História My Sweet Insanity - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 30 - Broken Promises


— O centro da cidade? – digo surpresa. — Por que?  

— Você sabe que não preciso de motivos para fazer o que estou fazendo esses dias. Por isso que quando você estava trancada no galpão, quase não apareci por lá.  

— Nossa! Então muitas pessoas morreram, não é mesmo? Porque não adiantaria de nada você fazer isso sem prejudicar os outros. – ele solta um riso insano.  

— Pode ter certeza que pessoas morreram.  

— E quantos dias isso está acontecendo? Digo, pelo o que disse à mim, parecem ser dias.  

— Não sei ao certo, mas fazem umas semanas. Desde quando levei você ao galpão, já estava planejando isso, querendo atacar grande parte da cidade. Só que não fazemos ataques todos os dias. Atacamos, esperamos uns dias até pensarem que acabou e voltamos. – deu de ombros.  

— Imagino como Jim e todos da polícia devem estar em relação à isso... Oh, e por falar em autoridades, tem ideia de como Bruce Wayne está lidando com isso? Ele sempre teve essa coisa de querer salvar a todos, então imagino como o pirralho sem pais deve estar.  

— O mesmo não deu às caras, e se der...  

— Nós os mataremos? – Pergunto realmente ansiosa para que sua resposta fosse um simples “Sim”. 

— Não. E quem disse que estará comigo?  

— Não vou ficar sem fazer nada. Se eu estou sendo obrigada a ficar com você, então que seja voltando pro crime.  

— Tudo bem. Você vai. Mas tem que me responder porque não me avisou sobre o que Roberto fez.  

Apoio meus braços sobre a mesa de madeira e fico algum tempo com a cabeça abaixada, não querendo olhar para Jerome que em nenhum momento sequer parava de encarar. Bufo em frustração e levanto meu olhar a Jerome, que me olha esperando uma resposta para sua pergunta.  

— Ariana? Não vai me responder? – desvio o olhar para o lado, não querendo ter que encará-lo, mas eu simplesmente não consigo ficar o ignorando.  

Depois do ocorrido no galpão, Jerome me trouxe até uma casa bem arrumada, pouco afastada de Gotham, onde haviam armas, e ele ficava aqui sozinho, até me trazer junto.  

Acho que devido as circunstâncias, ele deve ter achado que não seria bom que eu ficasse trancada naquele lugar imundo. E bem, depois de termos vindo, por várias vezes Jerome ainda tentava me fazer falar, mas eu cheguei num ponto que não sabia se não queria falar com por conta do que fizeram comigo ou pelo o que ele fez comigo. Por mais que o seu capanga fez comigo fosse ruim, ainda não era a dor de Jerome ter batido em mim tantas vezes, sem nunca ouvir o que eu tinha para falar e não se importar em me tratar bem. De todas as dores que eu poderia passar, Jerome conseguiu fazer eu sentir dor da pior forma: machucando meu coração. Tudo bem, antes eu daria minha para ele, faria qualquer coisa que pudesse deixá-lo bem, mas em nenhum momento pensei que eu deveria estar bem.  

Prometo a mim mesma que não serei mais uma idiota atrás de Jerome. Não importa o tempo que demore, não importa como acontecerá, mas Jerome nunca mais na vida dele terá poder sobre mim.  

— Tudo bem... É que... Tive medo de contar a você. – dou de ombros.  

— Por que? Devia ter dito. Acha que você ficaria bem ao guardar isso com você?... – suspirou pesadamente. — Não pensou por um segundo que ele podia ter voltado e feito isso mais vezes? – apoiou os braços na mesma, enquanto ainda me encarava.  

Levanto da cadeira onde estava sentada e começo a andar em direção do quarto onde tenho dormido nos últimos dias.  

— Me responde quando estou falando com você! – sinto sua braço segurar forte no meu, mas me viro de frente para ele e o empurro ele com meu braço contra a parede, tirando do bolso do meu short um canivete que pressiono de leve em seu pescoço.  

Continuo fazendo força com meu braço em seu peito para que ficasse no lugar.  

— Da próxima vez que tocar em mim eu vou matar você. – começo a me afastar ainda com a faca apontada em direção ao seu pescoço.  

— Como aprendeu isso? – fico irritada ao ver riso descontraído.  

— O quê? – dou às costas para ele e entro no único quarto em que havia na casa, e que também tínhamos de dividir a cama.  

— Se defender. – deu de ombros.  

— Às não é bom confiar nas pessoas à nossa volta, não é? Então tenho de tomar cuidado com você.  

— Por que? Não acha que vou te matar, acha? – riu irônica de seu comentário.  

