História My Strange Life - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Exibições 55
Palavras 3.679
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Voltei, feliz dia das crianças para todos vocês, lembre-se sempre da música do Chaves "Enquanto o coração sustente, a juventude nunca morrera"
Espero que gostem
Até lá em baixo

Capítulo 19 - Escolhas


Fanfic / Fanfiction My Strange Life - Capítulo 19 - Escolhas

Capítulo 19

Abri os olhos lentamente, passei a mão na cama em busca do corpo quente do Alexander, senti o frio do lençol sobre os meus dedos, lembrei de que estávamos obrigados, levantei da cama e fui em direção ao banheiro.
Coloquei uma roupa e Sai quarto, teria que arrumar alguma coisa para tomar café da manhã, desci a escada e vi uma cena que me agradou muito, o Alexander dormindo todo torto no sofá, sorri involuntariamente e caminhei em silêncio até a cozinha, peguei uma receita mais fácil de panqueca que eu achei na Internet e com toda concentração comecei a fazer cada passo.
Depois de um tempo consegui fazer as panquecas, e um suco de laranja, o que ocupou todo o meu tempo não me deixando pensar em Alexander, e para a minha surpresa o cheiro está maravilhoso, sentei-me à mesa e comecei a comer e me surpreendi ainda mais com o sabor, está ótimo finalmente consegui cozinhar algo, minha mãe ficaria orgulhosa.

