História My Soundtrack - 2 Temporada - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Chace Crawford
Personagens Chace Crawford
Tags Criminal Romance
Visualizações 80
Palavras 2.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Que rufem os tambores!
É com uma enormeeee dedicação e ansiedade que inicio o projeto MS10.!!! Espero de todooo o coração que vocês gostem.

E pra começar, temos The Climb - Miley Cyrus :)
(adoroo essa música)

Boa leitura :)

Capítulo 7 - A escalada


Fanfic / Fanfiction My Soundtrack - 2 Temporada - Capítulo 7 - A escalada

Sentia-me zonza. Os acontecimentos da noite passada iam e vinham na minha cabeça. Meu psicológico estava á mil. Aconteceu tudo muito rápido. A fuga do Matt, a morte do Henry, Pattie... Era muito o que pensar e muito o que absorver, mas eu não tinha tempo para isso, tinha? Questionar o porquê quando na verdade, eu tinha que aproveitá-lo. Meu amigo morreu para me salvar, a pessoa que eu mais odeio no mundo morreu e a mãe do Justin me resgatou e não ele.... Devo aceitar e entender as circunstâncias, afinal, estou viva e longe de todo aquele pesadelo. Mas há sempre uma parte de mim curiosa para o futuro. O que virá agora?

Flashback on

Meu caderno se encontrava aberto na matéria de Matemática. Havia dever para fazer, matriz com suas linhas e colunas me assombravam, mas nada me assustava tanto quanto o bilhete da Diretora Marisa de hoje cedo. Aquelas garotas me ferraram mais uma vez, com seus joguinhos de manipulações e muitas chantagens, eu já não aguentava mais. Só que dessa vez foi pesado, e eu precisava falar com meus pais.

Peguei o bilhete da mochila e o encarei. Não pode ser tão ruim assim, né. Saí do quarto e logo ouvi a voz do Alberto na sala, jogando Xbox. Olho para o corredor e a luz do banheiro está acesa com a porta fechada, Marcelo está lá dentro. Ele vive no banheiro. Caminho até o quarto dos meus pais, e logo escuto a TV ligada, papai está assistindo ao Jornal Nacional. Me escoro na porta e fico assistindo também, calada, na minha, com o coração á mil.

Nunca fui do tipo de me meter em confusão. Mamãe sempre me disse que isso é coisa de gente sem educação, mas papai me diz o contrário, me dizia que se eu tivesse um problema, eu teria que resolver, e ás vezes, com os próprios punhos. Não que eu brigue na porrada, ou que eu tenha feito isso, é que ele sempre foi compreensivo, empático e amoroso, mas nunca bobo. Sei que vai me entender e me ajudar. Eu acho!

- Vai ficar em pé aí, filha? - levei um susto ao escutar sua voz. Ele estava deitado na cama, olhando para mim, esperando que eu entrasse no quarto e se aproximasse.

- Cadê a mamãe? - perguntei

- Está no banho. - Sentei na ponta da cama e olhei para TV. Olhando para o William Bonner, eu me perguntava se ele fosse um pai compreensivo, e em horas como essa, ele seria tranquilo.

- Pai... Eu me meti em confusão no colégio. - falei olhando para o William, não conseguia olhar para o meu pai. Estava envergonhada.

- O que houve? - perguntou em seguida

- Tem umas garotas no colégio que implicam comigo, e bom... é... elas são chatas. Daí eu acabei gritando com elas, e... xingando, e empurrando uma delas, a professora Glória viu, e me levou para a sala da Diretora Marisa.

- Você xingou elas? - perguntou papai. Noto que ele sentou na cama. Abaixei a cabeça em confirmação. - Kimberly, eu no seu lugar teria dado um tapa na cara delas, joguinhos, briguinhas, isso tira qualquer um do sério. Mas vocês são jovens ainda, tem muito o que aprender. Agora xingar? Nunca pensei que faria isso – pelo seu tom de voz, eu notei uma surpresa e não um desapontamento.

- Pai, eu não queria. Saiu de repente. Eu fiquei nervosa. Mas eu juro que não sou assim.

- Está tudo bem, filha. Só não repita isso. É isso que elas querem que você faça. Agora, você - sabe que eu preciso falar sobre isso com sua mãe, né?

- Eu sei. - Digo soltando um suspiro. - E agora, pai?

- E agora, você me entrega esse papel.

- Não... Eu quero dizer depois, o que vem depois?

 - Filha, quando você não souber o que fazer, para onde ir, aonde está, pense no que quer. Pense em você. Irá saber a resposta!