— Há semanas atrás eu tinha certeza disso, mas agora... Agora eu tenho certeza de que você é um covarde. Você, na maioria das vezes em que acabamos discutindo, sempre jogou na minha cara que me mataria se por algum acaso descobrisse que o traí de qualquer forma, mas não fez isso. – dou risada levando a mão em meus cabelos. — Você apenas ameaçou. De todas às vezes, você apenas ameaçou. Me desculpe, Jerome, mas você é mais fraco do que eu. A diferença de nós dois, é que nunca jurei a você algo que não cumpri. Por que acha que não fiquei perguntando sobre onde Hannah está? Sei que não fez nada com ela, então também não devo me preocupar.  

— Você ainda está reclamando que não à matei? Pelo menos não estuprei você.  

— Não é como se diminuísse a gravidade das coisas que me fez.  

— Como? – perguntou parecendo confuso.  

Riu sem graça alguma e ele continua com seu mesmo olhar sobre perdido sobre mim.  

Talvez seja o momento em que Jerome deva escutar algumas verdades sobre coisas que realmente preciso dizer.  

— Fui estuprada, não fui? Mas isso não chega nem perto de todas, absolutamente todas as coisas que fez comigo fisicamente e mentalmente. O que eu passei nunca chegará perto do que você me fez passar.  

Respiro fundo depois de praticamente jogar verdades em sua cara.  

— Isso foi culpa sua. – disse parecendo estar tentando se convencer do que estava dizendo.  

— Tudo bem, vou acreditar que tudo isso foi minha culpa. – ironizei.  

— Você só faz escolhas erradas e ainda quer culpar à mim. – aproximou-se de mim. — Você vivia dizendo que me amava, o que mudou?  

— Eu mudei. Acha que deixei você para trás há anos, porque? Naquela época eu já havia percebido que era errado o que eu fazia por você. – balanço a cabeça negativamente e passo por ele o empurrando para o lado. 

— Onde vai?  

— Sair de casa. – dou de ombros e vou passando pela sala.  

— Não pode sair. E se alguém ver você? –  reviro os olhos.  

— Sei me defender sozinha, aliás, quem ensinou eu a me defender foi você.  

Já estávamos no meio da estrada, perto da saída de Gotham. Era tarde da noite, então não havia ninguém que pudesse nos ver, mas depois de ficar tanto tempo no Arkham, Jerome tem medo de ser pego. Se me encontrarem, também encontram ele.  

— Se uma hora você ser levada pro Arkham, juro que sumo do mapa e não volto para buscar você como da primeira.  

— Não preciso mais de você, Jerome. – digo por fim e começo a andar até meu destino.  

Espero muito que Jerome não descubra onde eu vá, ou... Pensando bem, ele não vai fazer nada.  

Jerome viu que mudei. E com o tempo, realmente terei uma mudança digna, não esquecendo de quem fui há anos, até porque, isso foi uma parte da minha vida que vou tentar não fazer que nem os outros que simplesmente insistem em esquecer. Mas não sou como as outras pessoas. Meu modo de vida é diferente, talvez doentio por cada uma das coisas em que fiz e que passei.  

Com a vida que levo, não sei do que será meu futuro, não apenas de mim, mas Jerome e Hannah. Tudo bem que eu não quero mais que ele faça parte da minha, mas ele é uma ruína que irei carregar pelo resto da vida, e isso eu já estou ciente.  

(…) 

Fico algum tempo encarando alguns dos homens de Jerome que ali estavam. Eles pareciam não saber o que fazer por verem que eu estava presente no galpão. Talvez estivessem surpresos por eu ter aparecido assim, do nada. Uns me encaravam de cabeça erguida, assim como eu os encarava, mas alguns deles pareciam ter medo de me olhar, ou coisa do tipo.  

Pode ser também que estejam tão surpresos por minha aparência não estar tão boa como antes. Sempre fui magra, mas agora eu estava seca, e meu rosto estava com machucados das vezes em que Jerome bateu em mim. A palavra “horrível” é a palavra certa a ser usada para mim numa situação tão decadente.  

— Onde Roberto está? – todos se entreolharam, mas nada disseram. — Vocês estão achando só porque não sou Jerome, não vão me obedecer? – sorriu divertida. — Ah, tudo bem, meninos. Terá de ser do jeito difícil. – retiro uma arma de dentro da calça, apontando para qualquer um que seja. — Onde Roberto está? – digo entredentes.  

Todos começam a olhar atrás de meu corpo, e me viro para ver do que se tratava. Era Jerome.  

—Roberto não está aqui. – disse aproximando-se de mim e indo com a mão em direção a arma que eu segurava apontada.  

Não me dei o trabalho de perguntar o porque dele ter vindo, aliás, eu já sabia que viria.  