Olho para a porta e dou um pulo de susto com o Alexander entrou na cozinha sem camisa e com as marcas do sofá no rosto.
-Eu fiz panquecas, tem mais ai em Cima- falei tentando quebrar o climão.
-Uhum- foi a resposta que recebi, ele ainda esta bravo, ele caminhou até a geladeira e pegou o galão de leite, abriu e tomou no gargalo.
-Precisamos conversar- ele parou de tomar o leite e me encarou, o que teria sido bem sério se ele não estivesse com um bigode de leite- Não da para ficar assim, somos namoramos poxa- tentei ser convincente.
-O que você quer falar?- ele caminhou até a mesa e sentou na minha frente.
-Primeiro pedir desculpa- comecei- Deixei o ciúmes me controlar, mas você tem que concordar comigo que ele está passando dos limites- ele não esboçou nenhuma reação preferi continuar- Quero que você volte a ser o meu Alexander.
-Só se você me prometer que não vai beber mais- sorri.
-Prometo- ele levantou e me beijou.
-Senti sua falta- disse com os lábios colados aos meus.
-Eu também senti a sua- respondi com um sorriso- E porque o senhor não foi trabalhar hoje?- fiz a melhor cara de bravo que eu consegui.
-A Kattarina uma vez por mês fecha o escritório para todos fazerem uma visita para as crianças com câncer no hospital – os olhos dele brilharam- Eu amei a ideia, e prometi tentar te levar junto.
-Claro que vou- sorri.
-Vou tomar café da manhã e nos vamos- sorri.
Comemos conversando e rindo, como se alguns minutos atrás não estivéssemos brigados.
Quando ele acabou de comer subimos e nos trocamos, eu coloquei uma camisa com uma xadrez Vermelha e branco por cima, calça jeans e meu velho Allstar, ele colocou uma camisa branca lisa, uma calça jeans e um coturno de cano baixo. Saímos de casa entrando no carro dele.
-Estou pensando em comprar um carro- falei quebrando o silêncio que tinha se instalado desde que entramos no carro, ele tirou os olhos da estrada e me olhou com o cenho franzido.
-Se você diz- ele tentou pareceu que não se importa, mas percebi que ele não gostou muito.
-O que aconteceu?- não aguentei segurar e perguntei.
-Nada- ele sorriu e querendo não brigar de novo fingi acreditar.
Chegamos ao hospital e o pessoal do escritório já estavam na sala de espera, cumprimentei todos, menos o Breno, com ele foi apenas um aceno de cabeça, o Alexander foi dar nossos nomes para a recepcionista, e o Breno não tirou os olhos de mim.
-Vocês voltaram?- pensar no diabo e ele abre a Boca.
-Nunca terminamos- sorri irônico.
-Se eu fosse o Alexander teria terminado- todos riram da sua piada.
-Se você fosse o Alexander nem teríamos começado- todos me olharam surpresos, o Breno abriu a boca para responder, mas o Alexander me abraçou por trás.
-Ela disse que o doutor Já vem para dar algumas dicas para quem nunca veio- ele beijou a minha bochecha- Breno você está bem?- ele perguntou percebendo que o garoto está vermelho, me fiz de desentendido.
- Você está passando mal? Esta com uma cara péssima- não pude perder a oportunidade de alfinetar o outro.
-Estou ótimo- ele forçou um sorriso, o Alexander deu de ombros e eu sorri com o sabor da Vitoria.