Flashback off

Acordo assustada, esse não é meu quarto! Não, esse definitivamente não é meu quarto. Recordo tudo o que me aconteceu, e sinto uma leve dor de cabeça. Sento na cama e me estico para ver o relógio. Quase duas da tarde e eu na cama, que vergonha. Rapidamente me levanto, e me deparo com algumas mudas de roupas e peças intimas em uma cadeira. Assim que tomo meu banho, fico com receio de descer lá pra baixo e encontrar Pattie. O que perguntar, o que dizer?

Pelo visto, Justin não mora aqui e nem está aqui. E isso de alguma forma de magoa. Não foi ele á me esperar, não foi ele á me resgatar, e pelo visto, não se importa. A única coisa que me restou foi a solidariedade da mãe dele, que até o momento eu não sei se é isso mesmo. O que esperar de uma mulher que largou o próprio filho os cuidados do Jeremy, que por sinal nem é o pai do Justin. A minha cabeça começa a latejar de dor.

Saio do meu quarto e encontro uma moça caminhando no corredor, ela para logo assim que vê. Diz que ia me chamar, e me encaminha até a cozinha, onde me serve o almoço. Percebo que fui boba em ter receio de sair do quarto, está claro que Pattie não se encontra na casa, e assim eu posso ficar mais tranquila. Bom, vamos ver até onde isso vai.

 

[...]

 

Completamente entediada, eu me encontrava folheando as páginas de um livro qualquer. Já de tarde, o sol entrava forte pela janela, a casa se encontrava vazia, com um ou outro fazendo suas obrigações, mas nada dos meninos ou da Pattie. Estão me deixando de castigo nessa casa!

Descobri que estou em Los Angeles, em um bairro afastado da onde eu morava, e que aparentemente, Pattie só vai chegar à noite. Já estava cansada de ficar ali, não tinha celular, computador, e nada de útil para fazer. Até que escuto um barulho na porta.

- Kimberly... - diz Chris adentrando na sala.

- Chris – corro e lhe dou um abraço contente.

- Finalmente hein, garota – exclama sorrindo

- Sim. Estou livre!

- Fico feliz que tudo tenha dado certo para você... Vim ver como está, Pattie me ligou e disse que você estava sozinha. - diz jogando o casaco no sofá

- Pois é... Por favor, Chris, me diz quando eu vou sair daqui. Eu não quero ficar enfurnada nessa casa.

- Calma... A Pattie vai chegar e vai conversar com você e te explicar tudo.

- Explicar o quê? Não tem nada do que explicar. Está tudo resolvido. Eu estou bem, livre daquele monstro. Eu só quero voltar com a minha vida de volta. - Confesso inquieta.

- E vai..., mas você está aqui sobre a proteção da Pattie. Eu não posso fazer nada. Ela sim pode.

Caio sentada no sofá. É... vou ter que esperar a Pattie chegar. Por que tanta enrolação, o que diabos precisa me explicar alguma coisa? Já sei o que está acontecendo, e está tudo acabado, não preciso que me lembrem o que aconteceu. Fica remoendo toda a tragédia que me aconteceu não adianta de nada.

- E ele? - pergunto pra Chris.

- Já assistiu 'Um Contratempo'? Esse filme é muito bom – se sentou no meu lado mudando de assunto.

- Sei o que está fazendo

- Como assim? - se fez de desentendido, ligando a TV

- Não preciso falar se não quiser..., mas saiba que eu vou descobrir por contra própria e de qualquer jeito. - Chris se vira para mim e diz:

- Eu não sou a pessoa certa para falar sobre isso.

Com isso, eu entendo que ele não vai mais falar sobre o que eu quero ouvir. Mas o que eu não sei, é se estou preparada para o que vou descobrir. Se passaram tanto tempo, será que ele está com medo de como eu vou reagir quando o ver, ou será que é porque quer me dá um tempo para digerir tudo isso? Ou será que é isso que eu quero acreditar, para que não me machuque a ideia de tê-lo longe de mim e completamente livre de todo esse sentimento. Ignoro todo esse pensamento e foco no que Pattie tem para me explicar, é melhor que encarar os conflitos do meu coração.

 

[...]

 

Depois que Chris foi embora, eu continuei a assistir ao filme que colocamos. Por algumas horas esqueci de todos os problemas e foquei no filme. Até que ouvi uma voz ao meu lado.

- Quer que eu faça pipoca? - perguntou uma voz familiar. Me viro, encontrando Cora, a senhora que cuidava da casa do Justin.

- Cora! - a abracei apertado

- Senhorita Vegas...Quanto tempo.