Jerome conhece a maior parte de mim e isso o da uma certa vantagem, mas não quero que meus atos sejam tão previsíveis para. E, diferente de Jerome, é difícil eu saber o que ele pensa, mesmo que eu seja quase no nível de maldade dele, ainda tenho um coração capaz de amar, coisa que ele não faz e nunca nem sequer tentou. E o fato de Jerome não ter qualquer sentimento por mim, é algo que já não me incomoda mais, não sinto a tristeza de antes, apenas adotei a ideia de que ele é assim, sem chances de mudar. Então, o que adiantaria viver amargurada por ele? E, sim, eu ainda o odeio, mas sinto ódio demais para voltar a ser o que era com ele e apenas talvez, um dia eu possa me entregar a ele de corpo e alma como sempre fiz, mas que no momento não estou preparada.  

— Vocês não são os capangas que eu tive há alguns anos, então não sabiam que devem obedecer a Ariana. Mas depende do que ela mandar, não façam. A garota é mais pirada do que qualquer outra que eu peguei meses atrás.– suspirei fundo de forma que ele não pudesse notar, porque digamos que estou incomodada com essa sua última frase, mas eu não iria perguntar isso logo agora.  

— Vem, Ariana. Levo você até onde ele está. – Jerome diz e começa andar na minha frente.  

Passamos por um corredor enorme que, no caminho, observei o taco que Jerome havia descrito como o que ele usou para matar uns dos seus homens. Peguei-o em minhas mãos, observando algumas marcas de sangue que ainda haviam no mesmo. Continuamos o caminho e Jerome a porta da sala para que eu entrasse. Assim que a porta foi, senti uma vontade enorme de vomitar, apenas lembrando das coisas em que fui obrigada a passar, mas não me deixo ficar abatida com meus pensamentos ruins sobre coisas horrendas em que passei. 

Acendo a luz e posso ver nitidamente o filho da puta à minha frente. Ele lavanta lentamente sua cabeça e posso ver que seu rosto está totalmente intacto. Imaginei que estaria machucado ou algo do tipo, mas ele parecia bem e forte.  

— Você não fez nada? – pergunto incrédula.  

— Por que eu o machucaria se quem está morrendo de vontade de acabar com ele é você? – disse como se fosse óbvio. — Tudo bem que eu faria ele sofrer com total prazer, mas... – deixou no ar.  

Fiquei quieta e voltei a olhar o homem à minha frente. Meus queimam apenas por ver ele. Droga, quero ver esse sofrer sofrer, assim como fez comigo. Quero que ele implore por sua vida. Grite. Chore. Sofra. Ele vai passar por isso, com certeza vai. Não deixarei barato.  

— O que tem a dizer antes da sua morte? – me aproximo do corpo dele e inclino meu tronco numa altura que meu rosto ficou da altura do dele.  

Ele fica quieto, não dizendo absolutamente nada.  

— Vamos começar. – digo e olho para a porta, onde Jerome estava encostado. Ele apenas assentiu com a cabeça e sorri levemente com seu pequeno gesto.  

Seguro firme no taco em minhas mãos e o acerto em seu rosto, exatamente em seu nariz que começou a sangrar e que ficou muito machucado. Solto o taco de minhas mãos e começo a socar seu rosto várias e várias vezes. Queria que a raiva passasse, por isso, em nenhum segundo parei o que estava fazendo, até Jerome me segurar nos braços e puxar meu corpo para trás.  

— Harleen, ele tem que sofrer. Acha que socar a cara dele vai adiantar? – balanço a cabeça negativamente.  

Jerome, então, me solta, e bem, eu não ia perder tempo deixando ele vivo.   

Pego o taco de volta e começo a bater em seu rosto, assim como fiz antes, mas era realmente para que ele morra. Sua cabeça não aguentou e saindo do corpo e caindo no chão. Caí sentada no chão, começando a chorar de tanta raiva que estava. Pelo jeito, Jerome não sabia o que fazer, apenas aproximou-se e me levantou.  

— Ariana...  

— Cala a boca. – digo.  

Saio do galpão, ficando encostada no carro de Jerome que estava logo à frente do portão. Sinto a presença de Jerome atrás de mim e me viro, dando de cara com ele que me olhava de braços cruzados.  

— Por que não fez mais nada com ele? – riu sem graça alguma.  

— Eu mato às pessoas sem motivo, então, porque com ele seria diferente? Se fosse em questão de fazer sofrer quem já me fez mal, teria que matar você.  

— Você sempre diz que me ama. Acho que não faria isso. – deu de ombros e foi entrando no carro, enquanto eu fazia o mesmo.  

— Ver você morto, seria menos sofrimento do que já fez comigo psicologicamente.  

 

 


Notas Finais


Até o próximo!


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