  O doutor chegou e nos deu algumas recomendações como não chorar na frente das crianças, estamos aqui para trazer alegria e não mais tristezas, entramos e para a minha surpresa todos parecem ótimos, bem diferente de como imaginei, todos com a cabeça raspada, percebi que algumas pessoas já estão distraindo as crianças, o grupo se separou e cada um foi para um lado, eu fiquei parado sem saber o que fazer, vi um garoto sozinho olhando para a janela, me aproximei dele.
-Olá- usei o tom mais calmo que eu consegui.
-Oi- ele tirou os olhos da janela e me olhou com um lindo sorriso- Me chamo António e você?- me surpreendi com a simpatia do garoto.
-Ethan- respondi sorrindo.
-Que nome diferente.
-Eu também acho- sorri- Posso me sentar?- ele assentiu.
Brinquei com o António o resto do dia, ele adora brincar no cavalinho de madeira, fiquei realmente feliz quando fomos desenhar e ele desenhou nos dois e colocou o nome em cima de cada cabeça, sorri para ele. Após algum tempo senti alguém tocar o meu ombro.
-Precisamos ir- a Kattarina sorri- Eles precisam descansar.
-Vamos- virei para o António e sorri- Preciso ir.
- Você promete voltar?- ele perguntou com uma carinha tão triste que quebrou o meu coração.
-Claro que volto- sorri e ele me abraçou me surpreendi com o gesto e retribui logo em seguida.
Levantei e balancei a mão em despedida, ele retribuiu, olhei em volta procurando o Alexander o encontrei ainda ajoelhado brincando com uma menina, guardei o desenho do António no bolso com todo cuidado para não amassar e caminhei até ele, tocando no seu braço.
-Precisamos ir Ale.
-Tudo bem- ele abraçou a garota e se levantou, quando ele virou pra mim eu me assustei, seu rosto esta inteiro pintado, comecei a rir enquanto caminhávamos para fora- O que você tanto ri?- ele perguntou.
- Você está engraçado- falei entre risos.
-Continua um gato- o Breno apareceu deus sabe de lá onde.
-Lindo e meu- abracei o Alexander dando um selinho.
-Agora você esta azul- ele sorriu pra mim enquanto o Breno se afastava.
Antes de sairmos passei na recepção perguntar se poderia voltar à enfermeira sorrindo disse que sim.
Caminhamos até o carro acompanhados por algumas outras pessoas que trabalhavam com o Alexander, o Breno entre eles, deixaríamos cada um na sua respectiva casa.

Com quase todos em casa, só falta o Breno, mas não demorou muito para chegarmos, ele fez questão que o Alexander descesse do carro para se despedir dele, ele abraçou o meu Alexander mais apertado e demorado que o necessário, ele ia entrar e eu o puxei e o abracei.
-Para de dar em cima do MEU namorado tão descaradamente, por favor- falei no seu ouvido em um tom que só ele ouvisse.
-Veremos até quando vai ser seu- ele separou do abraço com um sorriso maléfico.
-Eternamente querido- Deixei escapar alto e o Alexander nos olhou com uma enorme interrogação flutuando sobre ele.
- Eternamente o que?- ele perguntou.
-O Breno disse que foi um prazer me conhecer e espera que sejamos amigos- respondi antes que o Breno pudesse falar algo, com o sorriso mais falso que consegui o Alexander o olhou ele assentiu com a cabeça, entramos no carro e o Alexander deu partida.