- Kim – a cutuquei no braço a fazendo rir

- Não sabia que trabalhava aqui... Pensei que trabalhava com o Justin- digo

- Cuido do Justin desde que ele era um menininho pentelho, bom... não mudou muita coisa – disse me fazendo rir junto com ela. - Eu não trabalho aqui, sou amiga da Pattie.

- Pera aí, você é amiga da Pattie? - pergunto confusa

- Somos amigas a muitos anos – me viro e encontro Pattie, atrás de mim, olhando para nos duas.

- Nossa... Estou surpresa – solto sem pensar.

- A vida é uma surpresa, Kimberly. Se acostume! - Pattie se sentou ao meu lado e olhou para TV, aonde ainda passava o filme.

- Vocês precisam conversar, dá licença - Cora saiu da sala, me deixando a sós com Pattie.

Ainda meio surpresa pelo o que acabo de ouvir, eu permaneço ali, esperando o que quer que seja. Com a mistura de ansiedade e nervosismo, eu espero Pattie finalmente falar alguma coisa. O que para mi, parece uma eternidade.

- Cora e eu estudávamos juntas. Nós odiávamos. Toda essa doçura e gentileza dela me irritava, mas no final, ela foi a amiga que eu pude contar. - diz olhando para TV. Até que ela se vira pra mim – Quando eu fui embora, não queria de maneira alguma deixar meu filho nas mãos de Jeremy, eu o amava, mas o conhecia o suficiente para entender que ele não amava meu filho. Então o deixei sobre supervisão da Cora... Ela amava o Justin.

Pattie levantou e caminhou até o loft, fiquei sem entender muito bem, até que ela voltou com dois copos na mão. Vinho branco. Me oferendo o copo, ela voltou à se sentar ao meu lado.

- Ela cuidou do Justin por todo esse tempo, sempre me mantendo informada sobre o que estava acontecendo...

- E o Jeremy, não sabia quem era ela? - perguntei curiosa

- Ah... O Jeremy achou que ela queria só cuidar do Justin por mim, e ele tinha que aceitar, já que ele não fazia isso. E não, ele não sabia sobre as informações que ela me passava.

Então quer dizer, que a Pattie estava sempre a todo tempo a um passo de tudo. Com certeza ela sabia de tudo o que estava acontecendo com o Justin, e com quem estava ao seu redor. Pelo que parece, ela é uma mãe cuidadora.

- Mas o que eu quero falar com você, não sobre o Justin, ou Cora e tudo isso que está no passado. É sobre você. - Olhei para ela meio sem entender. E a observando, eu pude notar o quanto ela era bonita e que o sorriso me lembrava um certo alguém.

- Sobre mim?

- Eu sei por tudo o que passou... E eu não posso deixar de ressaltar o quão forte você é. Entrar nessa vida para proteger a família, lutar com unhas e dentes por eles, se apaixonar, se envolver e infelizmente passar por tudo aquilo, não é para qualquer um. Fico imaginando tudo o que deve estar pela sua cabeça.

- Está á mil – ri

- Eu entendo... Entendo completamente.

Olhei para ela meio sem entender. Entende? Não sabia aonde ela queria chegar com aquela conversa de compreensão, e um friozinho na minha barriga crescia cada vez mais. Não sabia o que esperar, mas sabia que algo estava por vir.

- Kimberly, é por entender você, que eu te digo que você nunca vai estar sozinha. E quando você achar que tudo está perdido, vai ver que existe uma cama elástica no fim do poço, e que só basta pular para voltar ao topo. Ou ás vezes... olhar ao redor.

Da onde saiu essa mulher? E foi pensando nisso, que eu assenti tudo o que ela dizia, porque no fundo, é verdade. Eu não sabia aonde eu estava, e muito aonde me encontrar nos últimos 8 meses da minha vida, e agora, poucas horas livre do pesadelo, eu posso ver o sol nascer. Nascer de uma forma diferente de antes vista. Precisei entender que não estava tão perdida assim, eu precisava tirar de mim a força que eu preciso.

Vejo Pattie olhar por trás de mim, e então sinto alguém me olhando, quando me viro...Eu enfim desmonto. Naty e Mel estão paradas logo atrás de mim, emocionadas, e não demora muito para eu ficar igual. Corro para abraçá-las. E começo sentir, a sensação de uma flor nascendo dentro de mim, e ela se chama felicidade.


Notas Finais


Ah... a amizade. Que saudade que eu senti dessas duas <3 haha

Volto no dia 4 com o segundo MS10!

xoxo

Links da música:
* Youtube (com tradução) - https://www.youtube.com/watch?v=PP2Cx2lg70w
* Spotify - https://open.spotify.com/track/1NYCpRpGrfuBBe4qBC2Rej


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