suas expressões faciais. O mais novo, encarava o outro à sua frente com uma expressão envergonhada, com o olhar baixo, aparentemente arrependido por ter feito tal papel. Antes que continuassem naquela situação, o menor estendeu a mão em um simples ato, sendo atendido por Sehun, que apalpou a mesma, enquanto ambos começaram a caminhar. Sehun sequer ousou dizer palavra alguma, obedecendo o mais velho, que parecia determinado em levá-lo a algum lugar.

Entre o momentâneo silêncio, seguiram o caminho em passos sossegados, com Luhan guiando em todo o trajeto. Levou-o até sua casa, onde conversaram em abundância, ambas as mentes ferviam em explicações, histórias e relatos pessoais.

Sehun acabou por dormir na casa do mais velho. Ambos dormiram na mesma cama, em conjunto, abraçados. E o maior mal podia imaginar que estava dormindo com seu amado. Demorou para cair no sono, com seus sentimentos o incomodando todo o tempo, deixando seu olhar fixo no teto, enquanto os ruídos dos móveis e os sons dos carros deixavam o ambiente e o tempo mais corridos.
 

O mais novo dormiu momentos após.



          E, de repente, encontrou-se em um sonho estranho e incomum.

 

Já era manhã, os raios do sol ultrapassavam a janela e o mesmo acordara suspirante, tentando várias vezes voltar a dormir, o que apenas aumentava sua irritação. Antes que pudesse levantar, sentiu algo chocar-se contra seu corpo, especificamente em cima de sua barriga. Após abrir e fechar os olhos várias vezes para focar sua visão, encarou um Luhan sorridente, com os fios de cabelo da franja levemente bagunçados, deixando-o mais lindo do que já era, na opinião do mais novo. O mesmo sorriu, sendo recebido por vários beijos no rosto, inclusive em seus lábios. Após a troca de carícias, Sehun, levando as mãos até a cintura alheia, franziu o cenho, estranhando um pouco toda a situação.

Que horas são, hyung?

Foi tudo o que conseguiu perguntar, em um tom baixo, acariciando a pele de um dos lados da cintura de Luhan, por baixo da camisa, enquanto o outro, mordendo o lábio, respondeu em um tom leve e aveludado.

São sete da manhã, bobinho. Fazem dois meses que estamos nisso e eu ainda não me acostumei, sabia? — falou o mais velho, saindo do colo de Sehun e levantando-se por completo — Parece que você também não. — sorriu largo, negando com a cabeça em seguida e começando a ajeitar a bagunça do quarto — É bom se arrumar logo, daqui à pouco você vai ter que sair, uh?

E, naquele momento, a ficha de Sehun caíra por completo. Não era um sonho, era real, ou ele pelo menos podia pressupor que sim. E agora, essa rotina de cair na realidade repetia-se todo dia, pois, por mais que insistisse em acreditar, era exclusivo o amor de Luhan.

Porém, Sehun tinha consciência de que o amor é assim. Antes um sonho, agora realidade, e todo o tempo que desejou Luhan em seus braços, tornou-se um caminho de lembranças de quantas vezes já o tinha abraçado e o tornado seu. Um amor, um sonho. Um sonho que viveu de um sonho, e despertou na realidade de um dia.

 

E agora, finalmente, Sehun estava feliz por ter o silêncio como seu amigo.


Pois, agora, o seu mais novo silêncio era Luhan. 


Notas Finais


OLHA, ESPERO QUE TENHAM GOSTADO, EIN.

Desculpa qualquer errinho de formatação/gramática, eu juro que vou revisar mais da próxima.

/pega confete e joga

HUNHAN PORRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

q

:') Bom, pessoal, por hoje é isso. Mais uma vez obrigado, e um xêro no ôi. q

TCHAU! ^^


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