Abri os olhos depois de uma longa noite de sono sozinho de novo, olhei na cabeceira da cama a espera de um bilhetinho e nada, só vi uma pequena camada de poeira, decepcionado desci em direção à cozinha.
Meu celular apitou avisando a chegada de uma nova mensagem, peguei e o constatei ser do Lucas.

você vai mesmo a Kattarina hoje?”
Chamei-o para ir comigo ver o que ela acha sobre a ideia de eu gastar tanto dinheiro em um carro.

Vou sim” Ethan
Passo ai em vinte minutos” Lucas.
Okay te espero” Ethan

Terminei de comer e subi para me trocar, a buzina do Lucas ecoou pela casa antes de eu terminar de tomar banho, peguei o meu celular e mandei mensagem avisando que ainda estava tomando banho, nem esperei a resposta e corri para me trocar e desci correndo.
Encontrei o Lucas encostado no capô do carro da mãe dele conversando com o Bear.
- Que demora- o Lucas reclamou assim que me viu.
-Eu estava me trocando- rebati- Oi Bear.
-Oi Ethan- ele abriu um encantador sorriso que apenas ele sabe dar.
-Você tem algo para hoje?- perguntei.
-Nada programado- ele sorriu.
-Quer ir com a gente na Kattarina e depois comprar algumas coisas?
-Quero sim- ele sorriu- Será que o Marcus vai estar lá?
-Tem algo Rolando entre vocês dois?- perguntei
-Bem que eu queria, mas ele nem me olha dessa forma- sorri.
-Você que pensa- sorri
-Só vou trocar de roupa e já volto- ele virou as costas e saiu quase correndo, claramente constrangido.
Eu e o Lucas entramos no carro.
-Você acha mesmo que o Marcus esta afim do Bear?- o Lucas perguntou.
-Você tinha que ver ele perguntando do Bear quando ele veio aqui em casa com a Kattarina.
-Se esta ou não eu não sei, mas que o Bear esta caidinho por ele está.
-Veremos.
-Tomara que o Marcus não opte por magoar o Bear, ele é muito fofo- concordei com um aceno- Vamos mudar de assunto porque ele esta vindo- olhei pela janela e vi o Bear com uma calça jeans com um rasgo no joelho, uma camisa branca por baixo de uma jaqueta jeans, ela entrou no carro e o Lucas deu partida.

Entramos no elevador e eu apertei o numero 13, que é o andar do escritório da Kattarina, a porta abriu algumas vezes, mas logo estávamos no escritório que ocupa o andar inteiro, anunciei o meu nome para a secretaria que logo foi informar minha chegada, me acomodei no grande sofá próximo a uma grande janela, o Bear e o Lucas sentaram do meu lado, não eu não consegui evitar procurar o Alexander.
-É aqui que o Alexander trabalha?- o Bear perguntou quebrando o silêncio.
-É sim- respondi.
-Você parece procurar algo.
-Esta tão obvio assim?- tanto o Bear quanto o Lucas deram risada, mas antes que eles conseguissem falar mais alguma coisa a secretaria volta.
-A senhora Kattarina ira os receber agora.
-Obrigado- sorri para a mulher, Eu entrei no escritório acompanhado dos meninos.
A Kattarina esta sentada atrás de uma grande mesa cheia de papéis, com um óculo pendurado quase na ponta do nariz.
-A que devo a visita meninos?- ela levantou da sua cadeira e abraçou-me e os meninos.
- Eu gostaria de um Conselho seu- fui direto ao ponto, ela apontou a cadeira à frente da sua mesa, a qual me sentei, ela puxou Duas cadeiras e colocou ao meu lado.
-Se estiver ao meu alcance será um prazer- ela se acomoda na sua enorme cadeira.
- Eu estava pensando em comprar um carro, o que acha?- fui direto.
-Acho ótimo- ela sorriu pra mim- Por um momento achei que algo estava em crise.
-E esta um pouco- eu respirei fundo- O Alexander É totalmente contra eu comprar, ele acha que é muito dinheiro em bobagem.
-Ethan vocês tem que entender uma coisa- É perceptível que ela esta escolhendo as palavras para usar- Você tem condições de comprar um carro, a única coisa que eu aconselho é escolher um modelo tão exagerado, Não se esqueça de que em menos de um mês você fará uma viagem ao Brasil.
-Verdade, mas penso em comprar algo mais simples- indaguei.
-E os preparativos para a viagem como vai?- ela perguntou.
-Um pouco simples, procurei alguns hotéis bons, mas quem escolheu foi o Alexander- nos quatro rimos.
-E como esta a vida de morar com o namorado?- A Kattarina perguntou.
-Algumas brigas, mas. Fora isso está tudo bem.
-Brigas sempre tem- ela sorriu- Me deixa adivinhar o motivo das brigas, ciúmes?
-Acertou- eu sorri sem graça.
-O Alexander tem muito?
-Na verdade eu tenho mais- confessei- O Breno é o maior motivo das brigas.
-Breno aqui do escritório- concordei com a cabeça- O que ele fez?- ela colocou as mãos cruzadas na mesa e apoiou o queixo nelas.
-Ele se joga em cima do Alexander na minha frente, nem tenta disfarçar, e o Alexander diz não perceber- me senti um pouco melhor depois de colocar pra fora.
- Eu te entendo, e digo uma coisa: isso é normal e sempre vai acontecer- eu concordei e ela mudou o olhar de mim para o Bear- E o senhor mocinho?
-Eu- o Bear ficou com um enorme sinal de interrogação no rosto.
-Sim, você- ela sorriu- A não ser que tenha outro Beaufort que meu filho não para de falar- o Bear ficou completamente vermelho.
-Ele fala de mim?
-O tempo todo- ela sorri- O quanto você é lindo, o quanto você é fofo, carinhoso e perfeito- ela fez uma voz enjoada tentando imitar a voz do Marcus.
-E por que comigo ele não fala nada?- o tom de voz mostra o quanto ele esta confuso.
-Ele esta assustado querido- ela suspirou- Nem sei se deveria falar isso mas eu vou dizer do mesmo jeito, o Marcus nunca foi de se apaixonar por ninguém, sempre foi só diversão, isso é novo pra ele também.
-E o que eu posso fazer?- ele olhou para as próprias mãos.
-Tomar a iniciativa, talvez- ela sorriu- Será uma honra ter você na minha família- o Bear abriu um sorriso de orelha a orelha.
-Obrigado.
Conversamos mais um pouco, mas logo nos despedimos, teríamos que ir a uma loja ainda. Assim que abri a porta vi o Alexander de costa para a mesma, e grudado como um carrapato esta o Breno, caminhei em direção a eles.
-... Seu cheiro é perfeito, qual perfume você usa?- a voz enjoada do Breno me atingiu, e logo a voz do Alexander o respondendo, escolhi acabar logo com isso.
-Oi Ale- Os dois pularam e eu mantive um sorriso falso- E oi Breno- ele virou pra mim
-Então ele é um do trio maravilha que entrou na sala?- eu não entendo nada, ele olhou em direção a recepcionista que já estava mais Vermelha do que considerava possível, mas mesmo assim ela balança a cabeça afirmando- Esse garoto lindo aqui é o meu namorado- eu sorri.
-Que ótimo gosto em Alex- a mulher sorriu
- Eu não acho- o Breno sussurrou, mas todos ouviram.
- Eu sou um sortudo- ele me abraçou pela cintura e me deu um rápido beijo- O que faz aqui?
-Tinha algumas coisas para conversar com a Kattarina- sorri- Mas já estou de saída.
-Okay- ele sorriu me largando.
-Talvez eu não esteja em casa quando você chegar- ele balançou a cabeça concordando e nós saímos andando.
Fomos até a cidade vizinha e depois de muitas perguntas e questionamento de quantos quilômetros faz por litro de gasolina e álcool (entre o Lucas e o vendedor, não entendo nada de carro), eu acabei ficando com um volvo prata. Poderia levar em meia hora, aproveitamos esse tempo e fomos comer algo no shopping que tem do outro lado da rua da concessionária, comemos em um famoso Fast food conversando banalidades, quando deu o tempo estimado saímos do shopping e entramos na concessionária novamente, o vendedor me entregou a chave e explicou como funciona a garantia e tudo mais.
O Lucas se despediu antes de entrar no carro, segundo ele teria um jantar com a família do John. Entrei no meu novo carro, respirei fundo e coloquei a chave na ignição, receoso dei a partida de volta a Luisville.
-Digamos que hipoteticamente eu esteja afim do Marcus, você acha que tenho chance?- O Bear quebrou o silêncio que tinha se instalado.
-Você ouviu o que a Kattarina falou, acho que você tem muita chance.
-E se ele falar não?
- Você vai ter ouvido um não- tirei os olhas da estrada rapidamente para olhar pra ele- E vai saber que ao menos tentou.
-Vou fazer algo- ele sorriu e eu fiquei feliz pelo meu amigo.

Chegamos em casa, o Bear correu para a sua casa, ele iria tentar conversar com o Marcus ainda hoje.
Abri a porta da garagem e entrei com o carro, com um pouco de dificuldade, mas entrei, apertei o botão para fechar o portão e fiquei parado olhando a minha nova compra.
Entrei em casa e comecei a procurar o Alexander que essa hora deve ter chegado, nada em baixo subi as escadas, cheguei ao quarto e ele esta deitado de bruços apenas de cueca Box azul eu sei que na frente tem o escudo do Capitão América, mexendo no celular e com o fone de ouvido, andei tentando não fazer barulho e pulei em cima dele, de relance vi que ele falava com duas pessoas o Breno e um outro que não consegui ver o nome, ele se assustou, travou o celular e retirou o fone do ouvido, me empurrou e subiu em cima de mim.
-Onde você foi?- ele perguntou.
-Sai com os meninos- não preciso citar quem, afinal ele não me fala nada.
-Estava preocupado- ele fez um biquinho.
-Eu te avisei- beijei sua Boca.
-Eu sei- ele me beijou de volta- Mas você atrai problema- dei um leve soco no seu braço e ele sorriu.
-Vem comigo!- ele levantou e eu cobri seus olhos.
-Aonde vamos? E por que não posso ver?
-É surpresa- ele sorriu e começamos a descer.
Depois de tropeçar algumas vezes, quase cair outras, e uma crise de risos chegamos à garagem.
-Esta pronta?- pergunto
-Por que tanto mistério?- ele quis saber.
-Já tivemos uma discussão sobre isso- ele abriu a boca para falar algo, mas eu continuei- Mas quero que você saiba que eu amei e estou feliz.
- Você fez isso?- retirei a mão dos seus olhos, ele abriu a boca- Ethan é lindo- eu sorri- Posso ver por dentro?
-Claro esta aberto- sorri, ele abriu a porta do motorista, entrou sorrindo como uma criança.
-Ótima escolha- ele saiu e ficou do meu lado.
-O Lucas me ajudou bastante- nos dois rimos.
-Ainda bem que você não sabe nada de carro.
-Não mesmo- nos dois rimos, minha barriga ronca alto- Você fez algo para comer?- perguntei.
-Não- ele sorriu.
-Pra que ter um macho dentro de casa?- falei serio, ele me olhou indignado.
-Como assim? Sirvo só pra isso?- não consegui ficar serio e comecei a rir, logo ele entendeu a brincadeira e começou a rir junto.
-Vamos comer fora hoje?-perguntei.
-Vamos- ele abraçou a minha cintura- Só nos dois?
-Só nos dois- dei um beijo nos seus lábios- Já até Sei aonde ir- ele me olhou serio- Vai ser surpresa.
-Hoje você esta inspirado nas surpresas- ele sorriu e eu o acompanhei, começamos a andar para dentro da casa.
-Você bagunçou todo o banheiro?- perguntei me preparando para a bagunça que ele sempre faz.
-Sim- ele sorriu- Mas já arrumei.
-Olha como tenho um namorado perfeito- ando na frente dele e o beijo, ele me aperta mais forte, logo estou com a perna em volta da sua cintura, ficamos nessa um tempo, eu com a perna em volta da sua cintura e ele me imprensando na parede, o mais estranho é que não sinto nada, sabe aquela cutucada que vem do baixo ventre do outro? Então não tem, isso quer dizer que... Antes de conseguir terminar o pensamento o Alexander começa a subir a escada ainda me beijando, empurrou a porta do quarto e entramos ele me jogou na cama e eu olhei pra a sua cueca e nada, ele deita em cima  de mim e volta a me beijar, ele para levanta e senta de costa pra mim em segundos, levanto e percebo que ele esta com a cabeça apoiada pelas mãos que estão no seu joelho, sei por que ele esta assim.
-Amor?- coloquei a mão no seu ombro- Ei Ale, não precisa ficar assim- ele vira a cabeça na minha direção, ele esta chorando.
-Como não Ethan?- ele olha no fundo dos olhos- Meu pênis não deu sinal de vida- ele começou a chorar e deita no meu colo- Quem vai querer um cara impotente?- passo a mão no seu cabelo, quando estava pesquisando sobre o transtorno dele, um dos efeitos colaterais dos remédios é a falha sexual, mas nunca me importei, até por que ele sempre foi muito bem.
-Isso não importa- ele parou de soluçar.
-O Luís me avisou que isso poderia acontecer- tentei lembrar que era Luís- Meu novo psicólogo- ele falou como se ouvisse meus pensamentos- Ele falou que os remédios que eu tomava eram muito fracos para o meu caso clínico, mas se afetasse algo nesse sentido- ele apontou para o próprio pênis- Era para avisar que trocaríamos.
-Esta vendo não precisa ficar assim- passei a mão no seu rosto e sorri.
-Eu te amo- ele sorriu pra mim.
-Eu também- sorri e o beijei- Ainda vamos sair?- perguntei e ele sorriu.
-Sim- beijei-o e levantei para ir para o banheiro.
-Vou tomar banho, vai se arrumando você demora de mais às vezes- ele sorriu.
-Com um gato desses do meu lado não posso fazer feio- ele sorriu.
-Olha quem fala- ele ri- O garoto que sempre tem alguém olhando.
-Tudo bem, somos lindos- eu ri e caminhei para o banheiro retirando a roupa, como ele costuma fazer.
Amar alguém vai muito além de prazer carnal, é a cumplicidade, é o sorriso apesar das brigas, é a sincronia apesar dos problemas, é continuar do lado um do outro, sempre soube que com o Alexander não ia ser fácil, mas quer saber não me importei e continuo não me importando, sei que fiz a escolha certa.


Notas Finais


Gostaram? Esse capítulo já esta escrito a um bom tempo, essa história do hospital infantil foi super sem querer com a data de hoje, espero que tenham curtido.
Comentem me deixa tão feliz responder os comentários.
Até o próximo
Xoxo


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